Juste Attendre-II

9 Pays des Merveilles


Notas iniciais
Hey! Feliz véspera de Natal para todos! Finalmente o capítulo centrado na Cora, e eu queria pedir desculpas pela demora, mas há uma cena neste capítulo que foi realmente difícil de escrever. Espero que gostem! Capítulo dedicado ao leitor Mister, que recomendou a fanfic! *-* Boa leitura!

Após tomar o trono e receber o título de Rainha de Copas, Cora mantinha uma boa estabilidade no País das Maravilhas. A mulher havia se acostumado com as loucuras do local, logicamente a Floresta Encantada também possuía as suas insanidades, mas ali era algo realmente surreal.

Apesar de ter poder e comodidade neste novo reino, a feiticeira ainda possuía assuntos pendentes no seu local de origem. Precisava encontrar uma maneira de voltar para lá o mais rápido possível, porque somente assim ela poderia ter sua vingança contra Regina e, finalmente, adquirir os dons da filha de Elsa. Cora possuía inúmeros poderes novos e adquiridos somente aqui, no País das Maravilha.

Mesmo Rumpelstiltiskin a ensinando inúmeras coisas sobre magia, ela ainda precisava da rejeição de Regina e da sabedoria de um novo reino para se tornar uma feiticeira completa, entretanto alguns dons só se adquirem ao nascer ou, no caso dela, quando são tomados a força. Se Belle fosse tão boa e ingênua quanto a mãe, não seria difícil encontrar um ponto fraco na moça, afinal até mesmo por criados Elsa se renderia, a filha provavelmente havia seguido o exemplo da mãe.

A Rainha de Copas precisava somente encontrar uma forma de ativar um dos muitos chapéus feitos por Jefferson. Através do que ela conhecia sobre o homem, não seria difícil convencê-lo a cooperar. Ele vinha tentando fazer com que os chapéus funcionassem há meses, nada ocorrera ainda e a loucura já se manifestava de forma totalmente visível.

– Desista, Rainha. Eu não conseguirei fazê-los funcionar, nunca!

– Não estou aqui para lhe cobrar nada. Considere isso como uma ajuda.

– Ora, ora, a famosa Rainha de Copas precisando de minha ajuda? — O Chapeleiro possuía um olhar insano no rosto e um sorriso involuntário nos lábios.

– Oh, não, querido. Você é que precisa da minha ajuda. — Ele estava confuso, mas tentara não interromper a explicação da mulher. — Veja, nós dois fomos enganados e enviados para este mundo pela minha filha, então nada mais lógico que nós dois nos unirmos e tentarmos sair daqui juntos o mais rápido possível, não achas?

– Por que isso agora? Eu não tenho utilidade, não tenho poderes como você. Não consigo compreender o motivo de sua vinda.

– É simples, Chapeleiro. Eu possuo magia e posso fazer um dos seus muitos chapéus funcionar, já que você está nisso há tempos e falhou, só preciso que você me dê um deles e prometo que te levo junto a mim para Floresta Encantada. — Cora sorrira, tentando passar confiança ao homem.

– Por que você pede a minha permissão? Você é a rainha, pode ter tudo aquilo que lhe é de desejo.

– Bom, talvez eu só precise de um amigo. Podemos chegar a um acordo?

Jefferson a olhara desconfiado, por pequenos momentos a loucura parecia ir e voltar, dando um reflexo diferente nos olhos do homem. Ele virara-se de costas para a mulher e começara a caminhar em círculos, tentando inutilmente organizar os pensamentos. Ele não podia arriscar nunca mais ver sua filha, Grace ainda o esperava para o chá, ele não descepsionaria sua menina mais uma vez. Aceitar a proposta da mulher a frente dele era a opção mais insana a se fazer, contudo também era a sua única chance de sair do País das Maravilhas. Ele precisava confiar, mesmo que fosse pela última vez.

– Sim, temos um acordo. Entretanto, eu já tentei de tudo, eles não funcionam desta forma. Sua magia pode ser poderosa, mas não é forte o suficiente para projetar um portal.

– Tudo bem, me diga apenas o que preciso. Farei de tudo para sair deste estranho mundo e você virá comigo, já passou tempo demais aqui, este lugar pode enlouquecer as pessoas e não queremos que isso ocorra com você, certo?

Cora virara-se para deixar o local, contudo escutara Jefferson falando consigo mesmo, ela voltou a cabeça para lhe dar uma última olhada e viu o Chapeleiro Maluco sentado a mesa levando uma xícara vazia aos lábios. E, por segundos, tentara sentir pena do homem, mas aquilo era divertido demais para ativar suas emoções.

