Notas iniciais
Olá! Meus queridos leitores. Tudo bem com vocês? Voltei! Sentiram Saudades? Outubro chegou! Comemoramos o aniversário do nosso querido baterista e líder Kai-sama 43 anos de trabalho duro e pura energia, por trás de um lindo sorriso com covinhas. Iluminando nossos dias com sua liderança do The Gazette. Descubra a seguir como foi... com base na imagem do capítulo. Se você ainda não desistiu de mim, espero que goste. Agradeço os leitores (mesmo sendo os fantasmas e os tímidos para comentar) que ainda continuam aqui me apoiando e lendo a história de Kai/Yutaka. Happy Halloween!

Depois dos dias de férias e da festa no castelo Shimabara de Yoshiki-san, Yutaka, conhecido pelo apelido de Kai, retornou a Tóquio. Os ensaios da banda recomeçaram, mas a atmosfera entre ele e Uruha permanecia sem solução. A tensão entre os dois havia se intensificado após Uruha descobrir sua traição com Daigo, e sua natureza sobrenatural.

Essa situação estava começando a afetar não apenas a dinâmica entre os dois, mas também a harmonia do grupo.

Os amigos da banda, Ruki, Reita e Aoi, não sabiam sobre o lado sobrenatural da situação — nem poderiam — mas percebiam que algo muito sério estava em jogo, preocupados com o impacto nas atividades da banda.

Era uma tarde tensa no estúdio de ensaio, onde o eco das baquetas de Kai era interrompido apenas pelo murmúrio da banda, ele decidiu pedir auxílio os amigos da banda.

Na sala de ensaio, depois que Uruha saiu abruptamente após mais uma sessão tensa, Kai olhou para os amigos com uma expressão de frustração. Ele sabia que precisava de ajuda para se explicar a Uruha, mas também sabia que não poderia revelar toda a verdade.

— Pessoal, eu preciso de um favor... — começou Kai, a voz baixa, mas firme. — A situação entre mim e Uruha está insustentável.

Ruki, sempre o mediador, franziu a testa.

— Eu pensei que vocês tinham resolvido isso nas férias. O que aconteceu?

Kai hesitou, lembrando-se que Uruha viu seu lado vampiro com Daigo.

— Não é tão simples, Ruki-san. Ele… continua magoado com o que aconteceu. Eu preciso que vocês falem com ele.

Ruki cruzou os braços, analisando a situação.

— Você sabe que ele não vai querer ouvir, não é? A confiança dele em você foi abalada. O que você espera que a gente diga?

— Eu só quero que ele me ouça, que dê uma chance para me explicar. — insistiu Kai, a angústia evidente em sua voz. — A tensão entre nós está afetando os ensaios, e isso não é bom para a banda.

Reita balançando a cabeça em concordância.

— Sim, Kai-san. Dá para ver que ele nem consegue te olhar direito. Toda vez que vocês estão perto um do outro, o ambiente pesa.

— Precisamos manter a harmonia, e isso começa com Uruha-san se sentindo seguro novamente. — disse Kai com olhar determinado.

Aoi, que até então escutava em silêncio, decidiu intervir.

— Kai-san, você precisa entender que Uruha está passando por um momento difícil. Ele se sente traído, e não, é algo que se resolve da noite para o dia.

— Eu sei... e é por isso que tô pedindo. Eu preciso que vocês falem com ele. Uruha-san não quer me escutar, ele se fecha toda vez que tento me aproximar. — Kai olhando para baixo, claramente angustiado — Se vocês conseguirem convencê-lo a pelo menos me dar uma chance de falar, eu... que posso tentar consertar as coisas.

Aoi fica pensativo, coçando o queixo.

— Mas, Kai... o que você fez foi grave, né? Não tô julgando, mas Uruha-san tá realmente machucado. Dá para ver nos olhos dele. Você acha que conseguirá resolver só com uma conversa?

Kai com uma expressão de culpa no rosto.

— Eu... não sei. Eu traí a confiança dele, escondi coisas sobre mim que devia ter contado. Mas eu ainda preciso tentar. Se eu não conseguir falar com ele, não sei o que acontecerá com a banda. Tudo pode desmoronar.

