Justiça Jovem: Aniquilação
3 Monte da Justiça
Notas iniciais
Happy Harbour
05:45
No frio da madrugada, um carro correndo pela estrada quebrava o silêncio que ali predominava.
Não demorou muito para ele virar em uma área interditada da estrada. Seguindo em frente, passando por vários avisos de perigo e estradas interditadas, o carro chega a uma porto em frente ao mar e estaciona em frente a um poste mal iluminado.
Duas figuras masculinas descem do veículo e andam calmamente em direção a uma montanha na base da praia.
-É estranho voltar aqui depois de tanto tempo, não é?- SuperBoy pergunta ao amigo.
-É sim... muita coisa aconteceu aqui- Disse Dick pensativo e nostálgico.- quando Jeff me falou da ideia de reconstruir o lugar, me ofereci pra ajudar a projetar a reforma. Queria que ficasse parecido com o que a gente lembra.
Os dois caminharam por alguns minutos até chegarem a um grande portão de metal na parede da montanha, onde uma voz familiar os recebeu.
-E você ainda quer me dar um sermão por atraso não é?- Falou Ártemis com umas das sobrancelhas levantadas e um sorriso vitorioso estampado em sua face.
-Você que chegou cedo demais isso já não é culpa minha.-Falou Dick com uma das mãos coçando a parte de trás da cabeça.
-Agora, seria uma boa hora pra nos contar o por que de termos vindo pra cá? Indagou Connor.
Assim que o Superboy termina de falar a porta começa a se abrir e uma voz meio robótica fala de dentro da sala agora visível.
-Eu posso explicar Connor. Na verdade, preciso explicar muitas coisas para vocês antes da missão. Entrem por favor.— Disse a Oráculo, agora em uma projeção holográfica, esperando todos ficarem ao seu redor para poder falar.
-Estive estudando os arquivos que o Raio Negro me passou, e acabei descobrindo um padrão nos picos de energia. A partir dele pude prever onde a próxima onda irá se manifestar. Por isso pedi para o Dick reuni-los aqui.
-Deixa eu adivinhar,- Falou Ártemis levando a mão até a cintura- será bem aqui, acertei?
-Sim, será. Então aqui é o lugar perfeito para coletarmos os dados que precisamos. Pedi para o Flash trazer alguns equipamentos para cá para podermos trabalhar nisso.
-Mas já que as obras ainda não estão finalizadas só temos acesso a sala de acesso a base.- Disse Bárbara gesticulando com a cabeça para um Tubo Zeta bem ao lado da porta, agora fechada.
Algumas horas de preparação se passaram. Os três, com a ajuda de Bárbara, posicionaram e ajustaram tudo para poder ter a melhor captura de dados possível.
Enquanto a hora prevista para ocorrer o pico de energia se aproximava, os jovens agora estavam parados encarando um grande amassado na parede de metal maciço perto da entrada, que estava bloqueada, para o interior do Monte da Justiça.
-Hum... lembram da história por trás disso?- falou Connor rindo e, estranhamente, esfregando a própria testa.
-E como poderíamos esquecer, eu e o Wally planejamos essa pegadinha pra você o verão to... Artémis?-Dick chamou, passando a mão na frente do rosto da amiga.-Você tá bem?
Mas ela já não escutava a conversa dos amigos desde que viu o amassado na parede. Ela sabia. Como poderia esquecer? A vida era tão simples naquela época, quando tinham tempo de rir de uma simples pegadinha.
Ela se sentia estranha. Não deveria se sentir mal por lembrar dele. Não de momentos felizes pelo menos. Mas os pesadelos a estavam consumindo por dentro e ela não sabia explicar o que estava sentido. Odiava admitir, mas já tinha decidido pedir a ajuda de seus amigos sobre isso.
-Gente,- Ela começou. Voz embargada. Decidiu que odiava gaguejar.- e-eu preciso falar com vocês sobre alg...
BUM!-Um estrondo gigantesco atingiu os ouvidos dos heróis ali presentes.
Tudo aconteceu muito rápido! Um enorme raio caiu sobre a sala em que estavam criando uma forte explosão que arremessou os três heróis contra a parede oposta a saída. Sinais de alerta começaram a ecoar pela sala.
-Resp-ondam--Po-r favo-r-Alg-ué-m— Bárbara tentava se comunicar, mas a voz estava cortada e era difícil entender pelos danos sofridos em todos os sistemas eletrônicos.
Com muita dificuldade, Dick se levantou meio tonto e, ainda sem entender o que tinha acontecido, começou a procurar seus amigos pelos escombros espalhados por todo local. Não demorou muito para encontrar o Superboy levantando uma viga de metal para Ártemis poder se levantar.
-Estão todos bem?- Dick perguntou preocupado andando até a dupla.
-Sim, estamos. Que diabos aconteceu aqui?-Disse Ártemis se levantando com um pouco de dificuldade.
-O pico de energia veio mais cedo. Só pode ter sido isso.- Falou Superboy dando a mão para ajudar sua amiga a se levantar.
-Temos que sair daqui e rápido! O Monte estava em obras, não sabemos o quanto a explosão pode ter afetado na estrutura dele! Vamos usar o Tubo Zeta, se não me engano ele já foi consertado.-Falava Dick mudando a direção, agora indo ao tubo.- Droga! a explosão deve tê-lo danificado, não vai dar pra sair por ele.
-É só forçar a porta que a gente entrou, eu faço!- Dizia o Superboy enquanto se preparava socar a porta.
— SUPERBOY NÃO FAÇA ISSO! CONNOR !!!
Mas ele já havia desferido um grande soco contra a porta que, ao receber o impacto, voou pra fora abrindo o caminho para saída.
-Viu? Eu não disse que ia funcionar?- Falou ele estufando o peito de orgulho.
No momento em que ele terminou de falar, um enorme deslizamento de pedras caiu sobre a abertura, fechando mais uma vez a saída.
-Opa.-Disse Connor.
-Eu tentei te avisar, o Monte inteiro está em obras, a estrutura não tá 100% estável!- Disse Dick- Nem pense em fazer isso de novo, tivemos sorte de não termos sido soterrados da primeira vez. Temos que achar outro jeito de sair daqui. E não vamos poder pedir ajuda também, meu celular está sem sinal.
—E o sistema de comunicação da sala, bom…-Falou Ártemis apontando para um pilha de equipamentos destruídos no canto da sala. — ...destruído…-Suspirou ela.
Gotham City
11:59
Bárbara não sabia o que fazer.
Ela mesma tinha feito os cálculos e sabia que não tinha errado, mas estava sem tempo para pensar em respostas no momento. Tinha que pedir ajuda. Pegou seu celular e rapidamente discou um número, depois de um tempo de espera a pessoa do outro lado da linha atende e ela diz com um pouco de pânico na voz.
-Megan! Aconteceu algo com eles! Preciso da sua ajuda!
Fale com o autor