Notas iniciais
Olá! Meus queridos leitores. Tudo bem com vocês? Voltei! Sentiram Saudades? Descubra a seguir como foi... com base na imagem do capítulo. Se você ainda não desistiu de mim, espero que goste. Agradeço os leitores (mesmo sendo os fantasmas e os tímidos para comentar) que ainda continuam aqui me apoiando e lendo a história de Kai/Yutaka. Momento decisivo... capítulos finais a vista. Imagem da capa feita por IA. Boa Leitura.

Capítulo 45 — Frutas e Chocolate


Yutaka sabia que não poderia perder mais tempo. Depois de sua conversa com Uruha, a necessidade de consertar as coisas com Daigo crescia em seu coração. Ele decidiu que precisaria ser sincero, mostrar a Daigo que seus sentimentos eram verdadeiros, e que Uruha nunca foi, nem seria, uma opção para substituir o lugar que Daigo ocupava em sua vida.

Yutaka não queria forçar um encontro no restaurante, onde ele trabalhava, e muito menos na mansão onde muitos vampiros residiam. Ele precisava de um espaço íntimo e seguro para a conversa que estava prestes a acontecer. O apartamento de Daigo era pequeno, e acolhedor, decorado com simplicidade e elegância.

Na noite seguinte, com uma cesta de frutas e chocolates em mãos, Yutaka foi direto para o apartamento de Daigo. Ao chegar na porta, o nervosismo o tomou por um instante, mas ele sabia que precisava enfrentar seus sentimentos e falar tudo que estava preso dentro dele.

Quando Daigo abriu a porta, o olhar de surpresa rapidamente se transformou em uma mistura de confusão e expectativa.

— Daigo-san, eu preciso falar com você — disse Yutaka, a voz trêmula.

— O que você deseja, Yutaka-san? — respondeu Daigo, mantendo a porta entreaberta, os olhos desconfiados. — O acordo era você só aparecer após resolver...

Yutaka cortou a afirmação de Daigo dizendo a que veio.

O problema com Uruha-san, certo... . — Yutaka começou.

— Nesse caso, entre por favor. — disse ele, gesticulando para que Yutaka se sentasse no tatami macio.

Uma mesa baixa estava arrumada com chá-verde fresco e um lâmen. Daigo estava se preparando para ceia noturna, quando Yutaka chegou, sentando-se a sua frente. Seus olhos cheios de compreensão e paciência.

— Arigatô por me receber aqui, Daigo-san. — começou Kai, segurando a cesta como um símbolo de paz. — São de presente para você.

— Oh! Frutas e chocolates? — Daigo olhou para a cesta havia pêssegos, morangos, manga e chocolates finos, que só um herdeiro poderia comprar.

Eu... finalmente consegui falar com Uruha. — forçou um sorriso, mas a tensão era palpável.

Daigo inclinou a cabeça levemente, indicando que estava ouvindo com atenção.

— Então me conte, como foi? — Daigo pegou a xícara de chá e dando um gole para aliviar sua garganta seca.

— Foi difícil, — admitiu Yutaka, respirando fundo. — Contar para ele sobre ser um vampiro, sobre minha família e minha história... foi uma conversa complicada. Mas ele ouviu, e por isso eu sou muito grato.

Daigo sorriu, um sorriso que irradiava calor humano.

— Fico feliz que tenha conseguido. E o que ele disse?

— Uruha-san aceitou manter a amizade pelo bem da banda, — disse Yutaka, sentindo um peso sair de seus ombros ao compartilhar a notícia. — Segundo ele, iremos continuar a parceria, pois juntos fazemos o melhor som da banda. Mas ele ainda precisará de um tempo para assimilar que Kai é um vampiro e prometeu manter esse segredo.

Daigo assentiu, compreendendo a complexidade da situação.

— Isso é um grande passo. Uruha-san tem um bom coração, só precisa de tempo.

Yutaka olhou fundo nos olhos de Daigo, seu coração batendo forte.

— Então me diga, Kai-san como você aceitou, essa amizade? E você Yuta-chan o que realmente quer? — Daigo olhou nos olhos de Yutaka, desafiador.

— Não posso nega que ainda gosto dele, mas aceitei sua amizade — Kai assumiu respondendo.

