Just Sex

19 Dezoito – Redfox.


Notas iniciais
GENTEEEEEEEEEEE Espero que vocês tenham tido um bom natal! Graças a Deus que pude vir a tempo de desejar feliz ano novo a vocês, porém o lado ruim é que sacrifiquei a resposta dos comentários ;-; Vejam bem, eu escrevo muito pelo celular, então tenho dois capítulos novos prontos. E só estava me segurando para postar depois que respondesse os comentários. Mas a cada dia que passa, fica mais difícil pegar no PC. Aí fode tudo T^T Mas enfim, eu li todos os comentários e amei todos eles. Vocês são... Demais! É sério! Acho que vocês não tem noção do quão importante são na vida de um escritor. Às vezes tô muito, muito mal mesmo. Aí chega aquela criatura linda que passou a madrugada lendo e posto um comentários maravilhoso TuT E isso é o suficiente pra eu erguer a cabeça e seguir em frente. Cada comentário é único e especial ao seu modo. Por isso peço, se der, não deixem de comentar. O que eu mais amo aqui não são a quantidade de favoritos e sim a interação e a ligação forte que tenho com vocês! Just Sex está com seus 221 acompanhamentos e 46 favoritos aqui no Nyah! Nunca acreditei que um dia chegaria a isso. No Socialspirit temos 448 favoritos! Quando chegar a 500 lá e aqui com 300 acompanhamentos, dou um presente a vocês :3 Não por que faço metas, Deus me livre, nunca fiz. Nem nunca sequer divulguei JS. Eu só tenho orgulho de ter chegado até aqui apenas chamando a atenção de vocês e que vocês tenham vindo por livre e espontânea vontade :3 Bem, já viram que pelo título da fic algumas coisas serão explicadas (ou não) sobre o nosso querido Gaj. Espero que gostem desse capítulo e, por favor, leiam as notas finais. Boa leitura!

No breu do meu quarto, escutei um grito fino no térreo, que provavelmente pertenceu a minha mãe. Depois do susto, as únicas coisas que eu ouvia eram as estrondosas batidas do meu coração e a respiração ofegante de Levy a minha frente. Ainda segurando seus braços, percebi o quanto ela estava gelada e trêmula. Sinceramente, nem eu estou em sentindo muito bem. O que porra aconteceu?

– Levy? Você está bem?

Não tenho resposta. Pisco várias vezes, soltando-a ao tentar me acostumar com a escuridão. Mas antes que possa fazer alguma coisa, ouço fortes pisadas na escada e em seguida meu pai praticamente arromba a porta do quarto, com uma lanterna na mão.

– Vocês estão bem?!

Fecho os olhos com a claridade em meu rosto. Jude está com os cabelos bagunçados, nos olhando como se estivesse vendo dois fantasmas. Por que tanto desespero? Franzo o cenho e olho para minha amiga, que está de cabeça baixa.

– O que diabos aconteceu, pai? – Respondo sua pergunta com outra. Ele simplesmente me ignora e adentra de vez, indo até o banheiro e verificando os cantos como se procurasse alguém à espreita. – O que houve?!

– Eu não sei! – Diz ele, alterado como nunca vi antes. – Simplesmente tudo apagou de repente.

– É, isso eu percebi.

– O que vocês estavam fazendo? – Pergunta em tom acusatório.

Lembro-me da pesquisa e engulo em seco. Não é possível que tenha alguma ligação com o que vimos.

Mas só então me dou conta de que o notebook também foi desligado. Tá, agora estou assustada. Como isso é possível? Mesmo que ele estivesse sendo carregado, a falta de energia não influenciaria em nada.

– Não estávamos fazendo nada. – Respondo, não com toda a convicção que deveria. Levanto-me da cama e vou até a janela, abrindo a cortina. Solto um palavrão. – Mas que porra!

Observo toda minha rua com casas iluminadas, inclusive os postes. Então só nós estamos no escuro? Meu pai chega ao lado e respira fundo, como se aquilo não fosse uma surpresa. Seu rosto está tenso e percebo que sua mão segura a lanterna como se fosse uma arma.

Estou prestes a questioná-lo sobre isso quando as luzes se acendem de vez, queimando meus olhos.

– Okay, isso foi muito bizarro. – Expiro com força, mas me perco no processo quando minha respiração falha. – Cadê a Levy?!

