Justiça: O Pergaminho de Haruki
10 9 - Adeus, dias de paz
Notas iniciais
Arco 2 — A Odisseia de Ikaruga
Sob a luz das estrelas… Aldeia da Areia, País do Vento…
Tudo está nublado. É difícil ver com precisão. Apesar disso, sou capaz de reconhecer as cinco silhuetas no que parece ser o campo de batalha. Todos os cinco carregam, em suas cabeças, chapéus que são facilmente reconhecidos por qualquer um. Esses itens, para cada um deles, representa toda a sua autoridade. Afinal de contas, carregam o símbolo de cada um dos Cinco Grande Países e pertencem aos Cinco Grandes Kages. Mas… O que tudo isso poderia significar?
Seus rostos estão sombreados, quase imperceptíveis. No entanto, é fácil reconhecer o delineado de suas silhuetas. O primeiro da esquerda para a direita é o maior deles, assim como o que aparenta ter maior desenvoltura muscular: não há dúvidas, trata-se do Terceiro Hokage Goro Nomoru.
A segunda silhueta parece segurar uma espada em sua mão direita com uma aparente determinação para o combate: é Tier Halibel Hoshigaki, a Terceira Mizukage. A próxima é a de menor estatura, quem rapidamente identifico como aquele em quem a Aldeia da Areia confia há décadas: o sábio ancião Dohko Uzumaki, nosso Segundo Kazekage.
A quarta figura possui o que parece ser uma longa barba esvoaçante pelas ações dos ventos e uma postura levemente curvada: sem titubear, reconheço-o como o Segundo Tsuchikage Genryuusai Shigekuni Yamamoto. Por fim, a última silhueta mal pode ser percebida por meus olhos graças aos seus ágeis movimentos: é Yoruichi Shihoin, a Terceira Raikage.
Ao longe, no entanto, o que se apresenta é um exército, mas não um exército qualquer. São humanóides com traços animalescos variados: uns possuem garras e presas de felinos, outros asas de morcego ou serpentes no lugar da cauda e terceiros são dotados de bicos de pássaros e patas traseiras de bode. Sem nenhuma hesitação, os meus pensamentos os reconhecem como os temíveis Bestiamorfos. O mais aterrorizante, no entanto, é a figura de uma mulher de longos cabelos rosados que se coloca à frente das criaturas e em oposição aos Cinco Grandes Kages. Seu rosto está mais visível e, pelo que posso julgar, parece ser Ikaruga Haruno, uma Nukenin da Aldeia da Folha.
Qualquer pessoa que pelo menos conheça a lenda dos horrores dos Bestiamorfos me questionaria agora… “Por que uma única pessoa causaria mais temor do que aqueles seres da escuridão?”. A resposta é simples… Nunca houve, na história do mundo ninja, alguém que pudesse colocar sobre eles o mínimo controle. Bestiamorfos servem somente ao caos e conhecem apenas a destruição. No entanto, nesta visão, posso concluir sem nenhuma dúvida que Ikaruga está em pleno controle das criaturas. Por isso, elas seguem em direção aos Kages graças às suas ordens.
Logo depois, as imagens se tornam tão turvas que é quase impossível compreender. Não consigo precisar a natureza dessa visão. Possuo um dom único que me permite vislumbrar possibilidades do futuro, mas não sou capaz de identificar o que vejo como uma alegoria simbólica do que se aproxima ou uma representação fidedigna dos fatos. Não há ruídos, não há som, não há palavras. Aquilo que posso ver e sentir é o pavor que tudo isso representa. E então… O pior. Uma cabeça é decepada, rolando pelo terreno rochoso do campo de batalha. Um dos Kages está morto. Um dos Kages, talvez em breve, morrerá… Será que podemos impedir esse futuro? Ou será que o destino já está traçado?
É quando a visão se encerra e os meus olhos azuis, uma vez mais, podem se concentrar na figura do ancião e líder da Aldeia da Areia, sentado em sua cadeira. Estes são os aposentos do grande Kazekage, o salão administrativo no qual Dohko Uzumaki passa a maior parte do tempo. Percebendo o que acabou de me acontecer, ele me questiona com sua voz vagarosa em razão de sua idade avançada:
— O que você viu, Ishizu?
