Kakatte Koi

7 Kamijo-Kun - (Revisado)


Notas iniciais
Boa Noite! Meus Queridos Leitores (as) de Plantão. Em homenagem ao retorno do Versailles que fez uma live. Capítulo dedicado ao vocalista mais lindo e famoso do Visual Kei. Chef Kai conta como Kamijo Yuuji , se tornou parte da história da sua vida Descubra a seguir .... Esse capítulo foi revisado .Boa Leitura

POV Yutaka

Depois dessa conversa subo as escadas pensando como Kamijo se tornou parte da história da minha vida, sem ele não sei o que teria acontecido comigo.

“Eu estava andando sem rumo à noite nas ruas de Tóquio quando vi uma placa em um bar num beco escuro. 'Precisa-se de baterista', podia ser a minha chance. Mesmo com medo do local e do pessoal que frequentavam o bar, criei coragem e fui falar com o dono.

Ele me aceitou pois seu filho estava montando uma banda, tocava todo fim de semana no bar e faltava um baterista. Mas ele só me pagaria por hora, para quem não tinha nada já era um começo, só de poder tocar novamente mesmo sendo naquele local nada agradável, não seria tão ruim.

Sabe quando você acha que não pode ficar pior do que já está, e por incrível que pareça você acaba no fundo do poço.

O pouco dinheiro que eu recebia não dava para pagar nenhum quarto no pior hotel de Tóquio, tinha completado 18 anos e literalmente fui expulso do orfanato. Não tinha ninguém para pedir ajuda, não era o que havia sonhado quando criança, minha avó sempre dizia que tinha muito talento para cozinha e minha mãe falava que seria um músico muito famoso um dia. Apesar de toda situação desesperadora que me encontrava, manteria minha promessa de conseguir realizar seus sonhos, não iria morar na rua.

Acabei indo pedir abrigo para o dono do Bar, já tocava com a banda nos finais de semana, era o único lugar que pensei em pedir ajuda, ele prontamente me arrumou uma cama na dispensa nos fundos do estabelecimento.

Mas nada não vem fácil, como era de se esperar, o dono disse que poderia trabalhar para ele como ajudante de cozinha para pagar o péssimo quartinho úmido e cheio caixa de bebidas que ele falava que era um teto, pelo menos não estaria na rua já era um alívio.

Comecei ajudando na cozinha meio período a tarde, tinha a manhã livre então saia para procurar outros empregos, apesar de não ter muita experiência e nem estudos avançados, sempre conseguia algo meio período para tentar compensar o pouco que recebia, que já vinha descontado a moradia e a comida.

Parecia que o dono do bar não gostava muito que eu tivesse dois empregos, chegou até a falar que não me daria mais moradia, pois ele não era instituição de caridade para ficar acolhendo órfão, disse que se nem meu pai suportou um filho e foi embora, porque ele deveria.

Sempre me deixava mal falando que eu não tinha ninguém para se importar comigo, e não faria falta se morresse.

Depois de um tempo não estava mais conseguindo outro serviço na parte da manhã, tudo corria bem nas entrevistas mas quando consultavam as referências do outro serviço e onde eu morava, me olhavam de cima em baixo como se tivessem vendo uma aberração e a vaga não existia mais. O patrão do bar com certeza devia falar mal de mim, espalhado algum boato, não suportava que eu pudesse conseguir um lugar melhor e sair de lá.

Sem emprego de manhã ele resolveu preencher meu tempo livre dizendo que devia ser grato, pois sem ele não teria onde cair morto, tinha que agradecer pelo teto e comida que ele descontava do meu salário, dizendo que estava devendo para ele e me incumbiu da limpeza do local.

O bar abria na parte da tarde e virava a noite até a madrugada, também tinha que ser o garçom recebia umas gorjetas e isso ajudava a ter um pouco de dinheiro, mas não tinha onde gastar nem sair para comprar uma roupa ou um sapato, ele me fazia trabalhar mais de 3 períodos, me explorava até não poder mais, só tinha 1 hora para comer um prato de comida no almoço e quando não tinha movimento a noite no bar tinha 1 hora para jantar.

