Notas iniciais
Olá! Queridos Leitores (as). Voltei! Sentiram Saudades? Boa Noite! Tudo bem com vocês? Essa atualização passou um pouco do prazo de 15 dias. Para compensar vale por dois, é um capitulo bem longo. Aconselho ler devagar para não perder as informações e as revelações importantes para a História. Yutaka vai ter aquela conversa que ele vem adiando com o Kai. Descubra a seguir como foi ... A capa do capítulo foi feita pela capista @Bree_Lacerda todo crédito para ela. Esse capitulo foi revisado. Boa Leitura. Me avisem se tiver algum erro no texto. THE GAZETTE - BLINDING HOPE foi uma das inspirações. https://youtu.be/DOLqvOkmQy0 Usei também algumas lives para escrever esse capitulo. Foram L'Arc~en~Ciel LIVE 2015, NIGHTMARE. Link Park , Nightwish, Blutengel.

POV Yutaka

No caminho de volta sentado ao lado de Teru no banco de traseiro do carro, me lembro de como era ter uma família humana, vendo o carinho e o amor que os pais do Daigo cuidavam dele. Quando criança lembro que já fui feliz assim, com minha mãe e minha avó, as lembranças começam a voltar na minha cabeça.

“ Nunca conheci meu pai, minha mãe ficou grávida e disse que ele não assumiu e desapareceu, mas nunca disse seu nome. Sorte que ela tinha minha avó, que não rejeitou que sua única filha seria mãe solteira, juntas elas me criaram. Lembro que fui muito feliz nessa época, minha mãe adorava música, tinha um piano em casa e ela tocava maravilhosamente bem, minha mãe também era professora ensinava na escola e também dava aulas particulares de piano.

Desde pequeno estive envolvido com a música, ela tentou me ensinar a tocar piano, de certo modo eu aprendi muito bem. Mas minha alegria quando criança era fazer barulho, pegava as panelas, montava uma bateria no chão da cozinha, tocava até minha mãe precisar delas para preparar nossa comida. Minha avó sempre estava por perto brincando e me mimando gostava quando eu tocava, dizia que quando eu fosse maior ela me compraria uma bateria de verdade, eu tocaria numa banda e seria famoso um dia.

Eu a abraçava e dava muitos beijos, ela dizia que eu também tinha talento para cozinhar, me ensinou a fazer as sobremesas que sirvo hoje no restaurante.

Além das aulas de piano, minha mãe também pagava uma escola particular e aulas de bateria, pois com o passar dos anos, ela disse que eu precisava me socializar com pessoas da minha idade indo para escola e não apenas com as duas mulheres da minha casa.

A vida era ótima, estudava numa escola particular, tinha a melhor mãe do mundo que me ensinava música, e minha avó sempre me mimava com presentes e me ensinava a cozinhar.

E foi no meu aniversário de 13 anos, quando eu já era até alto e grande o suficiente para alcançar os pratos da bateria de adulto, então ganhei a tão sonhada bateria da minha avó. Foi o melhor dia da minha vida, nunca fui tão feliz como nessa época, queria que o tempo tivesse parado ali.

Mas o destino achou que eu era feliz demais, quis pregar uma peça, tirando tudo de bom que a vida tinha me dado.”

Suspiro pesadamente, enxugando com as costas da mão umas lágrimas que escorreram depois dessa lembrança. Penso qual seria o motivo, o que meu pai fez de tão grave para minha mãe, para ela nunca dizer seu nome ou falar sobre ele.

Aos 16 anos eu fiquei órfão e fui levado para o orfanato e nem pude levar minha preciosa bateria, só levei minhas roupas e alguns pertences como as fotos da minha mãe e minha avó, quando o banco tomou a casa para pagar a hipoteca das dívidas do hospital.

Se ela soubesse o que passei depois da sua partida sem ter um parente para me acolher, não teria levado esse segredo para túmulo com ela.

“Será que ele ainda está vivo? Talvez ele nem deve saber que eu existo.”

Teru me olha ficando sem saber o que estaria acontecendo comigo, chegando mais perto passando a sua mão na minha cabeça fazendo um carinho.

— Yukkun, por que continua tão triste? Você disse que Daigo-san já estava bem. O que está acontecendo agora?

— Teru-kun, está tudo bem, só estava lembrando da minha mãe e avó quando eu era criança. Vendo Daigo-chan com seus pais me veio a lembrança que já tive uma família humana.

— Que bom que os pais vieram visitá-lo. Eram lembranças boas? Yukkun, lembre-se que você não está só, apesar de sermos vampiros somos sua família .

— Sim, eram da época que fui muito feliz, minha mãe me ensinava tocar piano e minha avó me ensinava a cozinhar. Bons tempos aqueles que não voltam mais. Sou muito grato por vocês me acolher como um familiar.

— Yukkun, é assim mesmo, sempre guardamos boas lembranças de quando éramos criança. Às vezes ainda lembro dos momentos que tive com minha família quando era jovem.

— Teru-kun, acho que você nunca me falou da sua família humana? O que aconteceu a eles? Gostaria de saber, claro se você quiser contar.

