Kakatte Koi

18 Dia de Visitas (Revisado)


Notas iniciais
Olá! Queridos Leitores (as). Voltei! Sentiram Saudades? Boa Noite! Tudo bem com vocês? Desculpem o atraso na Atualização. As festas de fim de ano tiveram uma parcela de culpa. Também optei e terminar Bad Wolf e Darkness. Para me concentrar somente Creepy Night e Kakatte Koi. Daigo acordou no hospital com Yutaka ao lado ficando em pânico. Outras pessoas conhecidas foram visitar o baterista na mansão. Descubra a seguir como foi ... Esse capítulo foi revisado.Boa Leitura. Talvez precise de lenços durante a leitura. Duas playlist de músicas me inspiraram a escrever esse capítulo. VAMPS - INSIDE OF ME - https://youtu.be/iogM9I7cg84 Blutengel - Reich mir die Hand - https://youtu.be/MDmjVM7LY2c Sigam os dois artistas são incríveis. Um Japonês e Um Alemão.

POV OFF

Yutaka havia se assustado com a reação de Daigo, e por instinto suas presas surgiram e seus olhos ficaram vermelhos, olhando seu amor ficar todo encolhido tremendo ao lado da sua cama, estava tentando lhe acalmar mas sua forma vampira não colaborava muito com isso.

Daigo olhava com medo e pavor, havia puxado sua mão a qual Yutaka acariciava para junto do corpo em pânico, falava alto pedindo por favor para não machucar mais ele.

Yutaka olhava para seu neko, que estava acuado e traumatizado, aquela ferida na alma seria difícil de se curar. Abaixando um pouco a cabeça ele chorou, as lágrimas escorriam por sua face pingando nas palmas das mãos que ainda estavam apoiadas na beirada da cama.

Seu Daigo estava desesperado com sua presença no quarto, ao levantar um pouco seu rosto, percebeu que as gotas na sua mão começaram ficar rosadas, passando seus dedos nas suas bochechas estava chorando sangue, seu trauma e sentimento de perda se refletiam naquelas lágrimas.

Daigo fixava seu olhar no homem ao seu lado vendo ele sangrar, ficou ainda mais desorientado e respirava rapidamente ao ponto de colapsar a qualquer momento. Yutaka não sabia o que fazer a cada tentativa de se mover, o outro parecia surtar, encontrando o botão de chamar a enfermeira ao lado da cama, segurando com força para todo hospital ouvir seu chamado.

Mais que depressa a enfermeira Aline entrou no quarto, vendo Daigo assustado encolhido murmurando algo como se tivesse fazendo uma prece, que ela não entendia quase caindo da cama. Yutaka ao seu lado cabisbaixo, com o braço esticado tentando fazer contato com o recém acordado.

Yutaka assim que percebeu a enfermeira entrar, escondeu o rosto na cama entre seus braços, para controlar seu instinto vampiro e voltar ao normal com sua melhor aparência humana.

Aline chegou perto de Daigo na cama, ele a agarrou na cintura colocando rosto no seu tórax começando chorar, deixando ela sem entender aquele seu estado, acordar no hospital depois do evento traumático que lhe acontecerá deve ser bem estranho e assustador, iria demorar um pouco para ele voltar a realidade e perceber que tudo não passou de um sonho ruim.

— Por que ele está aqui? Não deixe ele… chegar perto de...— Perguntou Daigo soluçando para a enfermeira, que tenta o acalmar.

— Está esperando você acordar depois do susto. Yutaka-san estava muito preocupado com você. — Aline respondeu olhando para o moreno no outro lado da cama.

— Preocupado!? Ele… não pode… como assim!? O que aconteceu ? — Daigo está confuso, não sabe como chegou ali.

— Não está lembrando Daigo-chan. Um assaltante invadiu o restaurante e atacou você com vários golpes de faca. Yutaka-san lutou com ele, foi ferido e o mesmo fugiu. Kamijo-sama recebeu uma mensagem com pedido de ajuda no celular e foi socorrer vocês.— Yutaka olha fixo para a história que a enfermeira está contando sobre a versão oficial dos fatos.

— Um assaltante!? Então foi isso que aconteceu, Chef Yutaka-san? Kamijo-san chegou a tempo de me salvar, do que o “assaltante” me fez. Por que está chorando? — Daigo parece surpreso com toda essa história do assalto.

