Just One Of Us

8 Just one moment


Notas iniciais
Gente: Vocês preferem que eu poste rápido capítulos pequenos ou demore mais e poste capítulos grandes? Preferem Pov's ou 3ª pessoa?

3ª Pessoa:

Tudo estava muito normal naquela manhã. Para alguns, o maior problema era acordar cedo. Às 06h da manhã, talvez fosse de madrugada. Já para outros, era um horário muito normal, já estavam acostumados.

Todos se levantaram (alguns normalmente, outros forçados) e se encaminharam ao refeitório, onde tomavam seu café da manhã e revisavam suas primeiras aulas. Não era diferente naquela mesa.

– Eu tenho magia. – Elsa respondeu à pergunta que todos faziam com o olhar. A garota estava com a cabeça apoiada na mão, com os cotovelos na mesa. Era possível ver o sono dominando-a de longe. Seu suco de morango estava no fim.

– Eu também – Jack animou-se um pouco. Tanto por ser uma boa coisa, quanto por ter alguém que conhecia na mesma sala.

– Infelizmente eu tenho geografia – Chasity deixou a cabeça cair em seus braços na mesa. O suco de Elsa balançou e por sorte não derramou na garota. – Desculpe. – Chase pediu, ao se assustar com o barulho inesperado que o copo fez e olhar para o quase acontecimento.

– Tudo bem, não foi sua culpa. – Elsa quase caía de sono, e Merida, ao olhar como a princesa se encontrava, riu, lembrando-se do que sua mãe falaria naquele momento.

– Oh, se minha mãe estivesse aqui, ela diria “Uma princesa jamais coloca seus cotovelos sobre a mesa”. – Elsa riu, e olhou sua postura, lembrando-se de todas as aulas de etiqueta que sua mãe a obrigara a fazer, antes de a trancar no quarto. “Talvez eu devesse ficar ereta e agir como a rainha que eu deveria ser” ela pensou, logo analisando sua situação, os acontecimentos passados e por último (pela primeira vez, não menos importante), sua vontade. “Eu não sou rainha, de qualquer maneira!” continuou em sua confortável posição e por um instante, quase adormeceu, mas a voz aguda de Rapunzel a despertou.

– Eu tenho inglês. – A herdeira de Corona estava animada (Para variar um pouquinho).

– Eu tenho luta, agora. – Merida foi a que mais ficou animada naquela mesa. (E se tratando de magia, Elsa e Jack já deveriam estar espalhando neve por aí.) – Se me dão licença, tenho que me retirar e ir aos meus aposentos! – Merida ficou ereta e agiu como uma princesa deveria agir, antes de dar um pulinho de alegria e correr para o dormitório que dividira com Punzie.

– Ok, eu tenho matemática, – Hiccup falou, um pouco animado. – legal!

– Arr... – Em uníssono, todos na mesa fizeram o mesmo som de tédio, fazendo com que Hicc fizesse cara de “Qualé, pessoal! Existem coisas piores, eu poderia ter aula de ciências e ter que dissecar um sapo nojento e gosmento!”.

Um par de mãos cobriram os olhos de Hiccup, enquanto Merida voltava a mesa.

– Adivinha quem é! – a pessoa forçou a voz, deixando-a irreconhecível.

O garoto pensou por um momento. Pela voz, pensou que fosse um garoto. “Jack, talvez?”...“Não, eu teria visto ele se levantar”. Não havia outro garoto na mesa. Então ele pensou em alguma garota que poderia fazer aquela voz. “A voz de Merida é forte, talvez se ela forçar um pouco, fique assim!” mais alguns segundos “Não, eu vi Merida voltando, e ela não havia chegado aqui quando essa pessoa tampou minha visão”. Pensou mais um pouco e finalmente (finalmente MESMO) descobriu.

– Astrid? – chutou, entredentes, ainda com medo de errar.

– Depois de um loooongo tempo – a voz ainda forçada – Você descobriu! – logo a voz de Astrid estava novamente normal e ela retirava suas mãos do rosto de Hicc, dando um beijo no namorado. – Olá!

– Vou fazer uma tentativa... – o garoto falou – Estamos de bem?