Teru me olha pensativo coloca uma mecha do seu cabelo lilás atrás da orelha suspirando forte. Eu o conheço a pouco mais de 5 anos, ele nunca falou da sua família nem como virou um vampiro, espero não estar fazendo ele recordar de algo triste.

— Tudo bem Yukkun, gostaria de falar sobre eles com você, pois o considero como um irmão e você também compartilhou um pouco da sua família comigo.

— Se você tiver tudo bem para Teru-kun, você sempre será o irmão que nunca tive. Fico feliz em saber que você tem o mesmo sentimento.

— Eu morava com minha mãe, meu pai e meu irmão que era uns 3 anos mais novo que eu, em uma casa na cidade de Kyoto, distrito de Sakyo-ku. A vida era muito boa, meu irmão e eu aprendemos a tocar ainda no colégio. Ele gostava do baixo e eu gostava da guitarra, tínhamos formado uma banda no ensino médio. Éramos muito bons tocavamos em bares e casas noturnas, até que um dia quando eu tinha meus 20 anos, a banda foi convidada para tocar no festival Gion Matsuri, um dos mais famosos festivais de verão do Japão, que acontece em Kyoto.

— Teru-kun, que legal você e seu irmão se davam super bem. Incrível! A sua banda tocou para um público bem grande. Qual foi a sensação? Ainda não toquei em público.

— Nem sei descrever direito, sei que foi maravilhoso, o público gostou e aplaudiram muito, na época nossa banda fazia cover de bandas de J-Rock e também tínhamos umas músicas com composição própria. Fomos bem recebidos pelas pessoas que vieram ver os shows. Quando acabou a apresentação, um produtor de Tóquio veio conversar com a gente, dizendo que gostou e queria fazer um teste e gravar um single da banda.

— Uau! Sua banda fez sucesso e chamou atenção de um produtor, é o sonho de qualquer banda iniciante. Imagino o quanto vocês ficaram felizes.

— Então aquele momento foi mesmo único e inesquecível. Meus pais também foram para o festival ver o nosso show, ficaram imensamente felizes. Meu pai voltava dirigindo para nossa casa, minha mãe muito feliz conversava sobre o show. Meu irmão e eu já estávamos planejando como ir para Tóquio. Então aquilo aconteceu…

Teru para de falar e vejo umas lágrimas escorrer em sua face, agora começo a entender por que ele nunca falou da família, houve um acidente aquela alegria que ele estava contando sobre sua estréia no palco sumiu, foi dando lugar a melancolia que ele sentia por contar sua história.

— Teru-kun não precisa continuar, se for fazer você sofrer com essas lembranças. Gomenasai, não queria que ficasse triste. Por que eu fui perguntar...

— Não tem problema, Yukkun. Já faz tempo uns 15 anos, vai me fazer bem poder contar para alguém. O que aconteceu foi um acidente com o carro, um motorista de um caminhão deve ter dormido no volante, atravessou a pista e acertou nosso carro bem de frente, meu pai tentou desviar mais não deu muito certo, só lembro de ver um clarão ofuscar minha vista e um barulho enorme e tudo ficar escuro.

— Gomen, Teru-kun. Nunca esperamos que uma coisa dessa aconteça. O acidente foi fatal então. Como Teru-kun sobreviveu?

— Quando acordei eu vi que a frente do carro estava amassada assim como a do caminhão, prensando meus pais. Acho que a porta do passageiro abriu, eu estava deitado com as pernas ainda no carro e o resto do corpo no chão. Me sentia todo quebrado como muita dor, não vi movimento nenhum dentro do carro, meu irmão estava caído no banco, chamei por eles e ninguém respondeu deduzi que todos estavam mortos. Era o que teria acontecido comigo se ele não tivesse aparecido para me salvar.

— Então foi assim que Teru-kun perdeu sua família, de certo modo diria que eles não sofreram foi uma morte rápida. Minha mãe morreu de câncer foram mais de dois anos, vendo ela sofrer com o tratamento e os remédios. Foram os paramédicos que socorreram você?

— Acredito que sim, foi tudo muito rápido. Gomen, Yukkun sofreu muito só observando sem poder fazer nada por sua mãe, ainda era criança, estou certo? Não, a ambulância demorou a chegar, foi um vampiro que me salvou.

— Eu tinha 14 anos quando ela ficou doente e tive que largar a escola para ajudar a cuidar dela.

— Só lembro de um vulto com uma capa preta se aproximando e se ajoelhou perto de mim colocou minha cabeça no seu colo e ouvi uma voz calma bem distante que dizia: “Beba, você tem muito talento para morrer tão jovem assim”. Encostou seu pulso cortado na direção da minha boca e achei que tava delirando mesmo de tanta dor que segurei seu braço e suguei ele, senti que a dor estava passando e fui bebendo com mais força. A minha visão começou a ficar embaçada então eu achei que vulto era a morte, lembro que parecia que ele me carregava nos braços e apaguei. Acordei um dia depois, já aqui na mansão do Kamijo com Hizaki falando que ia cuidar de mim, que agora tinha uma nova família.

— Nossa! Então foi assim que Teru-kun se tornou um vampiro. Quem era o vampiro da estrada Teru-kun ficou sabendo?

— Muito jovem mesmo, Yukkun sofreu muito na sua vida humana, precisa ser feliz um pouco também. Sim, você conheceu ele, o produtor que queria contratar a banda, Hyde-san. Ele me disse que estava voltando para casa quando viu o acidente, parou para ajudar e viu que só eu tinha sobrevivido, mas era questão de tempo para eu morrer também, ao contrário de Daigo-san que só tinha umas mordidas e seu sangue drenado que foi resolvido com algumas transfusões de sangue. Eu estava todo quebrado e com hemorragia interna com apenas um sopro de vida, a medicina humana não poderia me salvar.

— Ainda não me acostumei que o líder do conselho vampiro que é o cantor Hyde-san. Ainda bem que ele gostou de Teru-kun e o salvou. Por acaso ele também seria o mestre de Kamijo-san, estou em dúvida desde que vi eles conversando ontem, aqui na mansão.

— Isso mesmo! Ele também é o vampiro que transformou seu Mestre Kamijo, só não sei dizer por que ele não lhe contou. Talvez por causa da punição que ele levou por converter Yukkun em vampiro.

— Ahhhh! Teru-kun deve ser por isso mesmo, até hoje Kamijo não me disse por que ele me tornou um vampiro, se eu não estava à beira da morte como aconteceu com Teru-kun. Havia combinado com ele que eu queria aproveitar a vida humana por mais um tempo, eu estava feliz com a inauguração do restaurante e fui avisar que iria morar sozinho, ser tornar vampiro antes do tempo me causou uma rejeição fazendo Kai aparecer como fruto dessa revolta e fingir ser um humano normal.

— Nossa já chegamos! Gostei dessa conversa, foi bom desabafar com Yukkun, agora sabe que você lembra muito meu irmão mais novo, o que me deixa muito contente em tê-lo por perto. Vamos entrar logo estou com muita fome, acho que você também.

— Sim estou com fome, Arianne deve estar me esperando já. Ainda preciso criar coragem para conversar com o Kai.

— Boa sorte Yukkun, Kai vai querer lhe esfolar você vivo quando souber de tudo o aconteceu…

— Eu sei bem disso. Vou precisar de muita sorte mesmo....



Dou risada junto com Teru, pois ele me conhece bem e sabe que o Kai vai surtar muito, mais espero que ele entenda que tudo isso é culpa dele também, não aceitar nossa condição vampira e não se alimentar direito, além de fingir que ainda é um humano normal, quase custou a vida do meu Daigo neko-chan.

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Ao entrar na mansão, eu só queria me alimentar e ir para meu quarto e encontrar uma maneira de falar com o Kai. Mas Kamijo estava na sala esperando eu chegar para saber sobre Daigo-chan. Arianne estava sentada no sofá ao lado dele. Por que ela não está no meu quarto? O que Kamijo quer agora?

— Yutaka-san, ainda bem que você chegou. O rapaz Daigo-san como está? Preciso saber para reportar ao conselho o seu estado, essa situação está deixando os outros membros apreensivos.

— Kamijo-san, pode acalmar eles Daigo-chan está bem e consciente, o segredo está seguro, mesmo assustado ontem ele confirmou que foi um assalto.

— É um alívio saber disso, um a menos para eu lidar. Hyde-san foi muito compreensivo com ele, os outros dois membros não ficaram satisfeitos e contestaram muito essa atitude dele, só respeitaram por ele também ser um dos líderes do nosso clã.

— Pode confirmar com Hyde-san e os outros que não conheço que está tudo sob controle agora. Somente isso que Kamijo-san queria saber? Arianne eu estou com fome, venha vamos para meu quarto.

Ela me olha indecisa e retorna o olhar para Kamijo esperando sua ordem, ele não queria só perguntar sobre o Daigo nem está interessado no rapaz. Ele está sendo pressionado pelos outros vampiros do conselho, dá para ver no seu semblante que ele está nervoso. O que mais pediram para ele fazer?

— Hoje ela não vai para seu quarto, os outros não são complacentes como Hyde-san querem ter certeza que Yutaka-san está mesmo se comportando como um vampiro e que se aprendeu a controlar sua fome.

— Por que estão desconfiando de mim? Estou seguindo o que Hyde-san pediu e fazendo como Kamijo-san me ensinou. Arianne tem me ajudado muito a controlar meus instintos.

— Os membros do conselho não consideram e nem acreditam na opinião de uma bolsa sangue.

— Gomen, Arianne por ele desconfiar e te chamar assim.

Peço desculpas para Arianne por Kamijo chamá-la de bolsa de sangue na sua presença, sei que ela é uma voluntária que vem nos alimentar, mas os antigos não os respeitam como ser humano só como fonte de alimento.

— Yutaka-chan presta atenção aqui! Por causa da sua rejeição em morder uma pessoa para se alimentar. Me obrigaram a comparecer ao tribunal vampiro, estou sendo julgado por Atsushi. Ele é sádico e gosta de torturar estilo inquisição, os vampiros que não seguem as regras. Por ser o seu mestre fui responsabilizado por sua fome, acabou causando seu descontrole e quase expôs a existência dos vampiros na mídia.

— Kamijo-san, sabe que minha parte humana, o Kai que rejeita essa condição vampira que fomos forçados a aceitar por sua causa.

— Não vou discutir isso agora Yutaka ou Kai! O conselho não sabe desse seu alter ego, só que sou culpado e falhei como seu Mestre. Não quero cair nas mãos do Líder Hayashi, nunca sei que lado ele apoia, quando é Hyde-San ele é seu melhor amigo, está sempre te levando para passear e adora tirar fotos com celebridades. Mas se for ficar do lado do Atsushi, ele mostra o lado perverso que é ser um estripador faminto, ele gosta de aplicar a punição nos vampiros que se resume em cortá-lo com um punhal sagrado só para vê-los sangrar e curar fazendo isso por dias sem alimentá-los.

— Não quero que isso aconteça com você. Hizaki-san sofreria muito, ele me disse que tinha medo das punições do conselho. O que eles estão forçando Kamijo-san fazer a meu respeito?

— Como seu Mestre eles queriam ver você se alimentando da sua bolsa de sangue na frente deles. Hyde-san interveio dizendo que eu podia usar os métodos modernos, como lhe filmar para ter certeza que agora você não é mais desobediente e vai seguir as ordens que foram dadas, e depois enviar o vídeo.

— Sem problemas, se for para mostrar para eles que já controlo meus instintos e manter a salvo Daigo-chan desses vampiros mais severos. Kamijo-san pode filmar mostrando que não falhou. A culpa foi nossa, você avisou que a sede e a fome poderia nos dominar e foi muito paciente com o Kai.

— Até que fim! Agora Yutaka-san reconhece que sempre quis ajudar, era para não acontecer esse tipo de situação. Lembre-se de me chamar de mestre no vídeo. Eles são meio radicais com hierarquia, só meu mestre Hyde-san é mais aberto e maleável em relação aos antigos costumes dos clãs, podemos nos tratar pelos nomes.

— Então Hyde-san que é o seu mestre, fiquei observando vocês conversando ontem pareciam amigos de longa data. Teru me contou que foi ele que o salvou do acidente de carro.

— Hyde-san, se importa com os humanos, é um vampiro que tem um coração mole, não conseguiu deixar o rapaz morrer e o trouxe para nossa família, além de ser meu mestre, é um grande amigo. Ele está se arriscando indo contra Atsushi e protegendo você e seu humano. Acredito que ele gosta muito de ti, não é muito comum ele fazer isso, sempre apaga as memórias e desaparece com os humanos que descobrem sobre nossa existência.

— Estou com sorte então, ele foi bem legal só falando para aprender a me alimentar direito, aliviando o lado do Daigo. Os dois líderes vampiros também são músicos, assim como Hyde-san?

— Sim, são todos músicos, a produtora é deles, cada um controla um clã aqui no Japão. Não reconhece os nomes?

— Os nomes são bem familiares mais não lembro de qual banda seriam eles.

— X JAPAN, Yoshiki Hayashi, baterista e pianista da banda.

— Sabia que conhecia esse nome, eu sou muito fã do X Japan. E outro líder qual é sua banda?

— Buck Tick, Atsushi Sakurai, o vocalista da banda.

— Nossa ! Nunca imaginei que os líderes do Conselho Vampiro fossem os músicos mais importantes e conhecidos do JRock.

— Sim. Eles se disfarçam bem, envolvidos com o cenário musical ninguém desconfia que são muito mais velhos que aparentam ser.

Me sento ao lado de Arianne, de modo que Kamijo possa gravar me alimentando seguindo as ordens dele, para mostrar aos outros vampiros do conselho que já sei me alimentar sozinho. Com um pouco de ajuda da Arianne me dando um toque escondido para controlar a sede e não beber muito rápido finalizo retirando minhas presas e passando minha saliva para fechar os furinhos, agradeço me referindo a Kamijo como meu Mestre por me ensinar, dando tudo certo no final da gravação.

Nunca o chamei assim sempre foi pelo nome como forma de reprovação e rejeição por ele me converter num vampiro sem permissão, agora entendo por que ele fica nervoso existem regras que ele tem que seguir e os antigos não toleram vampiros desobedientes adorando puni-los, por isso Hizaki tá sempre ajudando ele a lidar comigo evitando ao máximo fugir das punições mais severas.

Kamijo me pareceu mais aliviado com esse vídeo, com o conselho pressionando ele, seu medo era alguma outra punição que seu mestre não fosse capaz de abrandar.

Me despeço de Arianne, acho incrível como ela aceita ser bolsa de sangue numa boa e não liga de ser chamada assim.

Vou ter muita coisa para explicar para o Kai sobre como ser vampiro e sobre como deixar de ser revoltado, pois outros a nossa volta estão sofrendo com isso.

Os vampiros antigos do conselho não são muito compressivos com isso, tenho sorte de Hyde-san simpatizar comigo, fiquei com medo desses outros conselheiros, espero que aceitem o vídeo não quero precisar ser levado a presença deles.

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No meu quarto deitei na minha cama, ficando olhando para o teto pensando como chamar o dorminhoco, aprecio mais um minuto desse silêncio essa conversa será tensa.

Respiro pausadamente, colocando as mãos ao lado do corpo fecho meus olhos pensando nele, a princípio não quero ele veja onde estamos antes de contar o que aconteceu.

Melhor eu contar a versão oficial que o restaurante foi invadido e o Daigo foi ferido por um assaltante e esta no hospital.

'Será que ele vai acreditar? Só eu não vou deixar ele acessar as memórias daquele dia. Não quero reviver o mal que fiz ao meu Neko-chan.'

Vou chamar ele de mansinho, só para conversar assim quem sabe o surto será menor são muitos dias que o mantive dormindo.

'Que Drácula me ajude, vou precisar dessa proteção.'

— Kai, você dormiu demais. Acorda, preciso conversar.

Nada ainda nenhuma reação, ele está num sono profundo, vou ter que me aprofundar nas camadas do sono à procura dele, bem provável ele estar na parte inconsciente por causa do bloqueio.

—Onde você está Kai?

“Hummm!”

— Fala comigo, por favor?

“Ahhhhh! “

— Tô me sentindo mal sozinho aqui.

“Me deixa dormir, Yuta.”

— Kai preciso urgente conversar contigo.

Consegui encontrá-lo, ele está respondendo mentalmente, já um progresso.

“ O que foi agora?”

— Houve um problema com o restaurante.

“O que você aprontou Yuta?”

— Daigo neko-chan brigou comigo e tava indo embora…

“Merecido quem mandou ir flertar com o Uruha, Daigo ficou triste.”

— Sei agora que foi errado, Ahiru-chan sabe ser bem provocante.

“Não acredito que você deu apelido para meu namorado, seu vampiro safado.”

— Gomen, Kai não devia ter feito isso…

“Agora estou preocupado, Yuta, por que está se desculpando?”

— Por causa do que aconteceu ao restaurante e tem a haver com o Daigo.

Com essa afirmação acho que fiz ele voltar a camada do sono leve perto de acordar, mais ainda mantenho meus olhos fechados para ele não ver o quarto que estamos…

“Yuta, não tô conseguindo abrir os olhos? Por que você tá me bloqueando?”

— Preciso lhe contar o que aconteceu antes.

“Yuta, fala logo não tô gostando disso. Como você está controlando o meu corpo?”

— Nosso corpo, já se esqueceu que sou dono dele e você é minha parte tímida, medrosa que ainda acha que é humano.

“Como assim!? Você não é o dono, é um ego vampiro que quer me dominar para deixar de ser humano.”

— Cansei de dizer que não somos mais humano, por isso deixei você assumir e fui dormir, assim você pode seguir com o sonho do restaurante.

'Mas essa agora Kai achando que é dono do corpo só por que fiquei escondido esperando ele se aceitar.'

“Por que você insiste em falar do restaurante ser meu sonho?”

—Foi por causa dele que fomos embora...

“Embora de onde? Yuta você sempre teve vontade de ter um restaurante.”

—Dá nossa casa deixando a família para trás, isso me deixou muito solitário.

“Yuta, não temos família, elas morreram e você ficou órfão, por isso temos um quarto no restaurante.”

— Isso que você precisa entender KAI, temos uma família, eles nos acolheram e nos deram uma nova vida como vampiro.

“Yuta, o que tá acontecendo? Você sabe que eles são vampiros, tínhamos que ficar longe num lugar deles, onde ainda podíamos conviver com os humanos”.

— Essa sua mania de fingir ser humano já causou problemas demais. Daigo se feriu por causa disso.

Será que agora ele vai entender o que estou tentando dizer, Kai continuando rejeitando nossa nova condição. Talvez saber que o Daigo está machucado provoque alguma reação.

“Estou confuso Yutaka, o que houve com o Daigo? Por que continua me bloqueando, onde estamos? Conte logo o que os vampiros tem haver com isso.”

— Acontece que o restaurante foi invadido quando Daigo estava indo embora…

“Continue Yutaka o que tem mais…

— O invasor estava com uma faca e atacou meu Neko-chan várias vezes quase o matou…

“Como assim!? Yuta isso não é verdade, você é um vampiro forte, um simples humano seria fácil de dominar e impedir isso.”

— Kai, agora você diz que é um vampiro? Foi tudo culpa sua, não procurou se alimentar esperando Kamijo voltar com o sangue, ficamos dias só bebendo vinho, resultado não tive forças para defender meu Neko-chan.

“Minha culpa!? Não queria ser assim, estava tentando levar uma vida normal como as pessoas fazem. Daigo-kun, onde está agora? Os ferimentos foram graves?”

Não estou mais conseguindo manter meus olhos fechados, ele precisa saber que a família vampira que ele despreza que salvou Daigo. Vou continuar mantendo a versão oficial, ele parece acreditar no assalto.

— Kai, veja mais uma vez com seus próprios olhos agora e entenda somos um maldito vampiro, chega de fingir sua rejeição contribuiu para um inocente ir parar no hospital.

“Esse é o antigo quarto da mansão do Kamijo, por que estamos aqui?”

— Essa família que você desprezou chegou a tempo de salvar Daigo-chan, devido as ligações dele pedindo ajuda para lhe trazer sangue.

“Se só Daigo se feriu e está no hospital, ainda não entendo por que viemos parar na mansão?”

— Hizaki-kun, ficou comigo lá hospital e não quis me deixar sozinho no restaurante me trouxe para casa e me apoiou junto com Teru e o Yuki.

