Kakatte Koi

19 Decisões... (Revisado)


Notas iniciais
Olá! Queridos Leitores (as). Voltei! Sentiram Saudades? Boa Noite! Tudo bem com vocês? Essa atualização tá saindo dentro do prazo. Pois travei em Creepy Night, para não ter duas atrasadas. Esse capítulo acabou fluindo melhor. Yutaka volta ao hospital para ver Daigo-chan. Descubra a seguir como foi ... Esse capitulo foi revisado. Boa Leitura. A capa do capítulo foi feita pela capista @Bree_Lacerda todo crédito para ela. Me avisem se tiver algum erro no texto.

POV Daigo

Depois que Yutaka deixou o quarto, senti um pouco mais aliviado, ver ele ao lado da minha cama me assustou, eu sei que ele estava descontrolado pela sede e a fome quando me atacou. Mas não imaginei que seria assim, havia me esquecido que o doce vampiro que brincou comigo na cozinha e nós nos amamos naquele momento em que até pedi para ele me morder por causa da excitação do orgasmo que tivemos, também podia ser um predador perigoso e sanguinário.

Parando agora para pensar, por que fui ter aquela crise de ciúmes com ele. Sabia que ele estava com fome se segurando ao máximo com o vinho e o maldito boton tinha que se abrir e furar meu dedo na hora errada.

Lógico que ele não ia se segurar, o cheiro devia ser muito bom para ele, seus olhos brilhavam como duas bolas de fogo e percebi que não era mais meu amado Yutaka, aquele era ele o seu estado primitivo, senti um pavor e um medo que nunca pensei na minha vida que eu passaria.

Os vampiros são tão belos e sedutores. Yutaka é tão lindo mostrando suas covinhas e suas duas presas entre o seu sorriso. Me encantei assim que descobrir ele era um, se bem que depois da massagem, ele me assustou muito com aquelas perguntas, depois foi meigo e carinhoso os dias foram passando nem lembrei mais do perigo que estava me metendo.

“Um humano namorar um vampiro, onde estava com a cabeça! “

Quando ficamos juntos ele parecia tão carente e fofo, não resisti aos seus beijos e cheiros no cabelo e pescoço. Sentir ele rosnando quando me agarrava me fazia ficar todo arrepiado. Sou mesmo um bobo apaixonado que quase morri por causa de um ciúmes bobo, aceitei ser o amante dessa loucura.

Nossa! Como fui rude e grosso com ele, me apavorei achando que ele fosse me morder de novo. Coitado ele deve ter ficado muito assustado quando viu o que fez, a enfermeira me disse que ele ficou o tempo todo comigo desde que a ambulância me trouxe esperando eu acordar, só foi embora por que Hizaki o arrastou para descansar pois já era dia, voltando na tarde do dia seguinte.

Preciso me retratar com ele, agora que a confusão e o medo passou estou pensando melhor. Me lembrei que o rejeitei e o mandei embora no momento que ele estava mais vulnerável e as coisas que disse para ele, devem ter machucado ele chorava sangue, nem me toquei que ele também estava sofrendo.

Aperto o botão ao lado da minha cama para chamar a enfermeira, preciso saber se Yutaka falou algo com ela sobre voltar, já passa das 4 da tarde se for como ela falou ele já devia ter aparecido.

— Daigo-san, está com problema? — A enfermeira Aline entra já preocupada.

— Aline-san, Gomenasai por chamar-lá. Só queria lhe fazer uma pergunta.- Ela se aproxima testando o soro e sorri para mim.

— Não precisa se desculpar, estou aqui para ajudar. Vejo que você parece melhor, está mais calmo? O que gostaria de saber? — Ela para ao meu lado esperando minhas perguntas.

— Sim, estou mais calmo. Não esperava acordar num hospital, foi uma surpresa. — suspiro forte — Estava aqui pensando, acredito que fui muito grosso e rude com Yutaka-san, mandando ele embora. Tem alguma notícia se ele voltou ao hospital?

— Meu turno começou agora a tarde, só o vi ontem a noite.- Aline pensa um pouco. — Depois que Daigo-san se acalmou eu sai do quarto ele não estava mais lá fora esperando já havia ido embora.

