Just Sex

7 Seis – Castigo divino.


Notas iniciais
Olá ¬u¬ Como vão vocês, meu queridos? EU VOU ÓTIMA! Primeiro, queria me desculpar pelo pequeno atraso e.e Mas vou recompensá-los ¬u¬ Agora... Sobre o capítulo de hoje... ele é meio... comum :v. Não tem nada de MUITO interessante, mas tem muitos spoilers nele ¬u¬ Prestem atenção ¬u¬ Bem, queridos, boa leitura à vocês! Ps. Obrigada a todos os favoritos e comentários *0*

Ainda estou andando de modo apático pelos corredores quando avisto Aquarius encostada na parede mais a frente, ao lado da porta do vestiário. Suas roupas estão molhadas e sua face expressa seriedade, porém de modo sereno, o que é raro vindo de um rosto que quase sempre mostra irritação, especialmente comigo. Mas, sinceramente, ainda estou chocada demais com o que acabou de acontecer para me preocupar com isso.

Dragneel finalmente falou com todas as letras o que quer de mim. E não me pareceu estar brincando. Isso é praticamente uma declaração de guerra, ainda mais considerando essa luta interna que tenho.

Mas prefiro deixar isso de lado por ora e olhar diretamente nos olhos de minha professora de Educação Física, numa pergunta muda de o que ela quer comigo. Perece que alguém estava me esperando.

Você não iria matá-la.

Demoro alguns minutos para entender do que ela esta falando, até que me dou conta do que é.

– Não. – Respondo, mesmo que não tenha sido propriamente uma pergunta.

– Sei que queria apenas assustá-la. – começa a dizer. – Conheço o passado de vocês, mas é exatamente por isso que entendo o seu lado, e também tenho receio.

Balanço a cabeça, vendo aonde ela quer chegar. Só que odeio esse tipo de conversa, especialmente com pessoas que não tenho intimidade. Porém, de certa forma, Aquarius me salvou. Mesmo que no fundo eu não tivesse intenção de afogar Lissana de verdade, eu teria recebido sérias punições pelo o que fiz. Mas ela ficou calada.

– Você não tem um histórico tão controlável assim, por isso tente evitar esse tipo de coisa.

– Sim. – Digo apenas. Realmente, confiei demais no meu psicológico conturbado e num autocontrole que não tenho.

Ficamos nos olhando durante alguns segundos, e quando constatei que não tínhamos mais nada a dizer uma para outra, lhe dou as costas.

– Afinal, você não quer que aquilo se repita, não é?

Respiro fundo, escutando as últimas palavras de Aquarius antes de entrar.

E mesmo que dessa vez tenha sido uma pergunta, não senti a mínima vontade de responder.

***



Eu só posso estar maluca!, grito internamente para mim mesma, esmurrando a parede. Minha vontade é de gritar a plenos pulmões o quanto sou idiota, mas prefiro guardar a raiva para meu treinamento diário. Preciso me acalmar.

Apoio as mãos no box e fecho os olhos, deixando que a água morna lave meu corpo também de toda essa frustração. Qualquer dia desses vou fazer uma besteira da qual vou me arrepender. E cometerei suicídio em seguida.

– O que foi aquilo?

Assusto-me ao ver Erza sentada num dos bancos do vestiário, já completamente vestida e com uma expressão séria. Reviro os olhos, falando o óbvio:

– Acho que, assim como todo mundo, você viu que três pessoas ao qual mais odeio no mundo, trataram de tirar uma com a minha cara ao mesmo tempo. O que esperava que eu fizesse? Os convidasse para um chá das cinco na minha casa?

Vou até os armários para trocar de roupa, sentindo uma irritação crescente. Que raio de pergunta é essa?

Ouço a ruiva respirar fundo e em seguida aparecer ao meu lado.

– Não estou falado da aula de natação, e sim de você e do Natsu. No corredor.

Sinto meu coração gelar, mas escondo bem minhas emoções ao me vestir e enxugar os cabelos.

– Então, o que foi aquilo? – Insiste, fazendo uma pergunta oficial. Quando ainda permaneço calada, ela passa para um outro nível: – O que você sente pelo Natsu, Lucy? O que esconde da gente?

Com uma raiva controlada, fecho o armário e saio andando até o outro lado, no intuito de calçar meus tênis. Não vou responder essa pergunta. Ignore-a, Lucy.

– Lucy, você tem que responder. Não pode fugir disso para sempre! – Ela continua a me seguir. – Lucy!