“Yuta... se Daigo está no hospital faz quanto tempo que fiquei dormindo? Sinto que você está mentindo para mim, tá escondendo algo pior.”

'Agora que ele vai surtar, vou ter contar para ele que já faz alguns dias.'

Kai assumiu a posse do corpo sentando na cama olhando tudo ao seu redor, sem acreditar no que eu estava contando.

—Não surta. Por favor! Fiquei traumatizado com o assalto e com Daigo neko-chan no hospital que bloqueie você.

“Para de enrolar Yutaka! Quantos dias estou apagado?”

_ Uns 4 dias eu acho, não foi por querer, estava esperando meu Neko-chan melhorar para lhe contar.

“O QUE VOCÊ FEZ YUTAKA!! 4 DIAS…”

— Gomennasai, Kai sei que você pediu para cuidar dele agora ele está ferido e tenho medo de voltar para o restaurante.

“Todos esses dias me fazendo dormir... Yutaka você está mentindo para mim, um assalto não faria você ficar com medo.”

— É a mais pura verdade saiu na TV, nos jornais e nas rádios, o público ficou surpreso que um restaurante famoso foi assaltado, mas o invasor só atacou o rapaz e não levou nada.

“Hummm! Isso tá estranho, um invasor humano só atacou o Daigo sem roubar nada. Yuta, você sendo um vampiro não defendeu o ele. Quero ver as memórias desse dia.”

Kai se levantou, agora tá andando de um lado para outro do quarto, ele tá se forçando a acessar as memórias daquele dia.

— Não precisa Kai, já estou contando o que houve.

“Yuta, me deixa ver por que está me impedindo?”

— Tenho pesadelos só isso, não quero reviver esse dia.

“Tô sentindo medo, pavor e uma profunda melancolia. Yutaka esses sentimentos são fortes demais para ser só um assalto.”

— Só fiquei com medo por que não pude defender Daigo-chan antes dele ser ferido, e não quero mais morar sozinho lá.

“Yuta, você não é assim, fez algo bem mais grave e não quer dizer. Vou ser obrigado a perguntar para Hizaki-san ou Kamijo-san.”

— NÃO!!! O mestre já está muito nervoso.

“Nunca chamamos Kamijo-san de mestre. Agora! Me conte o que você fez ou vou sair gritando atrás de resposta.”

'Tentei contornar a situação só que não deu certo, vou ter que contar a verdade. Não posso deixar ele ir atrás de um deles, isso é entre nós.'

— Daigo-chan brigou comigo e falou que ia embora esfriar a cabeça, sem querer arrumando suas coisas ele furou o dedo. O cheiro era maravilhoso e por sua causa eu estava faminto e experimentei seu sangue.

“Não acredito que você fez isso, Yutaka.”

— A sede e a fome assumiram meu corpo, eu me descontrolei perseguindo ele, então o ataquei mordendo e sugando várias vezes até que ele desmaiou.

“Ahhh! Não acredito que você o atacou… seu amante.”

— Kamijo e os meninos chegaram a tempo e o salvaram, também simularam um assalto no restaurante, pois tiveram que chamar ambulância e a polícia também apareceu.

“Eles encobriram o ataque vampiro como se fosse um assalto.”

— Daigo-san foi internado, recebeu várias bolsas de sangue e demorou para acordar. Agora ele tá bem, passou o susto, mas ele quer conversar com o Chef Kai, pois o afastei lhe dando férias, por medo de perder o controle de novo.

Kai escora na parede do quarto, vai descendo o corpo até o chão abraça os joelhos, sem saber o que fazer ou dizer. Sinto sua raiva e também uma tristeza ele tá processando tudo que aconteceu.



“Yuta, como você pode fazer isso! Daigo-chan é nosso amigo e seu amante. Você disse que o amava e quase o matou. Queria muito te socar agora, lhe dar uns tapas na cara, nem isso posso por que estaria me agredindo.”

— Gomen, Kai. Mereço tudo isso que você falou, faz parte da nossa natureza atacar para se alimentar, tentei resistir a tentação o máximo que pude.

“Por que você não mandou ele embora?”

— A dor e a fome eram intensas, como um predador acabei cedendo ao instinto vampiro, só lembro de mandar ele correr e se esconder.

“Yuta, não to acreditando que você, brincou de gato e rato com o seu amado Daigo, depois o mordeu. Por que ele não fugiu?”

‘Nem quero lembrar o quanto cruel e sádico fui com ele, um monstro sem coração só atrás do precioso sangue da sua presa humana.’

— Daigo-chan tentou fugir então tranquei a porta para ele não escapar. O cheiro de medo era inebriante e a adrenalina da fuga me deixou insano assim como um animal selvagem que estava a anos sem comer. Quando o mordi foi a melhor sensação, me senti saciado, o sangue era quente e abundante fiquei em puro êxtase.

“Daigo-kun devia estar apavorado, nem imagino o medo que ele sentiu, ser atacado por quem ele confiava e amava.”

‘Ah! Daigo por que não me rejeitou igual quando acordou, tinha que ser amável e compreensivo com esse vampiro que lhe fez mal.’

