Notas iniciais
Hey! Capítulo centrado no Pan e no Baelfire, ok? Espero que gostem dele tanto quanto eu gostei. Obrigada a todos que estão comentando e favoritando! Estou extremamente feliz com a resposta que vocês estão dando. Principalmente porque a fanfic ganhou uma recomendação. SIM! A primeira recomendação da segunda temporada! Obrigada, Mister, amei demais sua recomendacão! E o próximo capítulo será dedicado especialmente a você. Boa leitura a todos!

Aquele novo garoto do acampamento intrigava Pan, de uma forma totalmente inexplicável. Não somente o fato dele ser filho de Rumpelstiltiskin e, sendo assim, o seu neto. Ele possuía um olhar desafiador, um jeito selvagem e ao mesmo tempo doce em cada frase dita ou ação realizada. Peter tinha planos para o menino, sabia que Baelfire possuía alguma ligação com o coração do verdadeiro crédulo, só não conseguia descobrir qual.

Mesmo com a magia da Terra do Nunca estando a seu favor, o futuro era algo que nem mesmo ele conseguia enxergar. Pan tinha a certeza de que alguma fada conseguiria desvendar o segredo por trás de seu neto, o porquê dele parecer ser alguém fundamental na sua história e no seu destino. Pediu para que Félix localizasse Tinker Bell, a jovem não poderia o ajudar com o quesito magia, contudo poderia ajudá-lo a localizar uma fada tão poderosa a ponto de conseguir dizer o quão especial era o garoto.

Tinker vivia perto do acampamento dos meninos perdidos, não fora complicado localizá-la. Inicialmente Félix pensou que ela poderia os ajudar, pensou que ela poderia ver o futuro e assim dizer qual seria a interferência daquele garoto. A fada, porém, desacreditava de si mesma e contou-lhes que somente três fadas haviam recebido este dom e as mesmas haviam sido enviadas para três diferentes reinos, por sorte uma habitava a Terra do Nunca. A criatura mágica, entretanto, não queria ser encontrada. Por mais que Pan ainda fosse o mais poderoso ser da ilha, esta tal fada, Flora, conseguira há muitos anos atrás um acordo. Acordo este que permitira a sua camuflagem em qualquer reino.

Os meninos perdidos passaram tanto tempo atrás do ser com asas, que já não era possível mais ter um número exato. Baelfire, que nunca agia da mesma forma que os outros, decidira que esta fada aparentemente tão poderosa, poderia o ajudar a fugir de Pan e, assim como ela, ficar invisível aos olhos de todos. A Fada Azul já o ajudara uma vez, ele só precisava pedir de todo o coração a presença de Flora ali. Nem um minuto se passou e um ponto de luz se fez presente em sua frente, uma luz rosa e que aos poucos foi se tornando realmente forte.

– Por que me chamas, menino? Ninguém me invoca sem um desejo em mente, diga-me, qual é o seu?

– Preciso de uma ajuda, uma enorme ajuda! Preciso fazer uma travessia de reinos, pode me ajudar?

A mulher possuía uma feição bondosa, contudo o sorriso que ela lhe deu foi de piedade.

– Sinto muito, meu jovem. Não posso viajar entre os mundos, está além dos meus poderes. — Bae viu que isto a deixava triste também, talvez a fada também quisesse se ver livre da Terra do Nunca. — Mas posso fazer outra coisa por você. Diga-me, o que queres?

– Me torne invisível. Me deixe ser livre aqui, para que assim eu possa voltar ao meu pai.

– Bom, meu rapaz, eu posso transformar um local camuflado, não uma pessoa. Quem me deu esta habilidade se encontra em outro reino, querido. Se desejares, posso fazer uma caverna ficar invisível aos olhos de Pan e seus meninos, o que achas?

– É claro! Eu aceito. Agora diga o que queres em troca e eu farei o que for possível para você o ter. — Apesar de saber que fadas não faziam acordos, ele sentiu que precisava retribuir o favor que lhe fora dado.

– Não quero muito, o meu coração apenas deseja estar junto das minhas irmãs. Quando você achar um meio de sair daqui, por favor, leve-me junto. E, quando chegar a hora, me chame. Tome. — A criatura deu ao menino uma pedra rosa, tão rosa quanto os trajes que ela usava. — Isso fará com que eu venha mais rápido.

– Acho que um acordo foi atingido.