Ruki suspirou, percebendo a gravidade da situação.

— Então é isso? Você tá dizendo que a banda pode acabar se você e ele não se acertarem?

— Não quero chegar a esse ponto, mas sim. — Kai diz desesperado — não quero perder isso. Nem ele, nem a banda. Vocês precisam me ajudar a fazer ele me escutar.

Reita suspirando, olhando para Ruki e Aoi.

— Acho que vale a pena tentar. Se Kai-san tá disposto a admitir os erros e conversar de verdade, talvez a gente consiga fazer Uruha-san dar essa chance.

— Pior não vai ficar, né? O que você quer que digamos a ele?— Aoi pergunta com um sorriso leve.

— Diga que eu entendo a dor dele, que eu reconheço meu erro, e que estou disposto a fazer o que for preciso para reparar isso. Ele precisa saber que eu não sou uma ameaça. Que eu ainda sou o Kai que ele conheceu, só que… talvez um pouco mais complicado.

Ruki dando de ombros.

— Tá certo, eu falo com ele. Mas você terá que ser sincero, Kai-san.

Kai assentiu com gratidão, sabendo que seus amigos estavam dispostos a ajudar.

— Eu sei. Arigatô, sério. Eu serei honesto com ele, mesmo que ele nunca me perdoe...

— Kai-san, você sabe que estamos do seu lado. Mas não podemos forçar Uruha-san a fazer algo que ele não queira. — disse Ruki.

— É, cara, essa situação é complicada. A decisão final será dele.— Reita comenta.

— Não prometemos nada, mas faremos o nosso melhor.— Aoi complementa. — E se ele não quiser ouvir?

— Então, pelo menos eu tentei. Mas eu não posso ficar parado enquanto a nossa banda, a nossa família, se desintegra devido a algo que fiz. — O olhar de Kai era intenso, cheio de determinação.

A banda concorda em intervir, sabendo que essa é a única forma de tentar restaurar a paz entre Kai e Uruha, e também garantir que a música continue.

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Durante uma pausa nos ensaios, Ruki, Reita, e Aoi, se reuniram para discutir a situação. Eles estavam cientes de que a dinâmica da banda estava sendo prejudicada e que a comunicação entre Uruha e Kai precisava ser restabelecida. A preocupação era evidente em seus rostos.

— Precisamos fazer algo para que Uruha-san converse com Kai-san — começou Ruki, com um tom sério. — Isso está afetando não apenas ele, mas toda a banda. Os ensaios não estão fluindo como deveriam.

— Eu sei que Uruha-san está chateado, mas ele não pode se afastar assim. Ele precisa ouvir o que Kai-san tem a dizer — acrescentou Aoi, cruzando os braços em um gesto de frustração. — Ele ainda não entende o quanto essa situação está impactando todos nós.

Reita assentiu, mas sua expressão era de preocupação.

— Mas e se ele não quiser ouvir? Ele tem esse medo de Kai-san, e não sabemos exatamente por quê. Pode ser algo mais profundo. É como se ele estivesse fugindo de algo que não conseguimos ver.

— Talvez devêssemos insistir mais. Kai pediu para falarmos com ele e darmos uma chance a ele de se explicar — sugeriu Ruki, olhando para os amigos. — Se não fizermos isso, podemos perder não apenas um membro da banda, mas um amigo.

— Só que Uruha-san não parece disposto a ouvir. Ele tem evitado Kai como se fosse uma praga. — Aoi franziu a testa. — E se o que ele teme for algo que não podemos entender? Precisamos ser cuidadosos.

Reita suspirou, olhando para a porta pela qual Uruha havia saído.

— Devemos conversar com ele. Se ele não estiver disposto a ouvir, pelo menos precisamos tentar. O que aconteceu entre Kai-san e Daigo-san não pode ser a razão para destruir tudo o que construímos juntos.