A cadeira em frente a escrivaninha estaria vazia se não fosse pela mala azul que Levy trouxe consigo. Olho ao redor e vejo a porta do meu banheiro aberta, de onde vem um som agoniante. Corro para lá e encontro minha amiga, pálida, debruçada em frente ao vaso sanitário colocando todos os órgãos para fora.

– Eu estou bem. – Me fala com a voz entrecortada, interrompendo seu próprio vômito ao levantar a cabeça em minha direção gesticulando com a mão, pedindo espaço. Percebo então que ela voltou ao normal, e parece tão desgastada quanto antes.

Estou em frente à pia quando papai estanca na porta, agora com a lanterna já desligada e a expressão mais suave.

– Ela está bem?

– Vai ficar. Ela só precisa de espaço.

Meu pai apenas me olha nos olhos. E naquele breve momento, sei que ele está escondendo algo.

– Vou ver como está sua mãe.

Quando ele se vira para sair, puxo seu braço

Pai, o que está havendo?

Ele alternou o olhar de seu braço para mim mais de duas vezes. Seu rosto não esboçava pânico ou mesmo receio. Apenas estreitou os olhos para mim, com o rosto duro, como se questionasse a si mesmo se eu não já sabia a resposta para aquela pergunta. Mas na verdade, nem eu mesmo sei se não sei. A única coisa de que tenho certeza é que estou vendo buracos, falhas, na minha vida – na minha vida toda – que eu nunca tinha percebido antes.

Mas aí seu celular toca, e eu o solto para que possa atendê-lo. Sua expressão vazia ao olhar para o visor foi mais suspeito do que se ele tivesse começado a se desesperar, ali na minha frente. Então ele só respirou fundo e disse antes de sair:

– Preciso atender.

Desvio o olhar para minha amiga no chão, ainda se recuperando daquela ânsia terrível. Com a cabeça como um turbilhão, tento encontrar uma conexão para tudo isso. Entretanto, por mais que eu tente, não consigo. Nada faz o menor sentido.

– Calma, calma.

– Estou calma. – Responde Levy, vindo até mim. Abro espaço e a deixo chegar na pia, onde ela rapidamente lava o rosto e a boca.

– Na verdade, eu estava dizendo isso para mim mesma.

– E por que logo você estaria nervosa?

Não sei por que ainda me surpreendo com a incrível capacidade das pessoas, até dos meus amigos, em achar que eu sou inabalável.

Ah, por que será? – Ironizo. – Talvez por que estávamos sendo hackeadas e, coincidentemente, apenas a minha casa fica completamente escura?

Fico esperando uma resposta, mas ela não vem. Levy sabe que isso é coisa séria, não brincadeira de criança. Quem é capaz de interceptar a energia de uma casa específica tem poder para fazer muito mais que isso. Agora, por que?

As tatuagens. Não consigo pensar em outra explicação.

– Levy. Por que você estava procurando informações sobre aquelas tatuagens?

Com as mãos apoiadas na pia, ela me olha e respira fundo. Vai até o vaso, dá descarga e abaixa a tampa, onde senta em cima.

– Você viu o que era aquilo?

Dou nos ombros, mas apesar disso, não estou nem um pouco confortável.

– Pelo o que eu entendi, algo relacionado a um grupo secreto de assassinos de aluguel? – Arrisquei, em seguida indo direto ao ponto. – O que eu quero saber é o que isso tem a ver com você. Com você e o Gajeel.

Ela me olhou como se me implorasse para não ter que falar sobre isso, mas ela sabe que tem que falar. Levy precisa de ajuda e eu não posso fazer nada ficando às cegas assim. Mas ela apenas se levantou e retirou o vestido de mangas longas que usava. Por adorar a cor laranja e roupas de tecido grosso e gola alta, geralmente feitos à mão pela sua mãe, nunca sequer desconfiaria que isso serviu para esconder uma coisa terrível. Na minha frente, vi o corpo machucado da minha amiga, com manchas roxas por todos os lados. Especialmente o pescoço pequeno, que exibia marcas de mãos grandes demais para estarem ali sem querer causar mal. Gajeel havia batido em Levy.