De manhã fazia a limpeza do local, em seguida ajudava na cozinha e fazia minha refeição nesse meio tempo, enquanto o bar não abria só tinha alguns minutos para sair e fumar um cigarro e olhar o movimento da rua, raramente isso era possível. Algumas vezes na minha hora de almoço nem comia para conseguir ir um brechó ali perto, comprava uma camiseta, uma calça, um sapato quase novo, o qual usava até gastar a sola.

Durante a noite era garçom, quando tinha pouco movimento conseguia jantar e podia dormi mais cedo lá perto da meia noite, ao contrário tinha que ficar na madrugada também, como se fosse o único empregado daquele lugar que sugava minhas forças e meus sonhos.

Essa era minha rotina de todos dias durante anos, por mais que eu tentasse juntar dinheiro para sair desse trabalho o dono sempre falava que estava devendo, por mais que eu trabalhasse nunca conseguia pagar essa dívida e cada vez meu salário era menor.

Quando eu finalmente deitava a cabeça no travesseiro, agarrava as fotos de minha mãe e avó e chorava muito, quase todas as noites, queria entender o motivo delas terem partido e me deixado só a própria sorte, tudo me foi tirado, família, casa. A minha maior dor foi perder a estimada bateria presente de minha avó, o banco ficou com tudo jogando-me num orfanato aos 16 anos.

Sempre me perguntei sobre meu pai, porque nunca me procurou nem antes quando ainda era criança e muito menos depois que minha mãe partiu, ela nunca falou dele nem seu nome, será que ele não sabia da minha existência por isso nunca apareceu?

.:.:.:.:.:.:.:.:.:

A única alegria que tinha por assim dizer era no fim de semana quando eu sentava na bateria e tocava aquelas horas à noite, me sentia livre como se mais nada envolta existisse, era só eu e a música. Os rapazes até que eram bons, tocávamos um pouco de Jpop mas o mais forte era o JRock, às vezes eu ganhava alguma gorjeta, era só com esse dinheiro que ficava para me manter.

Até que um dia ele apareceu, não sei até hoje como encontrou aquele lugar escondido, já o conhecia das revistas e vídeos do canal de música da tv. Ele tinha cabelos loiros longos e cacheados, vestia uma blusa branca com uns babados aberto até o meio do peito e mangas bufantes com um sobretudo preto que ia até o chão, usava uma calça de couro e uma bota até o joelho inteira amarrada com um salto plataforma de uns 10cm. Seu nome era Kamijo Yuuji, conhecido como vocalista da banda de Visual Kei Versailles.

Mas a pergunta era o que ele fazia perdido naquele bar, não combinava nada com seu estilo de vida.

Será que é mais uma brincadeira de mal gosto do destino comigo? Eu não tinha mais esperanças nem sonhos, estava naquele inferno há mais de 3 anos, não existia mais futuro para mim, tinha sido consumido por causa do trabalho exaustivo, possuía olheiras profundas, foram tantas noites chorando que nem lágrimas mais tinha, era pele e osso, não me conseguia me alimentar direito, apresentava palidez, um ar cansado e depressivo.

Quando paramos de tocar ele veio até mim, disse que eu tocava muito bem, não resisti ao elogio e sorri como a muito tempo não fazia, aparecendo minhas covinhas uma de cada lado.

Lembro até hoje o que ele falou: — Que sorriso mais lindo com covinhas você tem meu rapaz. Qual seria seu nome?

— Yuta… ka, meu no...me é esse… _ nervoso acabei gaguejando nome _ mas pode me chamar pelo apelido de Kai também.

— O nome é tão maravilhoso quanto o dono. _ nessa hora eu corei.

Não sabia se ele estava me elogiando ou flertando comigo, seu olhar era tão intenso que eu não consegui parar de fixar meus olhos nele.

— Não chega a tanto Kamijo-san. _ Suspiro fundo tentando esconder minha vergonha.