Por alguns instantes, eu hesitei. Apesar de encarar os olhos do Kazekage, ainda estou tentando processar as informações de tudo o que acabei de vislumbrar. Buscando acalmar as aceleradas batidas em meu coração, repouso minhas duas mãos sobre o meu peito esquerdo. Suspiro, fecho os meus olhos e tomo a devida coragem para dizer:
— O Armageddon…
…/–/–/…
Algum tempo depois, não muito longe das dependências do Kazekage… Aldeia da Areia, País do Vento…
Uma garota branca de longos cabelos ruivos corre em desespero pelas ruas vazias da Aldeia da Areia. Sua voz clama por ajuda, seus gritos e lágrimas deveriam atrair a atenção de todos. Porém, é como se nenhuma alma viva estivesse entre as paredes e muros de cada construção que ela avista. Por que ninguém a ouve? Por que ninguém está aqui para ajudá-la? Por que isso está acontecendo novamente…?
— Corra! Chore! Clame! Se desespere! – exclama a voz do seu perseguidor: Marik Ishtar.
Se movendo através das sombras como se fizesse parte delas, o homem persegue a garota como se tivesse grande prazer de testemunhar a sua agonia. Se estivesse na Aldeia da Folha, os olhos dela certamente seriam confundidos com os de um Hyuuga por serem bem claros e com pupilas pouco perceptíveis. Porém, nada disso importa agora. O coração disparado da Gennin indica que ela precisa lutar para escapar e sobreviver. Mas… Como poderá?
— Você sabe qual é o desfecho desse jogo, Anaki… – articula a voz do sujeito que se move entre as sombras, manifestando-se mais como uma entidade inumana do que como um ninja.
Finalmente, ela chega a um beco sem saída em uma ruela estreita. Os olhos da jovem se arregalam, manchados por terror. Seu coração ameaça saltar pela boca. Seu corpo treme como uma folha ao vento. Sua pele se arrepia como a pelagem de um pequeno gato diante do predador. Sua esperança falha… Não há mais nada para fazer.
— Está preparada? – indaga Marik.
Se espremendo no fim do beco, virando-se na direção da voz, Anaki presencia com grande pavor o momento em que o sujeito surge da sombra de um prédio no chão como uma hedionda força espectral. Ele se ergue, curvado, como se carregasse um grande peso nas costas. O rosto baixo não permite que ela observe a face de seu algoz por alguns instantes. Isso muda quando o risonho homem levanta a cabeça, dirigindo a ela um olhar gélido e um sorriso diabólico.
— É chegada a hora de juntar-se aos outros do seu clã no mundo dos mortos… – o Nukenin completa seus dizeres.
A língua do homem está enorme, caindo para fora da boca como se fosse uma criatura úmida desconhecida. A saliva que pinga dali cai sobre o chão e o corrói como ácido. Então, acompanhado de um último grito estridente e desesperado da sua vítima, o Ishtar se lança em alta velocidade na direção de Anaki. Seu corpo se move simplesmente como se o mesmo fosse capaz de voar ou como se fosse atraído por uma poderosa força magnética, em linha reta. Sua boca se abre como a de uma serpente prestes a dar o bote em uma frágil presa à beira da morte. Tudo o que a Gennin é capaz de fazer é gritar com toda a potência de sua alma… Até, enfim, acordar.
A garota está ofegante, mas sã e salva, sentada em sua cama. Seus olhos estão apavorados, mas ao mesmo tempo o seu coração se acalma por ela saber que foi nada mais do que um pesadelo. Suas pernas estão mergulhadas sob um cobertor azul e o seu rosto está bem próximo de uma janela circular na parede ao seu lado esquerdo. Gradualmente, a sua respiração vai se normalizando até a jovem ser capaz de observar a luz da lua através da janela fechada. Não há mais gritos, lamentos ou batidas descompassadas de um coração aterrorizado. Porém…
— Os sonhos estão cada vez mais frequentes… – diz para si mesma, apertando com firmeza a região de sua camisa branca que cobre o seu peito esquerdo. – Por quê…?