— Daigo neko-chan, eu quero ficar com você, mas precisava antes conversar com Uruha-san. Queria fazer isso da maneira certa. — agora Yutaka que respondeu.

Daigo ficou em silêncio por um momento, digerindo as palavras de Yutaka.

— Mas, se Kai-san gosta dele... — disse Daigo lentamente, escolhendo suas palavras com cuidado. — Eu não quero que nenhum de vocês sofra. Não quero ser a segunda opção só porque Uruha-san não aceitou vocês.

Kai sentiu uma pontada de dor no coração ao ouvir isso, mas sabia que Daigo tinha razão em expressar suas preocupações.

— Eu vim aqui porque preciso te dizer a verdade. Não posso mais deixar você pensar que está em segundo lugar. Uruha foi um sonho... uma fantasia, um desejo que eu carregava, mas foi só isso.

— Você só percebeu meu valor quando eu me afastei, não é? — Daigo retrucou, a voz carregada de mágoa. — Eu estive ao seu lado o tempo todo, e você se deixou consumir por ele.

— Daigo-san, eu sei que te magoei, e nada do que eu disser agora vai apagar isso. — Kai baixou os olhos, a voz carregada de dor. — Eu fui egoísta. Fui atrás de algo que parecia um sonho, algo que não era real. E, ao fazer isso, machuquei a única pessoa que realmente me entende. A única pessoa que ficou comigo, mesmo quando eu não conseguia ser eu mesmo.

Daigo olhou para Yutaka, seus olhos revelando uma mistura de emoções.

— E você acha que eu quero viver na sombra do seu segredo? — Daigo se afastou, a frustração evidente. — Você ficou depressivo por causa dele, e agora quer que eu acredite que tudo isso é diferente?

— Daigo neko-san, você nunca foi e nunca será uma segunda opção. Meu amor por você é verdadeiro e profundo. Mas eu precisava dar uma conclusão a essa situação do Kai e Uruha.

Yutaka segurou a mão de Daigo, sentindo o tremor de insegurança em seus dedos.

— Eu senti que... só servia para te sustentar, Yutaka-chan. Como se meu amor fosse algo descartável. Eu te aceitei, mesmo sabendo da sua sede, dos seus segredos. E no fim... fui eu que fiquei para trás. — A voz de Daigo vacilou, mas havia um tom de amargura.

.-.-.-.-.-.-

Daigo soltou da mão de Yutaka, se levantou lentamente e caminhou até a varanda do quinto andar do seu apartamento. O vento fresco da noite acariciava seu rosto, mas não conseguia aliviar a dor profunda que ele sentia. Seus olhos estavam sem vida, refletindo uma tristeza que cortou o coração de Yutaka. Daigo parecia ter desistido de tudo, inclusive de si mesmo, para que Kai pudesse viver sua paixão com Uruha.

— Não. Nunca pense isso. Você nunca foi um substituto, nem uma fonte de sustento. Eu fui cego, fui tolo em não ver o quanto você estava sofrendo. — Yutaka falou se aproximando da porta da varanda.

Daigo não respondeu de imediato. Ele se apoiou no parapeito da varanda, olhando para a cidade abaixo. Finalmente, ele disse.

— Yutaka-san, às vezes temos que fazer sacrifícios. Eu... não quero que nenhum de vocês sofra.

Yutaka sentiu uma onda de pânico e tristeza ao ouvir essas palavras.

— Daigo-san, não fale assim. Você não precisa desistir de nada.

Nesse momento, Kai, sentindo as emoções próprias e as de Yutaka que se misturava com as dele, sentiu o coração gelar ao ver a dor de Daigo. Ele sabia que precisava interferir.

Sentindo um turbilhão de emoções, Kai ainda na porta da varanda, onde Daigo estava. Seus olhos normais mostravam a urgência, enquanto a presença intensa de Yutaka dentro de si, refletida em seu olhar avermelhado, transmitia o medo e o pavor do vampiro em perder Daigo.

Daigo-san — Kai começou, a voz urgente. — Você não pode simplesmente desistir. Nós somos uma equipe, lembra? Você sempre nos apoiou.

Daigo virou-se lentamente para encarar Kai, seus olhos ainda vazios.

— Kai-san, eu só quero que você seja feliz com Uruha-san. Vocês dois merecem isso.

Kai balançou a cabeça em negativa, as lágrimas ameaçando cair.