— Então sabe quem eu sou? Muito interessante, também é inteligente. _ Olho com surpresa sobre seu comentário — Tem todas as qualidades que estou procurando.

— Não estou entendendo, o que uma pessoa tão importante e famosa como você, estaria procurando num lugar como esse? _ ele só pode estar perdido, não é real ele estar aqui.

— Procuro um baterista incrível, que sabia ser encantador, de beleza inigualável, e que seja intelectual, encontrei todos esses atributos em você, Yutaka-san. _ Agora tenho certeza ele tá flertando comigo.

Seria possível que o destino cansou de me ferrar, está me dando uma chance de recomeçar?

— Isso é demais até para mim, Kamijo-san. Obrigado pelos elogios. _ Meu rosto está corado e agora meu coração está acelerado — Mas o que aconteceu com o último baterista?

— Não deu mais certo, ele foi embora. Então aceita ser nosso baterista, Yutaka-san? _ Fiquei mais assustado ainda, nunca imaginei que isso fosse acontecer.

Não estou acreditando, Kamijo-san está me convidando para sua banda, só pode ser uma sonho, será real mesmo? Meu coração está acelerado, estou corado de tanta emoção, ele sempre foi meu ídolo.

— Simples assim, sem nem me conhecer direito, não pode ser verdade. É sério mesmo?_ Estou incrédulo com a proposta, será que é minha chance de sair desse inferno.

— Sim, é muito sério, ou você prefere ficar nesse lugar obscuro até morrer? Não está muito longe disso. Junte suas coisas e vamos embora, há muita energia maligna aqui ela está te consumindo, drenando sua energia vital. _ Não pensei duas vezes, me levanto da bateria apressado.

Fui até o meu quartinho e peguei minha mochila, as poucas roupas que tinha e minhas fotos preciosas, mas quando tô saindo do quarto o dono do bar se colocou na minha frente e arrancou a mochila dos meus ombros, me arremessando na parede. Como se eu fosse propriedade dele, diz com raiva na voz.

— Aonde você pensa que vai, rapaz!? Tem muito trabalho para ser feito, já se esqueceu que me deve por lhe dar um teto e comida? _ Achei que ele fosse me bater.

Então Kamijo-san ficou entre nós, sua expressão mudou parecendo ameaçadora, eu juro que seus olhos brilhavam como duas bolas de fogo, do jeito que fuzilava o grosso do dono do bar, ele falou com voz grossa bem assustadora.

— A escravidão acabou! Yutaka vai embora comigo, estamos de acordo?_ O dono ficou parado assustado, apenas acenou com a cabeça que sim, agarrou meu braço e me jogou em cima de Kamijo, quase caio se ele não tivesse me segurado.

— Pode levar, ele só me deu prejuízo, é todo seu! _ O grosso vira as costas e vai para o outro lado do bar, me abaixo junto minha mochila e as coisas que caíram no chão levanto pronto para sumir dali.

Não sei o que o dono do bar viu nos olhos de Kamijo-san, mais ele saiu extremamente assustado, até que enfim desistiu de achar que eu era sua propriedade, estava livre afinal.

— Vamos Yutaka-san! Sua nova vida e família está começando agora._ Kamijo segue na direção da porta — Está na hora de ir, você precisa de um pouco de felicidade.

— Uma nova família ? Será que vão gostar de mim Kamijo-san? _ Saio daquele lugar sem nem sequer olhar para trás, quero esquecer tudo o que passou e aos 21 anos vou recomeçar minha vida.

— Com certeza, já te amei só de ver seu sorriso._ Sorrio de lado só de ouvi-lo falar. — Exato, isso mesmo com essas covinhas fofas. Você é tão especial Yutaka-san! Sorte que te resgatei a tempo.

Um veículo preto muito bonito nos esperava quando saímos do beco onde ficava o bar, o motorista abriu a porta e entramos eu e Kamijo nos acomodamos no banco traseiro, lembro que só vi um carro desse nos filmes, nem acredito ainda que estou dentro de um com o astro do rock Kamijo, enfim o destino está me permitindo ser feliz de novo e sonhar novamente.