– Se você quer uma resposta verdadeira, eu vou te dizer as circunstâncias. Primeiro, estou muito brava, muito, muito, brava por você não ter confiado em mim e ter me seguido até aqui. Segundo, eu estou muito feliz que esteja aqui, porque a saudade iria me matar. E terceiro, você vai ver só, eu vou me vingar!

Depois a loira saiu andando, sem mais, nem menos.

– Nossa, quem não presenciou essa cena, não sabe o que é uma pessoa bipolar! – Elsa brincou enquanto Hiccup ficava confuso.

– As mulheres são um tipo de ciência que nem Darwin conseguiria estudar. – Ele disse, terminando de comer sua maçã.

Todos riram, e quando notaram, só haviam sete pessoas no refeitório. Os cinco e duas garotas no fundo.

Elsa olhou para as duas, e lembrou-se de ter visto elas mais cedo.

Flashback On

Eu estava andando pelo corredor, havia esquecido meu celular no quarto e precisava olhar minhas matérias, já que havia anotado todas lá, para ficar um pouco mais fácil de olhar, caso precisasse.

Acho que estava chegando, mas parei de prestar atenção, só notei quando esbarrei em alguém. Não, espera, dois alguéns.

Oh, me perdoe. – eu disse, olhando para quem havia derrubado no chão.

Uma garota branquinha, de cabelos castanhos escuros lisos e olhos azuis claros passava a mão na cabeça, onde provavelmente teria batido em algum lugar.

A outra garota tinha a pele mais escura, o cabelo castanho cacheado mais escuro do que a da outra e olhos castanhos cor de canela penetrantes tentava se levantar.

Tudo bem, eu não estava olhando para frente, também. – A garota de olhos castanhos respondeu, dando um sorriso muito bonito. – Eu sou Sophie.

Alissa. – a de olhos azuis respondeu.

Eu sou Elsa.

Flashback Off

– Gente, eu já volto. – Elsa falou, indo em direção às duas garotas, sentadas no fundo da sala. – Olá!

As meninas – desanimadas – olharam para cima, com o objetivo de enxergar quem falara com elas. Abriram um meio sorriso ao ver que era a princesa Elsa, com quem tiveram a honra de esbarrar. (Terão uma bela história para contar quando tivessem netos “Oh, quando eu era jovem, esbarrei na princesa e a derrubei no chão. E, olha, estou viva!”).

– Olá, alteza. – disseram em uníssono.

– Sem formalidades, por favor. – Elsa fez gestos com as mãos, depois lembrando-se o que fora fazer ali – Ah, eu esqueci de perguntar algo. Vocês têm... hã... Algum poder? – ela se atrapalhou com as palavras, mesmo corando, ela terminou sua frase. Tinha medo de ser algo pessoal, assim como o dela, e por isso seu rosto estava vermelho como um tomate.

As meninas riram, o que fez Elsa se sentir estúpida por ter ido ali fazer essa pergunta.

– Eu tenho sim – Alissa respondeu, ao parar de rir – Eu controlo as emoções. Eu posso fazer você se sentir do jeito que eu quiser. Isso é bom, sabe? Quando você tem uma inimiga, posso fazê-la sentir dor.

Alissa fez uma cara de má, que embora muito convincente, fez Elsa rir um pouquinho.

– Me lembre de ser sempre sua amiga. – A princesa fez uma piada da situação.

– Eu posso controlar os elementos naturais. Água, ar, fogo e terra. Posso fazer o que quiser com esses quatro elementos. Mas, cá entre nós – Sophie começou a cochichar – eu ainda acho que exista um quinto elemento. E só entrei na escola para descobrir o que é e como controla-lo.

– São ótimos poderes, vocês já devem saber que a estabanada aqui tem poderes de gelo. – Elsa se referiu a si mesma, apontando com os polegares para seu rosto. Logo ouviu seu nome ser chamado por uma voz masculina e mais uma vez, mais fraco, por uma feminina.

Olhou para trás e viu que Jack e Merida a chamavam. Provavelmente, para irem para a aula.

– Sinto muito, tenho que ir para aula.