Em seu interior, ela busca encontrar uma razão. O dia em que Marik Ishtar a marcou jamais pôde ser esquecido, mas nem mesmo naquela época os pesadelos repetitivos eram tão frequentes. Ao pensar a respeito da habilidade especial de Ishizu Ishtar, Anaki se questiona se o seu subconsciente está tentando alertá-la a respeito de algo. Esse raciocínio é quebrado por duas batidas na porta deste quarto.
— Vovô? – indaga a jovem ao lançar o olhar sobre a porta que se abre vagarosamente, rangendo como consequência.
— Olá, querida – articula um homem de idade bem avançada, poucos cabelos brancos escorridos ao redor do rosto até a linha do pescoço, olhos castanhos bem escuros, pele clara bastante enrugada e postura levemente curvada devido à idade.
O velhinho empurra a porta com a mão direita enquanto carrega com a esquerda uma bandeja de madeira com uma xícara cheia de chá em cima. Ele usa uma longa túnica cinza e uma espécie de turbante branco ao redor da cabeça, ocultando a sua considerável calvície. Passo por passo, o veterano da Aldeia da Areia se aproxima de sua amada neta. É nesse momento que ela se lembra que o sábio Funako estava para preparar um chá, mas ela acabou por cair no sono sem perceber durante a espera.
— Perdão por ter demorado – diz ele, sentando-se em um pequeno banquinho ao lado da cama da neta. – Tive que colher as ervas em nossa plantação porque as da despensa não eram suficientes.
— Tudo bem – garante ela, sorrindo e levando as duas mãos em direção à xícara.
Sem demora, Anaki toma o objeto para si. Enquanto ela aproxima a xícara do rosto, o velho repousa a bandeja de madeira no próprio colo. Em silêncio, a Gennin toma um gole do líquido em temperatura moderada. Funako, por sua vez, se prepara para dizer algo importante.
— Querida, partirei esta noite para uma missão – ele revela, fazendo-a interromper o terceiro gole.
A ruiva olha em direção ao avô com evidente surpresa. Há anos, o mais velho do clã Konjiki é considerado um ninja aposentado, responsabilizando-se somente por pequenas tarefas diárias na Aldeia da Areia. Buscando em sua memória, ela nem mesmo se lembra qual foi a última vez em que Funako partiu para uma missão. Porém, com o devido esforço, eventualmente se recorda: foi durante a Segunda Guerra, a batalha contra os Bestiamorfos… A guerra que todos enfrentaram em busca de novos dias de paz, na mesma época em que Marik Ishtar matou sozinho diversos membros do clã Konjiki.
— Sei que pode parecer repentino, mas eu mesmo pedi ao Kazekage que eu acompanhasse as equipes – o mais velho completa suas palavras sem demora, buscando evitar mil e um pensamentos confusos da neta.
— Mas… Que tipo de missão? E por que você quer ir? É perigoso!? – a ruiva busca entender toda a situação.
Funako sabe que não pode contar todos os detalhes porque, se o fizesse, Anaki não dormiria em paz nesta noite. Afinal de contas, trata-se de uma missão para assassinar Marik Ishtar, o maior foragido da Aldeia da Areia das últimas décadas. Há anos, ninjas da ANBU da Areia buscam rastreá-lo, mas o mesmo teve êxitos sucessivos de escapatória. Hoje, no entanto, horas mais cedo, um grupo com integrantes da ANBU da Areia e da Pedra identificou o alvo nas redondezas de um pequeno vilarejo quase nos limites litorâneos do País do Relâmpago.
Um falcão mensageiro foi enviado com urgência para avisar o Kazekage da situação. Por sorte – ou azar –, Funako estava na sala do Kazekage pouco mais de uma hora atrás e pediu permissão para se juntar ao grupo. A pretensão do ancião era ser enviado para a Aldeia da Nuvem através de um protótipo de uma máquina de teleporte desenvolvida pelo País da Tecnologia. Dali, a viagem até o seu destino final seria bem menor, permitindo-lhe se reunir ao assassino dos seus filhos antes da sua inevitável execução.
— É uma missão secreta para a ONSU. Não posso dar detalhes porque vai além da Aldeia da Areia, minha querida – alega o ancião. – Minha vasta experiência é necessária e eu mesmo me voluntariei para a tarefa. Não se preocupe, não é nada perigoso. Além disso, estarei na companhia de aliados habilidosos.
— Entendo – diz a garota, sorrindo de leve e tomando outro gole do seu chá. – Sendo assim, fico aguardando o seu retorno. Prometo me dedicar arduamente ao meu treinamento enquanto estiver fora.
Com leves risadas, Funako se aproxima, beija a testa de sua neta e declara na sequência:
— Eu sei que sim, Anaki. Mas nada de exageros. E durma bem. Amo você.
— Também te amo – garante, tomando o último gole do seu chá. – Até, vovô.
A Gennin repousa a xícara sobre a bandeja manuseada pelo mais velho. Sorridente, ele se ergue da cadeira e caminha em direção à porta enquanto a garota se deita na cama novamente. Os olhos dela acompanham o trajeto de Funako, que calmamente caminha até a porta. O ancião passa pelo vão, puxa a maçaneta com a mão livre e fecha. Anaki, por sua vez, sela suas pálpebras, sentindo o seu coração tranquilo. A sua desinformação é o que lhe permitirá uma noite tranquila de sono… Por enquanto.
…/–/–/…
Horas depois, nos primeiros raios de sol… Em alguma região do País do Relâmpago…
O local é uma área montanhosa inabitada, no extremo noroeste em relação à Aldeia da Nuvem. Uma sutil neblina, típica desse horário, preenche o ambiente em torno de uma figura misteriosa. Caminhando com passos serenos sobre o terreno rochoso irregular, Marik Ishtar segue o seu caminho com a sua costumeira túnica roxa. Seu corpo está totalmente coberto, exceto parte do nariz e seus lábios.
Há um sorriso sutil, mas tenebroso, em sua boca. Ele sabe que está sendo seguido e observado há horas. Os seus perseguidores acreditam que estão com tudo calculado e Marik tem ciência disso. É graças a esse fato que o Nukenin da Aldeia da Areia quase não contém o seu desejo efervescente de gargalhar em deboche à ingenuidade de quem está em seu encalço. É quando o seu pé direito, calçado por uma sandália preta típica da sua vila, pisa em uma determinada pedra que algo ocorre…
O cenário, por alguns instantes, se transforma em uma densa floresta escura com imensas árvores que cercam Marik por todas as direções. Ele compreende que se trata de uma variação combinada de, provavelmente, quatro ninjas da Ilusão Demoníaca: Técnica do Lugar Falso. O sujeito sente o seu corpo travado por algo, o que o convence a não insistir na movimentação.
Em poucos instantes, a ilusão se desfaz, revelando que o foragido está completamente cercado: dois ninjas com os trajes da ANBU da Aldeia da Pedra com espadas posicionadas na parte de trás de sua cintura; outros dois da ANBU da Pedra agachados, estando um em cada perna do mesmo com uma espada posicionada atrás das articulações dos joelhos; um ninja com trajes da ANBU da Aldeia da Areia em cada lado de Marik com espadas bem próximas ao seu pescoço e outros dois de forma semelhante, mas bem diante dele com espadas coladas à barriga do Nukenin.
— Renda-se, Marik Ishtar – exige uma voz masculina ao longe. – Isso levou anos, mas seu fim chegou.
O sorriso do Nukenin se expande ainda mais. Ele jamais poderia imaginar algo assim. Caminhando ao longe, o ancião Funako Konjiki se aproxima com suas pálpebras relativamente caídas e seu olhar intenso. A sensação de Marik é que, se pudesse, o velho estaria fuzilando-o somente com os olhos neste exato momento. Por outro lado, toda a situação apenas parece diverti-lo.
— A estratégia de ocultação de presença das equipes combinadas serviu para nublar a sua habilidade sensorial, não é mesmo? – constanta o veterano da Aldeia da Areia, parando a poucos metros do assassino dos seus filhos.