— Daigo-san, você sempre foi meu único e melhor amigo. Foi você que realizou meus sonhos no restaurante. Você me incentivou a ser o baterista da banda. Você fez tudo por mim e por Yutaka. E agora, ver você desistindo... isso me destrói por dentro.

— Daigo neko-chan, eu te amo. Eu quero ficar com você. Não porque Uruha-san não aceitou, mas porque meu amor por você é real. Por favor, não desista de nós.

Daigo olhou para Yutaka, seu coração lutando contra a maré de desespero que o envolvia.

— Yutaka-san, eu não quero ser a segunda opção. Eu não quero que você sinta que está comigo por obrigação.

— Não é obrigação — insistiu Yutaka, a voz carregada de emoção. — É amor verdadeiro. Eu escolho você, Daigo neko-chan.

Sua voz e seu olhar mudando, era muita emoção naquele corpo naquele momento. Kai enxugou as lágrimas que escorriam pelo rosto.

— Daigo-san, você não entende o quanto você significa para nós. Você é a cola que nos mantém unidos. Não podemos perder você.

Daigo suspirou profundamente, sentindo a pressão das palavras. Ele sabia que estava prestes a tomar uma decisão que poderia mudar tudo.

— Eu só quero que vocês dois sejam felizes.

Yutaka olhando fixo para Daigo.

— E nós só seremos felizes se você estiver ao nosso lado. Não podemos imaginar nossa vida sem você.

Kai assentiu, suas emoções à flor da pele.

— Por favor, Daigo-san, não nos abandone. Nós precisamos de você.

A batalha interna de Daigo era evidente em seus olhos. Ele estava acostumado a ser o pilar de força para os outros, mas agora, ele se sentia frágil e desamparado. No entanto, a intensidade do amor e da lealdade de Yutaka e Kai o tocou profundamente.

— Daigo-san — Kai começou, a voz firme e cheia de emoção — Sempre foi a primeira e única opção de Yutaka. Ele te ama desde o dia que rosnou no seu ouvido — sorriu — Um amor intenso e incondicional, tão grande que fez Yutaka se preocupar em nunca te ferir mais.

Kai deu um passo à frente, a urgência evidente em seus olhos normais.

— E quanto a mim, Daigo-san, eu, Kai, não consigo viver longe de você, meu amado amigo. Eu e Yutaka somos dois, mas um só corpo e coração. Uruha-san foi um sonho lindo, um desejo passageiro, uma paixão de fã. E será uma amizade linda. Mas você já tem metade de nós, e logo poderá ter por inteiro. Eu também preciso de você, assim como o Yutaka precisa.

Yutaka respirou fundo, sentindo o nervosismo se acumular.

— Eu trouxe essa cesta de frutas e chocolates porque eu sei que você gosta, mas não são elas que vão curar o seu coração. O que eu quero que você saiba é que... — Yutaka fez uma pausa, tentando encontrar as palavras certas. — Não importa o que aconteceu com Uruha-san. Meu amor por você... sempre foi real, Daigo neko-chan. Sempre foi você.

.-.-.-.-.-.-

Daigo-san, ouvia tudo de costas, virou-se lentamente, seus olhos ainda brilhavam com uma mistura de mágoa e esperança. Quando seus olhares se encontraram, ele viu as lágrimas escorrendo do rosto de Yutaka: lágrimas vermelhas de sangue, repletas de dor e arrependimento. Por um momento, o mundo ao redor deles desapareceu. Não havia mais dúvidas, não havia mais hesitação. Apenas a verdade dura e crua entre os dois.

— E se... isso acontecer de novo? — Daigo murmurou. — E se você se perder de novo?

— Eu lutei contra a escuridão dentro de mim, e você foi a luz que eu precisava para encontrar o caminho certo. Não quero perder você de novo. — Sua voz tremeu, mas estava cheia de convicção. — Porque agora eu sei... não existe outro lugar para mim, senão ao seu lado.

Por favor, não me deixe — Kai sussurrou, a vulnerabilidade exposta. — Eu prometo que vou lutar por nós, mesmo que isso signifique enfrentar meus próprios demônios.

Daigo respirou fundo, as lágrimas ameaçando cair, mas ele se manteve firme. O silêncio entre eles era denso, mas finalmente deu um pequeno sorriso, seus olhos suavizando.