Com essa decisão, os três se levantaram e foram em direção à porta, determinados a encontrar Uruha e convencê-lo a dar uma chance a Kai. O que eles não sabiam era que, por trás do medo que Uruha nutria, havia um segredo que poderia mudar tudo e que poderia ser mais perigoso do que qualquer um deles poderia imaginar.

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Uruha, ele se encontrava em um dilema interno. Ele sabia que não poderia revelar o verdadeiro motivo de sua relutância em falar com Kai; o medo de estar perto de um vampiro. E embora seus amigos quisessem ajudar, ele estava preso entre o segredo sombrio e sua dor pessoal.

O ambiente no estúdio estava pesado quando Reita, Ruki e Aoi abordaram Uruha, tentando convencê-lo.

Ruki com uma expressão séria, mas tentando manter a calma

— Uruha-san, você sabe que Kai-san tá mal com tudo isso, né? Ele quer resolver as coisas com você, mas ele precisa que você pelo menos o escute.

Reita cruzando os braços.

— Sim, cara. A gente entende que o que aconteceu foi grave, e você tem todo o direito de estar chateado. Mas não podemos continuar desse jeito. Tá afetando a banda e, a gente sente a falta da harmonia que tinha antes.

Aoi em um tom mais suave.

— Ninguém tá pedindo para vocês serem melhores amigos da noite para o dia, mas talvez só ouvir o que ele tem a dizer possa ajudar. Sei que é complicado, mas será que você não pode dar uma chance?

Uruha, que até então permanecia calado, respirou fundo, sentindo o peso das palavras dos amigos. Ele sabia que a banda estava em risco devido à tensão, não podia revelar o verdadeiro motivo, mas também não podia mentir para seus amigos.

— Uruha-san! Fale conosco — pediu Ruki, sua voz agora carregada de preocupação. — Não podemos ajudar se você não nos contar o que está acontecendo.

Uruha hesitou, o coração acelerado. Ele desejava abrir-se, mas a ideia de compartilhar seu verdadeiro temor; o pavor de estar perto de um vampiro; parecia impossível. Ele se sentia como se estivesse preso entre o desejo de ser compreendido e o receio de ser julgado.

Uruha respirou fundo, a luta interna visível evitando olhar diretamente para eles.

— Eu... eu entendo o que vocês estão dizendo, de verdade. E não quero prejudicar a banda, vocês sabem o quanto isso significa para mim.

— Então, por que você não fala com ele? O que te impede? — Ruki franzindo a testa, tentando captar o que estava realmente acontecendo.

Uruha desviou o olhar, seus pensamentos girando entre a dor da traição e o medo do segredo sobrenatural. A traição de Kai com Daigo havia deixado uma cicatriz que não se limitava apenas à confiança; também evocava um temor visceral em relação à verdadeira natureza de Kai.

— Eu... não sei se consigo. Não agora. O que aconteceu entre mim e o Kai... não é só sobre ele ter errado comigo. — sua voz era um sussurro, quase inaudível. — Tem coisas que... são mais complicadas do que vocês imaginam.

— Complicadas como? Se tem algo mais que a gente não sabe, pode falar. — Reita indagou com um tom preocupado — A gente tá aqui para ajudar.

Aoi, percebendo a angústia do amigo, tentou suavizar a situação.

— Se for sobre a traição, talvez o tempo ajude, sabe? Mas se for outra coisa... estamos todos aqui do seu lado. Não precisa carregar isso sozinho.

Uruha sentiu o coração acelerar. Eles não podiam entender o que ele sentia. O medo que o consumia cada vez que pensava em Kai, agora que sabia que ele era um vampiro. Ele não podia contar isso a eles, e a tensão interna só crescia.

— Não, é algo que eu posso explicar para vocês agora... mas é algo que eu preciso lidar sozinho. — Uruha falou respirando fundo — Eu só... eu não sei se tô pronto para conversar com ele ainda. Eu sei que vocês querem ajudar, mas não posso forçar isso.

Ruki olhando para os outros, claramente frustrado, mas aceitando a resposta.

— Tá bom, Uruha-san. Eu entendo que você tem suas razões. Só quero que você saiba que estamos aqui, sempre que precisar.

