Just You and I
11 I'm Quinn Fabray
Notas iniciais
R: Você percebeu que a merda da sua ideia fudeu mais ainda com a situação? – murmurou entre os dentes enquanto pressionava Quinn contra a parede do quarto da loira.
Q: Isso é sexy... – disse com um sorriso malicioso nos lábios.
R: Não brinca comigo Fabray. – disse se afastando.
Quinn que ainda estava entorpecida com o cheiro da morena tão perto de si, saiu do transe e foi correndo até ela virando-a contra si e a jogando na cama. Rachel tentou lutar, mas Quinn sentou em seu colo e ao invés de um resmungo pelo ato impensado, ganhou um gemido.
R: Não ouse me beijar, a porta está aber...
Rachel não teve tempo de responder, Quinn tomou sua boca de forma agressiva e possessiva. A loira passou a língua pelo lábio inferior da morena pedindo e ganhando a passagem que desejava. Sua língua dançava dentro da boca de Rachel e suas mãos brincavam na barra da blusa de Rachel.
R: Quinn, a porta está aberta. – disse entre beijos.
Q: E? – perguntou com a mão acariciando a barriga de Rachel.
S: E que, como fui eu, poderia seu sua mãe. – apontou para Quinn, agora longe de Rachel. – Ou seu pai. – Apontou para Rachel.
Q: Santana... – sussurrou para si cruzado as pernas tentando se controlar.
Santana viu o movimento da loira e sorriu descaradamente.
S: Sério Fabray? Já? – perguntou ainda sorrindo.
Rachel olhava a cena e corava, ela estava na mesma situação que Quinn, mas ninguém precisava saber, certo?!
R: Eu vou beber água, tchau. – disse saindo do quarto e não olhando para trás.
Santana voltou o olhar para Quinn e viu quando ela limpou os lábios apertando mais as pernas.
S: Isso é sério Quinn? Eu vou precisar ter essa conversa com você? – perguntou debochada.
Q: Vai se fu...
J: QUINN. – advertiu da porta.
Santana riu e levantou para fechar a porta, ela voltou e sentou na cama encarando a loira.
Q: Qual o seu problema? – perguntou impaciente.
S: Ela é virgem Quinn. – disse hesitante.
Q: Eu sei Santana. – assentiu. – Inclusive, sei também que você quase tirou a virgindade dela. – disse arqueando a sobrancelha
Santana sorriu maliciosa.
S: É, resolvi deixar pra você. – disse sorrindo. – Mas não vá se acostumando. – deitou.
Q: E o que isso significa? – perguntou se jogando na cama ao lado dela.
S: Eu nem sei, falei por falar. – disse.
Q: Você acha que ela vai... Sabe, querer perder comigo? – perguntou insegura.
S: Claro Q. – deitou de lado encarando Quinn de perfil.
Quinn respirou fundo e virou também.
Q: Eu não sei o que fazer, tipo... Eu meto o dedo lá? – perguntou envergonhada.
S: Pelo amor de Deus Quinn! – exclamou. — Eu não vou falar de sexo com você, não assim... Não vou te ensinar. — disse se sentando de costas para a loira.
Q: San... É a primeira vez dela, eu não quero fazer feio. – disse sentando e colando as costas com a da latina.
S: Só deixa acontecer Q, não apresse nada.
[...]
R: Como vai ser isso Quinn? Ontem você cantou aquela música para mim e o povo achou estranho se entrarmos de mãos dadas...
Elas estavam na frente da escola próximas a uma arvore desde 07h30min quando Judy havia as deixado ali e desde então Rachel não parava de falar sobre isso e aquilo e isso e aquilo.
Q: Rachel. – chamou cansada.
R: Não Quinn, é sério. – bufou impaciente.
Q: Eu sei meu amor, só vamos com calma, pode ser? – perguntou calma.
R: Você quer ficar em segredo né? – perguntou cerrando os olhos.
Q: Não, só entenda que se assumirmos para a escola toda, nossos pais vão descobrir e não vai ser por mim, nem por você. Quer isso? – perguntou suave.
Rachel negou.
Q: Ok, vamos assumir pro Glee Club e depois que assumirmos para nossos pais vemos como faremos na escola. – disse acariciando a bochecha da morena.
R: Não tem Glee hoje. – disse desanimada.
Q: Ótimo, quer dizer que é sexta. O que significa que nossos pais...
R: Ok, se estamos juntas temos que parar de falar “nossos pais”, é estranho. – disse nervosa gesticulando com as mãos.
