Just for you

4 Lindo, inteligente e solteiro.


Notas iniciais
Mais um cap! Comentem!

Os dias se arrastaram e assim duas semanas tinham se passado desde da última conversa com Clark, Samantha nunca tinha imaginado que sentiria falta dele. Era loucura, sabia disso. O que sabia sobre ele? Muito pouco. Até porque conhecia o Superman, não o repórter Clark Kent.

E queria conhecê-lo, queria conversar com ele e saber sobre as coisas engraçadas na infância, sobre as coisas que o magoava, que o machucava. Ok, ela precisava ser sincera consigo mesma, ele a atraia de um modo enlouquecedor só pelo modo de como a olhava.

Samantha estava acostumada a receber olhares de homens, de ser desejada por eles e ela também, quando queria, não escondia o próprio desejo. Porém, nunca alguém despertou esse tipo de desejo nela, não ao fazer algo tão simples quando a elogiar, ou sorrir, como Clark Kent fazia.

— Samantha? — Clara abriu a porta do seu escritório e foi até ela. — Trouxe para você a matéria que Clark Kent escreveu no Planeta Diário — falou e lhe entregou o jornal.

Samantha o pegou e leu.

A mulher Samantha Concannon

Por Clark Kent

Samantha Concannon (26), filha de mãe solteira, criada na cidade de Galway, Irlanda, é muito mais do que uma linda mulher de grande fortuna, é uma lutadora. Considerada um grande modelo feminista, que luta pelas minorias e pelo futuro. Responsável por oferecer bolsas para financiamento de projetos para estudantes, Samantha está entre as mulheres mais influentes do mundo.

Agora, ela se encontra em Metrópoles e concebeu ao Planeta Diário uma entrevista exclusiva, onde ela vai falar seus planos em relação a universidade de Metrópoles e seus sentimentos em relação a pessoa que representa.

Ao perceber que o resto era a entrevista, Samantha levantou os olhos do jornal e olhou para sua melhor amiga.

— Você leu? — Perguntou e viu Clara sorrir, como se tivesse orgulhosa.

— Acha que não? Essa é ou não é a melhor matéria que saiu sobre você em jornais? — Clara sentou-se diante dela. — Clark Kent provou que além de gostoso, é inteligente.

Os olhos verdes de Samantha leram no nome dele abaixo do título da matéria e sentiu uma batida intensa no seu coração. Única e intensa. Clark Kent, Superman, Kal-El. O jornalista renomado do grande Planta Diário, o herói sincero, integro que davam as pessoas esperança com um grande S no peito e o último filho de Krypton que foi enviado a Terra minutos antes do seu planeta ser destruído. Três homens, três grandes personalidades dentro de um só coração.

Samantha se perguntou por qual deles seu coração batia loucamente dentro do peito.

— Ele é solteiro — A voz de Clara a tirou de seus pensamentos e ergueu os olhos verdes para encarar a amiga.

— O que?

— Você deveria convidá-lo para jantar, você ama cozinhar — Clara falou, a encarando com uma sobrancelha arqueada para a cara confusa de Samantha — Ah, pelo amor de Deus Samantha! Você está interessada nele e obviamente, ele também está interessado em você. Ambos são adultos e descomprometidos, qual é o problema?

— Como você pode saber que ele está interessado em mim? — Perguntou e a viu indicar o jornal.

— “Ela é mais do que uma linda mulher de grande fortuna, é uma lutadora” — Clara leu. — Ele te chamou de linda e ficou encantado o suficiente para logo acrescentar que você não é só uma bela mulher, como também uma lutadora.

— Me chamar de linda e forte não significa que ele quer me levar para cama — pontuou para amiga, que revirou os olhos.

— Ele seria um idiota por não querer isso — disse e tirou do bolso um pequeno papel, colocou na frente dela. — Esse é o número dele no Planeta Diário, você pode ligar para elogiar o artigo dele. Bem, vou te deixar sozinha.