— Será que ele volta hoje? Tenho medo de ter magoado ele não querer mais falar comigo. — Uma lágrima escorre pela minha face, pensando que meu Yuta pode estar sofrendo. — Eu pedi para ele ficar longe, não tava pensando direito.

— Com certeza ele vai voltar. Ele ficou quase o tempo todo, que Daigo-san dormia ao seu lado, não saiu nem para comer ou beber. — Yuta estava com medo de me perder. — Logo escurece ele aparece, ficou a madrugada toda o vendo dormir.

— Yutaka-san, veio sozinho me visitar? Tem mais alguma notícia do restaurante? — Será que ele voltou para lá, depois do acidente? — Aline-san, ficou sabendo de algo mais sobre o “assaltante”. O que mais falaram do Chef Kai nos jornais?

— Daigo-san não se preocupa com o restaurante agora, os familiares do Chef Kai estão cuidando dele e das notícias que estão se espalhando por aí. — Kamijo então tá cuidando de tudo. — Yutaka-san sempre vem acompanhado de Teru-san. Kamijo-san disse numa entrevista que é o tutor dele, pois ele era órfão, portanto ele deve estar com eles.

— Me sinto mais aliviado agora que sei que ele não ficou sozinho. — Meu Yuta deve estar com os meninos do Versalhes. — Ainda assim, queria muito me desculpar com ele. Se caso ele aparecer pode não querer entrar e tirar informações só na portaria. Aline-san você poderia me fazer esse favor?

— Claro que sim. Ele também deve ter ficado bastante assustado com tudo isso. — Aline recebe uma outra chamada de outro quarto. — Daigo-san, tem outra visita para você já estão chegando mandaram lhe avisar.

— Outra visita!? Aqui em Tóquio? Moro sozinho, conheço poucas pessoas. Quem seria? — Nem imagino alguém além do pessoal do restaurante e o Chef Kai.

— Daigo-san, são seus pais, viram o noticiário e ligaram aqui no hospital para saber de você. — Não creio, meus pais! Eles nunca vieram nem ver onde eu morava desde que fiquei morando aqui em Tóquio. — Acredito que Daigo-san não costuma ligar muito para casa.

— Não tô acreditando! Eles nunca viajaram de avião, diziam que tinham medo. — Aline está rindo do meu espanto.

— É assim mesmo por um filho os pais fazem coisas que nem acreditamos, eles ficaram muito preocupados com o que aconteceu. Já devem está chegando. — De certo modo estou feliz, faz mesmo algum tempo que não os vejo pessoalmente.— Vou atender outro chamado, aviso se Yutaka-san aparecer.

— Arigatô, Aline-san por ser paciente e cuidar de mim. — Ela acena com a cabeça.

Assim que ela abre a porta para sair, vejo meus pais na entrada e ela acena para eles entrarem dizendo que estou bem e acordado. Minha mãe entra rápido com meu pai logo atrás, ela me abraça com tanta força que quase quebra meus ossos da costela, fica me beijando e olhando meus machucados bem preocupada.

Meu pai só observa a cena, ele é mais calado e tímido em relação aos abraços e beijos. Quando minha mãe me solta, ele pergunta como estou passando e minha mãe me enche de perguntas de todo tipo.

É muito bom ter eles aqui comigo, estava com muita saudade. Mas queria que Yutaka também aparecesse, preciso muito conversar com ele, sinto que ele pode estar triste e sofrendo pelo que me fez e não ajudei muito o culpando mais ainda e mandando ele embora.

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POV Yutaka.

Aquela foi a primeira noite que havia dormido melhor, tive poucos pesadelos e conversar com Uruha foi muito bom, ele parece compreender que tenho um outro “eu” e vai esperar eu conversar com o Kai.

Eu estava um pouco receoso em conhecer o Líder do Conselho, mas fiquei mais aliviado em saber que era Hyde-san, aprecio muito suas músicas, ele ser o chefe de todo o clã dos vampiros me deixou muito surpreso.

Ainda mais depois, que Hizaki me falou que Kamijo sofreria punição do Conselho por me converter em vampiro sem permissão, acreditava que era ele seria mais severo e que fosse ser cruel, assim como aqueles Inquisidores da Idade Média.

Mas ver ele conversando com Kamijo pareciam que eram amigos de longa data, posso até estar enganado, mas acho que Hyde-san deve ser o mestre do Kamijo. Ainda vou descobrir por que ele nunca fala do seu mestre.

Fiquei surpreso quando Hyde-san foi compreensivo com o que aconteceu comigo e meu descontrole com relação ao Daigo, o assalto foi exposto na TV e nos jornais achei que ele estaria bem mais preocupado que o segredo fosse descoberto.

Lembro do meu Neko-chan dizer que havia trabalhado para ele na sua produtora e foi Kamijo que o indicou para trabalhar no restaurante, uma estranha coincidência como se eles soubessem do interesse do Daigo por vampiros.

Pode ser um delírio meu, mas será que eles combinaram de enviar o Daigo para se aproximar de mim, sendo um modo que meu mestre encontrou de me convencer a me alimentar da fonte. Será que meu Neko-chan foi hipnotizado a me aceitar como vampiro? Ou será que ele gosta mesmo de como eu sou? Meu descontrole acelerou esse processo, acho que Kamijo não esperava que eu pedisse para salvar ele. Minha cabeça tá doendo muito só de pensar nisso tudo, meu Neko estava em pânico, tinha medo e pavor nos seus olhos.

“Será que ele vai me perdoar? São tantas dúvidas e perguntas sem respostas.”

Ainda não sei se conto a versão oficial para o Kai ou a verdade? Não quero voltar ao restaurante ainda, tanto que pedi para o Teru e o Yuki buscar algumas roupas e calçados para mim, já estava ficando sem ter o que vestir, deixei pouca coisa minha aqui no meu quarto da mansão.

Mesmo Hizaki dizendo que ia cuidar de tudo e deu licença para os funcionários, mas logo o restaurante vai voltar a funcionar. Meu medo é ficar lá sozinho, reviver toda a cena e lembrar do sangue no chão, meu neko quase sem vida naquele piso frio e perder o controle e sair machucando mais alguém. Sei que o Kai vai ficar muito bravo, mas aqui me sinto mais seguro.

Também tem o fato que estou me alimentando da fonte, a jovem Arianne tem sido muito importante nessa transição estou gostando de conversar com ela. Arianne me deu uns bons conselhos, ela parece ser experiente com vampiros novos.

Me disse que eu devia ao menos tentar conversar com meu Neko-chan, pois depois de acordar e passar o susto, agora ele deveria ter colocado os pensamentos em ordem, portanto estaria mais calmo, também me alertou em tentar controlar minha forma vampira perto dele não o assustando como da primeira vez.

Já é fim da tarde quase noite, esses pensamentos ocuparam bastante tempo meu, o jeito é criar coragem e tentar fazer outra visita ao hospital, mas vou perguntar para a enfermeira Aline se estiver lá de plantão como ele está primeiro, não quero arriscar lhe dar outro susto e não suportaria outra rejeição.

Teru deve estar me esperando, ele não deixa eu ir sozinho sempre está lá para me consolar ou surtar comigo. Senti muita falta de ter um irmão ali para me ajudar, era muito solitário ficar naquele quarto sozinho sem ter ninguém para conversar, só eu e o Kai. Me arrumo e encontro com ele na sala para irmos ao hospital, na esperança que meu Neko-chan esteja mais calmo e talvez queria conversar comigo.

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Mais tarde no hospital…

Ao chegar no hospital, fiquei surpreso ao perguntar na enfermaria sobre como estava Daigo-chan nesse dia sendo informado que seus pais vieram visitar o filho. Penso que isso é bom, o carinho da mãe sempre ajuda nessa hora, ainda mais ele que é filho único assim como eu. Sinto saudades da minha mãe e minha avó para me aconselhar e cuidar de mim.

Me encaminho na direção do seu quarto, Teru me incentiva a continuar ficando na sala de espera e vejo a porta semi-aberta, me aproximo devagar só para espionar o seu encontro com os pais.

Dou um sorriso contido ao vê-lo conversando com a mãe normalmente e sendo observado por seu pai. Daigo parece contente com a visita dos pais, eles devem ter ficado muito assustados com as notícias na TV e saber que o filho foi ferido e estava internado, com certeza largaram o hotel e pegaram o primeiro avião que encontraram para ficar junto do filho.

Sorte que já encontraram ele acordado, ver ele sedado com todos aqueles aparelhos e sondas por todo corpo, ia partir o coração da sua mãe, não saber se ele acordaria era meu maior medo. Daigo está mais seguro agora com a sua família, eles bem que podiam levá-lo para casa, assim não teria perigo de ele se machucar mais.

Tentei sair sem ser visto, entretanto a enfermeira Aline abriu a porta rapidamente me revelando para Daigo-chan, percebo ele olhar na minha direção e chamar meu nome, mais me viro e vou andando embora deixando ele lá.

Estou com medo dele me rejeitar novamente me mandando embora em definitivo depois do que fiz. Ele pode não querer mais nada comigo, não julgo ele, sou mesmo um monstro descontrolado e sedento por sangue, melhor ele ficar bem longe.

Sinto uma mão delicada tocar meu ombro me fazendo parar e virar para ver quem seria.

— Yutaka-san, não vai embora. Daigo-san está bem, depois do susto não parou de perguntar se você voltaria para visitá-lo.

— Aline-san, não sei se é uma boa idéia, afinal ele ficou apavorado, não deixou eu chegar perto nem tocá-lo e me mandou embora.

— Ele acordou assustado, não sabia onde estava e o que estava acontecendo. Por isso ficou com medo.

— Daigo-chan, ficou com medo de mim, não consegui defendê-lo do “assaltante”, foi minha culpa ele sair ferido e quase morrer.

— Yutaka-san não se culpe por isso, ninguém está preparado para reagir contra um assaltante que estava ali para lhe fazer mal, você defendeu ele é o que importa. Daigo-san ficou preocupado com você depois que se acalmou, queria saber sobre seu estado e se estava aqui sozinho.

— Como ele pode se preocupar comigo! Se foi ele que se machucou e está internado no hospital. Daigo-chan devia pensar na sua recuperação. Por que ele só pensa nos outros em vez de si mesmo?

— Yutaka-san, isso você vai ter que perguntar para ele, melhor que seja rápido, pois seus pais querem levá-lo de volta para casa, disseram que Tóquio é muito perigoso.

— Tudo bem Aline-san, vou falar com ele. Os pais têm razão quanto a Tóquio, aqui não é um lugar para um rapaz do interior.

— Vai dar tudo certo Yutaka-san, ele não corre mais perigo logo vai ter alta e os ferimentos vão cicatrizar.

— Arigatou Aline-san por cuidar dele esses dias. Foi muito importante para mim, não sei como seria se ele não acordasse.

— Sem problemas. Agora vai lá ver ele, tenho certeza que ficará feliz em lhe ver.



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Então volto na direção do quarto, respiro fundo e entro no quarto. Daigo abre um sorriso feliz em me ver como Aline disse. Me aproximo da sua cama no lado livre, seu pai está nos pés da cama e sua mãe no lado oposto da cama, ele me apresenta para eles.



— Chef Yutaka-san, esses são meus pais, Hiroshi e Sayuri Naito. — Daigo diz os nomes dos pais apontando para mim.

— Prazer em conhecê-los Hiroshi-san e Sayuri-san. — Cumprimento os dois me inclinando em respeito.

— O prazer é todo nosso, Chef Yutaka-san.- Hiroshi retribui o gesto — Daigo sempre fala muito bem de você.

— Aposto que ele exagerou nos elogios? — Daigo está corado com o comentário.

— Acredito que não, nos falou que é um excelente cozinheiro, um ótimo baterista e seu melhor amigo. — Não creio que Daigo só disse coisas boas a meu respeito.

— Não disse! Daigo-san que é ótimo subchefe, cuida muito bem do restaurante e é um bom amigo sempre está pronto para me ajudar. — Comento suas qualidades para seus pais. — Não estaria aqui, se não tivesse ficado até tarde me ajudando com o jantar.