A Rainha de Copas precisava de outra feiticeira poderosa. Com esta ideia em mente, ela procurou outra mulher com potencial o suficiente para aprender magia, tendo a esperança de que se unisse ambas as forças o chapéu ficasse forte o suficiente. Cora e Jefferson haviam se tornado próximos e um acordo entre os dois havia sido atingido, era questão de tempo até que ela pudesse sair do País das Maravilhas.

A mulher preparou uma aprendiz, uma jovem chamada Anastácia, viu um potencial nela e decidiu explorá-lo. Faltava pouco para que a Rainha Vermelha pudesse se juntar a ela e a Jefferson. Isso, no entanto, não ocorrera, pois dias antes de poder tentar executar seu plano, um homem com cabelos cor de cobre aparecera.

– Ajoelhe-se perante a Rainha de Copas. — Um dos guardas pronunciou, logo depois ela sussurrou algo e ele repetiu. — A Rainha quer saber o motivo de sua vinda.
– Eu procuro por alguém, no meu reino ela atende por Cora. — Ele disse em voz alta para que ela pudesse ouvi-lo.

A mulher que até aquele momento usava uma máscara e estava sentada em um trono, levantou-se de maneira altiva e exclamou.

– Mas neste reino ela é conhecida com a Rainha de Copas! — Havia fúria em sua voz.

– Perdão Vossa Majestade, mas eu fui enviado pela sua filha, Regina. — Ele curvou-se e com um aceno de Cora, os guardas o soltaram.

– E você quer que eu acredite nisso, rapaz?

– Ela disse que precisa conversar com vossa excelência, que há algo que ambas precisam fazer para se entender e que sente muito por tudo o que fez. — Talvez ela devêsse acreditar neste homem, ele não parecia mentir e aprendera rápido como deveria se dirigir a ela.

– Seu nome.

– Caçador. — Ele curvou-se em respeito e ela soltou uma risada.

– Veja bem, Caçador, como vou saber que ela realmente mudou? Que quando eu chegar na Floresta Encantada ela não tirará e esmagará o meu coração? — Sem sua presença Regina provavelmente se arrependera e queria voltar a se unir a ela. Tudo era apenas uma suposição logicamente, mas pensar nisto era algo tentador.

– Bom, Regina possuía meu coração, ela o devolveu para mim. Só me pediu um último favor, que eu viesse lhe buscar e aqui eu estou.

– E por que ela não veio? Por que ela enviou um garoto cheirando a lobos até mim? E este corpo que veio junto a ti? Aquele chapéu possui uma regra, dois vieram, então, dois deverão ir. Você pretende levar-me até ela? Por qual preço? — Cora começou a caminhar até ele.

– Eu só quero ser livre e espero que você aceite a oferta, para que assim eu siga o meu caminho e o meu coração. — Após tanto tempo sendo manipulado por Regina, ter a sua liberdade já parecia ser algo impossível e a ideia da morte já era algo praticamente reconfortante. Contudo, a Rainha Má finalmente havia sido banida e parecia realmente querer mudar, fato este que fizera com que ela colocasse seu coração no devido lugar.

– Você tem alguém? Um amor? — Ele não respondeu, não poderia colocar a vida de Chapeuzinho em risco. Percebendo que ele não diria nada, Cora continuou. — É lastimável a falta de conhecimento que minha filha tem sobre mim. É uma pena você não ter trago outro corpo, você é um jovem realmente bonito... — Ele estava suando, estava com medo, muito medo.

– Por que diz isso? — O homem não estava compreendendo o rumo da conversa e a feiticeira também fizera uma expressão de desentendida, entretanto ela fazia isto apenas na ironia.

– Eu achei que estava sendo clara, eu não estava? — Rapidamente Cora enterrou a mão no peito do Caçador, fazendo com que ele gemesse de dor, a sensação do coração quente e pulsante em sua mão nunca fora algo tão divertido, talvez esta não era a palavra certa a se usar, mas se encaixava perfeitamente bem para a ocasião.

– Por que estás fazendo isso? — A voz dele falhava, o corpo já se contorcia involuntariamente. Pensara em seua verdadeiro amor e em todos os sacrifícios que fizera. Talvez ele poderia se permitir a morrer como um herói, talvez.

– Eu fiz uma promessa, querido, tenho que tirar alguém daqui. Além do mais, estou fazendo um favor a você, ninguém merece passar tanto tempo preso no País das Maravilhas, não se preocupe, dispenso seus agradecimentos. — Retirando e esmagando o coração dele, Cora tentara sentir remorso, talvez Regina amasse este homem, algo muito improvável, mas ainda assim possível.

Sem querer perder mais tempo, Cora seguira para a casa de Jefferson, ela precisava urgentemente encontrar seu acompanhante de viagem, pois finalmente ela poderia concluir seu objetivo.

Notas finais
E então? Anciosos? Estamos entrando na reta final, epero que não abandonei a fic agora! Obrigada pelos comentários e que os novos leitores sejam bem vindos! Beijocas... *u*