Foi assim que Kamijo se tornou parte da minha vida, nosso começo foi promissor, o relacionamento sempre foi bom e a interação com os meninos da banda era ótima. Voltei a estudar e fiz curso de culinária, nunca mais deixei de tocar minha bateria e seguir com meus dois sonhos.

Até que começaram as mentiras, sinto que fui enganado num certo acordo que fizemos, mas não tem volta, ás vezes penso que se não fosse o que sou hoje, não teria conquistado meus sonhos. Isso eu agradeço e respeito Kamijo-san como aquele que me salvou de uma vida miserável sem esperança, me livrou da escravidão daquele senhorio horrível do bar. Ainda sou ressentido com Kamijo, por ele não ter perguntado ou me avisado das escolhas que eu tinha, minha aceitação seria melhor… “

Nem sei quantas horas perdi envolto com todas essas lembranças, algumas foram felizes e outras muito dolorosas. Mesmo depois de todo esse tempo ainda choro muito com as perdas. Sou agradecido por Kamijo aparecer e me salvar trazendo minha esperança de volta, apesar que depois entramos em conflito, desisti de ser seu baterista e só quis seguir com o restaurante, ele ainda não aceitou minha decisão, por isso estamos sempre em conflito.

.:.:.:.:.:.:.:.:.:

POV Kai

Aqui sozinho no meu quarto percebo que já é tarde e enxugo minhas lágrimas, vou até chuveiro tomo uma ducha rápida, passo perfume ajeito meu cabelo, faço uma make leve, troco minha roupa que tinha já separado para usar à noite, quando os convidados forem chegando, os convites foram enviados no meio da semana, fiquei pensando no teste esqueci de mandar convite para Uruha.

Hoje e amanhã vou estar muito ocupado, sendo um anfitrião que nem daria tempo de dar atenção para ele. Sei que não está certo, eu devia comer algo e não só beber, mas encho um copo com vinho que Kamijo me trouxe, preciso de autocontrole para manter as aparências que tá tudo bem comigo. Meu outro “eu” parece que está adormecido com o vinho, apesar que ele só ativa quando estou perto de Uruha.

Vou tentar ligar para ele avisando que estou bem. Daigo deve ter pego algum telefone deles, me esqueci completamente disso quando estava perto dele, não me importo com mais nada. Preciso comprar um celular, fica mais fácil, toda vez tenho que descer no salão para telefonar, perto dos outros não têm privacidade nenhuma.

Só tenho o telefone da produtora, quem sabe eles estão lá apesar de ser sábado. Desço vou até o salão, na esperança de poder falar com ele. Mas não estou com sorte, só toca e nada de atender, certo que não estão lá, o jeito é ficar esperando ele ligar de volta.

Vamos ao trabalho! O local logo vai ficar cheio, e não quero que nada estrague a noite.

:.:.:.:.:.:.:.:.:

O final de semana no restaurante, foi exaustivo estava lotado como sempre, como anfitrião fui requisitado em todas as mesas, muitos músicos têm vindo apreciar o espaço, que acabou sendo referência aos produtores para marcar até encontros de negócios, e com o Karaokê novos artistas e novas bandas estão se formando durantes as refeições.

Meu pensamento nesses dias foi só sobre o que Uruha estaria fazendo?

Será que ele falaria de novo comigo? Nada tirava da minha cabeça que o tinha afugentado, talvez seja só minha insegurança.

Nunca tive muita sorte com amor, por isso só me concentrei na carreira e nos estudos.

Quando será que a produtora vai ligar? Meu medo é não ser aceito, mas eles gostaram de como toquei, estou torcendo para dar tudo certo.

Quero ver Uruha outra vez, ele já faz parte dos meus sonhos.

Na segunda estava exausto, a única coisa que queria era dormir até mais tarde, do que costumo dormir. Trabalhar só a noite é muito bom às vezes, pois depois tenho o dia inteiro para descansar.