— Eu sempre soube que você voltaria, Yuta-chan... — Daigo disse, sua voz carregada de uma mistura de alívio e carinho. — Mas eu precisava ouvir isso de você.

Yutaka soltou um suspiro de alívio, sentindo que o peso de tantas dúvidas e incertezas estava finalmente se dissipando.

— Frutas e chocolates, você sabe como me conquistar, hein?

Ambos riram sentindo a intensidade do momento, com um movimento repentino. Daigo correu até a porta em direção a Yutaka, seu coração batendo acelerado. Ao chegar perto, ele o envolveu em um abraço apertado, sentindo o corpo do vampiro contra o seu.

O contato com a pele fria do vampiro era reconfortante, e por um instante, eles estavam conectados de uma forma que transcendia qualquer palavra.

— Arishiteru, Yuta-chan — Daigo murmurou, sua voz falhando levemente, antes de puxar o vampiro para um beijo apaixonado.

Os lábios se uniram com uma intensidade tão avassaladora que deu a impressão de que o mundo havia parado. Daigo-san envolveu o rosto de Yuta-chan entre suas mãos, trazendo-o para mais perto, enquanto seus dedos traçavam um percurso suave pelos cabelos sedosos dele. O beijo era impetuoso, carregado de uma necessidade e um desejo ardente, como se quisessem dissipar toda a dor e a distância que existiam entre eles.

Yutaka retribuiu o beijo com igual fervor, suas mãos agora segurando firmemente a cintura de Daigo, trazendo-o para mais perto, quase como se quisesse se fundir com ele. As bocas se moviam em sincronia, trocando beijos que transmitiam tudo o que as palavras não conseguiam. Cada toque, cada pressão dos lábios, era uma promessa silenciosa de que não haveria mais mentiras, apenas amor.

— Nunca mais me abandone... — repetiu Daigo, suas palavras abafadas entre os beijos, enquanto lágrimas caíam silenciosamente de seus olhos.

Com lágrimas em seus olhos, Yutaka respondeu com um beijo. Era mais suave, no entanto, vibrava com uma profundidade de emoções que pareciam imensuráveis. Ele envolvia Daigo em um abraço forte, apertado, como se o medo de perdê-lo novamente estivesse impulsionando seus braços. A necessidade entre eles era tangível, uma força palpável que parecia pulsar no ar ao redor deles, como se seus corações estivessem batendo em um ritmo perfeitamente harmonizado.

— Eu nunca vou te abandonar, Daigo neko-chan. — Yutaka murmurou entre os beijos, a voz firme, mas carregada de emoção.

.-.-.-.-.-.-

Eles se perderam naquele momento, se beijando com uma paixão renovada. O toque dos lábios era mais do que físico: era uma reconexão de suas almas. Aquele instante apagava qualquer dúvida, qualquer mágoa do passado. Não havia mais sofrimento, apenas a certeza de que, finalmente, eles estavam onde deveriam estar: nos braços um do outro.

A noite estava envolta em um manto de mistério e expectativa, o ar carregado de promessas não ditas e de um amor que se reerguia como uma fênix das cinzas. Yutaka e Daigo, após meses separados, encontravam-se à beira de uma reconciliação que se anunciava, não apenas como um momento de cura, mas como uma explosão de sentimentos profundos e genuínos.

Ambos foram saindo da varanda, sem separar os lábios, num beijo intenso e profundo, como se o mundo ao redor não existisse. A atmosfera estava carregada de desejo e paixão, enquanto eles se moviam pelo pequeno apartamento, cada passo em direção ao quarto era uma promessa dos momentos que estavam prestes a viver. Daigo, encantado pela presença de Yutaka, distraído com os beijos, não percebeu quando esbarrou num móvel baixo. O impacto o fez se desequilibrar, e ele quase caiu, mas foi salvo pela rapidez e percepção do vampiro, que o agarrou com firmeza.

Yutaka então levantou Daigo, segurando-o no colo como se ele fosse o tesouro mais precioso do mundo. As pernas do neko se envolveram à cintura do vampiro, criando uma conexão ainda mais intensa entre os dois. Agora, seguro nos braços um do outro, voltaram aos beijos, se entregando a uma dança de lábios e corpos. Yutaka seguiu em direção ao quarto, determinado a tirar o atraso dos meses em que estiveram afastados, e a expectativa de um reencontro ardente estava prestes a se realizar.

O quarto, testemunha silenciosa de suas emoções, que foi palco do controle de Yutaka sobre sua sede de sangue e também da sua primeira noite de amor com Daigo. Ao entrarem na porta, ainda presos em beijos incessantes. Yutaka se virou e, com um impulso brincalhão, jogou seu amado neko na cama. Daigo se assustou com o impacto das costas contra o colchão, mas logo um sorriso travesso com covinhas surgiu no rosto do seu amado vampiro, ansioso pelo que estava por vir.

Yutaka o encarou, sua expressão era de um predador faminto, há dias sem se alimentar. A visão do seu lindo neko, com a pele iluminada pela luz suave da lua que entrava pela janela, só aumentava seu desejo ardente.

Com um movimento rápido, ele arrancou os sapatos de Daigo, revelando a vulnerabilidade de seus pés descalços e depois os seus próprios sapatos, subindo engatinhando na cama. Colocando suas pernas entre as de Daigo, apoiou as mãos ao lado do corpo dele e puxou o neko para mais uma sequência de beijos. Somente parando quando Daigo precisava recuperar o fôlego, mas a intensidade do momento era tão avassaladora que o tempo parecia parar.

Cada toque, cada respiração, cada movimento dos lábios era uma promessa de reconciliação e amor incondicional como um pacto silencioso, uma troca de promessas que falavam mais alto que quaisquer palavras.

As mãos ágeis e determinadas de Daigo, se entrelaçaram nos cabelos de Yutaka, puxando-o para mais perto, como se quisesse fundir-se a ele em uma única essência.

À medida que o clima se tornava mais carregado de emoção, os corpos se moviam em perfeita harmonia, cada movimento envolvendo-os em uma dança apaixonada.

A adrenalina tornou o uso das roupas desnecessário, num instante o corpo frio de Yutaka colidia com a pele quente de Daigo, que se aproximava e preenchia o quarto com uma energia quase elétrica, transformando aquele espaço em um santuário de intimidade e entrega.

Ele sentia o calor do corpo de Daigo, a vida pulsando através de suas veias, e algo dentro de si queimava, uma fome antiga e familiar.

O coração dhamphir de Yutaka batia acelerado, não pelo medo de perder Daigo, mas pela urgência de mostrar o quanto ele era importante.

Seus lábios pressionaram os de Daigo com uma necessidade quase selvagem, como se tentassem selar cada ferida aberta pelo passado com aquele beijo.

Conforme suas mãos exploravam cada centímetro do corpo um do outro, a adrenalina os guiava. A conexão entre os dois se tornava cada vez mais intensa, como se estivessem dançando ao som de uma melodia apenas conhecida por eles. E, naquele momento, quando Yutaka acertou o ponto erótico de Daigo, um grito de prazer irrompeu da garganta do neko, ecoando pelo quarto.

— Yutaka! — O nome saiu como um sussurro ardente, uma súplica, uma celebração.

O predador vampiro dentro de Yutaka despertou, atingindo um nível gutural que parecia preencher o espaço com uma energia quase sobrenatural. Seus olhos atingiram a coloração máxima de vermelho vivo indicando que estava em chamas, suas presas atingiram o tamanho maior que o normal.

— Neko-chan! — gruniu alto e grave, roçando suas presas perto do pescoço dele, contendo sua imensa vontade de cravá-las naquela pele ardente e sentir o néctar precioso que corria nas veias de Daigo.

Contudo, havia conseguido recuperar a confiança de seu amado, só o faria se fosse a pedido dele, mesmo que tivesse com fome controlaria a sede para fazer seu neko feliz.

A união de seus corpos culminou em Yutaka atingir o ponto de prazer dele por mais umas três vezes e ambos não aguentaram, tendo um orgasmo conjunto, uma explosão de sensações que os envolveu em um manto de prazer compartilhado. Era como se todo o universo tivesse parado para testemunhar aquele momento de entrega absoluta e amor.

.-.-.-.-.-.-

Após o clímax, seus corpos ainda entrelaçados, Yutaka repousava sobre Daigo, sentindo o calor suave do corpo do parceiro e o ritmo desacelerado de seu coração. Os olhos de Daigo, brilhando com ternura, pareciam ainda mais vivos, e Yutaka, envolvido pela tranquilidade daquele momento, passou os dedos, suavemente, pelo rosto de Daigo, buscando encontrar palavras para o que sentia.

— Você é a luz na minha existência sombria, Daigo neko-chan — disse ele suavemente, deixando transparecer a vulnerabilidade que geralmente escondia.

Havia uma doçura naquelas palavras, como se ele estivesse entregando seu coração a Daigo mais uma vez.

Daigo sorriu, o calor de sua presença ainda vibrando ao redor deles, respondeu com igual sinceridade.

— E você é meu amor sobrenatural, Yuta-chan. — Ele entrelaçou os dedos nos cabelos de Yutaka, fixando-o com um olhar cheio de amor e desejo.

Yutaka continuou deitado na barriga de Daigo, sentindo a calma retornar após a adrenalina que havia tomado conta do ambiente momentos antes.

Mas, de repente, o momento de paz foi quebrado por um som inesperado: o estômago de Daigo, que roncava com uma fome inesperada. Yutaka soltou uma risada suave, lembrando-se do macarrão que eles haviam esquecido na sala antes de serem envolvidos pela intensidade daquele momento.

— Acho que a gente esqueceu completamente do seu jantar, né? — Yutaka brincou, levantando-se um pouco. — Vou esquentar outro macarrão.

Mas Daigo, relaxado e ainda saboreando o momento, acenou com a mão em sinal de recusa, sorrindo.

— Não se preocupe com isso, Yuta-chan. Vai demorar. — Ele deu um sorriso travesso. — Na verdade, só preciso da cesta de frutas e chocolates que você trouxe, lembra? Estou com desejo de sobremesa.

Yutaka sorriu, apreciando o brilho nos olhos de Daigo, e se levantou para buscar a cesta. Voltou alguns instantes depois, posicionando-a entre eles. Com cuidado, cortou pedaços de morango, pêssego e manga alternando com os cubos de chocolate fino, servindo cada um com carinho nos lábios de Daigo, acompanhando cada mordida sua, com goles de vinho que encontrara na geladeira.

— Aqui, um pouco de doce para você — disse, oferecendo um pedaço de morango. — O que você acha?

Daigo saboreou o fruto com um sorriso satisfeito, enquanto Yutaka pegava um pouco do vinho e servia em taças.

— Perfeito! E agora, um brinde ao nosso momento — sugeriu Daigo, erguendo a taça.

— Um brinde ao amor e à nossa conexão — respondeu Yutaka, erguendo a taça com um olhar apaixonado.

— Kampai... — respondeu Daigo, e as taças se tocaram com um tilintar suave.

.-.-.-.-.-.-

Após alguns goles, Daigo olhou para Yutaka com uma expressão pensativa.

— Yuta-chan... você também deve estar com fome. — hesitou, o olhar misto de preocupação e curiosidade. — Não precisa esconder isso de mim. Pode se alimentar.

Yutaka deu um sorriso suave, tocando o rosto de Daigo com ternura.

— Não se preocupe comigo, neko-chan. Sei controlar minha fome... — ele riu, observando a expressão cética de Daigo. — Mas, se você está oferecendo...

Daigo assentiu lentamente, os olhos serenos, mas intensos.

— Estou oferecendo, sim. Você sempre cuida de mim, Yuta-chan. Agora, deixe-me retribuir isso.

Yutaka aproximou-se, seus olhos assumindo um brilho sutil, a fome sob controle, mas presente, um desejo misturado com amor. Ele depositou um beijo suave no pescoço de Daigo antes de roçar levemente suas presas sobre a pele, tomando cuidado e sentindo a confiança absoluta que Daigo lhe oferecia.

Por um instante, Yutaka ficou imóvel, absorvendo a sensação de ter o amor de sua vida, sua fonte de luz.

— Daigo-chan, cada vez que você me permite isso, sinto nossa ligação se aprofundar mais... Você é meu lar, meu companheiro eterno — Yutaka murmurou suavemente.

— Sempre serei seu — Daigo respondeu, entrelaçando as mãos em torno do pescoço de Yutaka, os olhos cintilando de carinho.


— Daigo... neko-chan — Yutaka sussurrou entre um beijo e outro, sua voz baixa e carregada de emoções. — Eu quero te pedir algo. Não apenas como vampiro, mas como homem. — Ele parou, seus olhos vermelhos fixos nos de Daigo.

Daigo olhou para ele, surpreso, seu coração disparado. Seus dedos ainda estavam nos cabelos de Yutaka, mas agora seu toque se tornou mais suave, mais cuidadoso.

— Quero que você aceite uma parte de mim... do meu sangue, mas não apenas como uma ligação vampírica. Eu quero que isso seja um símbolo do nosso compromisso... uma união eterna, que vai além do sangue. Quero que seja meu noivo oficial.

Daigo sabia o que aquilo significava. Não era apenas sobre vampirismo, não era apenas sobre o desejo que eles compartilhavam; era sobre amor, entrega e confiança.

Ele havia sentido essa ligação antes, mas agora parecia diferente. Yutaka queria oficializar, torná-lo publico, mais do que uma ligação de sangue, torná-lo uma união verdadeira, de alma e corpo.

— Eu confio em você, Tanabe Yutaka. — Daigo disse, sua voz suave, mas firme. — E eu aceito. Não por medo, não por pressão, mas porque eu te amo, de verdade. Sempre amei. Quero estar com você, ser seu noivo, seu parceiro... em tudo.

Yutaka, com os olhos brilhando intensamente, levou a mão de Daigo até sua boca, onde as presas já haviam surgido, afiadas e perigosas, mas, ao mesmo tempo, convidativas. Ele segurou a mão de Daigo com cuidado, seus dedos frios contrastando com o calor da pele de Daigo.

— Não precisa temer... será diferente desta vez — ele prometeu, com uma voz suave, quase reverente. — Não é apenas uma troca de sangue, é uma parte de mim que quero te dar... para sempre.

Daigo assentiu levemente, seus lábios entreabertos em expectativa. Ele aproximou o pulso de Yutaka, sentindo o calor do toque vampírico e o arrepio que correu por sua pele. Quando Yutaka anestesiou com sua saliva e mordeu suavemente, Daigo não recuou. Ele sentiu a picada, seguida por uma onda de sensações: calor, euforia, uma conexão inexplicável. Suas mãos apertaram os ombros de Yutaka, não por dor, mas por sentir aquela união se aprofundar.

Yutaka também sentia, cada gota de sangue que fluía para ele era uma promessa, um juramento de lealdade e amor que jamais seria quebrado. A adrenalina o fazia tremer de emoção, seu corpo estava em chamas, mas era o coração de Daigo que ele sentia bater mais forte dentro de si.

Ele parou após alguns minutos, saciando também sua fome e olhando para Daigo com reverência. As marcas da mordida estavam lá, que ele lambeu parando de sangrar, mas elas agora eram um símbolo do que eles se tornaram: um só.

Ao final, ergueu o olhar para Daigo, seus rostos próximos o suficiente para sentirem a respiração um do outro.

Yutaka pegou delicadamente o rosto de Daigo entre as mãos, seus olhos ainda vermelhos brilhando com intensidade, mas agora havia paz neles.

— Você é tudo para mim, Daigo neko-chan — Yutaka murmurou, sua voz carregada de emoção. — Não sou mais só Yutaka, ou Kai... nós somos um agora. Você me completa. Não existe segunda opção, não existe mais dúvida. Você é meu noivo, meu companheiro para sempre.

Daigo sorriu, seus olhos marejados de lágrimas. Ele puxou Yutaka para outro beijo, dessa vez mais lento, mais terno, super apaixonado. O gosto do sangue ainda estava nos lábios de Yutaka, mas o que importava era o amor que eles nutriam.

— Nunca me abandone... — Daigo repetiu, entre beijos, sua voz suave e carregada de emoção. — Porque eu nunca vou te deixar.

Eles se beijaram mais uma vez, selando aquele momento que apenas eles dois compartilhariam, como a promessa de um amor que resistiria a tudo, mesmo ao tempo.

Havia apenas Yutaka e Daigo, unidos pelo amor, pelo sangue, e por uma promessa que duraria para sempre.

.-.-.-.-.-.-

Notas finais
Notas Finais Agora só falta uma festa de noivado em público para Yutaka apresentar seu noivo oficial. Deixem suas reações nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada!