Just Sex
28 Vinte e sete - Flagrante.
Notas iniciais
— Puta que pariu, Wendy! – Natsu se levantou, pelado e na cara de pau, a empurrando para fora. – O que você está fazendo aqui?
A garota que eu não via há tempos parecia do tipo desinteressada.
— Vejo que não perde essa mania de não trancar a porta. – Disse, me lavando a crer que não era a primeira vez que ela o pegava nesse tipo de situação, mas agora é diferente. Sou eu aqui! Quase me perdi no lençol de tanto que me cobri.
— E você não perdeu a sua de entrar sem bater. – Rebateu, deixando apenas uma fresta da porta aberta. Sendo olhado da cabeça aos pés, Natsu se deu conta de sua situação e tentou (inutilmente) esconder suas partes com apenas uma mão.
— Deixa de frescura, até parece que nunca te vi peladão. – Ela revirou os olhos e dirigiu seu olhar para mim. Me sobressaltei e me cobri até a cabeça. – Lucy?
Praguejei com o pano na cara, pedindo que, por um milagre, um buraco negro se abrisse debaixo de mim e eu fosse engolida pelo eterno vácuo da vergonha. Mas é claro que isso não aconteceu, então apenas me restou mostrar a fuça e sorrir forçadamente.
— Hã… E aí?
Wendy apenas fez um sinal da paz com os dedos e ajeitou sua bolsa nos ombros. Parecia estar com roupa de banho.
— Podem voltar ao que estavam fazendo, eu só vim avisar que cheguei da casa da Chelia. Fui.
Quando Natsu finalmente fechou a porta de vez, me permiti a levantar e iniciar meu ataque histérico.
— Agora, definitivamente, ferrou tudo. Acabou, acabou!
— Fica calma, okay? – Ele gesticulou com as mãos, mas eu apenas balancei a cabeça negativamente e continuei a andar de um lado para outro de modo frenético. – O que acabou?
— A minha vida! – Gritei. – Ela vai contar para os seus pais, e eles consequentemente vão falar com os meus e é aí que toda a minha incoerência e loucura vai vir à tona!
— Você é tão exagerada. A Wendy não vai falar nada se eu falar com ela.
— Ótimo, então faça isso!
— Mas antes… – Natsu puxou meu lençol de modo estratégico, me fazendo girar até estar nua novamente em seus braços. – Vamos terminar o que começamos.
Tentei socar seu peito, mas meus braços estavam presos juntos ao seu corpo enquanto ele me carregava até a parede mais próxima.
— Já que vamos acelerar um pouco as coisas, já iremos fazer barulho suficiente, então… Não grite.
Nem tive tempo de rebater a ironia, pois ele tampou minha boca assim que deu a primeira estocada.
***
— Droga, sai daqui! – O empurrei agressivamente, pois o banheiro estava se tornando pequeno diante do alvoroço de se vestir com rapidez. – Por que você não vai logo?
Ele riu após vestir a camisa.
— Não sei porquê tanto desespero. É lógico que ela sabe que seguimos o conselho dela.
Revirei os olhos e abotoei o feixe do sutiã. Nem sei como vou encarar aquela garota quando descer, já vai fazer uma hora que estamos aqui, pois além de querer “terminar o que começamos”, digamos que ele também queria um segundo round durante o banho. É claro que parti para violência, dessa vez de verdade.
Me sobressaltei quando senti suas mãos em minhas costas.
— Ei. – Estava prestes a xingá-lo quando ele continuou: – O que foi isso?
Deixei seus dedos me acariciassem por um tempo, até que me afastei e vesti a camiseta. Ele não se lembra ou simplesmente não percebeu? Ainda sinto minhas costas doloridas pelo baque na banheira, mas ele parece não ter notado que isso aconteceu… Já que ele estava daquele jeito.
De qualquer forma, decidi falar a verdade.
— Acho que alguém me empurrou com força demais.
— Desculpe. – Foi tudo o que ele disse, e em seguida passou por mim sem olhar para trás. – Vamos descer, você tem que passar gelo nisso.
Prendi meu cabelo num rabo de cavalo, mas fiquei estancada no meio do quarto me lembrando de que essa não é a primeira vez que suas palavras exalam um sentimento de culpa após perceber o que fez. Entretanto, outra coisa me faz chegar a mesma conclusão.
No chão e na cama, haviam dois pedaços de madeira, os mesmo que eu havia prendido as correntes na cama. Tudo estaria normal se eu não notasse que suas extremidades estavam quebradas, me levando a crer que ele realmente se soltou com sua própria força. Natsu é como um animal incontrolável, que age de acordo com sua natureza sem perceber que isso não é nada normal. Até que alguém, no caso eu, o informe sobre isso. Mas como isso parece deixá-lo um pouco perturbado, talvez eu devesse fingir que não vejo nada. Talvez.
Descendo as escadas, chequei o celular e vi que já passava da hora do almoço. Haviam mais de dez chamadas perdidas e me lembrei de que não avisei aos meus pais aonde iria. Não que eles mereçam.
Apenas enviei um “estou bem, volto mais tarde” e fui até a cozinha.
— O que está fazendo aqui tão cedo? – Natsu perguntava à irmã. – Pensei que fosse ficar lá até a amanhã.
Wendy deu de ombros enquanto retirava algumas vasilhas da geladeira.
— O papo ficou chato e eu quis vir embora. – Fiquei num silêncio constrangedor sem saber como entrar na conversa, até que Natsu me deu uma bolsa de gelo e Wendy olhou para mim. – Na verdade, todo mundo estava se pegando e o ambiente começou a ficar meio pesado, sabe? Mas aí eu chego em casa e me deparo com coisa pior. – Acho que ela tentou sorrir. – Obrigada aos dois.
— Será que dá pra manter essa sua língua afiada dentro da boca em relação a isso? – Natsu pediu, com uma calma contida. Wendy parecia uma diabinha.
— Ah, é segredo? – Ela o olhou fixamente. – Um segredo pelo outro: Então pare de me chantagear com a vovó.
— Você bebeu, Wendy! Pelo amor de Deus, você só tem 14 anos!
— Nossa, quatro anos a mais realmente te fazem muito mais maduro que eu. – Ironizou. – Mas e você, Lucy? Nada a dizer sobre essa adolescente rebelde que tomou uns goles de absinto?
Tirei a atenção do gelo em minhas costas e a olhei fixamente. Absinto? Esse negócio é praticamente álcool puro! Pigarrei:
— Quem sou eu para julgar? Mas você não deveria beber.
— Ah, igual a você com seus… Sei lá, 13 anos? – Estreitei os olhos diante dessa alfinetada. – Bons tempos, não? Do que eu não lembro, me contaram, mas me diga… Como é ser uma pessoa contraditória? Eu realmente gostaria de estudar sua personalidade paradoxal.
Respirei fundo, me recusando a cair na provocação. Eu sei do que ela está falando: Além de não ter o direito algum de falar sobre adolescentes que consumem bebidas alcoólicas, ela sabe que eu passei todos esses anos odiando seu irmão. O problema é que ela não sabe que eu ainda o odeio, pois se soubesse, paradoxal seria um eufemismo diante das circunstâncias.
— Wendy, eu acho que um hipócrita conhece o outro. Primeiro, eu disse deveria, e não poderia beber. Você pode fazer o que quiser que eu não tenho o mínimo interesse. E segundo, o que eu vejo é uma adolescente tentando parecer legal com um humor negro e frio, mas na verdade ela era a garotinha chorona que dormia nos braços da Erza nas noites de tempestade.
Por um segundo, minha expressão de superioridade fugiu do meu rosto quando em dei conta de que eu também acabei de me descrever. Exceto a parte de ser chorona e dormir com a Erza, eu me agarrava ao Natsu mesmo.
Pela primeira vez, Wendy esboçou uma reação verdadeira: Raiva.
— Você não sabe pelo o que eu passei.
— Você também não.
— Dá pra parar, vocês duas? – Natsu bufou, analisando as vasilhas sobre o balcão. – Não tem nada pra comer aqui, vou pedir uma pizza.
Um celular toca e Wendy tira o aparelho do bolso. Não parece nenhum pouco abalada quando atende.
— Oi. Sim. Sim. Não. É. Te ligo depois.
Nossa, é assim que ela fala ao telefone?
— Aproveitando a troca de favores aqui… – Ela começou a falar do nada, fazendo Natsu se virar antes que alcançasse o telefone na parede. – Quero pedir mais uma coisa, maninho.
— Tava demorando… Fala.
— Então, tem um garoto e ele meio que chamou pra sair.
— O quê?! – Ele quase gritou. – Não, não, tá maluca? Você acabou de dizer que veio mais cedo por que não…
— Isso não significa que eu não queria sair com um cara, okay?
Natsu estava pálido. Eu não sabia se ria da situação, ou se ficava chocada por saber que essa Wendy se interessava por essas coisas. Ela parece mais do tipo “melhor sozinha do que mal acompanhada”, ou seja… Eu antes de toda essa merda que tá minha vida agora.
— Ca… ra.
— Olha, não pira, tá bem? – Ela se aproximou, parecia falar com um cachorro enquanto acariciava sua cabeça. – Sua irmãzinha só vai ter um encontro, beijar um pouquinho… Talvez outras coisas… Bom, não preciso explicar para você, né?
Ele segurou suas mãos com força.
— Eu disse não!
