Just One Of Us
7 Just friendships
Notas iniciais
Just One Of Us – Capítulo 7 [Just friendships]
P.O.V. Elsa
E.L.P. Island, Sunday 03:00 pm.
Nos encontramos no refeitório, assim como haviam pedido. Logo um homem, que entendi ser o diretor, apareceu. Uma mulher jovem apareceu a seu lado.
O homem pálido, de cabelos grisalhos, mas aparência jovem começou a dizer:
–Olá alunos! – sua voz era melódica – Eu posso ver novos rostos, gostaria, antes de mais nada, de desejá-los as boas-vindas em nome da escola Powers High. Eu serei seu diretor, Dr. Michael Moon e essa jovem senhorita será sua vice-diretora, Bethany Young. Agora, vamos ao comunicado.
“Os uniformes foram deixados em seus dormitórios, posso ver que muitos já estão vestidos e que alguns – ele olhou para mim e Merida – já decidiram muda-lo. Os horários, a senhorita Young irá passar para vocês, e as aulas extras ficarão no painel ao final da sala, a senhorita Daisy tirará quaisquer dúvidas.”
“Tenham uma boa tarde”.
Então o diretor saiu do refeitório e continuou seu caminho até sua sala.
–Sinistro! – uma voz conhecida disse atrás de mim e me virei para encontrar sua dona.
–Né? – a garota de cabelos loiros apareceu novamente. Mery a olhou, prestando atenção a cada detalhe.
–Não te conheço de algum lugar? – ela perguntou.
–Provavelmente não. – a garota negou. – A propósito, eu sou Rapunzel, mas podem me chamar pelos meus apelidos.
–Plural? – perguntei confusa.
–Ah, sim. Tenho muitos. Os que mais ouço são Punzi, Puzzi, Zie, Ry e Zel. Escolham um e estarei bem. Mas não escolham “Pun”, fica meio estranho, entendem?
–Oh... OK. – concordei e Mery assentiu.
–Olá meni... – Jack estava se aproximando, mas antes que pudesse terminar sua frase, Punzie deu um grito muito alto e muito agudo. Eu, Mery e Jack colocamos nossas mãos nos ouvidos e todas as outras pessoas que ainda estavam ali olharam para ela. Eu corei, tanta atenção era normal, mas nunca por algo tão vergonhoso. Provavelmente alguém achou que ela corria perigo, porque foi um grito de desespero.
A senhorita Bethany apareceu perguntando se estava tudo bem, mas Punzie não pode responder, ela estava com a cabeça longe... Lá no mundo do Jack Frost.
–Punzie? – chamei-a.
–Rapunzella, né? – Jack perguntou.
–Rapunzel. – ela corrigiu. – Mas chame-me do que quiser.
Eu olhei horrorizada para Mery, que me olhava da mesma maneira. Olhamos em volta, todos ainda olhavam para nós.
–Punzie, talvez você queira chamar menos atenção. – alertei-a.
–Oh, claro. – ela saiu de cima dele. Eu nem vi quando ela chegou lá. – Perdoe-me.
–É o que ando fazendo desde o primeiro show. – ele suspirou. – Então, vocês são?
–Merida e Elsa. – olhei para Mery, após ela falar isso.
–Hã... Você é Jackson, né? – fingi que não o conhecia. Fiz isso até hoje, não seria agora, com ele na minha frente que deixaria de fazer.
–Sim... – ele concordou como se fosse óbvio. E de fato era.
–Então, que curso vocês vão fazer? – Punzie perguntou.
–Não sei, vamos lá olhar? – Mery se antecipou.
Fomos até o mural olhar as aulas extras – que chamamos de curso -.
Patinação no gelo, hóquei, basquete, xadrez, futebol, equitação, música, teatro, dança, matemática e literatura. Eram as aulas disponíveis para nós do primeiro ano.
–Acho que farei patinação no gelo, – anotei meu nome na ficha de inscrição – teatro e literatura.
–Eu farei hóquei – uma voz disse.
–Ah, Hicc, aí está você! – disse Jack.
–É, eu tive que ir resolver algumas coisinhas com a minha namorada.
–Deu certo, né? Tipo, você está vivo.
–Xadrez – Mery me surpreendeu. Xadrez?
–Oh, xadrez é muito bom – Hicc concordou. – Mas talvez basquete seja melhor.
Então Mery e Hicc assinaram o basquete.
Jack resolveu pegar matemática e patinação no gelo.
Deve ter algo a ver com os poderes dele. Espere. Os poderes! Eu tenho que falar com ele sobre isso.
–Então, Jackson...
–Jack. – ele disse, corrigindo-me.
–Jack... Ouvi dizer que você tem poderes de neve.
–Sim, eu tenho. Por que?
–É que... Eu tenho poderes de gelo. – corei.
–Oh, é sério? – ele e Punzie disseram ao mesmo tempo. Mas Jack parecia entusiasmado com a ideia e Punzie mais triste.
Eu e Jack começamos a conversar sobre os poderes, até que Chasity apareceu.
–E então? – ficamos todos confusos – Arg, que aulas vocês vão fazer?
Antes que qualquer um de nós pudesse responder, ela nos empurrou levemente para que pudesse ver as aulas.
Então ela começou a escrever algo no curso “música”. Mas estava demorando demais, e começamos a desconfiar.
–Chase, o seu nome nem é tão grande assim – Jack reclamou. Eles se conheciam? Espere, Chase disse algo sobre eu parecer com seu amigo. Seria Jack, esse amigo? Eu parecia com Jack Frost? Não, espere, eu parecia com “O” Jack Frost? Que demais!
–Ah, não é o meu. Acabei de inscrever todos nós em música e dança. – ela fez cara de inocente.
–VOCÊ O QUE? – gritamos em uníssono.