Apenas fiquei calada, em choque, sem saber como agir diante daquilo. Depois que a raiva finalmente chegou, chutando a apatia para longe, foi quando ela voltou a falar:

– Depois que saímos da casa da Erza, começou a chover muito. Então tivemos que parar num motel qualquer à beira da estrada. – Enquanto dizia essas palavras, Levy não expressava nada além de cansaço. – Aconteceram coisas que não deveriam ter acontecido. Mas meu pior erro, foi ver a enorme tatuagem de dragão que cobria suas costas.

Minha cabeça deu estalo. Então esse era por isso que ela estava procurando sobre as tatuagens. E mesmo com todo meu ódio, raciocinei com clareza. Levy nunca chegaria a conclusões precipitadas sem nenhum motivo. Estou evitando de todas as maneiras possíveis esconder meu lado insensível, aquele que está se remoendo por dentro querendo gritar “Eu te avisei, porra!”, e apenas lhe dar todo o apoio que ela precisa. Mas descubro que não sei se serei capaz de consolá-la, após ela entrar debaixo do chuveiro ligado e dizer:

– Depois disso, ele tentou me matar.



***


Não tive a mínima coragem de tocar no assunto depois do que ela me disse. Apenas me virei, saí do banheiro e fechei a porta, onde ela continua a tomar banho. Sei que eu não posso simplesmente tratar isso como um assunto banal. Minha vontade mesmo é de ir atrás do desgraçado e acabar com sua raça, da pior maneira possível. Minha ideia mais sensata é prendê-lo na parte detrás de um carro e arrastá-lo até a delegacia mais próxima. Mas agora eu me encontro numa situação delicada. Levy parece querer ignorar isso, e no fim eu tenho que respeitar de algum modo. Pelo menos na frente dela. Mas fora isso, tem aquele assunto. A tatuagem, a pesquisa, o “apagão”. Se Gajeel Redfox for mesmo esse tipo de gente, estamos metidas em algo muito maior do que imaginamos. Coisa dos grandes. Só que pensando por esse lado, outro questionamento vem de brinde: Porque logo uma adolescente comum como a Levy? O que Redfox ganha fingindo namorar uma simples garota? Se ele é mesmo desse grupo sombrio, sua maior prioridade deveria ser ocultar a todo custo sua identidade e evitar relacionamentos externos.

A menos que esse relacionamento beneficie sua missão. E o aproxime de um alvo. Mas quem? A própria Levy? Pelo que eu saiba, ela não é herdeira de nenhuma patente médica ou de alguma empresa multimilionária. Algo não está batendo com os fatos. E quanto mais eu tento não pensar sobre isso, mas eu penso sobre isso.

Eu preciso fazer alguma coisa.

– Eu não aguento mais!

Levanto a cabeça em alarde, em seguida pulando da cama. Laxus está gritando. Corro pela escada e chego na sala a tempo de ver meu irmão bater a porta com tanta força que fez o chão tremer. Mamãe está sentada no sofá, sozinha na sala, massageando as têmporas.

– O que houve aqui?

Layla se assusta com minha presença. Respira fundo:

– Nada demais, apenas discutimos.

O Laxus e a mamãe discutem eventualmente, sobre assuntos que não entendo. Nunca questionei o motivo, mais por não gostar de me intrometer nesse tipo de coisa. Mas de uns dias para cá, ainda mais hoje, tudo está me deixando desconfiada. E já fazia um tempo que eles não discutiam assim.

– Onde está o papai? – Perguntei, sentindo sua falta. Geralmente, ele nunca está presente nas brigas dos dois.

– Saiu.

– Para onde?

– Trabalho.

– A essa hora?

Foi uma ligação de emergência. – Ela responde, com um tom quase impaciente. Em seguida se levanta de vez, mudando de assunto: – A Levy está bem? Vou levar um lanche para vocês.

Ela vai para a cozinha sem nem ao menos ouvir minha resposta. Lembro-me da ligação que papai saiu para atender. Então era isso? Não posso dizer que é anormal ele sair à noite para esse tipo de emergência empresarial, e na grande maioria das vezes eu nem estou presente. Mas justamente hoje, muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo. E eu estou fadada a desacreditar que isso tudo não passa de uma mera e infeliz coincidência.

Subo de volta para meu quarto, encontrando Levy de toalha remexendo em suas coisas. Trocamos olhares, mas ela começa a conversar como se nada tivesse acontecido.