Mas cansa muito, eu só estava deitado porque meu corpo não parava de pé, todos os músculos pediam por esse momento. Minha cabeça estava a mil, não havia conseguido pregar os olhos só pensando nele, nunca tive insônia, mas a falta de Uruha estava acabando com a minha sanidade.

Acabei dormindo o dia todo, sorte que tenho funcionários muito eficientes que cuidam do restaurante durante a semana.

:.:.:.:.:.:.:.:.:

POV OFF

Por volta das 4 da tarde batidas na porta do quarto de Kai são ouvidas por ele, com certeza que deve ser o Daigo, o único que tem coragem suficiente para se aproximar do chef.

— Chef Kai, está acordado? — Escuto Kai respondendo, vejo pela fresta da porta ele se ajeitando na cama.

— Estou sim, pode entrar Daigo-san. _Daigo se preocupa comigo, antes eu dormia até escurecer, sem me alimentar.

“Daigo entra no quarto segurando uma bandeja e uns papéis na mão, ele foi a melhor pessoa que me apareceu, é responsável, atencioso, está sempre querendo agradar me ajudando com restaurante e quando me consolou foi muito amável e me abraçou com ternura e carinho, tomara que seja só por amizade, não queria que ele estivesse nutrindo um amor que não poderei retribuir.”

— Konnichiwa Kai-san, trouxe um lanche, um refrigerante e seu vinho. _ Kai está deitado só uma calça de moletom e uma camiseta regata mostrando seus braços que tive a oportunidade de acariciar quando ele tava chorando. — Como você dormiu demais, pensei que pudesse estar com fome.

— Arigatou, por sua preocupação, pode colocar em cima da cômoda. _ Daigo deixa a bandeja na cômoda do lado da minha cama, senta na beirada da cama com uns papéis na mão.

“Daigo está bem próximo a mim com uns papéis na mão, tem sido responsável pelo restaurante sendo apenas um garçom. Vou promovê-lo a gerente da cozinha, pois posso confiar nele desde o dia que ficou para me ajudar com a audição de bateria e na minha crise sem pedir para ele ficar.”

— Kai-san anotei uns recados. Posso ler para você? _ fixo meu olhar nele puxando o lençol se ajeitando para sentar e acena com a cabeça que sim. Suspiro espero que ele não tenha percebido que o estava secando. — Fizeram novas entregas dos mantimentos pela manhã, já está tudo abastecido para semana.

— Ok! Esqueci que era dia de entregas. Correu tudo certo, como foi o expediente do almoço? _ indago pois o restaurante abre para o almoço.

— Sim, o horário de almoço tem ficado bem lotado com até fila de espera. O público adora saber quem veio? Onde sentou? O que tal pessoa comeu? _ Kai me olha surpreso, por que estou rindo das perguntas dos fãs. — O Mural de autógrafos parece um lugar turístico tanto que os fãs tiram fotos.

“Resolvi abrir o restaurante para as pessoas ou fãs conhecerem o local, já que o fim de semana é reservado para os artistas.”

— Mas que coisa hein! Nem sabia que os fãs fossem fazer fila para ver os autógrafos. Vou começar pedir fotos dos convidados para fazer um mural, para agradar mais o fandom.

— Depois veio um rapaz trazer 3 garrafas de vinhos, dizendo que eram da Adega de Kamijo-san para Yutaka-san. Era um rapaz bem alto moreno com um cabelo preto bem liso escondendo parte do rosto, tinha uma voz grossa num timbre forte. — Kai me olha levando as mãos à cabeça surpreso. — Então recebi e guardei na geladeira com as outras garrafas.

— Esqueci de avisar que Masashi-san vinha trazer minha encomenda. Por favor, esse vinho é muito especial, deixa separado dos outros, senão alguém pode confundir e servir para um cliente. _ Daigo me olha intrigado.