Wendy se tornou uma adolescente mais estranha do que eu esperava. Lembro-me de como ela sempre ficava de fora nas brincadeiras, justamente por ser a menor do grupo, e ficava chorando por horas em nossos ouvidos até que a incluíssemos. Achei que ela se tornaria uma garota sensível, mas agora vejo que ela está mais para uma Kuudere¹. O único problema é que quando sua personalidade “altera” para uma coisa mais fofa, sua expressão fria não muda, o que torna toda a situação bastante bizarra. E pelo o que percebi, ela só faz isso quando quer alguma coisa.
— Vai mano, por favorzinhooooo! – Wendy se agarrou ao braço de Natsu, esfregando seu rosto nele como um gato. – São só algumas horas!
— Eu já disse que não! Ainda mais com essa onda de estupro por aí.
Só a encarei espantada quando ela respondeu:
— Tá, só perguntei por quê quis ser uma boa irmãzinha, mas eu vou de qualquer jeito mesmo.
— Wendy!
Interrompendo a briga de irmãos, atinei para o que Natsu havia dito.
— Como assim onda de estupro?
— Você não vê televisão nem lê jornal. – Wendy disse, e não foi uma pergunta.
Natsu quase pirou:
— Como assim você não sabe? – Perguntou ele, como se dissesse que mais do que todo mundo eu deveria saber.
Me irritei com sua atitude, não deixando de pensar que ele poderia ter evitado o que aconteceu.
— Dá pra falar logo ou não?
Um jornal foi jogado no balcão e a manchete era sobre uma garota encontrada descordada num circuito de esportes. A vítima disse ter sido violentada por vários homens, que só se sabia que eram jovens, já que ela e todas as outras que passaram pela mesma situação foram drogadas e dessa forma não conseguiram identificar os suspeitos. Pus a mão na boca, chocada com tudo aquilo acontecendo bem na minha região e eu nem fazia ideia disso. Entretanto, outro choque foi maior. Ao analisar a foto onde a garota havia sido deixada na calada noite, eu reconheci o local e minha cabeça fez duas ligações, e a segunda veio atrasada demais para o meu gosto.
O local era o mesmo onde minha tragédia pessoal de quase cinco anos atrás havia ocorrido: uma pista de skate. E ela ficava perto do colégio da zona leste.
Onde estuda Gajeel Redfox.
— Ei. – Ouvi Natsu me chamar e rapidamente soltei o jornal, sabendo que eu não posso fazer uma cena agora. Preciso manter a calma. – Você está bem?
— Sim, só estou um pouco surpresa com essa coisa toda.
Wendy me olhou torto.
— É sério, você deveria se informar mais. Provavelmente você só se interessa por coisas que te dizem respeito, mas sabe, às vezes elas são e a gente nem se dá conta. Só uma dica útil pra você levar pra vida.
Balancei a cabeça de modo apático, sem ter mais o que dizer. Sei que Wendy provavelmente só quer me alfinetar, mas essa garota fala umas coisas bem racionais. Acabei ficando encucada e passei a xeretar nas sobras de comida casualmente, pensando na minha situação. Eu sou mesmo tão egoísta ao ponto de só me preocupar com as coisas que me afetam diretamente? Isso explicaria o porquê de eu só estar descobrindo agora sobre esses mistérios sombrios que rondam a minha vida desde sempre, e tudo por quê Redfox apareceu para agitar um pouco as coisas.
— É pior que saber e não ligar. – Os irmãos voltaram a brigar, me fazendo prestar atenção neles. – Ou pensa que não sei das suas escapadas noturnas quando vai "dormir" na casa da Chelia?
— É por isso que eu digo: Eu faço o que eu quero. – Ela deu de ombros. – Quando eu aviso ou peço, você não deixa, então de que adianta?
Natsu semicerrou os olhos, irritado. Levou o fone consigo e nos deu as cotas.
— É o que veremos.
— Onde você vai?
— Ligar pro seu pai.
— E por acaso ele vai resolver algo a quilômetros de distância daqui?
— Não nosso pai, o seu pai. – Corrigiu ele, e isso foi suficiente para que Wendy tivesse um surto de raiva e desespero.
— Você não vai fazer isso! – Ela jogou uma cenourinha em sua direção, mas Natsu já estava fora de alcance. Gritou: – Como se ele se importasse com a minha vida!
Apenas a encarei esmagar alguns vegetais sobre a mesa. Quando eu tinha dez anos, nenhum de nós tínhamos muito contato com Jellal, mesmo que ele fosse primo do Natsu. Erza só chegou mesmo a conhecê-lo melhor quando entramos no ensino médio e o resto das coisas simplesmente aconteceu. Quando Wendy se separou da família e virou "irmã" do Natsu, eu não estava mais perto o bastante para entender como as coisas ocorreram. Apenas sei que ela não quer ver o irmão de sangue nem pintado de ouro e guarda um rancor enorme dos pais verdadeiros, e até da Erza de quem era bastante próxima ela quer manter distância, só pelo simples fato de esta namorar o irmão. É um tabu tão grande que nem mesmo da boca do próprio Jellal a Erza sabe o que realmente aconteceu, o que ocasiona apenas em teorias formadas do que se ouve aqui e ali. Mas de uma coisa eu tenho certeza: Deve ter sido algo muito sério para mudar a Wendy tão radicalmente.