– Está tudo bem lá em baixo?

– Está. Foi só uma briga de família.

– Hm... – Enquanto ela procura algo dentro da mala, percebo que ela deve ter chorado durante o banho. Quando ela põe uma mecha do cabelo molhado atrás da orelha, as marcas em seu pescoço ficam terrivelmente visíveis. – E sobre o Jellal? Você ainda não me falou nada. Ele está bem?

Cara, eu não sei o que é pior. Vê-la fingir que está bem ou completamente descontrolada como mais cedo. O estresse pós-traumático está causando sérios desequilíbrios em seu emocional. E o pior é que sei o quão horrível é passar por isso.

– Sim. Ele passou mal quando se ofereceu para nos levar até a sua casa de carro. O diretor socorreu ele junto com a Erza, e ela acabou me dando as chaves do carro. Depois você fala com ela.

Sento-me de novo na cama, me sentindo exausta psicologicamente. É muita coisa para digerir em tão pouco tempo. Até que me lembro de uma coisa.

– No que está pensando? – Levy pergunta ao ir para o banheiro, como se lesse meus pensamentos.

Pondero em falar. Não sei se seria bom tocar no assunto Redfox de novo, mas eu não posso esquecer de que o Jellal desmaiou depois de ouvir o nome dele. De uma hora para outra, esse punk virou o centro das atenções.

– Nada demais. – Vou até ela, para dar veracidade à minha pequena mentira. – Só estou encucada com meu pai.

Se bem que isso realmente é verdade.

– Não mais que eu.

– O que quer dizer?

– Não acha estranho seu pai ter corrido para cá logo depois do apagão? Aliás, não foi um simples apagão. Você sabe.

Me viro de lado e me encosto à porta do banheiro, enquanto Levy escova os dentes. Ela tem razão, eu sei. Parece paranóia, mas não é. Tem algo de muito errado acontecendo. E a única coisa que posso fazer no momento, é falar com GajeelRedfox.

Só que isso, lógico, eu não disse a Levy.



***



Dormi a noite toda, entretanto não me senti descansada. O balançar do ônibus só aumentou a dor de cabeça e quase xinguei o motorista para que fosse mais rápido. A maçã que mamãe me fez engolir no café da manhã veio até a garganta e voltou, com muito esforço. Ainda estou abalada com os acontecimentos de ontem, e se eu já não me alimento bem normalmente, imagina agora. Aquarius me daria um sermão, mas minha cabeça está muito cheia para pensar em Olimpíadas Escolares.

Quando saí de casa Laxus ainda não havia voltado e Levy acabou ficando por lá. Com toda certeza ainda não tem forças para ir à escola, mas nem precisei tocar no assunto para saber que ela também não queria ir para casa. Bastava olhar em seus olhos. Ela está com medo de ficar sozinha, não sei se por seu próprio estado ou pela possibilidade de Gajeel vir a encontrá-la, já que sua mãe passa o dia todo fora. Depois vou sugerir que ela passe esses dias comigo, pelo menos ficarei de olho nela.

Finalmente desço em frente à escola, sendo atropelada como uma formiga pelo mar de estudantes frenéticos. Esperando o sinal abrir para atravessar a rua, sinto meu celular tocar no bolso. Leio a resposta de Erza à minha mensagem de ontem à noite. Disse que Levy está comigo e bem. E sua resposta foram apenas duas frases simples e diretas.

“Que bom que ela está bem. Precisamos conversar.”

Atravesso no sinal fechado, resmungando palavrões. Droga, do jeito que ela é, com certeza deve ter somado dois mais dois. De alguma forma, Levy está ligado ao Jellal, por que ambos levam a uma única pessoa: Gajeel Redfox. Quem é esse cara? De onde Jellal o conhece? Pelo visto, nem mesmo Erza deve saber.E se ela acha que eu sei, mal sabe a coitada que estamos no mesmo barco. Mas eu sinceramente não vou ficar parada esperando ele virar e afogar a todos nós.

– Lucy.

Olho para o lado e reviro os olhos. Aquarius está encostada na entrada, de braços cruzados, como se estivesse me esperando chegar.

– Ah, não. Logo de manhã?

Ela apenas bufa e joga em mim um saco de padaria. O cheiro de ovo frito me enoja mais ainda.