— Tudo Bem! Só achei estranho que quando fui guardar a rolha de um deles não estava com selo de lacrado e tava meio solta, tentei colocar de volta. _ Muito suspeito uma garrafa de vinho sem lacre. — Um pouco do líquido saiu e experimentei tentando fechar a rolha, tinha um gosto nada agradável parece que veio estragado era viscoso e tinha gosto de ferro.

“Daigo não devia ter experimentado, como vou explicar que não é apenas “vinho” naquelas garrafas, tenho que ficar atento a curiosidade dele, pode me causar problemas e confusão.”

— Não está estragado, na verdade não é só vinho. É uma mistura com vinho que o Kamijo-san prepara para o meu problema de estômago, por isso reforço que você não misture com os outros. _ Espero que ele fique satisfeito com essa resposta.

— Que idéia diferente, disfarçar seu remédio numa garrafa de vinho. _ Kai pensa que vou acreditar nessa desculpa, aquilo não é vinho. Sei o que é já provei aquele sabor e textura, mas por que ele tem medo de contar a verdade? Guardarei esse segredo até ele se sentir seguro em contar. — Pensei que Kamijo-san estava lhe vendendo produto de qualidade duvidosa, por isso vive discutindo com ele.

— Só você mesmo para pensar uma coisa dessa._ Dou uma risada mostrando uma covinha de lado imaginando a cara que ele deve ter feito quando sentiu o gosto do “vinho”. — Já me acham esquisito, não quero parecer doente também.

“Daigo dá um sorriso malicioso, escondendo uma das folhas de papel me deixando curioso, o que mais aconteceu hoje? Por que eu tenho que dormir tanto?”

— Por último a notícia que Kai-san deve tá esperando. _ Kai arregala os olhos e faço um suspense com a informação.

— Fala logo Daigo, por que todo esse suspense? _ Por que sinto essa angústia dentro do meio peito.

— Não precisa de todo esse desespero. _ Kai se aproxima tentando pegar a folha, eu troco de mão, ele pega no braço, me olha e fala.

— Uruha-san, ligou enquanto eu dormia?_ Maldito sono pesado, foi por isso que ele tá fazendo suspense, ele sabe da minha paixão pelo guitarrista, a menos que… bobagem é só um amigo brincando…

— Não, Kai-san. Me desculpe, ele não ligou. _ Kai se encolhe na cama abraçando o joelho, sua expressão muda para um semblante melancólico, não suporto ver ele triste e falo logo. _ Ruki-san que ligou.

“Daigo quer me matar de curiosidade, será que meu coração aguenta esse tipo de adrenalina?”

— É como se fosse a mesma coisa. _ Olho para Daigo abro um sorriso, soltando os joelhos e sentando para saber o resto do recado. — O que ele Ruki-san disse? Uruha-san mandou algum recado?

— Ruki-san apenas disse que deu tudo certo. A produtora aceitou Kai-san como baterista, estão acertando a papelada, depois ele vai ligar para você ir ao estúdio assinar os contratos. _ Kai está transbordando de felicidade, fico contente por ele realizar esse sonho.— Ruki-san não falou nada sobre Uruha-san.

— Daigo-san, não estou acreditando que vou tocar com o The Gazette! — É tanta emoção, a promessa que fiz vai se realizar, vou ser músico e tocar numa banda famosa. — Poderei ficar perto de Uruha-san tocar junto com ele. Se for um sonho não me acorde! Isso é real mesmo?

— Kai-san, é verdade sim. Não é sonho aceitaram-o como baterista, agora será famoso também como músico. _ Kai se levanta da cama, vem até mim e aperta minhas mãos. Abre o refrigerante, coloca num copo e me entrega, coloca o “vinho” suspeito num outro copo, brindamos a nova conquista.

— Kanpaii… !_ Brindo dentro do meu quarto em cima do restaurante, na companhia do meu amigo Daigo.

:.:.:.:.:.:.:.:.:

Notas finais
Agora é oficial KAI será o baterista do The Gazette. Como será esse ensaio? Kai vai conseguir segurar seu outro "eu " perto do Uruha? Deixem suas teorias nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada Uma Parceria de KaguraWay e MalikaHarunoo.