Deixo umas lágrimas escorrer Kai estranha que elas são vermelhas.

“Yutaka, estamos chorando sangue agora, você ficou traumatizado também. Por isso não quer voltar mais ao restaurante, nunca senti medo em você.”

— Kai foi horrível quando voltei ao normal, percebi o que eu fiz era igual a uma cena de filme de terror. Daigo ainda tinha os olhos abertos quando desmaiou que deixavam a cena mais assustadora. Abaixo de si havia uma poça de sangue escorrendo, seu sangue era escuro e denso, na parede marcas de mãos e o rastro de sangue por onde ele escorregou encostado e caiu no chão.

“Gomennasai, Yutaka não sei o que passou pela minha cabeça, nem imaginei que a fome e a sede pudessem chegar nesse ponto. Estou sentindo o quanto você está sofrendo, poderia me perdoar por rejeitar que somos um vampiro e deixar você passar fome?

Kai solta os joelhos, com as costas das mãos e seca as lágrimas, levando-as à cabeça segurando as têmporas movendo-a para encostar na parede pensativo.

— Kai não é mais uma questão de perdoar, houve uma exposição grande do caso na mídia e o conselho vampiro veio atrás saber se o segredo deles seria revelado por Daigo-san.

“Yutaka, aquele conselho que Hizaki falou que puniu Kamijo-san por nos ter feito vampiro?”

— Esse mesmo, Kamijo-san foi chamado no tribunal vampiro para ser julgado pelos Antigos que o sentenciaram como culpado por falhar como mestre em não me ensinar como ser alimentar direto da fonte.

“Não foi culpa dele, bem que ele tentou eu nunca aceitei que era um vampiro, você disse isso ele Yutaka.”

— Lógico que falei, mas os Antigos só queriam saber por que ele não seguiu as regras, causando essa confusão com o meu descontrole quase matando um humano que sabe sobre a existência dos vampiros.

“Regras? Não sabia que existia um código de conduta ou um clã. Yuta, o que eles fizeram com Kamijo-san?”

Agora que Kai fica interessado em saber sobre os vampiros do conselho, sempre fingiu ser humano se afastou da família, se não fosse por Hizaki mandar o sangue para nos alimentar, o que nos mantinha vivo com doses homeopáticas, que fez a fome ir crescendo cada vez mais até que ficou insuportável e acabou que ataquei Daigo-kun no momento que estava faminto.



— Kai, você nunca se interessou em saber de onde vinha o sangue?

“Nunca pensei sobre isso, só o que me importava era ter umas garrafas para saciar a fome.”

— Então eles tem uma comunidade de aficionados em vampiros, que são voluntários para serem mordidos.

“Sei que os humanos curtem os vampiros, mas não sabia que se ofereciam para servir de alimento por vontade própria.”

— Se ao menos uma vez você tivesse deixado eu aprender como me alimentar, saberia sobre essa comunidade.

“Gomen, já entendi que não teríamos passado fome e você não atacaria seu amante.”

‘Daigo ficou tão preocupado que não sabia como poderia ajudar, essa informação da comunidade seria muito útil.’



— Compreende agora o mal que sua rejeição causou a tantas pessoas que quiseram nos ajudar.

“Yutaka, eu assumo agora foi tudo por minha culpa, não queira nada disso. O que faço agora para ajudar?”

— Um dos líderes do conselho queria ver Kamijo-san cumprindo sua função como Mestre. Escolheu uma voluntária para ele me ensinar a me alimentar e controlar meu instinto e a fome.

“Yutaka, foi por isso que você me bloqueou sempre fui contra a mordida.”

— O conselho havia mandado Kamijo-san me levar na presença deles para ver se eu já estava obedecendo e mordendo a jovem Arianne para me alimentar.

“Então você foi até lá com Kamijo-san?”

— Não precisou, eu estava com muito medo de ir, um outro líder do conselho disse que o Mestre Kamijo-san podia apenas gravar e mandar depois que ele.

“Por isso você disse que o Mestre estava nervoso, por conta do conselho. Yutaka, você conheceu esse líder do conselho?”

— Sim, ele apareceu aqui na mansão junto dos meninos da banda para me fazer uma visita.

Teru tinha razão sobre os meninos estarem preocupados comigo, eles demonstraram muito carinho e se importando com o baterista que faz pouco tempo que conheceram.



“Uruha-san, como estava com tudo que aconteceu?”

— Ahiru-chan é um bom namorado para você, me apoiou no hospital com o Daigo-chan e me consolou por causa do assalto.

“Yutaka, ele já sabe diferenciar nós dois?”

— Sabe sim, por causa do apelido, eu estava tão triste com medo que Daigo não fosse acordar que não consegui trazer Kai-san para conversar com ele, ainda bem que ele entendeu.

“Uruha-san é mesmo um amor muito compreensivo da parte dele. Será que ele também vai aceitar que sou um vampiro? Afinal, quem é o líder? Yutaka, você já estava esquecendo de falar.”

‘Acredito que Kai vai ficar surpreso como fiquei quando souber. Quem são? E quais são suas bandas?’

— Sabia que os líderes do conselho são músicos bem conhecidos.

“Sério mesmo!? Assim como o Versalhes?”