– Okay, quer mesmo saber? – Viro-me de repente, fazendo com que ela se assuste. Mas já que ela insiste tanto, por que não reforçar o que sempre digo e refrescar sua memória? – Digamos que o que eu sinto, você não pode entender. Você nunca foi traída cruelmente por um amigo, aquele amigo mais íntimo, de todas as horas, que você sempre podia contar. Você também nunca teve um amigo que te fez cair numa armadilha asquerosa, para ser jogada nos braços de um filho da puta que apenas queria te humilhar. E, como ironia do destino, nesse mesmo dia, você e sua prima quase morreram e, ainda de quebra, matou um homem. Me diz, Erza. Isso já aconteceu com você?

Dessa vez, quem não me respondeu foi ela.

– Por favor, não faça perguntas idiotas. O que posso sentir por alguém que me causou tudo isso, além de ódio?

Pego minhas coisas rapidamente e ando até a porta. Mas ela se pronuncia antes que eu saia:

– Então por que muitas de suas ações são contraditórias? Você acha que não percebo, Lucy. Mas eu vejo bem mais que você. Está confundindo os sentimentos, com exatamente o oposto desse que diz sentir. Afinal, eles andam lado a lado.

Aperto a maçaneta com força. Tudo, posso sentir tudo por ele, menos o que ela acabou de dizer. Isso, eu me recuso totalmente a sentir. Mesmo sabendo que sinto coisas além de ódio, não tenho coragem de dizer de qualquer forma.

– Já disse, não fale bobagens. Você não sabe de nada.

Erza nada diz, até abrir a porta e me olhar nos olhos.

– Realmente, não sei de nada. Mas você sabe. Espero que não se decepcione, por que não foi por falta de aviso. – Sai andando pelo corredor. – Vamos logo para aula.

Caminhando atrás dela, me sinto absolutamente reprimida e encurralada. Vejo os longos fios ruivos balançando devido às passadas firmes, mostrando sua verdadeira natureza imponente. Incrível como Erza sempre consegue virar o jogo e fazer com que minha cabeça dê um nó. Mas, de uma coisa eu tenho certeza:

Eu não amo ninguém.

***

Quando chego na sala, logo depois de Erza, todos parecem parar o que estavam fazendo. Entro totalmente desconfiada, com os olhos estreitados na direção dos alunos que fingem não estarem fofocando sobre mim antes de eu chegar. Todo mundo parece disperso na classe, e então percebo que o professor não se encontra. Quando sento em minha carteira, vejo que Dragneel também não está.

Droga, por que sempre tenho que lembrar dele?

– Lu-chan, você está bem? – A voz de Levy-chan me chama atenção.

– Se ela está bem? – Erza fala antes que eu possa responder. – Você devia perguntar se o Gray ou os outros estão bem! Pelo amor de Deus, Levy!

– Hey, eu também me machuquei, sabia? – rebato de modo rabugento, massageando minhas nádegas por cima do jeans escuro que uso. Realmente, sinto-me bastante dolorida agora depois que tomei banho e o corpo esfriou. Levy-chan ri de mim. Sou a droga de um desastre ambulante!

– Isso foi um castigo antecipado que recebeu, bem feito! E além do mais, você não pensou nos sentimentos da Juvia!

Faço uma careta confusa, até entender o que ela quis dizer.

– Não mandei ele meter o bico onde não foi chamado. – digo, sem remorso.

– Não, não! – Juvia esboça uma expressão sem graça e balança as mãos freneticamente. – Eu só fiquei meio assustada, mas admito que ele mereceu.

Meu queixo cai alguns centímetros diante dessa confissão. Juvia ainda mantém um bico mal-humorado, realmente algo de muito sério aconteceu entre eles, já que normalmente ela o defenderia. Mas nós três apenas nos entreolhamos e deixamos por isso mesmo, já que ela não parece muito a fim de dar detalhes.

A porta se abre, me chamando atenção, mas logo me arrependo de ter olhado. Dragneel deixa a porta entreaberta enquanto conversa algo com o Eucliffe, que mesmo segurando uma compressa de gelo no queixo, não deixa a faceta maliciosa de lado. Quando me vê, pisca um olho, e eu lhe mostro o dedo do meio automaticamente. O filho da puta acordou mais rápido do que eu pensei, admito que ele é forte. Ao perceber o que se passa, o algodão doce se despede rapidamente e entra na classe, se sentando em sua cadeira sem olhar para ninguém. Logo em seguida o professor entra, fala alguma coisa que não prestei atenção, e passa a escrever no quadro.

Lisvadia não voltou para a sala. Gargalho internamente, provavelmente foi para algum hospital. Bem feito.

– Bom, turma. – O professor se vira para nós. – Quero que formem duplas...

Reviro os olhos e sorrio para Levy-chan, já puxando minha carteira para ao lado da sua. Sempre costumo fazer os trabalhos com ela, enquanto Erza fica com a Juvia.

– Mas sou eu que vou escolher. – Finaliza ele, cortando nosso barato.

– Como é? – uma garota mais ao lado fica indignada. Parece que Angel é seu nome. Ah, ela faz parte do grupo de Diabetes do Dragneel junto com a Lisvadia. – Se o senhor vai escolher, então não diga para formarmos dupla!

Quase ri de sua irritação. Com certeza ela está assim por que iria aproveitar a ausência de sua musa para tentar ficar mais próxima do Dragneel, já que o gasparzinho sempre ocupa o lugar ao lado dele.

– Tenha calma, senhorita Aguria. – o professor parece estar entediado. – Espere eu terminar de falar antes de tirar conclusões.

A garota de cabelos brancos – que eu desconfio seriamente que os descoloriu para ficar parecida com a Lisvaca – bufou e se afundou na cadeira, com uma careta azeda.

O professor suspirou, sem dar muita importância.

– De qualquer forma, vou falar as duplas...

Enquanto ele ditava de modo monótono, pensei em como Gray deveria estar... Será que na enfermaria? Sinto um pouco de pena, olhando agora.

– Lucy e Natsu.

O QUÊ?! – Dou um pulo da carteira. – Como assim? O senhor enlouqueceu de vez?

– Senhorita Lucy, peço que tenha mais respeito. – O professor está irredutível. Até que fica com uma expressão amigável no rosto. – Como já fiquei sabendo do seu castigo em comum com o Natsu, que servirá para aproximá-los, eu pensei: Por que não dar um empurrãozinho? – Fala como se estivesse nos fazendo um grande favor e que não há necessidade de agradecimentos.

Logo a sala vira um burburinho.

– O senhor não pode estar falando sério! – Ainda não consigo acreditar.

– Mais do que sério. Sente-se ao lado dele, por favor.

Fico alguns segundos no mesmo lugar, até que Erza sorri de canto, como se cantasse vitória. Juro que se Erza não fosse a Erza, daria um soco bem dado em sua cara. Levanto-me à contra gosto e sento numa carteira vazia ao lado do dito cujo, que não reagiu de nenhum modo diante dessa catástrofe. Mas quando chego perto e consigo visualizar seu rosto, me arrepio com sua expressão. Cabeça baixa e um pequeno sorriso diabólico. E quando se vira para mim, exibe uma falsa inocência no olhar.

Fecho os punhos com força, lembrando-se de sua clara ameaça. Goku, me dê forças, agora quem precisa sou eu.

– Vou sortear alguns números, o que for tirado será o assunto abordado por vocês.

Não trocamos nenhuma palavra quando peguei um pedaço de papel do saquinho que o professor passou por toda a classe, e nem enquanto ele copiava coisas no quadro. Quando parei para prestar atenção, vi que o título se denominava “CONSTELAÇÕES”.

Pelo menos alguma coisa interessante, penso eu.

– Que número nós tiramos? – me assusto quando ele pergunta de repente.

Sem vontade de responder, jogo em cima dele o papelzinho que exibe o número.

– Quatro. – diz, vendo o número escrito.

Não diga, ironizo mentalmente, revirando os olhos.

– Não vai falar comigo? – pergunta, parecendo estar achando graça. – Somos uma dupla, temos que nos ajudar.

Nada respondo, e mando um olhar raivoso de lado para Levy-chan que parece estar rindo da minha cara. Sinceramente, essa baixinha só sabe fazer isso da vida.

Penso em mandá-lo se foder, mas logo descarto essa ideia.

“Quem vai foder você, sou eu.”

Balanço a cabeça freneticamente, sentindo-me inquieta. Não estou gostando dessa aproximação, algo está me cheirando muito mal. Estou com um pressentimento ruim.

Decido continuar a ignorá-lo enquanto escrevo no caderno o que foi pedido para ser anotado. Algo como observação de constelações e seus astros... Assunto abordado no trabalho.

Beleza, pesquiso tudo na internet, e sem contatos visuais ou físicos com esse panaca. Não faço questão de fazer tudo sozinha.

– Como vai a Tia Layla? – ouço ele perguntar. – E o Tio Jude?

Perdendo a paciência, solto o ar com força e decido respondê-lo.

– Engraçado, por que não pergunta pelo Laxus?

Ele revira os olhos e fica mastigando a ponta de sua caneta preta. E antes que eu possa me perder em seus lábios, me lembro que ele tem essa mania desde que éramos crianças.

– Acho que você sabe que seu irmão nunca foi com a minha cara.

– Especialmente agora. – Minha voz emana ameaça. – Muita ousadia sua perguntar pela minha família, depois de tudo o que aconteceu.

O ouço estalar a língua e tomo um susto quando ele invade meu espaço pessoal. Perto demais! Põe a cabeça em cima do meu caderno e me olha de baixo, falando naturalmente:

Já parou para pensar que eles provavelmente escondem o que sentem, para não te magoar? – Me esquivo para trás, nervosa ao ser observada tão de perto. – Você deve falar tanto que me odeia, que para não causar mágoa, eles simplesmente fingem a mesma coisa.

Pisco algumas vezes, sem saber o que fazer. Abro a boca para falar, mas logo a fecho novamente. Nunca parei para pensar nisso.

Dragneel volta novamente para seu lugar, continuando a mastigar a tampa já bastante gasta. O olhando agora é tão... Normal. É raro vê-lo com uma expressão normal, sem raiva, malícia ou sarcasmo. Sendo apenas o... Natsu. Faz tanto tempo que não o chamo pelo nome, que perdi até as contas. Acho que o termo Dragneel com qual o denomino virou uma espécie de visão que tenho dele, por causa do ódio que sinto pela pessoa que ele se tornou. O Natsu que eu conheci e convivi no passado nunca foi calmo, mas era uma agitação cativante e animadora.

Agora percebo que essa conversa é a mais normal que temos em anos.

Solto a caneta na banca e esfrego a cabeça, agoniada. Por que estou pensando nessas coisas agora?

– Está nervosa, Lucy? – Pergunta, de volta àquele tom sedutor. – Eu te deixo nervosa?

Olho para ele, levanto a mão, fecho os olhos e respiro fundo, para apenas dizer:

– Não fala comigo, por favor?

Ele ri e encosta-se à cadeira, levantando as mãos como se rendesse.

– Professor! Pode dizer logo de uma vez, por favor, qual a Constelação do número 4?

O homem de meia idade se vira para mim, levantando os óculos com o dedo.

– Já que está tão ansiosa, senhorita Lucy, lhe direi. – Anota no quadro rapidamente. – Vocês ficaram com a Constelação de Órion, reconhecida em todo o mundo por incluir estrelas brilhantes e visíveis em ambos os hemisférios. – O professor parece o único animado demais com o assunto. – E agora o que vale para todas as turmas, é que quero um relatório escrito a partir das observações de vocês. Já verifiquei a previsão do tempo para este final de semana, e teremos o céu limpo em todos os dias. Tenham uma boa noite iluminada por estrelas.

Todos começam a cochichar, até que raciocino e caio em mim.

– Espera, o que...

– Parece que vamos ficar juntos, loirinha.

Dragneel sorri ainda mais vitorioso quando o professor acrescenta:

– E não adianta tentar me enganar, vou saber se houve cooperação ou se o trabalho foi apenas feito por uma das partes. – Ele sorri de modo sombrio, ajeitando os óculos mais uma vez. – Acreditem, eu sei de tudo.

Só pode ser brincadeira! Na boa, alguém aí em cima certamente me odeia! Tudo o que eu menos queria, está acontecendo.

Fico paralisada alguns segundos observando o horizonte e quando volto a olhar para a expressão maliciosa do filho da puta, sei que estou completamente fudida. Ou, quase.

Vou ter que passar a noite inteira com ele. Uma noite inteira sozinha com o Natsu Dragneel.

Droga, agora ferrou tudo!

Notas finais
MHUUUUAAAAAAAAAA SINTO CHEIRO DE HENTAI! Ele está mais próximo que nunca agora, minha gente linda. Só dois capítulos para o início da parte... divertida, quente, excitante, da fanfic *3* Espero que tenham gostado, e.... COMENTÁRIOS SÃO VIDA, POR ISSO ME FAÇAM UMA VISITA! É SÓ ESCREVER AÍ EM BAIXO, APERTAR NO BOTÃO "ENVIAR COMENTÁRIO" E DEIXAR ESSA AUTORA FELIZ PRA CARALHO! ~ le rima escrota adaptada. BEIJÃO! Ps. Estou fazendo um grupo no Whats para minhas fanfics, quem quiser participar, deixe seu número nos comentários ou por MP! Obrigada!