– Não reclame, apenas coma.

– O que é você, minha mãe? – Rebato, analisando o conteúdo. Um sanduíche de ovo e uma caixinha de leite. – E quem disse que eu não comi?

Passamos a caminhar para dentro da escola e as pessoas nos olham com curiosidade. Ou seja, mais fofocas.

– Te conheço o suficiente para saber que você comeu no máximo uma fruta. – Diz ela. – E isso não é o suficiente. Esqueceu que hoje começam os treinos?

Praguejo mentalmente. Mas que merda!

– Muita gente? – Pergunto, sem emoção.

– Digamos que sua popularidade aumentou depois do pequeno mal entendido da piscina, então muitos novatos querem tentar.

– Mas que ótimo. – Ironizo. – Não dou uma semana para mais da metade pedir penico. Quantos no total?

Aquarius olha para mim com um ar de riso, sabendo que eu vou pirar.

– Trinta e sente.

Quase derrubo o sanduíche que estava cheirando, enquanto decidia se iria ou não comê-lo.

– Oi? Como assim isso tudo? Eu não vou dar conta, Aquarius. Posso ser boa, mas sou apenas uma.

– Não seja prepotente, Lucy. A Erza ligou para a escola avisando que não vai poder vir essa semana, então você vai ter que cuidar do grupo dela também. Essa é a soma total.

– Isso era realmente tudo o que eu queria.

– Que bom que está feliz. – Ela sorri para mim e eu quase a soco. – Coma a droga do sanduíche, se não já sabe.

Dou um tchauzinho irônico, ficando para trás ao pé da escada. Enquanto boto o sanduíche pra dentro do estômago, procuro Juvia ao redor. Nem sinal dela, será que ficou tudo bem depois de ontem? Espero mesmo que amanhã ela me conte tudo, por que não aguento mais essa palhaçada de ser a última a saber.

Jogo o saco na lixeira e enfio o canudinho na caixinha de leite, me sentindo um pouco ridícula. Quando levanto a cabeça, sou pega de surpresa com Angel subindo as escadas. Nos olhamos no mesmo instante e, enquanto eu sorrio diabolicamente, ela me olha com medo. A descolorida vira a cabeça para trás assustada e eu sigo seu olhar até uma árvore à esquerda, onde Lissana conversa com ninguém mais ninguém menos que Sting. Amasso a caixinha agora vazia e deixo a coitada a ver navios, andando calmamente em direção à dupla dinâmica.

Preciso acertar algumas contas.

– Mas vejam só que belo dia! – Chego batendo a mão na árvore, mas os dois não parecem surpresos. – Uma ótima oportunidade para exorcizar dois demônios com uma água benta só.

– Blondie. – Sting sorri para mim e eu faço uma careta débil. – Já disse que adoro suas comparações?

– Claro. Já até criei bolas de tanto que você me enche o saco. Mas não é com você que quero falar. – Desvio o olhar para Lissana, que só faz uma falsa expressão simpática. – Se você fizer outra palhaçada daquelas de sexta, eu juro que vou fazer pior que quebrar esse pedaço de osso ao qual você chama de nariz.

– Eu não sei do que está falando, querida. – Ela me responde, ainda com a mesma cara irritante.

– Escuta aqui. – Aponto um dedo para ela. – Eu não sei qual é a tua, mas essa carinha de santa não me engana. Você me desafiou, agora se prepare para o jogo.

Lissana abre a boca para falar, mas no milésimo de segundo que sua expressão finalmente muda, Sting a interrompe. O desgraçado a puxa para perto pelo braço, e ver os dois juntos me deixou mais enjoada que uma mistura de pudim com salsicha que fiz uma vez.

– Opa, opa. Não acha que está indo longe demais por uma simples brincadeira? Não sabia que você era tão... sensível.

Aquele sorriso sínico teria tomado toda a minha atenção se eu não fosse esperta e prestasse atenção nos detalhes. Sting apertava forte demais o braço de Lissana para um abraço amigável. Mesmo que ela continuasse com aquela cara de felicidade, eu sentia algo errado. E confirmei minhas suspeitas ao notar seu pulso levemente arroxeado. Aquilo era maquiagem?

– E eu não sabia que estava falando com você, Eucliffe. – Rebati. – Você caiu no meu conceito, Lissana. Não imaginava que você deixava os outros falarem por você. Quando puder falar por si mesma, a gente conversa.