— Daigo neko-chan, sabe que tentei parar… “ele”. Sim, Kamijo recebeu a mensagem, Hizaki chamou a ambulância. Por que fiquei com medo que você não fosse acordar, por causa dos ferimentos. Está doendo? — Yutaka estende o braço na intenção de tocá-lo, Daigo se encolhe mais apertando a enfermeira, seus olhos para Yuta são de medo e pavor.

— Não me chame assim… Fique longe… não tente me tocar. Talvez fosse melhor se ele não tivesse chegado a tempo. Minha cabeça tá doendo, aqui no meu peito também. — Yutaka olha para seu Daigo que leva suas mãos ao coração, sem acreditar que ele o está rejeitando. Yutaka se levanta da cadeira e ele surta e desespera chorando para a enfermeira Aline protegê-lo.

— Yutaka-san, queria lhe pedir para esperar um pouco lá fora. Só até Daigo-san se acalmar, ele acabou de acordar e aconteceu muita coisa, ele precisa de um tempo para processar tudo. — Daigo olha aliviado para Yutaka que segue indo para a porta de saída do quarto.

— Tudo bem, já estou indo embora. — Yutaka tem lágrimas no olhos e uma expressão muito triste. — Só de saber que meu Neko-chan acordou, já é um alívio para mim. Não vou mais incomodá-lo, tudo vai ficar bem. Daigo-san você devia voltar para casa com seus pais, não é mais seguro para você ficar em Tóquio.

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Yutaka saiu do quarto, sem esperar a resposta do seu amor agora perdido, estava a par da possibilidade que Daigo poderia acordar traumatizado, havia sido um monstro com ele mais acreditava que ele poderia perdoá-lo, pois sabia do risco de namorar um vampiro.

Sua rejeição foi imediata assim que o viu, ele agora tinha medo de seus olhos e pavor de suas presas, nem deixou mais tocar na sua pele macia, tendo sido tomado pelo desespero e seus sentimentos pelo vampiro eram de repulsa agora.

Yutaka se encontra com Teru no corredor da sala de espera do hospital, o amigo vê que ele sai triste e com lágrimas diferentes escorrendo na sua face, o que não é normal para um humano podendo criar confusão e muitas perguntas se for visto.

— Yukkun, suas lágrimas estão vermelhas melhor enxugar-lá, antes que alguém veja. Vamos ali no canto me conte o que aconteceu? Daigo-san ainda não acordou?

— Teru-kun, ele acordou sim, parece que está bem.

— Isso é bom, não é? Chegamos a tempo de salvá-lo. Por que você estava chorando sangue em vez de estar feliz?

— Hummm… Teru-kun, sim é ótimo. Daigo está vivo, mas tem medo de mim, acordou assustado e em pânico, ficou traumatizado nem olhou direito para mim e me mandou embora.

— Não fica assim Yukkun, era de se esperar essa reação. Sua última lembrança não foi muito agradável, acordar num hospital já é bem traumático, dê um tempo para ele respirar.

— Foi o que a enfermeira Aline disse que ele estava muito nervoso. Acabou Teru-kun, ele não vai querer mais me ver. Kai tem razão. Eu sou um monstro…

Yutaka desaba a chorar no ombro de Teru, que tenta acalmá-lo passando a mão no seu cabelo. Teru dizia que não adiantava eles ficarem ali, ainda mais com ele chorando e correndo o risco de se descontrolar e verem suas lágrimas de sangue, precisavam ir embora dali.

Teru convenceu Yutaka que o melhor a fazer agora era ir para casa descansar, talvez voltar amanhã, para visitar Daigo assim ele já estaria melhor colocando os pensamentos e sentimentos no lugar. Então ambos foram para a saída do hospital, onde o carro os esperava levando-os de volta a mansão Versalhes.



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O caminho de volta para mansão Yutaka estava encostado em Teru o consolando como um bom irmão deve fazer, passando a mão nos seus cabelos, sem saber o que mais podia fazer por ele. Yutaka estava sofrendo com toda aquela situação, havia secado suas lágrimas e suspirava às vezes mais forte. Pensativo no seu Neko que enfim estava acordado, mas como era de se esperar estava em pânico, sua presença só aumentou seu desespero.

Depois de algum tempo o veículo chegou ao seu destino. Teru comenta sobre os dois carros que estavam parados na porta. Yutaka reconheceu a van da banda, sendo a mesma que viera buscá-lo para o ensaio.

— Yukkun, viu temos visitas, os meninos vieram te ver.

— Não estou no clima para receber visitas, Teru-kun.

— Eles devem estar preocupados com você, a história do assalto repercutiu muito, todos só falam disso.

— Meu descontrole causou tudo isso. Todos vocês estão envolvidos nessa mentira.

— Yukkun não se culpe por isso, ninguém sabia que isso ia acontecer. Sorte sua que agora está tudo bem.

— Ah! Teru-kun seria tão bom se fosse verdade. Mas meu Neko-chan agora tem medo e pavor de mim tanto que me mandou embora. Nem sei porque me iludi. Kai tem razão, somos um monstro sanguinário e merecemos ficar sozinho.

— Yuta-chan pare já com isso! Foi um acidente, agora é só aprender a se controlar e se alimentar direito que nada disso vai acontecer mais. Você já falou com o Kai? Sobre o que aconteceu?

— Ainda não. Kai está adormecido, não sei como contar que sua recusa em se alimentar, foi a razão de toda essa confusão.

— Sabe que quanto mais tempo demorar, vai ser mais difícil a interação entre vocês. Yukkun, essa aceitação tá demorando tempo demais, por isso você ficou com sede e fome. Não sei como você aguentou ficar perto do alimento e não saciar sua sede.

— Kai não quer aceitar que somos um vampiro, então me proibia de morder, acabei ficando sem me alimentar quando acabou o sangue das garrafas. Se Uruha demorasse para ir embora, seriam dois no hospital. A reação do Uruha seria pior que a do Daigo que sabe de tudo.

— Yutaka-san você precisa conversar com o Kai, agora não tem mais razão para fingir que ainda é um humano normal. Quem é que manda afinal você ou ele? Tá na hora de você voltar a controlar sua vida e suas decisões, fazer o Kai entender que a só união de vocês, vai evitar outra confusão desse tipo.

Yutaka abaixa o rosto e não comenta mais nada, pois reconhece que Teru está certo, mas no momento não sabe o que fazer. O veículo estaciona dentro da garagem e o motorista vem abrir a porta para eles descerem. Ambos se encaminham para dentro da mansão pela entrada de serviço, passando pela cozinha que está vazia, indo para sala de visitas onde Yutaka já escuta algumas pessoas conversando.

Seguindo pelos corredores da mansão, Yutaka aparece na sala, seguido de Teru olhando para os convidados. Na sala estão os rapazes do Gazette conversando descontraidamente com Hizaki, Yuki e Masashi. Mais no canto na sala perto do bar, Kamijo conversa com o produtor da gravadora Vamprose, Hideto Takarai, o qual Daigo trabalhava antes do restaurante Kakatte Koi.

Eles param de conversar assim que Yutaka se aproxima com expressão triste acompanhado de Teru que está com a mão no ombro. Uruha se vira deixando os rapazes para receber o namorado com um abraço carinhoso.

— Hizaki-san, estava nos dizendo que você foi ao hospital? — Uruha pergunta liberando Yutaka do seu abraço caminhando com ele até os outros.

— Sim, Teru-kun foi junto comigo.- Yutaka responde sem muitos detalhes.

— Uruha-san, eu acompanhei Yukkun para ele não ir sozinho, na visita a Daigo-san. — Teru responde para o guitarrista, que retribui com um sorriso.

— Daigo-san ainda não acordou? Por isso você ainda está triste? — Uruha pergunta pois a expressão de Yutaka não é muito animadora.

Yutaka olha para todos à sua volta, Ruki, Reita e Aoi parecem estar esperando sua resposta, mas antes que fale algo os colegas da banda lhe dão um abraço em conjunto deixando ele muito envergonhado com o afeto que eles têm pelo baterista então pouco tempo.

— Amigo, estamos aqui por você. Nem imagino o susto que você levou.- Reita fala depois que terminam o abraço.

— Acredito que foi muito assustador, nunca estamos preparados para isso. — Aoi comenta sobre o assalto.

— Muito corajoso você foi enfrentando o agressor para proteger Daigo-san.- Ruki relata que o baterista teve coragem de reagir contra o assaltante.

— Pessoal, eu não mereço tanta consideração assim. Vocês são muito bons para mim. — Yutaka diz para os amigos como se sente. — Sempre fui sozinho, não to acostumado com toda essa atenção comigo.

— Pode se acostumar somos sua família agora, nos preocupamos com você. — Uruha responde sentando com Yutaka no sofá sob os olhares também de sua família vampira, os membros do Versalhes. — Meu amor, você não tá sozinho foi acolhido pelo Versalhes e agora faz parte do the Gazette também.

— Daigo-san acordou sim, Uruha-san.- Teru responde a pergunta para Uruha — Yutaka-san estava no quarto com ele.

— Daigo-kun acordou assustado, ficou em pânico quando se viu no hospital. — Yutaka começa a contar sobre o estado do amigo. — Tentei acalmá-lo, mais não deu muito certo, então a enfermeira Aline entrou e pediu para eu esperar um pouco do lado de fora.

— Yutaka-san queria ficar lá na sala de espera, mas falei que era melhor voltar amanhã. — Teru conta por que eles voltaram. — Não ia adiantar nada ficar lá. Daigo-san ficou traumatizado e precisa de um tempo para assimilar tudo o que aconteceu.

— Tá explicado, por que você chegou triste, amanhã com certeza ele já vai estar melhor. — Uruha tá acariciando as mãos de Yutaka e olhando ele com carinho.



Kamijo estava mais afastado vendo toda a cena com Yutaka, comenta com Takarai que o rapaz internado parece que vai ficar bem. Eles continuam conversando sobre a música nova que o Gazette vai lançar em breve, bebendo um pouco do vinho.

Hizaki convida os rapazes do Gazette para conhecer a mansão, sendo essa a primeira vez que eles tem um encontro fora do palco, dando um pouco de privacidade para Yutaka conversar com Uruha. Yuki e Teru o acompanham pelo tour e Masashi se junta a Kamijo para conversar e beber um pouco.



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Uruha está sentado no sofá ao lado de Yutaka, segurando suas mãos que estão em cima das pernas, com olhar distante em silêncio. Uruha tenta conversar com ele agora que ficaram a sós.

— Kai-san, não fica assim. O pior já passou, o importante é que Daigo-san acordou. Normal ele ficar assustado, ele foi atacado por um desconhecido e quase morreu.

— Uruha ahiru-chan, ele se machucou por nossa culpa, pedimos para ajudar com o jantar, ficando até mais tarde para arrumar a cozinha depois que você embora.

— Não se culpe, ele só quis ajudar fazendo o trabalho dele. Você não podia adivinhar que o restaurante estava sendo vigiado por um assaltante. Humm… Só Yutaka me chamou assim!? Kai sabe o que aconteceu?

— Daigo-san, se tornou nosso melhor amigo sempre cuidando de nós, nem se importou de ajudar, ver ele caído com todo aquele sangue em volta, foi um choque para mim. Ahiru-chan, gomennasai mais bloqueie o Kai desde esse dia, ele vai brigar comigo por que não cuidei do seu amigo e ele está no hospital agora.

— Ah! Meu amor, não se preocupe com isso. Já tentou conversar com o Kai, agora que o Daigo acordou? Yutaka você defendeu ele, foi ferido também, dá para entender sua dor.

— Ainda não, Kai está adormecido tão profundamente que tenho medo, que eu não consiga trazer ele de volta, sei que Ahiru-chan gosta dele e não de mim.

— Conheci o Chef Kai primeiro, fui me apaixonando por ele nesse tempo. Só depois da confirmação do nosso namoro, que ele falou sobre você Yutaka...

— Entendo… mesmo assim. Gomen Uruha ahiru-chan, mas não estou em condições de chamar o Kai. Me perdoe por envolvê-lo nessa confusão que somos nós. Não precisa ficar fazendo companhia, pode ir com os outros conhecer a mansão.

— Perdoar o que, me diz? Você e o Kai se completam não são uma confusão, quando se conhece mais a fundo. Yutaka, olhe para mim! Vim fazer companhia para meu namorado, sei que ele está nesse corpo e ambos estão traumatizados. Se puder te ajudar, estarei ajudando o Kai também.