Q: Certo... – franziu repensando a frase. — O que significa que seu pai e minha mãe vão estar no hospital e nós vamos poder dormir juntas, ou não dormir. – disse animada.
Rachel corou.
Q: Oh, não, eu não quis dizer isso. Tipo, dá ultima vez ficamos na piscina, poderíamos de novo ou... – Gesticulava nervosa.
R: Tá tudo bem. – sorriu suave.
Quinn suspirou.
Elas se afastaram da arvore e foram caminhando para dentro da escola antes que pudessem entrar foram interrompidas por alguém que tocou o ombro de Rachel e no impulso a fez segurar a mão de Quinn.
Elas se entreolharam e viraram.
R: Finn. – cumprimentou o rapaz com um sorriso.
F: Hey Rach, então... O pessoal quer saber...
Q: Você é pombo correio agora Hudson? – perguntou arqueando a sobrancelha.
Finn franziu o cenho e seu rosto ganhou um tom avermelhado, Quinn sorriu.
F: Esquece. – balançou a cabeça negativamente e virou para Rachel. – Eu posso ir à sua casa hoje? A gente pode ver uns filmes e...
Q: Não, você não pode. – disse sorrindo.
F: Desculpa, mas eu falei com a Rachel. – respondeu nervoso.
Q: Desculpa, mas eu falei com a Rachel. – imitou-o fazendo chacota do rapaz.
Finn virou-se para rebater, mas Rachel se pôs no meio.
R: Isso é mesmo necessário? Vocês dois agindo feito dois idiotas? – perguntou intercalando o olhar.
Q: Enfim, não dá para você ir Hudson. – reafirmou.
Finn olhou para Rachel e esta assentiu concordando com Quinn.
F: Por quê? – perguntou desanimado.
Q: Por que ela...
R: A gente meio que tem uma coisa de família hoje, não dá. Outro dia a gente marca, vai ser legal. – despachou o rapaz com um beijo em cada lado da bochecha.
Quando Rachel voltou para Quinn, a loira já estava batendo os pés para longe dela. Rachel apressou os passos e parou perto do armário de Quinn, que era próximo ao seu.
R: Tá tudo bem? – perguntou preocupada.
Q: Tá tudo bem? – imitou-a fazendo chacota.
Rachel riu e se aproximou.
R: Você é muito infantil. – disse ainda rindo. – Por que está assim? – perguntou tocando de leve o braço da loira.
Q: Ele não gosta de mim, eu não gosto dele, ele gosta de você. Isso resume tudo. – disse se afastando.
R: Quinn. – gritou.
Q: Tenho aula. – respondeu sem olhar para trás.
Rachel respirou fundo e voltou para o armário, encontrando Kurt encostado nele.
R: Hey. – cumprimentou sorrindo.
K: Eu só vou perguntar uma v...
R: Sim, nós estamos juntas e você não pode nos julgar por que você gosta do Finn e ele é seu irmão também, vocês só não estão justos por que ele é hétero. – soltou em um fôlego.
Kurt abriu a boca incrédula, chocado.
K: Eu sabia... – murmurou para si. – Mas eu ia te perguntar quais são suas intenções com ele, vi vocês juntos na entrada. – disse debochado e Rachel fechou os olhos assentindo a culpa. – E eu e o Finn não somos irmãos, ele é filho da mulher do meu pai. – completou.
R: Quinn é filha da mulher do meu pai. – disse e gostou de como soou em concordância ao que Kurt disse. – Você não pode contar nada a ninguém, por favor. – pediu fechando o armário.
K: É sério que vocês estão juntas? – perguntou incrédulo. – Tipo, ela é Quinn Fabray, a menina mais bonita do colégio, minha parte hétero...
R: OK! – exclamou. — Sim, estamos juntas. – sorriu com o que disse.
O sinal tocou e eles saíram andando. Chegaram à porta da sala e Rachel parou, ficou observando Quinn sentada próxima à janela. A loira percebeu ser admirada e procurou o olhar, encontrou os olhos castanhos sobre ela e sorriu acenando com a cabeça para que Rachel entrasse.
R: Está tudo bem? – perguntou insegura.
Q: Tá, eu percebi umas coisas. – afirmou.
R: Tipo o que? — — perguntou curiosa.
Q: Tipo que eu sou Quinn Fabray e ninguém nunca vai me trocar por Finn Hudson. – sorriu.
Rachel a olhou incrédula, abriu a boca surpresa e um sorriso de escárnio se formou em seus lábios.
R: Não era eu a soberba da relação? – perguntou.
Q: Era! – exclamou.
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