Mas Samantha não ligou, ficou completamente tentada em discar os números e esperar ouvir a voz máscula dele pronunciar um simples “Alô”. Talvez seja um pouco egoísmo dela, mas não queria ligar primeiro. Sabia que tipo de mulher era.

E Samantha Concannon nunca foi uma que discou primeiro os números de um cara, mesmo ele tendo um sorriso de covinhas, intensos olhos azuis e uma estrutura corporal tão forte e protetora que a fazia desejar entrar entre aqueles braços e deitar a cabeça no peito largo. Como Clark Kent.

Viu a luz no telefone piscar indicando que a Clara queria falar com ela, e atendeu o telefone.

— Uma pessoa quer vê-la — Clara falou e por um momento o seu coração falhou uma batida.

— Quem?

— Clark Kent — Clara respondeu e Samantha quase poderia ver o sorriso vitorioso no rosto da amiga. Por alguns segundos, ela fechou os olhos e só aproveitou as batidas que seu coração deu, fortes dentro do peito só porque sabia que ele estava no lado de fora do seu escritório.

— Mande-o entrar Clara — respondeu por fim e ficou tentando em passar as mãos pelos seus fios ruivos para arrumá-lo, mas se conteve.

E Clark Kent atravessou a porta cara do seu escritório e no minuto que seus olhos verdes se encontraram com os azuis sinceros e líquidos, Samantha soube que homem nenhum poderia despertar nela, o que aquele homem alto, de óculos, com um sorriso de covinhas e um jeito atrapalhado despertava nela.

Tentando controlar os próprios batimentos, que soavam incrivelmente alto até para ela — e sabendo que Clark também tinha a super audição e que provavelmente ele também conseguia ver o que causava nela — levantou-se e andou até ele estendendo a mão com um sorriso no rosto.

— É muito bom vê-lo novamente Clark — disse e tentou ignorar todo o tremor que seu corpo sentiu quando as mãos dele, fortes, grandes, seguras, cobriu a dela. — Eu li seu artigo sobre mim no jornal e estou maravilhada.

— Tive um trabalhão para escrever a matéria — ela notou com certo interesse, que ele não tinha soltado sua mão.

— Sério? O que te deu dificuldade? — Perguntou gostando mais do que deveria de sentir o polegar dele fazer carinho na palma da sua mão.

Os olhos azuis a fitaram e um sorriso apareceu, junto com as covinhas.

— Você foi a dificuldade — a voz dele estava intensa. — Enquanto escrevia, minha mente se ocupava em mostrar sua imagem, em reprisar todos os momentos da entrevista que tivemos. Foi difícil fazer meu trabalho e focar na mulher profissional que você é, sem pensar no desejo que tive por ela.

Deseja que tive…as palavras entraram pelos ouvidos de Samantha, e seu significado bagunçava seu cérebro, fervia seu sangue e fazia seu coração palpitar como se tivesse dançando Samba.

Ela sustentou o olhar dele e viu o que tinha visto em si mesma diante do espelho desde que o tinha visto pela primeira vez. Era desejo, insano, irresistível, irreversível e incontrolável.

— Então... — tentou manter a voz firme e o olhar no dele. — Vamos fazer assim, porque não me convida para um encontro e vemos o que acontece?

Clark deu um passo à frente, tão perto dela que bastasse ele inclinar um pouco a cabeça para alcançar os lábios dela. Samantha resistiu a tentação de passar a língua sobre eles.

— Que tal cinema hoje à noite e depois um jantar? — Clark perguntou com os olhos azuis brilhando mais diamantes. Ela estremeceu quando sentiu ele erguer as mãos para colocar uma mecha dos seus cachos vermelhos atrás da sua orelha direito, e arrepiou-se quando com as mesmas mãos, Clark deslizou suavemente a ponta dos dedos pela lateral do rosto dela.

— Acho uma ótima ideia.

Notas finais
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