— Fiquei surpreso com a descoberta, lembra quando Daigo-chan falou que trabalhava numa produtora de música antes do restaurante.

“Sim, tô me lembrando que ele trabalhava para HYDE-san. Não me diga que ele é um vampiro?.”

— Imagina minha surpresa quando Hizaki-san me contou e ele veio conversar comigo.

“Sempre gostei das suas músicas. Yutaka, parecia que ele não envelhecia, agora sabemos o motivo. Quem são os outros membros do conselho?”

— Você não vai acreditar. Yoshiki do X Japan e o Sakurai do Buck-Tick.

”Nossa!! Nunca imaginei que os músicos mais famosos do JRock eram realmente vampiros.”

Kai leva a mão à boca expressando espanto com a informação, acaba sorrindo se sentindo melhor com tudo que estou contando.



“O que você e Hyde-san conversaram?”

— Sobre Daigo-chan se era seguro confiar nele e se o segredo estaria a salvo, disse que não apagaria sua memória, se eu aprendesse a me alimentar para controlar a sede.

“Daigo-chan falou que ia guardar segredo, apesar que ele deve tá traumatizado. Como ele estava depois que acordou?”

— Meu Neko-chan acordou em pânico e apavorado até me mandou embora do quarto por causa do medo. Hoje fui visitá-lo ele estava bem melhor, com a visita dos pais.

“Entendi que você deu férias para ele ficar longe e aprendermos a controlar a sede de sangue.”

— Daigo-chan quer conversar com Chef Kai antes de aceitar as férias e passar uns dias com os seus familiares.

“Amanhã vamos visitá-lo no hospital e conversar sobre isso.”

— Daigo-chan disse que teria alta, era encontrar com ele no seu apartamento.

“Então fica acertado assim, amanhã à tarde vamos conversar com ele.”

Essa foi a maior conversa que já tivemos, acredito que agora podemos seguir com nossa carreira com o Gazette e com o restaurante.

“Yuta, como ficou o restaurante? Quem está cuidando dele? Acredito que você não foi mais lá.”

— Hizaki-san está cuidando de tudo sobre o restaurante, deu licença para os funcionários para consertar os estragos, pois Masashi arrombou a porta para entrar. A gravadora também deu uma licença das atividades da banda.

“O restaurante segue fechado por causa do assalto, entendi.”

— Resolvi que vou ficar aqui na mansão com eles e continuar aprendendo como ser um vampiro controlado. Tudo bem assim para você, Kai?

“Gomen, Yutaka por fazer você ficar sozinho no restaurante, rejeitar nossa família vampira e fingir ainda ser um humano o fazendo passar fome, não tem problema, afinal você é o dono do nosso corpo.”

‘Precisou haver um descontrole, me deixar faminto e uma pessoa ser ferida para ele enfim aceitar que é um vampiro e o outro “eu” que divide esse corpo.’

— Tem mais coisa que descobri sobre Hyde-san.

“Conta logo Yuta!”

— Teru-kun me contou que foi ele que o salvou do acidente de carro.

“Teru-kun nunca tinha falado como virou vampiro.”

— Hyde-san o trouxe para mansão, sua família inteira morreu no acidente de carro.

“Teru-kun ficou órfão como nós.”

— Ele acabou falando que Hyde-san também é mestre de Kamijo-san.

“Por que ele nunca nos contou sobre seu mestre?”

— Queria saber também... Hyde-san foi muito legal e bem compreensivo com meu descontrole, ao contrário dos outros membros.

“Kamijo-san disse que foi Hyde-san que indicou Daigo-chan para o restaurante. Ele se aproximou e se tornou nosso melhor amigo e confidente com o fato de gostar de vampiros, agora acho isso bem suspeito,Yutaka.”

— Kai, eu não sei, mas eles escondem algo, outro dia pensamos sobre isso. Estou muito cansado agora que você acordou, eu posso dormir um pouco sem ter pesadelos.

“Tudo bem Yuta pode dormir tranquilo, vou descansar também para o dia de amanhã.”

Levantamos do chão indo na direção da cama, estou tão cansado que vou dormir com essa roupa mesmo.

‘Que bom que chegamos num acordo, ele aceitou ficar aqui na mansão e não vai mais rejeitar que é um vampiro.’

Amanhã será um novo dia quero estar descansado, pois vamos conversar com meu Daigo neko-chan, talvez eu fique alguns dias sem vê-lo, tenho que me preparar para isso.

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Notas finais
Quantas pessoas novas apareceram. Fomos apresentados aos outros dois líderes do conselho vampiro. Quem ficou surpreso com a escolha? Tudo músico disfarçado. Soubemos como o TERU virou vampiro. Yutaka descobrindo sobre as regras do conselho e HYDE-san sendo o mestre do Kamijo e do TERU. Que conversa longa essa entre o Yutaka e o Kai. Pelo menos chegaram num acordo. Agora só falta resolver sobre as férias de Daigo-chan. O que Kai vai decidir? Deixem suas teorias nos comentários. Obrigada por ler Obrigada por favoritar Obrigada por comentar ❤ Obrigada muuuito obrigada Capítulos novos assim que ficarem prontos. PS: Kakatte Koi está sendo publicada ao mesmo tempo no Spirit