— Só lembra que gente precisa de vocês dois para banda funcionar. A tensão tá... sufocante. E só vai piorar se vocês não resolverem isso. — Reita se aproximou um pouco, buscando encorajar o amigo

— Daremos o tempo que você precisa, mas pensa nisso, tá? Talvez falar com o Kai-san ajude a aliviar um pouco o que você tá sentindo. — Aoi falou com um leve sorriso de apoio.

Uruha assentiu, sentindo-se um pouco aliviado por não ter que explicar a verdade, mas, ao mesmo tempo, angustiado por não conseguir resolver a situação. Enquanto eles se afastavam, deixando-o sozinho com seus pensamentos, ele sabia que, em algum momento, teria que confrontar não apenas Kai, mas também seus próprios medos.

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Uruha estava determinado a manter sua distância de Kai, mesmo diante das tentativas de mediação dos amigos da banda. Ele estava mergulhado em uma mistura de raiva, traição e confusão, e a simples ideia de enfrentar o vampiro o fazia se fechar ainda mais.

Yutaka se afundou em uma poltrona, o telefone apertado contra a orelha, sentindo o peso de mais uma tentativa fracassada. Do outro lado da linha, a voz suave e reconfortante de Daigo neko-chan era uma mistura de compreensão e tristeza, um alívio temporário em meio à tempestade que ele enfrentava.

— Yuta-chan, eu posso sentir que você está mal. O que aconteceu? — perguntou Daigo, sua voz suave como um bálsamo, mas Yutaka sabia que as palavras que seguiriam não seriam fáceis de ouvir.

— Eu tentei de novo, Daigo-chan. Meus amigos da banda falaram com ele, tentaram convencê-lo, mas... Uruha continua irredutível. — Yutaka com a voz baixa e cansada. — Ele não quer me ouvir. Parece que nada vai resolver isso.

Daigo ficou em silêncio por um momento, tentando encontrar as palavras certas. Ele sabia o quanto aquela situação estava corroendo Yutaka, e ouvir o desespero na voz de seu amado o fazia sofrer também.

— Yuta-chan, você fez tudo o que podia. Não é sua culpa. — Daigo diz com um tom suave, mas firme. — Sei que está doendo, mas às vezes as pessoas precisam de mais tempo para lidar com suas próprias mágoas.

Yutaka esfregou os olhos, sentindo a pressão de lágrimas não derramadas.

— Eu só queria consertar as coisas. Se ele me desse uma chance de explicar... tudo isso está destruindo a harmonia da banda E eu nem posso... voltar ao restaurante, tentar consertar as coisas entre nós também. — Yutaka diz sussurrando — Estou preso a essa vida de vampiro que não pedi, afastado de você, e agora, Uruha não quer nem olhar.

Havia um silêncio pesado do outro lado da linha. Yutaka podia imaginar Daigo respirando fundo, tentando processar tudo. Daigo, do outro lado, sentiu o coração apertar ao ouvir as palavras de Yutaka. Ele queria abraçá-lo, dizer que tudo ficaria bem, mas sabia que a dor não desapareceria tão facilmente.

— Eu sinto tanto, Yutaka-san. Queria que pudesse estar aqui comigo, que pudéssemos resolver isso juntos. Eu odeio te ver assim, preso nessa situação, lutando contra tudo sozinho.

Yutaka engoliu em seco, seu peito apertando. Ele sabia que Daigo estava tentando ser forte por ele, mas a distância e o caos entre ele e Uruha tornavam tudo insuportavelmente difícil.

— Eu não sei o que dizer. Você precisa entender que isso não é só sobre você. Uruha está ferido, e ele não quer falar sobre o que aconteceu. Ele está perdido em sua própria dor — disse Daigo, sua voz carregando um tom de empatia.

Yutaka num tom mais baixo, quase em um lamento.

— Eu sinto tanto a sua falta... queria estar aí com você. Queria que tudo fosse diferente, que eu pudesse esquecer todo esse mundo e ficar só ao seu lado.

Daigo com uma mistura de ternura e tristeza.