— Ah… Ahiru-chan! Nós não merecemos todo esse afeto e atenção seu. Nem a amizade de Daigo-kun. Arigatou por não ir embora e ainda querer cuidar de nós.

— Chega disso! Yutaka, que eu me lembre! Você era mais animado e bem engraçado. Você me faz feliz e merece sim meu afeto. Estou aqui agora, me deixe ajudar um pouco cuidando de você, assim que o susto passar Kai vai estar de volta é só uma fase.



Uruha se vira para Yutaka dando-lhe um abraço reconfortante, onde o mesmo apoia a cabeça nos ombros do guitarrista e ficam assim por alguns minutos se separando. Uruha passa os dedos no rosto de Yutaka carinhosamente, recolhendo umas lágrimas que escorriam, dando um beijo na testa com carinho fazendo Yutaka sorrir mostrando suas covinhas.

— Já disse que suas covinhas são fofas? Se sente melhor?

— Sim. Ahiru-chan, estou mais calmo.

— Ainda tenho que me acostumar com esse apelido.

— Uruha ahiru-chan é um patinho fofo. Kai tem sorte de ser seu namorado.

— Ah… Yutaka! Assim fico com vergonha. Também gosto de ti, só me dê um tempo para assimilar as diferenças entre vocês dois.

— Daigo neko-chan também precisou de um tempo, quando descobriu que somos dois. É o melhor amigo que já tivemos, não se afastou ou nos tratou indiferente depois que soube da nossa duplicidade.

— Deu um apelido para ele também, assim vai ficar fácil diferenciar você do Kai. Agora vem cá deixa eu cobrir você de carinho, até os rapazes voltarem.



Yutaka deitou sua cabeça no colo de Uruha que ficou mexendo no seu cabelo fazendo um cafuné, aproveitando que tinha conseguido distrair o moreno para ficar mais calmo com a intenção de trazer o Kai de volta.

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Depois de um tempo Hizaki voltou do tour com os membros do Gazette, que estavam conversando bem animados e trocando dicas musicais bem com outras coisas em comum.

O tempo havia passado rápido sendo bem tarde, Uruha se despediu de Yutaka na esperança do próximo encontro ser com seu amado Kai, apesar de gostar da companhia do outro. Seria complicado explicar aos outros sobre o baterista ter um outro “eu’ de si mesmo, então deu um selinho rápido nele pensando no Kai, pedindo para Yutaka descansar, assim mais calmo conseguiria falar com o outro adormecido.

Ruki, Reita e Aoi também se despediram de Yutaka, desejando melhoras ao amigo internado, na sequência deram adeus ao Kamijo e ao produtor Takarai ambos estavam confiantes com a volta do Gazette aos palcos com novos shows com o lançamento do novo álbum.

Masashi os acompanhou até a saída e ficou esperando eles entrarem no carro indo embora. Hizaki havia ficado com Yutaka na sala, onde também estava Kamijo com Hideto Takarai, assim que Masashi voltou à sala. Kamijo anunciou que o jantar estava à espera de cada um nos seus quartos.

Yutaka estranha o anúncio de jantar nos quartos, por causa da presença do produtor, sendo que ele não estranhou. Perguntando a Hizaki sobre o músico que além de produtor era vocalista de uma banda famosa.

— Hizaki-kun, sinto uma energia igual à nossa vindo de Hyde-san? Por acaso ele é…

— Sim, ele é um de nós. Vejo que os seus sentidos ficaram bem mais aguçados depois do sangue fresco.

— Nunca o vi aqui na mansão. Nem passou pela minha cabeça que ele também seria um vampiro. Por que ele está aqui hoje?

— Yutaka, ele faz parte do Conselho Vampiro, é um dos líderes da nossa comunidade vampira.

— E um músico também. Hummm… É por minha causa que ele está aqui né, Hizaki-san?

— Na verdade, sim. Mas ele também veio por causa do Daigo, o rapaz trabalhou para ele na produtora.

— Vou levar alguma punição do Conselho Vampiro? Quando Kamijo me mordeu, ele foi punido, lembro vagamente que ele estava nervoso e você me falou sobre o conselho.

— Acredito que não. Yuta-chan ele está mais preocupado com o segredo dos vampiros ser revelado.

— Daigo-kun, não vai contar nada, ele prometeu me proteger. Mesmo que ele tenha acordado assustado, meu Neko-chan não falou nada sobre vampiros quando acordou.

— Kamijo levou uma punição porque converteu você em um de nós, sem permissão do Conselheiro. Nós chegamos a tempo de socorrer o Daigo. Então você não corre esse risco.

— Só tá a salvo por que Hizaki-chan agiu rápido e simulou um assalto. Para encobrir meu descontrole, fui um predador sedento por sangue bem que mereço ser punido.

— Não se culpe tanto. É da nossa natureza atacar em busca de alimento. O seu foi por causa que ficou vários dias sem comer. Só aprender a se alimentar e controlar sua sede que vai dar tudo certo.

Yutaka estava sentado conversando com Hizaki no sofá da sala. Kamijo e Hyde também estavam naquele ambiente, os outros haviam subido para os quartos para se alimentar.

Kamijo se aproxima dos dois para apresentar Hyde a Yutaka, o líder do conselho deseja lhe fazer algumas perguntas.

— Yutaka-san, quero que conheça Hideto Takarai. Ele faz parte do Vamps, também é nosso produtor, acredito que já percebeu que ele é um de nós.

— Hyde-san, é um prazer conhecê-lo pessoalmente. Gosto muito das suas músicas.

— O prazer é todo meu. Arigatou. Gosto muito de cantar, é uma maneira de passar o tempo.

— Penso o mesmo quando sento na minha bateria. Uma ótima maneira de se distrair e aliviar o stress.

— Kamijo-san, disse que você é muito bom na bateria e agora é o novo baterista do the Gazette, eles parecem animado com a nova música. Eles sabem o que somos?

— Arigatou, Hyde-san. Não sei se sou tão bom assim, mais a banda está confiante com o novo álbum. Não, nenhum deles sabe, Uruha-san só sabe que tenho um alter ego e bulimia.

— Isso é bom, até certo ponto. Hummm... Então só Daigo-san sabe sobre você ser um vampiro? Como descobriu e qual sua reação?

— Daigo-kun ser tornou nosso melhor amigo, por estar por perto sempre cuidando e nos ajudando ele acabou descobrindo. Sua reação foi ficar fascinado por eu ser um vampiro. Daigo-kun curtiu muito a idéia e estava me ajudando a esconder o segredo de Uruha-san e dos outros.

— Certo então. Podemos confiar que ele não vai espalhar sobre a existência dos vampiros ser real? Mesmo agora que você o atacou e ele acordou em pânico. O Conselho costuma apagar a memória de quem descobre, você e ele foram expostos em toda mídia mesmo que Kamijo-san tenha simulado um assalto, ainda assim é perigoso para comunidade vampira.

— Por favor, Hyde-san, não faça nada contra Daigo-kun, eu o amo, não suportaria ver que ele me esqueceu. Ele prometeu me proteger, se tiver que sofrer uma punição, que seja comigo, o responsável por toda essa confusão fui eu.

— Yutaka-san, não precisa ficar assim, não estou aqui para puni-lo só perguntei. Esse seu descontrole foi por causa de ficar sem se alimentar direito? Por que ainda era resistente em morder uma pessoa, estou certo?

— Exato, Hyde-san, a minha parte humana, o Kai, ainda é resistente ao fato de ser vampiro, então o sangue que Kamijo-san mandava para nos alimentar acabou quando a banda estava viajando.

— Entendi. Uhmmm… Seu mestre continuou cuidando de você esperando você aceitar, enquanto trabalhava no restaurante, quando a fome e a sede ficou forte demais para suportar, você atacou o rapaz.

— Ainda lembro dele ficar aterrorizado, com o monstro que fui, mordi ele em vários lugares e quase o sequei, só quando saciei minha fome eu larguei ele praticamente sem vida numa poça de sangue. Tenho pesadelos toda noite revivendo essa cena de horror.

— Para isso não acontecer mais, quero você escute seu mestre Kamijo e aprenda a se alimentar direito e controlar seus ímpetos de fome. Vou reportar ao Conselho que está tudo seguro, o segredo está a salvo por enquanto. Outro deslize desse tipo não posso garantir sua segurança e a do seu humano.