— Yuta-chan, nem venha se culpar por isso, faz parte da minha função no restaurante se eu puder ajudar, não vou ficar preso a horários ou ficar esperando receber uma hora extra. — Observo Daigo falar mesmo antes de saber meu segredo, sempre foi prestativo e me ajudou muito para conseguir a vaga de baterista no The Gazette.

— Desde criança ele é assim, gosta de ajudar os outros até mesmo sem eles pedirem, sempre foi atento a tudo que acontece à sua volta. — Sayuri comenta sobre Daigo gostar de ajudar os outros desde pequeno.

— Okaa-san, está me envergonhando na frente do Chef Yutaka assim. — Daigo está repreendendo a mãe por fala sobre sua infância. — Já estou bem, logo vou ter alta. Quero ir para meu apartamento descansar e me recuperar desse susto.

— Daigo-kun, meu querido filho, eu e seu pai achamos que é melhor você se recuperar em casa, do que ficar sozinho aqui no seu apartamento. — Sayuri está preocupada com o filho.

Pensei na mesma coisa seria melhor para meu neko-chan se recuperar longe de mim. Apoio essa decisão dos seus pais ainda mais, que não sei me controlar, ele pode estar em perigo novamente ficando perto de mim.

— Otou-san, não tenho necessidade de viajar com vocês.- Daigo deseja ficar mesmo depois do que aconteceu. — Aqui tenho meu apartamento, meu trabalho no restaurante e não vou estar sozinho o Chef Yutaka pode me fazer companhia.

— Daigo-kun, você deve tá tomando algum remédio forte e não tá pensando direito. — Não acredito ele ainda quer ficar comigo depois de tudo que lhe fiz. — Mesmo depois de tudo que lhe aconteceu, você precisa de lugar tranquilo com pessoas que possam dar atenção e cuidar de você.

— Eu gosto do meu trabalho aqui e pensei direito. Foi só um susto, logo estarei curado, não quero ir para longe. — Quase lhe matei foi muito mais que um susto. — Só iria se o Chef não quiser que eu trabalhe mais no restaurante.

— Lógico que quero que você continue trabalhando para mim. Mas sua mãe está certa você precisa descansar e recuperar num lugar onde tem pessoas que podem lhe ajudar durante o dia. — Daigo me olha espantado não está gostando que apoio a ideia de ir para longe. — Vou estar ocupado com a banda e o lançamento do álbum não terei tempo hábil para dar a atenção que Daigo-kun necessita.

Seus pais me olham com uma expressão de alívio e contentamento por eu também aceitar e apoiar a idéia. Daigo me olha indignado por não quer ele por perto, melhor assim até eu um ter autocontrole do meu lado vampiro, prefiro que ele fique longe mesmo que eu sofra com sua ausência.

— Yuta-chan tem certeza que não me quer por perto? — Daigo não gostou da minha decisão. — Não precisa ser assim, sabe que não irá acontecer de novo é um exagero da sua parte.

— Sim, tenho certeza. Aqui perto do restaurante você não vai descansar que eu sei. Então o melhor a fazer é você tirar férias. — Daigo me olha me triste. — Tá decidido assim que tiver alta está oficialmente de férias. Pode passar um tempo com sua família enquanto se recupera.

— Yuta-chan o que o Chef Kai acha dessas férias forçadas? — Daigo me pergunta sobre o Kai, mas disfarçando na presença dos pais. — Quero conversar com ele antes de aceitar as férias.

— Daigo-kun, ele não está no momento, foi fazer um retiro espiritual. — Seus pais me olham querendo entender do que estamos falando. — Hoje à noite tentarei falar com ele.

— Tudo bem então amanhã, acho que vou ter alta. Quero ter essa conversa antes de me decidir a viajar. — Daigo me força a falar com Kai, agora não tem jeito, vou ser obrigado a chamá-lo e contar a verdade.

— Otou-san e Okaa-san, vocês devem estar cansados da viagem, por que vão descansar no meu apartamento é mais confortável que ficar aqui no hospital. — Daigo indaga os pais sobre o fato deles vim de avião direto para o hospital. — A hora da visita logo acaba também.