–Ah, vai, não gritem, tem uma cabeça na minha dor. – essa garota é meia maluquinha da cabeça.
Ficamos discutindo até que Daisy interferiu, e nos convenceu de que insistir com a sobrinha do diretor não adianta nada. Já tínhamos percebido, mas puro orgulho, sabe?
...
Mais tarde, Daisy nos entregou um papel que continha nossos horários.
08:00 as 09:00 café da manhã. 09:00 as 15:00 aulas. 20:00 as 21:00 jantar. 23:00 toque de recolher.
Merida e Chase reclamaram demais por ter toque de recolher. Mas, fazer o que, né?
Nesse mesmo papel havia escrito os bailes, festas e competições de cada curso.
Aparentemente, teríamos um baile de boas-vindas no sábado à noite. O que é estranho, já teremos uma semana de aula...
Terá uma competição de dança, um show de música. Na verdade, é um show de talentos, mas você sabe, só terá música.
–Galera. – chamei-os. – Vocês viram isso aqui?
Apontei para o papel, aonde dizia sobre as competições e bailes.
–Ah, não. O que diz aí embaixo? – perguntou Mery e Chase se inclinou para saber do que falávamos.
–Diz aqui que teremos um baile no sábado e alguns eventos como: competição de dança e show de talentos musicais.
–Que show. Aí diz a data? – Chasity pegou o papel de minhas mãos.
–Educação mandou oi. – eu ri – Quando é?
–A competição de dança será em Abril, o show de talentos será em Março. Alguns bailes, tal... tal... tal... Ah, terá apresentação teatral em Maio e em Junho terá feira de ciências. Ainda em Junho será aberto o clube de leitura.
–Interessante. – eu disse. Pensando no clube de leitura e na apresentação teatral.
–Sim, vamos participar. Vou procurar a Daisy agora mesmo. – Chase se levantou e fui atrás dela.
–Você está louca? – perguntei – Quer nos inscrever em tudo isso?
–Não, na verdade só na competição e no show. Você no clube e na apresentação. A feira de ciências ficará para o nerd ali. – ela apontou com a cabeça para Hicc.
–Arg, vamos logo. – eu perdi a paciência. Se não fossemos logo, eu pensaria direito e não iria querer fazer. E eu queria.
–Daisy? – chamamos quando entramos na secretaria. – Eu não entendo como uma aluna do terceiro ano pode ficar enfurnada nessa sala. – sussurrei.
–Senhorita Pteiffer, não há nada que possamos fazer por você. Estás no segundo ano e não podes fazer algo do terceiro. – ouvimos o diretor Moon dizer. Pteiffer? Será a Gwen?
–Entendo. Onde encontro a Daisy? – sim, essa era a voz da Gwen. Ia saindo de fininho – já que preferia evitar essa garota – quando Chase puxou meu braço e sussurrou “deixa de ser medrosa e vamos logo” para mim.
Logo Gwen saiu da sala e esbarrou na gente.
–Daisy! – ela gritou e correu atrás de alguém.
–Acha que...? – perguntei tarde, Chase já havia começado a correr atrás de Gwen.
–Espera, Chase! – corri também, quase sem folego.
–Daisy! – Chase gritou ao ver a garota surgindo do nada.
Poderes de tele transporte? É por isso então, que ela só fica aqui.
–Daisy, estamos atrás de você faz algum tempo. – eu disse.
–Ah, meninas, podem falar. – ela se tele transportou para nosso lado.
–Queremos nos inscrever nestas atividades. – Chase indicou a folha em sua mão.
–Oh, venham comigo.
...
Inscrevemos todos nós em cada uma das funções necessárias – de acordo com Chase – e voltamos para o grupo. A tempo de ver a professora do terceiro ano lá fora, explicando algo sobre árvores.
–... Então, se cuidarem bem, poderão pegar suas próprias árvores.
Gostei do assunto.
–O que aconteceu? – perguntei a Jack quando voltamos.
–A professora Bárbara disse que podemos pegar nossas próprias árvores se cuidarmos bem e só basta colocar o nome.
Eu olhei para cima. Eu era cega ou aquela árvore dourada havia surgido do nada? Ficamos em baixo dela todo esse tempo e eu nem percebi?
–Certo, o que você acha dessa? – ele apontou para a árvore dourada.
–Bonita e rara, né. Nunca vi uma árvore dourada.
Todos pegaram suas árvores.
Jack a dourada, Mery uma vermelha-Merida (Cor do cabelo dessa maluca), Chase uma vermelha-sangue, Hicc uma verde fluorescente, Astrid uma amarela, Punzie uma rosa e Daisy apareceu para cuidar de sua árvore roxa.
Eu não encontrei nenhuma árvore que me agradasse, sem contar que as que eu gostava alguém ia e pegava. Não é legal.
–Então, El, qual você pegou? – Jack me perguntou.
–Nenhuma...
–Ué, o que houve?
–Não encontrei nenhuma. Mas não tem problema. – suspirei – vamos entrar? Está frio.
Não que eu sentisse frio, mas precisava de uma desculpa para sair dali.
Entramos todos e cada um foi para seu quarto – após a janta -.
Eu adormeci rapidamente, e só me lembro de sonhar com Anna.
E.L.P. Island, Monday, 07:45 am.
–Acorda, dorminhoca! – uma voz me chamava, me despertando de meu sono.
–Anna? – chamei.
–Levanta, Elsa! – reconheci a voz de Chase.
Antes de abrir os olhos de verdade, — estavam meio sonolentos ainda – a vi entrar no banheiro.
Esperei ela sair e entrei, tomando um longo banho. Quando saí, vesti meu uniforme customizado e saímos, logo encontrando os outros e descendo para o refeitório juntos.
O dia seria longo.
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