– Nós também. – Sophie e Alissa disseram ao mesmo tempo.

As três encontraram os outros quatro e foram andando juntos. Merida foi a primeira a ficar para trás, ao chegar em sua sala. Depois, Rapunzel, Merida e Chasity. Elsa, Jack, Sophie e Alissa acabaram tendo a mesma aula e seguiram o resto do caminho juntos.

– Senhor Frost, senhoritas Arendelle, Brewanger e Lauxen. Vocês estão atrasados. – O professor Valskin os repreendeu, mas logo deu um sorriso e os deixou entrar. – Peguem seus lugares, mas não acontecerá novamente.

O professor Christian Valskin era jovem, estava perto dos 28 anos. Era moreno, alto e tinha olhos verdes-grama.

Elsa se sentou na terceira mesa da fileira do meio. Jack ficou atrás dela, Sophie ao lado esquerdo e Alissa à frente.

Na primeira aula de todos, foi basicamente “Nome, sobrenome, idade, poder/talento e blá, blá, blá...”.

No almoço

– Eu não acredito, aquela professora é simplesmente... Grrr! – Merida reclamava. A professora Madelline não entendia NADA sobre luta. O que estressou demais a princesa ruiva. – Se você não entende porcaria nenhuma sobre o assunto, não tente ensinar.

Cada coisa ruim que a ruiva comentava sobre a professora, fazia com que todos na mesa rissem. Elsa e Rapunzel não aguentavam mais. Estavam vermelhas como um pimentão de tanto rir. Jack e Hiccup apenas as observavam, rindo. Não do que a ruiva falava, mas do jeito como as outras duas riam sem parar.

– O professor Valskin é muito bacana. – Jack entrou no assunto e viu Elsa cruzar as mãos e apoiar os cotovelos sobre a mesa, colocando a cabeça entre as mãos e fingindo-se longe dali.

– E muito bonito, também. – ela acrescentou um suspiro, logo rindo, sendo acompanhada de todos na mesa.

– Eu tive aula com ele, acho que.... No terceiro período. – Chasity lembrou-se do moreno.

– O que vocês acham de irmos ao jardim? – Merida deu a ideia. Parece que de uma hora para a outra, a raiva da ruiva desapareceu.

Todos pareceram gostar da ideia. Menos Elsa, que se incomodava por ter sido a única a não ter achado uma árvore para ela.

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Merida se dirigiu a sua árvore vermelha-Merida (como Elsa havia apelidado a cor do cabelo da amiga), Jack a sua querida árvore dourada (N/A Certas coisas nunca mudam, não é mesmo? Não é?), Chase a vermelha-sangue (Parecia sangue, exceto pelo fato de que você poderia vê-la a quilômetros de distância.), Hicc sua nada discreta árvore verde-fluorescente e Punzie sua rosa-bebê. Ao aparecerem ao jardim, puderam ver de fundo, Daisy cuidando de sua árvore roxa e Astrid de sua árvore amarela. Elsa prestou um pouquinho mais de atenção e pode ver Alissa em uma árvore rosa-pink, Sophie em uma azul-céu e reconheceu Gwen em uma árvore incrivelmente lilás. De todas aquelas árvores, a mais bonita era a lilás, era delicada. E por algum motivo, lembrou-se de Anna, sua irmã tão graciosa e delicada como aquela árvore!

Por alguma força do destino – ou algo planejado por alguém – as árvores dos quatro ficavam próximas umas às outras. Estavam todos se acomodando nas sombras, quando Elsa viu algo.

– Gente, eu... – Elsa começou a caminhar – já volto.

Eles a olharam confusos, mas não falaram nada. A garota caminhava até seu destino. (N/A Ficou muito Merida?)

Uma árvore aparentemente morta, sem flores, e completamente sem cor estava plantada ali. A árvore era um pouco mais afastada das outras e Elsa se identificou com a pequena árvore. Sozinha, longe de tudo e de todos, se sentindo morta por dentro. Mas Elsa pode ver a vida correndo pela árvore, mesmo sem cor e sem movimento.

– Daisy! – a loira chamou a ruivinha, que passava por ali no exato momento.

– Sim, Elsa?