— Vamos indo então meu filho, nos avise na hora que tiver alta para vir buscá-lo. — Hiroshi se despede dele. — Yutaka-san foi um prazer em conhecê-lo. Arigatou por salvar meu filho do assaltante.

— O prazer é todo meu, Hiroshi-san. Sayonara Sayuri-san. — Me despeço deles para ficar mais um pouco com meu neko-chan.

Minha alegria dura pouco, pois assim que seus pais saem a enfermeira entra avisando do fim da visita nos deixando a sós por alguns minutos, tenho pouco tempo para conversar com ele.

— Daigo neko-chan, que bom que não está mais bravo comigo, fiquei com medo de te perder, ainda tenho pesadelos com o que fiz com você. — Me levanto e dou um beijo na sua testa .— Gomennasai, eu bloqueie o Kai, ele está adormecido desde meu descontrole. Vou precisar de sorte ele vai surtar quando souber que machuquei seu amigo.

— Meu Yuta-chan, nem imagino como você deve ter ficado desesperado, a enfermeira me disse que você não parava de chorar e não saiu do meu lado. Eu não devia ter brigado com você por causa de ciúmes naquela hora, sabendo que você estava faminto. — Daigo me olha com carinho e passa a mão nos meus cabelos, não vejo mais medo nos seus olhos.

— Neko-chan a culpa foi minha ir me apresentar para Uruha-san. Você tinha toda razão de ficar com ciúmes, esqueci do nosso compromisso, só queria a ajudar o Kai a não detonar o nosso corpo como no último encontro. — Kai ficou nervoso, não sabia o que fazer e acabou comendo aquele dia com Uruha.

— Esqueci totalmente a noção do perigo, que é namorar um vampiro. Gomennasai, se tivesse ido embora junto com Uruha nada disso teria acontecido. Kamijo não precisaria me salvar, seria apenas mais uma entrega de vinho. Yuta-chan, você está ficando sozinho no seu quarto no restaurante? — Daigo está todo machucado e ainda preocupado comigo.

— Ah! Daigo neko-chan tanto tempo fingindo que eu era humano, que também esqueci como você pode ser frágil e mortal, a sede e a fome me cegaram. Gomenasai por atacá-lo e por ter sido cruel contigo e deixar essas marcas em você.

"Ainda lembro dele no chão sangrando o mordi várias vezes."

— Não voltei mais no restaurante, Hizaki-san me levou para mansão, eu morava lá antes de me mudar. Teru não me deixa sozinho é um ótimo irmão, tanto que ele tá na sala de espera. Kamijo levou uma jovem lá que me ensinou como morder e me alimentar direto da fonte e manter o controle da sede.

— Yuta-chan, que bom! Sua família vampira está lhe ajudando, fico feliz que você não está mais sozinho. — Daigo também se despede acariciando meu rosto com seu pulso enfaixado, seu carinho me faz bem senti saudade do seu toque. — Não se preocupe, vai dar certo você vai conseguir se controlar, espero os dois no meu apartamento amanhã.

— Daigo neko-chan, até amanhã então. — Retribuo o carinho lhe dando um selinho, ele sorri. — Vou tentar conversar com Kai quando chegar em casa, agora que você está melhor, essa conversa vai ser tensa.



A enfermeira Aline volta e ainda estou no quarto, então ela me acompanha até a sala de espera onde Teru está me esperando, ele fica feliz em saber Daigo está melhor agora que o susto passou e ele não me rejeitou.

Agora estou contente, meu Neko-chan ainda gosta de mim, mas não gostou da idéia das férias, queria ficar em Tóquio comigo. Esse tempo longe vai ser bom, vou aprender a me controlar perto dele e do Uruha.

Então entramos no carro e seguimos para a mansão, agora vem a parte difícil conversar com o Kai.

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Notas finais
Agora Yutaka vai ter contar para o Kai, o que aconteceu. Daigo quer conversar com eles, será que ele vai aceitar tirar férias? Deixem suas teorias nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada Capítulos novos assim que ficarem prontos. PS: Kakatte Koi está sendo publicada ao mesmo tempo no Spirit.