Just You and I
12 You are on my list
Notas iniciais
Depois de 30 minutos naquela aula todos já estavam dormindo, conversando ou ouvindo música. A professora não ensinava, ela lia o livro e esperava que você saísse tirando 10 nas provas.
R: Quinn... – se inclinou um para frente e sussurrou contra o pescoço da loira.
Q: Não faz isso. – sussurrou de volta.
Rachel riu e se aproximou novamente.
R: Eu tenho que te contar uma coisa. – disse sussurrando.
Quinn fechou os olhos sentindo o calor da boca de Rachel em eu pescoço, próxima a sua orelha.
Q: Escreve em um pedaço de papel e manda. – sussurrou virando a cabeça de lado.
Rachel arrancou uma folha de seu caderno e escreveu:
“Eu meio que contei ao Kurt sobre nós :(“
Entregou o papel a Quinn e a mesma lhe olhou revirando os olhos, Rachel achou que Quinn ia querer matá-la, mas mudou de ideia quando um sorriso fraco se formou nos lábios da loira.
“Meio que contou?”
“Ele me chantageou.”
“Ele te chantageou?!”
Entregou o papel a Rachel virando para trás e sorrindo.
“Não ri, ele chantageou sua namorada. Imagina você chegar em casa e me encontrar morta.”
“Eu não te pedi em namoro. Ainda.”
“Pois é. Ainda.”
“Acho bom você não me apressar.”
“Por que Fabray? Medo?”
“Não trabalho sobre pressão.”
“Ok, você é minha namorada. Mas eu não sou a sua.”
“Rachel...”
“Quinn...?”
“Eu não vou te pedir em namoro por papel.”
“Não peça.”
Entregou o papel a Quinn e arqueou a sobrancelha. Era um desafio.
Sra. A: Perdeu alguma coisa aí atrás Senhorita Berry? – perguntou quando tirou a cara do livro.
Q: Oi? — perguntou assustada.
R: Oi? – perguntou assustada.
Quinn e Rachel puderam ouvir alguns risos fracos e se olharam.
Q: Eu já pedi para me chamar por Fabray. – disse olhando a professora.
Sra. A: Bem, eu pedi que prestassem atenção a aula. Eu não consegui o que queria. Nem você. – disse sorrindo debochada.
R: Isso não é nenhum pouco profissional da sua parte. – disse debochada. – Ninguém tem culpa se você dorme à noite. – sorriu de escárnio.
Todos riram e Quinn olhou de lado para Rachel.
Sra. A: O que você insinuou Senhorita Berry? – perguntou se aproximando.
R: Que ninguém tem culpa de você não ter uma boa noite de se..
Q: SEEEELFIE. SELFIE?! Quem quer tirar foto uma hora dessa, pelo amor de Deus? – tentou evitar o que aquilo se transformaria caso Rachel terminasse a frase.
Sra. A. não era retardada, entendeu o que Rachel ia dizer e o fato de Quinn tê-la atrapalhado subiu mais ainda em sua cabeça e a fez explodir.
Sra. A: AS DUAS, FORA DA MINHA SALA! – gritou.
Rachel levantou e Quinn continuou sentada.
Q: O que eu fiz? – perguntou surpresa.
Sra. A: FORA! – exclamou.
Quinn trincou a mandíbula e pegou suas coisas, passou por Rachel que estava parada segurando a porta e fez careta para a professora antes de sair.
Elas estavam no corredor vazio andando lado a lado, Rachel sorrindo e Quinn com a expressão preocupada.
R: Vem. – chamou.
Q: Por que a gente tá indo para o banheiro? – perguntou entrando.
R: Por que se nos virem no corredor em horário de aula vamos levar advertência e dá para dar uns amassos aqui. – disse sorrindo e sentando na pia abrindo as pernas para Quinn se encaixar.
Quinn revirou os olhos e suspirou.
Q: Você sabe que dá pra ver tudo com essa saia aí né? – disse se aproximando.
R: Sei?! – se fez de desentendida.
Quinn tomou os lábios de Rachel num beijo calmo, suave. Suas línguas dançavam entre si enquanto as mãos de Quinn brincavam na cintura e na coxa direita de Rachel, as da morena trabalhavam na nuca da loira puxando-a para si.
Q: A porta tá aberta. – disse descendo para o pescoço da morena.
R: Vai fechar. – disse ofegante.
Quinn saiu com a respiração falha dos braços de Rachel e passou a tranca na porta, virou para Rachel e sorriu, foi se aproximando encarando os olhos castanhos e permitiu-se desviar para as coxas da morena, a saia tinha subido consideravelmente, Quinn voltou para os olhos de Rachel e atacou seus lábios.
Com o tempo, o beijo foi adquirindo proporções maiores e agora Quinn chupava o pescoço de Rachel, que ora ou outra gemia quando sentia os dentes de Quinn presos em sua pele. Dessa vez, Quinn quis ir mais longe e desceu fazendo o caminho dos seios da morena. Rachel estava com um suéter e Quinn tratou de ir desabotoando-o no ritmo que o beijo permitia. Quando abriu os olhos estava de cara com uma Rachel com a cabeça inclinada para trás e de suéter aberto, Quinn podia ver seu sutiã preto com bolinhas brancas.
Ela parou e Rachel abriu os olhos.
R: O que foi? – perguntou preocupada.
Q: Você... Tá tudo bem pra você se eu te tocar assim? – perguntou insegura.
Rachel sorriu, Quinn era fofa. Nem Santana tinha perguntado se podia. Ela não respondeu, pegou o rosto de Quinn em suas mãos e a beijou, depois desceu o rosto da loira para seu pescoço onde deixou Quinn explorar um pouco e finalmente, levou o rosto de Quinn para seus seios, onde deixou Quinn explorar até terem que ir para a próxima aula.
[...]
J: Ok, precisamos falar alguma coisa? – perguntou da porta da sala.
Q: Mãe, eu fico sozinha quando vocês vão trabalhar desde os 12 anos. – disse mexendo no celular.
L: Concordo Quinn, sua mãe que é meio paranoica. – disse beijando Rachel e Quinn na testa. – Ligamos quando chegarmos ao hospital.
J: Deixamos dinheiro para pizza...
Q: No mesmo lugar de sempre, tá, tchau. – disse impaciente.
J: Tchau Rach. – sorriu.
R: Tchau... – murmurou vaga.
Já tinha uns 50 minutos desde que Judy e Leroy haviam saído para trabalhar, inclusive eles até já tinham ligado para confirmar que chegaram bem. Quinn e Rachel ficaram um pouco, tudo dentro do limite permitido entre elas até agora.
Agora elas estavam deitadas juntas no sofá maior assistindo televisão.
Q: Conta sobre você. – pediu.
Quinn estava por trás abraçando a morena e quando ela falou Rachel sentiu o calor de seus lábios em sua orelha e se arrepiou, ela rodou no colo de Quinn e ficou de frente para ela, meio em cima, talvez.
R: Como assim? – perguntou antes de beijar o queixo da loira.
Q: Tipo, nós não nos conhecemos, você chegou e logo nos gostamos, ficamos, fingimos ser amigas, estamos juntas... Mas não nos conhecemos. – esclareceu.
R: Ah. – sorriu em entendimento. – Ok, o que você quer saber? – perguntou.
Q: Tudo?! — perguntou e Rachel arqueou as sobrancelhas.
R: É muita coisa, vou resumir. – disse e sentou em cima de Quinn enquanto a mesma continuava deitada. – Eu meio que sofria bullying por que, agora eu sei, usava umas roupas muito sem noção, só que teve um cara que eu namorei e ele meio que me forçou a mudar... Agora eu acho que ele era gay. – começou animada, mas sua expressão mudou para surpresa quando divagou sobre seu ex-namorado.
Q: Cara? — perguntou confusa.
R: É Quinn, eu não gostei de meninas sempre, na verdade, eu acho que não sabia que gostava de meninas, é isso. – esclareceu pensativa.
Q: E como você soube? – perguntou.
R: Da pior maneira. – respondeu desanimada. – Eu me apaixonei pela minha melhor amiga. –completou e suspirou.
Q: Meu Deus, você só se apaixona pelas pessoas erradas né? – perguntou carinhosa.
R: Quem disse que eu me apaixonei por você ? – perguntou debochada.
Q: Quem disse que eu me inclui nessa lista? – riu amplamente.
Rachel sorriu envergonhada e deitou sobre o corpo de Quinn enterrando a cabeça em seu pescoço.
Q: Tá com vergonha? – riu.
R: Tô. – assumiu.
Q: Não fique. – disse olhando em seus olhos. – Você também está na minha lista. – sorriu e a beijou.
E assim elas passaram o resto da noite juntas, conversando, se conhecendo.
[...]
Amanheceu e como sempre na casa dos Hummel-Hudson, Carole já estava de pé fritando os ovos e bacons.
Alguns minutos depois ela saiu para o trabalho e deixou o café da manhã pronto para seu filho e Kurt.
Kurt levantou primeiro e torceu o nariz quando viu o que tinha.
K: Nem morto que eu como essa bomba calórica. – murmurou.
F: Pode deixar que eu como tudo. – disse chegando à cozinha.
Kurt fez um shake com ervas e tomou enquanto observava Finn comer, ele amava aquele garoto e não pôde deixar de sentir inveja de Rachel quando esta a contou sobre Quinn.
F: Vai ficar aí me olhando comer? – perguntou irônico.
K: É o que eu posso fazer. – afirmou desanimado.
F: Hey, a gente já falou sobre isso, não foi? – Kurt assentiu. – Desculpa cara, eu não sou gay e eu to afim da Rachel. – disse enquanto enchia a boca de bacon.
Rachel. Rachel. Rachel. Rachel. Rachel. Rachel. Rachel. Rachel.
K: Ela não está afim de você! – exclamou. – Ela só quer saber da Quinn. – confessou.
Ele nem ao menos se sentiu culpado depois.
Finn sorriu de lado e franziu o cenho. – Oi? Elas são irmãs, Kurt. Não viaja. – voltou sua atenção para o prato.
K: Elas estão juntas Finn. – reafirmou.
F: De onde você tirou isso? – perguntou largando os talhares.
K: Ela confessou para mim ontem e também, você viu a tarefa da Quinn, não viu? Era óbvio que foi para Rachel. – continuou a destilar seu veneno.
F: Não pode ser! Elas são irmãs. – bateu na mesa e levantou-se abruptamente.
K: Bem, nós somos “irmãos” também. – Fez aspas com as mãos. — E isso não me impede de ser apaixonado por você, impede? – disse e saiu da cozinha.
Finn estava possesso de raiva. Agora tudo fazia sentido, no dia que a morena chegou à escola, para Finn, foi como se ele visse a luz no fim do túnel. Há muito tempo não se sentia assim, a ultima garota que tinha feito seu coração disparar só por respirar foi Quinn, e depois de tudo que ela fez para ele, ele achava que seu coração nunca fosse se recuperar. Mas então, chega Rachel, tão linda, tão pequena e frágil. Ele quis a proteger, colocar no colo e a defender do mundo, e como Rachel aceitou seu pedido para sair com o pessoal do Glee, e inclusive aceitou a aposta besta, ele achou que ela era uma garota firme, disposta a tudo.
Ele não poderia acreditar que Rachel tinha preferido uma garota qualquer a ele, talvez se fosse uma garota qualquer fosse melhor. Mas era Quinn Fabray.
F: Você vai ter o seu Fabray. – disse firme e sentando novamente voltando a atenção para o prato.
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