Apesar de estar completamente contido, Marik começa a rir ao ponto das lâminas em seu pescoço perfurarem levemente sua pele devido ao movimento frenético de sua garganta. Enquanto gotas do sangue do foragido escorrem de sua carne, os oito ANBUs aqui presentes ficam incrédulos. Seus rostos confusos não podem ser observados por Marik graças às máscaras, mas ele é capaz de imaginar tais feições.
— O que é tão engraçado? Por acaso, perdeu o que lhe restava de sanidade nos últimos anos? – pergunta Funako, interrompendo com sua voz o fluxo de risadas do mais jovem diante de si.
— Velho burro! – exclama o outro, para o espanto do ancião. – Você é que não percebeu onde estava se metendo!
É quando duas figuras femininas começam a emergir do solo, a alguns metros atrás do avô de Anaki Konjiki. De olhos arregalados, ele se vira para tal direção somente para observar Ikaruga Haruno e Lazuli concluindo o uso da técnica Assimilação. Em seu íntimo, a Nukenin da Aldeia da Folha se diverte com toda a situação. Afinal de contas, ela tem a certeza de que muito em breve o pobre velho aposentado terá o espanto substituído pela fria sensação da morte…
Marik aproveita essa oportunidade para reagir: manipulando a sua estrutura óssea através da Kekkei Genkai do Pulso Mortal dos Ossos, o sujeito faz com que vários dos seus ossos brotem simultaneamente dos seus braços, tórax e costas. Graças a uma agilidade apurada, os membros das duas ANBUs presentes conseguem se afastar, saltando para longe antes de serem atingidos por qualquer um dos vários ossos. Na sequência, Marik gargalha profundamente enquanto seus ossos retrocedem, recuando para dentro do seu corpo de maneira lenta e gradual. Os locais de onde brotaram os ossos fecham instantaneamente.
— Mas como…? – Funako, de olhos arregalados, não compreende como um grande grupo com dois ninjas sensoriais, um da Areia e um da Pedra, não detectou a presença das duas mulheres que estão paradas a poucos metros de si.
— Você ainda não entendeu? – questiona Marik enquanto os oito ninjas das ANBUs se reposicionam a alguns metros ao seu redor. – Tudo isso foi uma armadilha. Eu propositalmente me deixei ser rastreado e utilizei a Técnica da Confusão Sensorial de forma bem diluída em torno das minhas novas aliadas. Isso permitiu que ambas passassem completamente despercebidas por horas a fio, mesmo estando próximas a mim.
— Marik, saia daqui com ele logo de uma vez – solicita a mascarada do clã Haruno, encarando o ancião a poucos metros de si com atenção. – O restante fica conosco.
Apesar da situação extremamente inesperada, Funako parece ficar confortável com a proposta dela. Afinal de contas, ele veio até aqui justamente para resolver suas pendências com o assassino dos seus dois filhos. Embora reconheça uma das duas mulheres como a Nukenin Ikaruga Haruno, o ancião acredita que oito ninjas extremamente habilidosos e capacitados na arte do assassinato serão capazes de combater a dupla feminina. Essa crença é o que permite ao ancião dar as costas para elas e se direcionar a Marik Ishtar.
— Pelo visto, você concorda, não é velhote? – questiona o foragido da Aldeia da Areia.
— Vamos a um local mais reservado, lunático – articula o mais velho entre todos os presentes, olhando fixamente nos olhos do Ishtar. – Temos questões antigas para resolver…
Desse modo, com cada um em sua devida posição, ambos ativam selos manuais para utilizar a Técnica de Cintilação Corporal. Trata-se de uma técnica de movimento em alta velocidade, cujo objetivo é mover-se de uma curta para uma longa distância a uma velocidade quase indetectável. Para as duas mulheres e os demais ninjas mascarados, duas baforadas de fumaça surgem ao redor de Marik e Funako após ambos ativarem seus selos manuais. Em instantes, nem a fumaça, nem eles estão mais por aqui. E em breve… Algumas vidas também não…
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