Na mesma noite, Baelfire fugiu do acampamento esperando nunca mais voltar. Flora sentira um carinho especial pelo menino, talvez isso se desse ao fato de que seres como ela nunca poderiam ter filhos e por esta razão o brilho nos olhos do garoto a fizera se encher de carinho por ele. Após camuflar a caverna de Bae, a fada fora capturada por alguns dos meninos perdidos. Ela não sabia como aquele bracelete fora parar no seu pulso, mas ela possuía a certeza de que aquele objeto a impedia de usar seus poderes.

Sem protestar, Flora seguiu os jovens e em pouco tempo se encontrava no acampamento de Pan. Logo o mesmo já se fazia presente e começou a lhe explicar seu plano.

– Não se preocupe, não pretendo lhe fazer minha prisioneira. Apenas desejo uma coisa.

– Você quer que eu lhe diga a localização do garoto, certo? Esqueça, não irei entregá-lo.

– Oh, não. Ele está onde eu preciso que ele esteja no momento, mas tudo pode mudar de acordo com o rumo desta conversa. O que eu quero de você são apenas algumas respostas, nada além disso.

– Comece. O que o grande Peter Pan quer saber que o fez ficar tanto tempo a minha procura? Realmente espero que não seja algo sobre aquela história de eu ser a mãe dos seus meninos, a proposta era até que tentadora, mas suportar você todos os dias é um preço alto demais, querido.

– Sempre com um ótimo senso de humor. Mas não, este não é o assunto que te traz aqui. Você certamente sabe sobre o coração do verdadeiro crédulo, não é? — Flora acenou positivamente com a cabeça. — Pois bem, ainda não consegui o garoto. Infelizmente para você, começo a achar que me enganaste e isso não é algo bom.

– Eu não lhe enganei, Pan. Você sabe que o futuro é cheio de buracos, eu apenas lhe disse o que mais se parecia com o seu naquele momento e lhe digo, aquela criança irá nascer, profecias não mentem, infelizmente uma certa mocinha interferiu no futuro de todos, incluindo o seu.

– Mocinha? Alguém que eu possa matar?

– Oh não, querido. Ela é a esposa do ser mais poderoso de todos os reinos, esta união fora de hora fez com que tudo mudasse, até mesmo o destino. Em pouco tempo o Senhor das Trevas virá resgatar o filho e você não poderá fazer nada para impedí-lo.

– É claro que eu poderei impedir, ninguém sai da Terra do Nunca sem a minha autorização, já devia saber disso, vagalume.

– Eu falei que eles não terão a sua autorização? — Flora se deliciava, ela sabia que Peter não podia a machucar, afinal ela ainda era uma fada. E mesmo que o tratado tivesse sido feito há séculos atrás, ele ainda era válido.

O jovem começou a ficar com raiva, o modo como aquela criatura o olhava, a maneira cheia de coragem, sem medo algum. Rumpelstiltiskin não sairia com o filho da ilha. A Terra do Nunca era um local misterioso e desde que trocara Rumple pela juventude eterna, o local nunca o traíra e a magia sempre esteve a seu favor.

– Mas e este garoto, Baelfire, qual a relação dele com o dono do coração do verdadeiro crédulo?

– Bom, isto ainda é um mistério, Pan, até mesmo para mim.

– Preciso desta resposta, vagalume. — O jovem estava alterando o tom de voz. — Vamos, qual a relação do menino com o dono do coração? Diga!

– Eu não sei, já lhe disse isso uma vez, mas terei o prazer de repetir. O futuro não passa de uma grande página em branco. Agora, se me dá licença, preciso retornar aos meus afazeres. — A Fada entregou o pulso ao garoto e esperou que ele lhe tirasse o bracelete, só então levantou e começou andar em direção a floresta.

– Flora! — Ele a chamou antes que a mesma desaparecesse em meio as árvores. — Ele vai sair deste lugar camuflado e quando o fizer, meus meninos estarão lá para pegá-lo. O Senhor das Trevas será obrigado a ficar aqui e então, nós vamos brincar!

Notas finais
Então, esse capítulo voltou um pouquinho no tempo, espero que isso não dificulte o entendimento de vocês. O da Cora seguirá o mesmo modelo. Qualquer dúvida me perguntem nos comentários ou em mensagem privada, certo? Até o próximo capítulo, amores!