— Então... – Ela voltou a puxar assunto, depois de suspirar e balançar a cabeça como se não quisesse mais se preocupar com aquilo. – Vocês estão tipo namorando?
Bati a cabeça numa das prateleiras da geladeira, ao procurar algo com que eu pudesse elaborar um prato. Coloquei as fatias de frango no balcão e respirei fundo enquanto Wendy me olhava a espera de uma resposta.
— Não. – Respondi, sem olhá-la. Mas antes que eu pudesse tentar explicar a situação de uma maneira menos constrangedora possível, ela rapidamente chegou a uma conclusão.
— Então como... Aaah! – Revirei os olhos, não gostando do modo como ela estendeu a exclamação. – Nunca pensei que você fosse dessas, Lucy. Parece que não foi só eu que mudei, não é mesmo? Ou talvez não, já que tinha o Sting antes.
Arqueei a sobrancelha, encarando sua expressão debochada. Eu quero esganar essa garota!
— Ah não, espera. Vocês chegaram a namorar, agora me lembro.
— Você não lembra de nada, Wendy. Era muito novinha.
— Pelo amor de Deus, não pira. Eu tinha nove anos. – Joguei duas tomates em sua direção e gesticulei para que as cortasse. – Mas não se preocupe, eu não vou contar nada a ninguém. Só perguntei por que o mano andava estranho ultimamente, mais feliz. O telefone dele parou de tocar por causa de uma garota diferente toda hora e a vovó também comentou comigo que você esteve aqui algumas semanas atrás e pôs uma das minas com quem ele estava "conversando" para fora, no tapa.
Fiquei em choque com tamanha imaginação. Eu não bati na garota e tenho certeza de que apenas a Wendy imaginou isso em sua mente fértil. E sobre o Natsu estar mais feliz... Sem comentários. Aposto que é apenas por estar tendo mais liberdade de infernizar minha vida em outro patamar.
— Não sei se acho estranho você perceber que seu irmão andava estranho ou o fato de que você nunca notou que ele na verdade sempre foi estranho.
Ela pareceu pensar por alguns instantes, chegando a encostar a faca no rosto.
— É, tem razão. – Concordei com a cabeça e quando peguei uma frigideira, ela perguntou: – Espera aí, estamos cozinhando?
— O que você acha? – Ironizei. – Seu irmão e eu não podemos comer besteiras durante a preparação para os Jogos.
— E eu acabo entrando na dieta? Mas foi ele mesmo que sugeriu a pizza.
— Por que ele é idiota. Quando você for estudar lá ano que vem, provavelmente vai fazer algum esporte e vai entender como é.
Wendy começou a cortar os outros legumes.
— Deus me livre, quero ter uma vida de paz e preguiça.
Sorri e balancei a cabeça, sentindo pena da coitada.
— Paz você nunca vai ter naquele inferno. E sobre preguiça, aquele diretor desgraçado investe muito no físico de seu alunos, até os que não são atletas tem que aguentar três aulas de educação física por semana. – Ele me olhou como se não acreditasse. Decidi entrar na sua onda: – Ou você mete a cara e aprende a gostar da coisa, ou se ferra toda vez por que não tem resistência. Só uma dica útil pra você levar pra vida.
Por um momento, observei um quase sorriso em seus lábios.
— Acho que podemos voltar a nos dar bem, Lucy.
Próximo capítulo: Acerto de contas!
Meu corpo se moveu mais rápido do que meu pensamento. Quando percebi, eu já estava lá, andando até ele. Vendo que eu me aproximava, alguns tentaram soltar graça, mas eu só tinha uma coisa em mente.Tirando as mãos do bolso, gritei.
— Ei!
Gajeel nem teve tempo de esboçar surpresa ao me ver, muito menos se defender do que estava por vir.
— Isso é pela Levy.
Ele caiu no chão quando o soquei com toda a minha força. Os caras ao redor se sobressaltaram, surpresos, sem saber o que estava acontecendo, mas logo uma onda de vozes se tornou presente. Senti todo meu corpo queimar e minhas mãos tremiam de raiva. Pelo ângulo, o soco acertou a maça do seu rosto, que logo revelou um corte relativamente profundo. Eu só queria acabar com a raça desse cara pelo o que ele fez à minha amiga, mas infelizmente eu tenho outros assunto para resolver antes disso.
Continua....
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