Just One Night

23 Capítulo 22 – Mystic Falls


Notas iniciais
Oi gente, Capítulo novinho para vocês Espero que gostem Nos vemos lá embaixo nas notas finais

Caroline

— Aqui está… — ele me entregou um dos copos que estava segurando antes de se sentar ao meu lado.

— Obrigada, Stefan – murmurei.

— Café, leite e uma pitada de canela – descreveu – Exatamente como eu sei que você gosta.

Dei um fraco sorriso antes de dar um gole na minha bebida.

Tudo que aconteceu nas últimas duas ou três horas é apenas um grande borrão na minha mente. As coisas no ateliê estavam tranquilas, então eu sai de casa um pouco depois da hora do almoço, fiz algumas coisas boas em casa e depois fui assistir um pouco de televisão e foi quando recebi uma ligação da minha mãe avisando que meu pai tinha sofrido um outro infarto, mas dessa vez, foi fatal.

— Sabe…, você não precisava ter feito isso – continuei.

— Claro que precisava, já está tarde, ainda deve levar uns vinte minutos até o nosso voo sair – deu uma olhada para a janela atrás de nós, onde podíamos ver um pedaço da pista do aeroporto, já estava totalmente escuro do lado de fora, já devia ser mais de sete da noite agora – Você precisa ter energia, pelo menos até chegarmos em Mystic Falls.

Assim que recebi a notícia a minha primeira reação foi pensar em ligar para as minhas amigas; mas Bonnie, apesar de ainda não ter se mudado completamente para o apartamento do Enzo, passa a maior parte do tempo lá com ele, e Elena está em uma eterna lua de mel com o Liam desde que os dois voltaram do final de semana em Nova York e hoje deve passar a noite com ele, não podia importunar as duas com os meus problemas por mais grave que fosse. Então decidi ir procurar o Stefan.

Fiquei com medo de que ele não fosse me receber, batesse a porta na minha cara, fosse grosso, mas não foi assim que as coisas aconteceram. Stefan foi um fofo comigo, deixou que eu chorasse o tempo necessário e depois que me acalmei um pouquinho, ele ligou para a sua secretária e providenciou duas passagens no primeiro voo que saísse para Richmond.

— Não estou falando do café e sim sobre tudo isso – expliquei – Você não tinha nenhuma obrigação de estar me ajudando e ainda assim decidiu sacrificar o seu fim de semana para ir a Mystic Falls comigo.

— Acredite em mim, Care, não existe nenhum lugar nesse mundo mais importante para estar do que aqui, com você – É para isso que servem os amigos, não é mesmo?

Amigos… Até onde eu sei, ele queria ser bem mais do que apenas meu amigo, pelo menos até duas semanas atrás. E, sendo bem sincera, não posso nem culpá-lo se tiver mudado de opinião.

— Acontece que eu não tenho sido uma boa amiga nesses últimos tempos… — lembrei — Acho que nem ficaria surpresa caso você não quisesse olhar na minha cara, nunca mais até.

— Nunca mais é tempo demais para ficar sem ver uma pessoa – respondeu – Além disso, aquela nossa briguinha não foi nada demais – deu de ombros – Eu sei que você estava só com ciúmes.

— Tudo bem, talvez eu estivesse mesmo com um pouquinho de ciúmes – fiz uma careta, admitindo; esse seria o momento perfeito para eu confessar os meus sentimentos, que eu o amo da mesma maneira que ele a mim, mas a verdade é que eu não sei se teria coragem, não sei se aguentarei se sofrer uma rejeição nesse momento – Mas eu não tinha o direito de me meter no que quer que esteja acontecendo entre você e a Katherine.

— Tem uma coisa que você precisa saber, Care – colocou a mão sob a minha enquanto voltava a falar – Sobre mim e a Kath…

— Stefan, não… — o interrompi – Você não precisa me falar nada, eu não quero saber nada que esteja acontecendo entre você e a Katherine.

— Mas eu quero te explicar – avisou – A gente tem se encontrado nessas últimas duas semanas, várias vezes; ela me tem feito bem, admito, mas eu não menti quando disse que tudo passava de sexo casual, pois é exatamente isso que é.

Ele ficou apenas me encarando, esperando que eu falasse alguma coisa, mas eu fiquei em silêncio, esperando que Stefan continuasse.

— A Katherine é apaixonada por amor de infância, os dois têm uma espécie de história mal resolvida, e a Kath também sabe dos meus sentimentos por você – prosseguiu – Estamos apenas afogando as nossas mágoas um com outro.

Não pude deixar de sorrir, totalmente aliviada. Stefan nunca deixou de me amar e isso é muito bom, agora eu não posso mais vacilar, ou corro risco de perdê-lo novamente, e da próxima vez pode ser para sempre…

— Eu também tenho uma coisa para te confessar – foi a minha vez de falar – Quando eu fui ao seu apartamento e acabei te encontrando com a Katherine, tinha ido te contar uma coisa. Você se lembra?

— Sendo totalmente sincero, não… — respondeu, fazendo uma careta – Você sabe…, aconteceu tanta coisa naquele dia que… Bom, mas isso é passado, mas então, o que você tinha ido falar comigo?

— Acho que não é algo que realmente importe, não mais – soltei um longo e pesado suspiro – Mesmo assim, quero que você saiba que…

— Care, você não precisa me contar nada – foi vez dele me interromper – Sei que você tinha ido lá e contar alguma coisa, mas se não é mais importante, acho que está tudo bem se você não falar nada.

— Mas eu quero te contar, Stef – basicamente repeti as suas palavras de alguns minutos atrás – Acontece que eu pensei que estivesse grávida.

— O que? — elevou um pouco o tom de voz, as poucas pessoas que estavam no saguão olharam na nossa direção – Como assim pensou que estivesse grávida? Por favor, Care, me explicar isso…

Então eu lhe contei tudo. O mal estar que comecei a sentir nas semanas que antecederam ao casamento de Damon e Freya, a sugestão da Emma para que eu fosse ao médico ver o que estava acontecendo, a suposição da médica de que eu poderia estar grávida, os três dias de agonia da espera do resultado do exame de sangue e finalmente, a comprovação de que tudo aquilo não passava de um alarme falso.

*Flashback*

Liguei para Cristina antes de sair de casa avisando que precisava resolver alguns problemas pessoais antes de ir para o ateliê e para o caso de aparecer alguém antes de eu chegar, ela perguntar se a pessoa pode esperar ou prefere voltar em um outro momento.

Bom dia… — foi impossível não sentir o temor na minha voz quando cheguei ao hospital e me dirigi ao balcão da recepção – Meu nome é Caroline Forbes, eu fiz um exame na sexta-feira de tarde e que ficaria pronto hoje.

Espera só um minuto que eu vou verificar – ela começou a digitar rapidamente e encarar a tela do computador, provavelmente procurando alguma informação sobre o meu exame – Aqui… Por favor, senhorita Forbes, pode aguardar na recepção que a doutor Baker já vai atendê-la.

A doutora Baker vai me atender? — fiquei confusa – Pensei que só fosse pegar o exame e já poderia ir embora.

Na maioria dos exames é assim, mas não no caso de um exame de gravidez – explicou – Nesses casos é norma do hospital e que a médica converse com a paciente quando vem pegar o resultado do exame. Mas se estiver com pressa, posso ver se podem te entregarem o exame sem a consulta.

Por instante pensei em dizer que preferia que fosse assim mesmo, mas logo mudei de ideia. Talvez seja melhor saber o resultado pela doutora Baker do que eu mesma lê-lo.

Não precisa se incomodar – respondi, por fim – Vou esperar para falar com a médica.

Pode aguardar na recepção – voltou a avisar – Assim que a doutora Baker estiver livre, eu a chamarei.

Concordei com a cabeça antes de ir até a recepção e me sentar em uma das cadeiras vazias.

Soltei um longo suspiro e olhei para cima por alguns segundos. Foi impossível não me lembrar da briga que tive com Stefan ontem pela manhã; confesso que pensei em ligar para ele várias vezes durante dia, mas perdia a coragem antes de fazê-lo, o que eu falaria? Mas a verdade é, o que eu vou fazer caso esteja mesmo grávida? Não posso simplesmente contar ao amigo, pelo menos não depois de tudo que aconteceu, afinal, eu não sei qual será a sua reação…

Se esse bebê estiver mesmo aqui dentro terei que criá-lo sozinha e a ideia realmente me apavora.

Senhorita Forbes – a recepcionista voltar a me chamar depois de alguns minutos – A doutora Baker irá recebê-la agora.

Está bem… — concordei antes de me levantar.

**

O escritório da doutora Baker era exatamente o mesmo em que eu tinha estado na sexta-feira. Assim que eu entrei no local, a médica sorriu para mim e me indicou a cadeira para que eu me sentasse.

Boa tarde, Caroline – começou a falar – Como passou o final de semana?

Não vou mentir, foram três longos dias – admiti – Fico feliz que toda essa agonia finalmente vai acabar.

Bom, então não vamos demorar mais nenhum minuto – segurou o envelope pardo que estava em cima da sua mesa – Aqui está o resultado do seu exame, eu ainda não olhei, saberei o resultado junto com você.

E chegou a hora… Senti meu estômago embrulhar com toda aquela expectativa, por sorte não tinha conseguido comer nada antes de sair de casa, ou colocaria tudo para fora agora mesmo.

Certo, vamos acabar logo com isso – pedi – Seja lá qual for o resultado, eu estou preparada.

É assim que se fala – abriu o envelope – Então…, vamos lá…

Era apenas uma folha, simples, de onde eu estava pude ver que tinham várias coisas escritas, mas não conseguia ler. Ela começou a passar os olhos rapidamente pelo papel, mas não falou mais nada enquanto isso.

E então, doutora? — decidi perguntar – Qual o resultado do exame? Por favor, não aguento mais essa agonia.

Bom, Caroline…, levando em consideração o quanto você estava receosa quando esteve aqui a sexta-feira, acho que você ficará bem aliada agora – disse – Você não está grávida, o que você estava sentindo era causado por estresse mesmo.

Todo o meu corpo relaxou e era como se um peso de uma tonelada tivesse saído de cima de mim, não havia bebê nenhum e essa era mesmo a melhor notícia que eu poderia receber hoje. Mas, por outro lado, depois de tudo que aconteceu no final de semana, pode ser que Stefan nunca mais me perdoe, e um filho seria a única coisa que eu guardaria dele, um filho que na verdade nunca existiu…

Você não parece muito feliz com essa notícia – observou.

Mas é claro que eu estou aliviada – deu um fraco sorriso – Claro que eu quero ter filhos um dia, mas esse não seria o melhor momento para a chegada de um bebê, só que também não posso dizer que não tenha me acostumado com a ideia de ser mãe nesses três dias em que pensei que estivesse grávida.

Bom as coisas só acontecem quando são para acontecer – deu de ombros – Tenho certeza de que você será uma boa mãe quando chegar o momento.

Assim eu espero… — nossa conversa foi interrompida pelo meu celular, era uma mensagem da Cristina – Agora eu preciso mesmo ir, é uma emergência de trabalho.

Está bem – concordou – Então vá, não irei prendê-la mais aqui.

Apenas acenei com a cabeça antes de me levantar e caminha até a saída da sala. Uma coisa preciso admitir, as coisas estão diferentes do que quando eu cheguei ao hospital.

*Fim do Flashback*

— Uau… — Stefan se manifestou quando eu terminei o meu relato – Não acredito que você passou por isso tudo sozinha…

— Isso não foi nada – garanti – Foram três dias de expectativas, mas depois passou, era só um alarme falsou, afinal.

— Eu preciso perguntar – continuou – Nós estávamos sem nos falar, você tentou falar comigo, mas acabou não dizendo nada, e se por acaso você estivesse mesmo grávida: teria me contado?

— Não vou mentir, Stefan, no domingo, depois de tudo que aconteceu, estava certa de que não falaria nada, que você nunca saberia a respeito do bebê e se fosse preciso eu até iria embora de Los Angeles se fosse necessário – confessei – Mas depois de toda a poeira baixar, pensei bem, eu iria te contar, você tinha o direito de saber caso fosse ser pai.

Ele deu uma olhada na sua mão, que ainda estava sob a minha e em seguida voltou a me encarar nos olhos.

— E qual teria sido a sua reação? — foi a minha vez de perguntar, afinal, essa era uma outra coisa que eu tinha pensado nesses dias – Teria gostado da notícia ou acharia ruim?

— Acredite em mim, Care, nada me deixaria mais feliz do que ser pai de um bebê seu – afirmou – Teria ido a todas as consultas com você, ajudado a montar o quarto e estaria ao seu lado no parto segurando a sua mão, pode ter certeza, eu faria de tudo para ser o melhor pai do mundo para esse garotinho ou essa garotinha.

E, para a minha surpresa, Stefan colocou a mão, que não estava sob a minha, em cima da minha barriga, foi impossível não fazer uma careta.

— Stef, eu não estou grávida… — lembrei.

— Oh sim, claro, tem razão – revirou os olhos, se afastando um pouco de mim – Bom…, será que você me promete uma coisa?

— O que? — quis saber.

— Não vamos mais brigar? — pediu – Se um de nós estiver insatisfeito com alguma atitude do outro, a gente conversa, mas não vamos ficar tanto tempo assim sem nos falarmos, por favor.

— Claro… — concordei sem nem mesmo pensar duas vezes – Eu também odeio ficar brigada com você, Stef, você é meu melhor amigo e…

Stefan interrompeu a minha frase colocando as duas mãos uma de cada lado do meu rosto e acariciou a minha bochecha com os polegares, fazendo com que eu fechasse os olhos. Percebi que ele tinha se aproximado, pois senti sua respiração quente sob meu nariz, seus lábios estavam há centímetros dos meus, até finalmente se encostarem.

Senhores passageiros do voo 556 com destino a Richmond, dentro de instantes iniciaremos o processo de embarque— uma voz no alto-falante fez com que nos afastássemos e ficássemos nos encarando, ele parecia espantado e tenho certeza de que eu não deveria estar muito diferente – Por favor, dirijam-se ao portão 10.

— É o nosso voo – falei, por fim – Acho que é melhor irmos até o portão que estão indicando, não é mesmo?

— Sim – concordou – Vamos até ela.

Assim que ficamos de pé, Stef segurou a minha mão; esse gesto, é claro, não passou despercebido por mim, mas decididamente não protestei.

***

Foi um voo tranquilo, sem atrasos ou qualquer outro tipo de incidente. Infelizmente, por causa da distância e do fuso-horário, quando chegamos em Richmond já era de madrugada e eu estava realmente exausta.

Como eu já tinha avisado a minha mãe que estávamos a caminho, o motorista da família foi nos buscar no aeroporto e nos levar para a fazenda, trajeto que levava mais uma hora de viagem.

Tinha tentado não pensar no meu pai ou em tudo que eu teria que enfrentar quando chegasse em casa, mas a medida que íamos nos aproximando de Mystic Falls as lembranças invadiam a minha mente e foi impossível não voltar a chorar.

— Care, por favor, não chora… — Stefan começou a passar a mão pela minha cabeça, tentando me acalmar – Sei que essa é a frase mais clichê do mundo, mas seu pai não ia gostar de te ver assim.

— Não pude deixar de pensar quando meu pai foi me procurar há três meses – lembrei – Eu falei para você que não me importava se ele estava vivo ou morto e agora…, agora ele…

— Você não tinha como saber, Care… — tentou me tranquilizar – Além disso, você fez as pazes com o seu pai, conversava frequentemente com ele ao telefone e ele estava muito feliz por isso.

— Mesmo assim, eu passei quatro anos brigada com o meu pai, quatro anos que eu nunca mais vou recuperar – continuei – Você tem noção de que a última vez que eu vi o meu pai pessoalmente foi há cinco anos, quando eu deixei Mystic Falls para ir fazer faculdade em Los Angeles.

Sabe, quando eu perdi os meus pais, fiquei com muita raiva porque não quiseram me levar com eles a Nova York, eu estava em época de aula e acharam que era melhor que eu ficasse em Los Angeles, com a Jenna; estava tão irritado que nem ao menos me despedi dos dois quando foram ao aeroporto – relatou, calmamente – Então o jatinho deles caiu e eu me senti muito culpado, não só por eles terem morrido enquanto eu estava bravo com os dois, mas também por ter sobrevivido, por ter escapado do acidente. Foi quando eu percebi que não adiantava nada me sentir culpado, ter raiva do mundo ou até mesmo me revoltar; meus pais não estão mais aqui, mas eu estou, então cabe a mim, manter a lembrança deles viva.

Ele voltou a mexer no cabelo, dessa vez colocando uma mecha para trás da orelha.

— A questão é que eu sei muito bem o que você está passando agora – completei – Não será fácil, mas você vai superar e eu estou bem aqui, para te ajudar com isso.

— Obrigada, Stef – sorri.

Foi nesse momento que eu percebi que tínhamos acabado de parar, estávamos em frente a casa da fazenda, o lar da minha infância. O motorista nos ajudou a sair do veículo e a retirar as bagagens do porta-malas, foi quando eu percebi que minha mãe estava nos esperando na porta e assim que nos viu, veio a nossa direção.

— Caroline, minha filha, que bom que vocês chegaram – ela me abraçou antes de se virar e cumprimentar o meu amigo – Olá para você também, Stefan, é mesmo muito bom revê-lo.

— Digo o mesmo, senhora Forbes – ele retribuiu o gesto – É uma pena que não seja em uma ocasião feliz.

— Isso é verdade… — lamentou.

— Mãe, você não precisa ficar nos esperando – avisei – Você deveria ter ido dormir, amanhã será um longo dia.

— Mas eu quis ficar aqui esperando – avisou – Vocês estão com fome? Posso preparar alguma coisa leve para vocês.

— Nós comemos no avião – isso era verdade, não estava com fome, mas Stefan praticamente me obrigou a comer – Eu estou exausta e só preciso de uma boa noite de sono.

— O seu quarto está pronto para você, Caroline – disse – E Stefan, eu mandei arrumar um dos nossos quartos de hóspedes, a Caroline vai te mostrar onde é, não é mesmo, minha filha?

— Claro, eu mostro — afirmei.

— Como você mesma disse, amanhã será um longo dia, então vão – completou – Também já estou indo, só preciso ver se está tudo certo aqui fora.

Nós nos viramos na direção da casa, mas então eu me virei para olhá-la mais uma vez.

— Mãe, você vai ficar bem? — perguntei.

Eu conheço muito bem a minha mãe, ela se faz de forte, mas por dentro está sofrendo.

— Sim, minha filha, eu vou ficar bem – garantiu – Agora vai, você mesma disse que está cansada.

Tudo bem… — soltei um longo suspiro, mas então segui na direção a porta.

***

O quarto de hóspedes que minha mãe tinha arrumado para o Stefan era bem em frente ao meu. Mostrei a ele onde ficava tudo, inclusive uma toalha para banho.

— O meu quatro é aquele ali – apontei para a porta do outro lado do corredor – Qualquer coisa, é só me chamar.

— Está bem – afirmou – Bom, acho que nós dois precisamos dormir. Boa noite…

— Espera, Stef… — eu voltei a chamá-lo antes que pudesse entrar novamente no quarto – Só queria te agradecer, por tudo. Você foi tão racional, ajeitando as coisas para virmos aqui para Mystic Falls e não saiu de perto de mim, não sei como teria sido se você não estivesse aqui.

— Eu já disse que não foi nada – balançou a cabeça negativamente – Sei que você faria a mesma coisa por mim, Care.

— Com certeza eu faria – concordei – Mas e então, você não quer entrar…? — indiquei o meu próprio quarto – Hoje cedo, no aeroporto a gente se acertou, então eu pensei que…

— Acho que essa não é uma boa ideia, Care – voltou a me interromper, franzindo o nariz – As coisas entre nós estão indo tão bem, somos amigos novamente; não vamos estragar tudo outra vez, não é mesmo?

— É, talvez você tenha razão – dei um sorriso sem graça – Não sei onde eu estava com a cabeça… O dia de hoje foi mesmo uma louca…

— Tente dormir um pouco – completou – Como você mesma disse, eu estou bem aqui, qualquer coisa, é só chamar.

Ele me deu um beijo no rosto antes de voltar para o quarto e fechar a porta.

Eu soltei um suspiro de frustração e cruzei os braços. Acho que não posso culpar outra pessoa que não seja eu por essa situação, fui eu quem provocou essa situação. Pelo jeito eu vou precisar de muita calma para “reconquistar” o Stefan.

Notas finais
Pois é gente, a Caroline está passando por um situação nada fácil. O que acharam do Stefan ficando lá com ela o tempo todo? Fofo, né? E a Caroline não está grávida...., como eu disse, tinham coisas mais importantes para acontecer e ainda não o momento para um bebê Steroline.... E o "fora" que a Caroline levou do Stefan? Ainda não foi dessa vez, mas eles ainda ficaram alguns caps em Mystic Falls e muita coisa pode acontecer. *** Bom, é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?