Saí de perto sem olhar para trás, com a cabeça a mil por hora. Sting está batendo em Lissana? Em primeiro lugar, desde quando eles têm alguma coisa? É muito para digerir em tão pouco tempo.

O que porra está acontecendo...

– Deu para falar sozinha? – Ouço a voz inconfundível do Dragneel assim que atravesso o corredor.

O que é isso? Um motim dos deuses contra mim? Por que sinceramente, esta manhã está sendo cheia de encontros desagradáveis.

– Desde quando isso te interessa?

Ele sorri para mim.

– Tão doce quanto limão e sal.

– Que você adora chupar. – Não acredito que falei isso.

– É uma boa combinação.

Tá, okay. Como alguém pode ser tão esquisito? Com tudo o que aconteceu desde então, acabei me esquecendo de como ele estava da última vez que nos vimos. Encolhido, destroçado, como se quisesse morrer à míngua. E agora, aqui está ele. O “badboy” que eu conheço, totalmente sedutor e irritante. Fico com raiva por ter estado preocupada com ele por pelo menos alguns instantes. Esse desgraçado não merece nem ao menos isso.

– Melhor da crise depressiva?

Ele solta uma risada. Parecia saber que eu tocaria no assunto.

Desde quando isso te interessa? – Arqueia as sobrancelhas e eu bufo. – Lucy, Lucy. Você é pega por suas próprias palavras.

Lhe mostro o dedo do meio antes de entrar na sala.

– Vai à merda.

Sento em minha carteira e o professor logo começa a aula de história. Juvia entra um tempo depois e trocamos um sorriso. Nem sinal de Lissana, mas Angel parece preocupada roendo as unhas que tanto preza. Estou com a cabeça muito cheia para prestar atenção em alguma coisa. Então apenas fixo meu olhar em algum lugar e finjo estar assistindo como uma boa aluna.

No próximo capítulo...

"Fico séria e jogo as roupas em sua cara. Simplesmente odiei o vislumbre do sentimento que houve ali, mesmo que eu não saiba o que foi.

– O que deu em você? – Pergunta ele, me vendo vestir as roupas furiosamente.

Fechando o zíper da minha calça, ponho um dedo em sua cara.

– Nunca mais faça isso, entendeu? – Natsu apenas me olha sem entender absolutamente nada. Mas quando destranco a porta e me viro antes de sair, percebo que agora ele parece totalmente perplexo.E com um bolo na garganta, enfatizo mais uma vez:

– Nunca mais."

Continua

Notas finais
EITCHA Como vocês viram, o capítulo começou com todo o gás e foi amenizando :v Muitas descobertas e mais e mais mistérios. O que será que a família da Lucy esconde? E o Gajeel, quem ele realmente é? Lissana está mesmo sendo ameaçada por Sting? Eu sinceramente só faço rir aqui do outro lado kkkk. Podem apostar que as revelações serão bombásticas e vão deixar vocês de queixo caído. JS agora vai dar uma acelerada, principalmente o Nalu (bem interessante essa prévia, não? ¬u¬). Mas não, eu não vou soltar tudo de uma vez. Como disse, tudo vocês vão descobrir junto com a Lucy. Agora, a pergunta que não quer calar: Vocês querem um especial Gale explicando como tudo aconteceu? Digam pra mim, por que eu já tava pensando em fazer, mas se não tiver um feedback legal vou ficar triste ;-; ENFIM ESSE FOI O ÚLTIMO CAPÍTULO DO ANO, MEU POVO. NEM ACREDITO QUE JÁ PASSOU TODO ESSE TEMPO!! Eu desejo a vocês, meus lindos, um 2016 cheio de sonhos realizados. Os mais íntimos sabem que eu odeio essa época de fim de ano, por que sempre me arrependo por não ter feito nada no ano e tenho medo de continuar na mesma merda no ano seguinte. Mas gente, fazemos milhares de planos. E se conseguimos realizar um, tá no lucro! Uma coisa de cada vez, é assim que se vai longe. Muita saúde e paz pra vocês, espero que possamos continuar juntos por bastante tempo. Amo vocês demais, vocês nem imaginam o quanto. Até ano que vem! Feliz 2016 :')