– Escuta, o que houve com esta árvore? – a princesa apontou para a pequena árvore a sua frente.

– Ah, ela foi de uma aluna que estudava aqui há um tempo. Ninguém sabe ao certo quem era e o que foi que fez. Faz anos que essa árvore está aí. Todo mundo já tentou cuidar, mas ela não volta a ser saudável e também não morre.

– Que sinistro.

– Pois é. O diretor disse que a garota era muito má. E desde quando ela estudou aqui, já tinha essa coisa das árvores. O jardineiro dizia que quando a menina estava com raiva de alguém (o que acontecia diariamente) ela descontava na pobre árvore. Depois, descobriram que a garota era insana e a levaram para o hospício. Ela tinha sérios problemas mentais... E desde que saiu da escola – arrastada – a árvore ficou assim, não morre, e nem vive.

– Gente, que maldade. Eu... Posso ficar com ela? – Elsa se sentia estúpida por estar perguntando aquilo, mas precisa fazê-lo.

– Se quiser, pode pegar. Mas, não se esqueça de que ela não muda e não cresce.

E foi o que Elsa fez, ela pegou a árvore para si, e resolveu cuidar dela hoje mesmo. Retirou algumas ervas daninhas que estavam presas, regou, tudo que pudesse ajudar a fazer a pequena árvore a crescer novamente.

Já era final da tarde quando Elsa terminou, e só ela permanecia no jardim. Ela se lembrava de quando os amigos passaram por ali e disseram a ela que voltariam para dentro pois ficaria frio.

Ela encostou na árvore morta, de costas para a escola, e lia um livro. Ela acabou adormecendo, e não notou quando algo azul bem claro brilhou na árvore.

Um barulho distante a fez acordar, assustada. O livro estava em cima dela, aberto. Ela o fechou, e levantou, andando pelo jardim, a procura do barulho. (N/A típico)

– Olá? – ela chamou, mas ninguém respondeu. Resolvida que não havia ninguém ali, ela voltou para sua árvore. Foi quanto ela viu o pontinho brilhante nas folhas da árvore. Uma folha estava branca, como se tivesse caído neve, e nessa folhinha branca, uma pequenina flor brilhante nascia. Ela estava concentrada na flor, que não percebeu quando:

– Elsa? – alguém a chamou, fazendo-a pular de susto, e cair para trás. O garoto começou a rir. – Desculpe, não achei que você fosse ‘morrer de susto’.

Ele gargalhava.

– Para de rir e me ajuda. – ela riu também.

– Hm... Não estou com vontade.

– Jack! Me ajuda, seu... seu... seu...

– Lindo, maravilhoso, gostoso, garoto mais perfeito da escola? – ele brincou fingindo pensar. – Se você disser isso, talvez eu a ajude. (N/A verdade, a mais pura verdade)

– Deixa de ser chato e me ajuda. – ela gargalhou e ele estendeu a mão para ajudá-la. Mas ao invés de subir, ela o puxou.

– Ai, ai! – ele a deitou na grama e começou a fazer cócegas.

– Para com isso, seu besta.

– As estrelas estão tão bonitas hoje, né? – ele diz, deitando ao lado dela.

– Elas são lindas todas as noites. E sempre que não tenho forças, eu me recorro a elas. – ela olhou nos profundos olhos do garoto, que repetiu o gesto – É idiota, eu sei.

– Não é não. Eu faço a mesma coisa, mas quando eu preciso de ajuda, peço para a lua. – os olhos deles brilharam, assim como a flor na árvore e os dois coraram.

Elsa sentou, envergonhada – Acho melhor a gente ir, já está tarde.

– É, daqui a pouco bate o sinal de recolher. – ele igualmente envergonhado levanta e a puxa.

Eles saíram caminhando lado a lado, até seus dormitórios, onde se despediram com um beijo na bochecha e um “até amanhã”.

Mas nenhum dos dois parou de pensar no momento que tiveram no jardim.

A lua brilhou mais forte, e as estrelas iluminaram. A arvorezinha tinha esperança, não só para ela, mas para eles também.

Notas finais
Respondam nos comments. 5 fics a caminho /