— Hyde-san, nem sei como agradecer por sua compreensão. Kamijo-san trouxe uma jovem e me ensinou como fazer direito. Não precisa se preocupar com isso. Vou me entender com o Kai dizendo que isso é necessário, que não adianta mais fingir.

— Comece já, você deve estar com fome. Hizaki-san acompanha Yutaka-san até o quarto para ele se alimentar. Arigatou pela noite agradável fazia tempo que não me divertia.

— Foi um prazer lhe conhecer Hyde-san. Ficaria muito agradecido se você visitasse meu restaurante.

— Assim que reabrir visitarei sim. Dizem que servem um vinho muito especial lá e uma sobremesa de mousse vinho feita pelo Chef.

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Hizaki fez como Hyde-san pediu e acompanhou Yutaka até seu quarto, deixando o recinto da sala onde Kamijo ainda ficou conversando com o líder do Conselho.

Yutaka estava pensativo sobre todas as visitas dessa noite, estava muito apreensivo com as perguntas de Hyde-san, apesar que algumas lhe tranquilizaram seu Neko estava fora de perigo e agora segundo o Conselheiro não iriam aplicar nenhuma punição nem nele ou no seu descontrole.

Hizaki se despediu de Yutaka quando chegaram à porta do seu quarto, ele seguiu para o seu, assim como os outros fizeram antes quando foi anunciado o jantar.

Havia prometido que se alimentaria do modo dos vampiros, mas por tanto tempo era só colocar o sangue no copo, Kai o acostumou assim era tão mais prático, estava com medo se perdesse o controle novamente, sempre que pensava em se alimentar lembrava do Daigo sangrando caído naquele sangue espalhado no salão.

Ao abrir a porta visualiza uma pessoa conhecida a pouco tempo, esperando por ele. Yutaka adentrou no quarto deixando a porta só encostada, indo na direção da jovem Arianne, que estava sentada na cadeira perto da sua cama.

Yutaka não sabe como falar com ela, é muito estranho para si ter uma pessoa a sua disposição como uma bolsa de sangue. A jovem observa que ele tem dificuldade de se expressar e que parece triste, apenas sentando na beirada da cama sem olhar nos seus olhos.

— Yutaka-san, seu amigo internado melhorou? Me disseram que você foi ao hospital?

— Humm… sim parece melhor, ele acordou… Teru-kun foi junto comigo.

— Posso lhe chamar de Yuta-san? Lembra do meu nome?

— Pode sim, sem problemas. Lembro sim , é Arianne-san.

— Que bom! Fico contente que ele acordou. Por que ainda tá triste? Ele está fora de perigo agora, não está?

— O único perigo aqui sou eu. Quando ele acordou e me viu tinha pavor e medo nos seus olhos. Seu desespero foi tanto, que ele se agarrou na enfermeira e não parou de chorar e me mandou embora.

— Yuta-chan, só foi perigoso porque você sucumbiu à fome e à sede de sangue. Essa reação era de certa forma esperada, foi um trauma para ele e acordar num hospital ao lado do seu agressor o fez reviver sua última lembrança.

— Certeza que ele não vai querer mais falar comigo… Tenho pesadelo toda noite, lembrando como fiquei descontrolado, fiz ele correr e se esconder só para vê-lo assustado e me divertir com isso.



Yutaka coloca as mãos no rosto abaixando a cabeça nos joelhos chorando por conta do fez com Daigo. Arianne se aproxima sentando ao lado dele ficando de frente para a porta, vendo Kamijo espionar sua conversa com Yutaka.

— O instinto primitivo de sobrevivência do vampiro, é assim mesmo ele age como um predador onde ele só vê sua presa, portanto ele gosta de brincar com a comida, perseguir e assustar é uma dessas formas.

— Arianne-chan, como você sabe dessas coisas, se não é uma vampira?

— No culto à comunidade vampira, aprendemos muito sobre a história dos vampiros e como devemos servi-los. O conselheiro sempre me indica para os novatos, diz que sou boa psicóloga.

— Ainda estou tentando entender por que existe uma comunidade de pessoas que gostam de ser mordidos? Somos uma aberração, como você diz um predador que só busca sangue.

— Não sei, se seu amigo lhe disse que os vampiros são belos e sedutores. Boa parte das pessoas da comunidade tiveram desilusões amorosas ou algum tipo de perda na vida. Para alguns a mordida é algo prazeroso como um ato sexual.

— Meu neko-chan disse que eu era seu lindo vampiro de olhos de fogo, e gostava das minhas presas quis até tocar nelas, ele queria senti-las num momento mais íntimo. Mais depois do ocorrido ele não vai mais querer nem olhar mais para mim.

— Então ele ainda gosta de ti sim, só deixe ele se recuperar do susto. Que vocês vão ficar juntos novamente. Yuta-chan, você gostaria de dar prazer a ele com sua mordida?

— Será mesmo que ele ainda gosta de mim? Gostaria muito, mas tenho medo de perder o controle e estragar tudo de novo.

— Só aguarde esse momento vai chegar. Enquanto isso eu tô aqui para lhe ajudar a perder o medo e ter auto-controle.

O semblante de Yutaka muda para um mais contente, sorrindo para jovem mostrando suas covinhas, se sentindo um pouco mais confiante, tudo que ele quer é seu amante e amigo de volta como antes.

— Aposto que todos devem ficar encantados com esse sorriso com covinhas.

— Sempre recebo esse tipo de elogio.

— Yuta-kun acredito que deve estar com fome? Já que Kamijo-san não quer Hizaki-san lhe alimente mais com um copo bonito.

— Na verdade, estou sim. Tipo acostumei a me alimentar com pouco sangue, pois acabava rápido. Nossa! Você já ficou sabendo que Hizaki-san sempre me mandava um copo de sangue com canudo.

— Kamijo-san, digamos tipo que me contratou para ser exclusiva sua, me contou um pouco sobre você. Vou estar toda noite aqui para você, caso precise conversar em outro horário estarei a sua disposição também é só chamar.

— Arigatou Arianne-kun. Acho que ganhei uma amiga também. Você terá que ter um pouco de paciência comigo, mas prometo aprender e ser um vampiro controlado para meu Neko e para o namorado do Kai que ainda não sabe o que somos.

— Muito bem! Gostei de ver você se comprometendo a ser melhor. Paciência é o que mais tenho. Agora vamos deixa a conversa de lado, se lembra de como seu mestre lhe mostrou outro dia?

— Sim, vou repetir as sequências, me guie e me faça parar se eu me empolgar e for rápido demais.

Arianne curva seu pescoço para o lado, colocando o cabelo para trás da orelha, por sua vez Yutaka assumi sua forma vampira, fazendo suas presas aparecerem e a cor de olhos ficam avermelhados. Posicionando as presas no pescoço ele anestesia o local e crava suas presas naquela pele alva da jovem.

Kamijo havia observado tudo o que aconteceu naquele quarto pela abertura da porta que foi deixada aberta sendo visto apenas pela jovem, pois Yutaka estava de costas para a porta. Sentia-se aliviado Yutaka depois daquela conversa, resolveu seguir seus ensinamentos, e se alimentar sozinho direto da fonte.

— Kamijo-san demorou mais parece que agora Yutaka aceitou ser um vampiro. — Hyde estava ao lado de Kamijo e observava o moreno se alimentar da forma correta.

— Acredito que sim, precisou de um descontrole para ele entender, que não podia fingir mais que ainda era um humano normal. — Kamijo comenta sobre o incidente com o amigo do restaurante.

— Minha presença aqui não é mais necessária. Yutaka-san está com a melhor jovem do culto. _ Hyde fala sobre Arianne ser bem recomendada pelo culto. — Oyasumi, meu pupilo Kamijo-san, continue cuidando do seu vampiro novato.

— Ela foi uma boa escolha, Yutaka-san gostou de conversar com ela, se sente mais confiante agora. _ Kamijo agradece a escolha da jovem. — Oyasumi, meu mestre Hyde-san, acredito que não teremos mais problemas com Yutaka-san.



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Notas finais
Daigo acordou assustado com medo e mandou Yutaka embora. Será que seu amado Daigo Neko-chan, vai querer conversar com ele na sua próxima visita? Quando Yutaka vai contar para o Kai, o que aconteceu? Uruha vai conseguir ter seu namorado adormecido de volta? Quem mais gostou do Líder do Conselho Vampiro? E sua relação com Kamijo? Deixem suas teorias nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada Capítulos novos assim que ficarem prontos. PS: Kakatte Koi está sendo publicada ao mesmo tempo no Spirit.