— Eu também sinto sua falta, muito mais do que você imagina. Mas... você vai conseguir. Encontrará um jeito de resolver isso. E eu... eu sempre estarei aqui esperando por você.

Yutaka ficou em silêncio, sem forças para responder, apenas absorvendo a presença reconfortante de Daigo pelo telefone, mesmo que a distância fosse insuportável.

Ele sabia que o que havia feito havia causado feridas profundas, e a ideia de não conseguir curá-las o consumia.

— Talvez você devesse dar um tempo a Uruha-san. Ele precisa processar isso tudo. E eu... eu preciso de um tempo também. — Daigo respondeu, a dor em sua voz ecoando na mente de Yutaka.

— Eu entendo. Não queria estar afastado de você, Daigo neko-chan. Não quero perder você também. — Yutaka murmurou, a angústia transbordando em sua voz.

— Eu não quero que você me perca, Yuta-chan. Mas precisamos de espaço para entender o que aconteceu. Prometo que estarei aqui quando você quiser para conversar. — Daigo respondeu com uma mistura de ternura e tristeza.

— Obrigado por sempre estar ao meu lado, mesmo quando tudo parece impossível.

Eles se despediram com um silêncio carregado de emoções, nenhum dos dois querendo realmente desligar, mas ambos sabendo que não havia mais o que dizer no momento. A conversa terminou com um nó na garganta de Yutaka.

Ele desligou o telefone, sentindo a dor da distância esmagar seu coração e soltou um longo suspiro, olhando para o teto do estúdio, sentindo-se mais perdido do que nunca sem saber como sair dessa situação horrível, mas uma coisa era certa: ele não ia desistir de reconquistar Daigo e consertar tudo. Mesmo que o caminho fosse longo e difícil, ele estava determinado a encontrar uma saída.

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Enquanto isso, Daigo olhou para o telefone em suas mãos, a mente já tomada por uma decisão de intervir na situação e falar com Uruha era o último recurso para tentar resolver o impasse entre os dois. Ele não podia mais ficar parado, assistindo Yutaka sofrer em silêncio. Ele sabia que tinha que fazer algo, mesmo que Yutaka não soubesse. Sem hesitar, discou o número de Uruha.

Naquele fim de tarde, uma reviravolta aconteceu quando Uruha recebeu uma ligação inesperada, interrompendo seus pensamentos. O nome de Daigo apareceu na tela, o que fez seu coração acelerar de leve. Ele hesitou por alguns instantes antes de atender.

O som dos toques ecoou no silêncio de seu pequeno apartamento, até que, finalmente, Uruha atendeu.

Daigo respirando fundo, com determinação, falou ao telefone.

— Uruha-san... é o Daigo. Precisamos conversar. Eu acho que você merece saber a verdade sobre o que aconteceu. Eu sei que está magoado com o Yutaka, mas... se você souber o que realmente aconteceu, talvez as coisas fiquem mais claras.

Uruha, do outro lado da linha, ficou em silêncio por alguns segundos antes de responder. Ele não estava esperando esse contato, e seu coração deu um salto de surpresa e ansiedade.

— Daigo-san? O que você quer dizer com a verdade? — Uruha questionou com um tom frio, mas curioso.

— Venha me encontrar no restaurante, amanhã, depois das cinco da tarde. Aí eu te conto tudo. Sobre o Yutaka... sobre mim... e sobre o que você realmente precisa saber.

Daigo propôs um encontro no restaurante, e Uruha, respirou fundo. Ele estava cansado de tudo aquilo. No entanto, a curiosidade e uma parte dele que ainda ansiava por respostas o fizeram ceder.

— Tudo bem, Daigo-san, estarei amanhã no restaurante para conversar.

A decisão estava tomada. Daigo sabia que, se quisesse ajudar Yutaka, ele teria que contar tudo, inclusive como sua paixão, que antes parecia inalcançável, se tornou uma realidade dolorosa, e como ele descobriu a verdade sobre o vampiro que amava.

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Notas finais
Essa ligação foi muito inesperada. Como será essa conversa entre Daigo e Uruha. Raios e trovões prevejo uma tempestade elétrica se aproximando. Deixem suas reações nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada!