Just One Night

10 Capítulo 9 – Primeira noite


Notas iniciais
Oi gente, Bom, imprevistos acontecem... Quem lia Second Chance sabe que eu postei os dois últimos caps da fic na segunda-feira, mas a minha intenção era ter postado no domingo e passar a segunda e a terça me dedicando ao capítulo de Just One Night. Acontece que no sábado eu tive uma pequena emergência médica no sábado e passei a madrugada no hospital tomando soro e no domingo dormi quase que o dia inteiro por conta dos remédios resultado: não consegui postar SC no tempo previsto e tive que atrasar aqui também. Mas agora vamos ao que interessa, esse o capítulo mais esperado da fic e espero conseguir corresponder as expectativas de vocês. E é isso, espero que gostem. E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Stefan

Tenho 23 anos, virgem e que nunca nem ao menos comprou uma camisinha. São tantas opções: marcas, tamanhos e, até mesmo, sabores diferentes… Será que Caroline tem alguma preferência? Não posso ligar e perguntar isso para ela, não aqui da farmácia.

— Com licença… — uma funcionária parou ao meu lado, ela folhou para mim e para a estante de preservativos a minha frente – Posso ajudá-lo?

— Não, obrigado, não preciso de ajuda! — apressei-me em dizer, já podia sentir as minhas bochechas esquentarem de vergonha – Tenho tudo sobre controle – garanti.

— Está bem – deu de ombros – Se precisar de alguma coisa, é só me chamar.

Concordei com a cabeça e esperei que ela se afastasse. Então, quando estava “sozinho” novamente, peguei umas quatro embalagens diferentes, sem nem ao menos olhar qual era e em seguida corri para o caixa.

Preciso sair desse lugar o mais rápido possível.

***

Consegui chegar a agência sem nenhum outro tipo de incidente e o restante da tarde, felizmente, foi bem tranquila e logo chegou o fim do expediente e eu finalmente poderia ir embora para casa.

— Boa noite, senhor Stefan – Rose me cumprimentou quando eu sai da minha sala e passei em frente a sua mesa – Tenha um bom final de semana.

— O mesmo para você, Rose – retribui o cumprimento – A gente se vê na segunda-feira.

Ela afirmou com a cabeça e eu caminhei na direção ao hall dos elevadores para poder ir até a garagem. Foi quando o meu irmão surgiu.

— Espera, irmãozinho – segurou a porta do elevador antes que ela fechasse por completo – Parece que vamos descer juntos hoje.

— Sim, é o que parece – afirmei.

Minha grande surpresa foi quando ele apertou o botão do térreo, sinal de que ele não estava indo pegar o carro.

— A Freya me ligou mais cedo, eu estou indo buscá-la lá na UCLA – Damon explicou quando percebeu que eu estava observando todos os seus movimentos – Parece que um dos experimentos dela deu errado e ela vai precisar começar tudo de novo na semana que vem e me pediu para não sair de perto dela.

— Coitada da Freya… — lamentei – Não que você possa ajudá-la com alguma coisa, mas é bom para ela te ter por perto em um momento como esse mesmo.

— É uma pesquisa muito importante para a tese, não tem nem como culpá-la por estar desse jeito; ela está tão chateada que disse que nem vai conseguir dirigir – continuou – Por isso vou para lá buscá-la, acho que é melhor eu deixar o meu carro na garagem aqui da agência durante todo o final de semana do que deixar o dele estacionado na faculdade.

— Você vai deixar seu carro aqui o final de semana todo? — me espantei – Pensei que fosse buscá-lo amanhã ou até mesmo no domingo.

— Não sei o quanto a Freya está chateada e quanto tempo ela vai me querer por perto – deu de ombros – Espero que esteja preparado para passar o final de semana sozinho…

Comecei a desconfiar que aquele parecia um plano para me deixar sozinho com Caroline hoje. Meu irmão claramente não está sabendo de nada, ou já teria feito alguma piada, mas tenho motivos o suficiente para acreditar que Caroline e Freya estão aprontando alguma coisa.

— Não se preocupe, não é como se eu não estivesse acostumado a passar o final de semana sozinho – respondi; estava prestes a dizer que Care iria lá para o nosso aparamento hoje, mas por sorte mudei de ideia antes que fosse tarde demais – Com certeza arranjarei várias coisas para me distrair.

— Se você diz – completou.

Foi nesse momento que o elevador parou no térreo. Damon se despediu de mim antes de sair do local e eu segui para a garagem.

***

Quando sai de casa pela manhã, Jenna estava chegando para mais um dia de trabalho no apartamento; mas agora, quando retornei da agência, ela já tinha ido embora. Por um lado eu lamentei, queria pedir para que ela preparasse alguma coisa para mim e para a Caroline, mas, por outro lado, também foi bom, pois eu poderia arrumar as coisas sem nenhuma interrupção.

Primeiramente, coloquei um bom vinho na geladeira, depois pensaria em algo para comermos, então fui até o meu quarto. Tomei uma rápida ducha e coloquei uma camisa social azul, uma calça jeans e um tênis, tudo bem casual, exatamente como a noite merece.

Dei uma olhada no relógio, seis e meia da tarde… Por mais que ela pegue transito do seu apartamento até aqui, Caroline não devia demorar muito para chegar aqui.

— Bom, o jeito agora é esperar… — murmurei antes de me sentar no sofá.

***

Quarenta e cinco minutos depois, eu estava começando a acreditar que minha amiga tinha desistido. Mas antes que eu pudesse pegar celular para poder ligar para ela, a campainha tocou e eu não pensei duas vezes antes de me levantar para atender.

Assim que abri a porta dei de cara com Caroline, me encarando com os seus profundos olhos azuis, levemente destacados pela maquiagem; estava usando uma blusa branca, uma saia jeans, uma jaqueta e uma sandália de salto. Sempre a achei linda, não minto, mas hoje ela está simplesmente deslumbrante. Foi impossível não sorrir ao vê-la assim.

— Care! — disse, em seguida – Que bom que você veio, estava começando a pensar que você tinha mudado de ideia.

— Nunca – garantiu, embora tenha ficado bem implícito no seu tom de voz o quanto estava envergonhada, ela também estava bem convicta.

— Bom, imagino que você não queira ficar aqui o dia inteiro – abri espaço para que ela pudesse passar por mim – Entra, por favor.

Ela acenou com a cabeça afirmativamente antes de colocar os pés no meu apartamento. Apesar de conhecê-lo muito bem, ficou encarando todos os cantos da minha sala.

— Se me permite dizer, você está lida – decidi confessar.

Care deu apenas um sorriso tímido em resposta enquanto me encarava de cima a baixo.

— Obrigada. Você também está ótimo – ela também me elogiou.

— Vem cá, deixe-me ajudá-lo a tirar o seu casaco – se virou de costas para mim para que eu pudesse retirar a sua jaqueta e em seguida o coloquei dobrado no sofá – Pronto…

— E o Damon? — perguntou quando voltou a me olhar – Ele está aqui também? Ou está chegando daqui a pouco?

— Não… — neguei com a cabeça – Ele vai dormir hoje na casa da Freya.

— Ótimo – sorriu aliviada, mas, como eu já esperava, ela não pareceu tão surpresa assim, o que aumentou as minhas suspeitas de que ela e minha futura cunhada tinham feito algum acordo – Então…, você quer…?

— Está com fome? — a interrompi antes que completasse a frase – Tenho certeza de que a Jenna deve ter deixado alguma coisa preparada na cozinha a gente pode preparar um sanduíche se você quiser.

— Acho uma boa ideia – concordou – Para falar verdade, não comi nada em casa e estou começando a ficar com fome.

— Perfeito! — sorri – Eu também coloquei uma garrafa de vinho na geladeira para bebermos depois. Acho que pode…, ajudar.

— Foi uma excelente ideia – completou – Bom…, vamos até a cozinha então.

Coloquei a mão nas costas da minha amiga e a guiei na direção da cozinha.

***

Até que esses sanduíches não estão tão ruim assim… — comentei depois de dar uma mordida no meu. Jenna tinha deixado uma salada de frango com maionese e decidimos fazer o sanduíche com ela, claro que ainda colocamos queijo, presunto e, para completar, ketchup e mostarda; acho que posso afirmar que o gosto estava bem melhor do que a aparência.

— Acho que não posso dizer a mesma coisa da sua cozinha – apontou para a pia que estava toda suja – Precisamos lavar isso depois.

— Podemos fazer isso amanhã – sugeri.

— Tem certeza…? — fez uma careta – Não gosto muio de deixar louça suja para o dia seguinte, dá a impressão de que fui dormir com alguma coisa inacabada.

Revirei os olhos, essa era bem a Caroline Forbes que eu conheço, sempre controladora.

— Tudo bem, deixe-me reformular a minha frase – prossegui – Deixa que eu lavo isso tudo amanhã de manhã. Está satisfeita agora? Assim o “assunto inacabado” não é mais seu.

— Você diz isso agora, mas tenho certeza de quem vai lavar tudo sou eu – concluiu.

— Talvez… — dei de ombros, sem conseguir deixar de rir.

Ela repetiu o meu gesto. Era bom ver minha amiga rindo, Care tinha chegado tão tensa aqui que era bom termos esse momento de descontração antes de tudo acontecer.

— Por que não terminamos o nosso sanduíche e voltamos para a sala? — voltei a falar depois de alguns minutos – Nós podemos ver alguma coisa na televisão enquanto tomamos o vinho, que já deve estar gelado.

— Sim, é uma boa ideia – concordou – Mas só se você me deixar escolher o que vamos assistir.

Não foi nenhuma surpresa esse pedido. Ela ainda está bem traumatizada desde que a levei para assistir A invocação do mal no cinema.

— Por mim tudo bem – aceitei.

Ela pareceu satisfeita com aquele pequeno acordo e então voltou a comer o seu sanduíche, em silêncio. Eu apenas segui o seu gesto.

***

Exatamente como havíamos combinado alguns minutos antes, assim que terminamos de comer Caroline foi para a sala procurar algo para assistirmos enquanto eu abria a garrafa de vinho. Depois que servi um pouco do conteúdo em duas taças e depois fui encontrá-la.

— Aqui está… — entreguei um dos objetos na minha mão – Vinho branco, que eu sei que é o seu favorito.

— E é mesmo obrigada – sorriu antes de tomar um gole – Esse vinho está mesmo muito bom…

— Damon ganhou essa garrafa depois que a agência fez a propaganda da vincula há uns dois anos – expliquei – Como você sabe, meu irmão prefere whisky e disse que eu podia beber quando quisesse e finalmente achei a ocasião perfeita para abri-lo.

— Realmente, você não poderia ter feito melhor escolha de bebida – concordou.

Só então eu me sentei ao lado da minha amiga, enquanto colocava a minha taça na mesa de centro. Foi só então que eu olhei para a televisão e reconheci imediatamente o filme que passava, eu e Caroline já tínhamos assistido juntos, mais de uma vez até.

Amizade Colorida? Isso é sério? — não pude deixar de questioná-la.

— Eu gosto desse filme – deu de ombros – E quando vi que estava passando, achei perfeito para a ocasião. Vai me dizer que você não sente a ironia da situação.

— Com certeza, eu percebo – fiz uma careta.

Sabia que não adiantava discutir, então eu apenas fiquei lá, tentando ignorar o que estava passando na televisão.

***

Para a minha sorte, quando Caroline encontrou o filme Amizade Colorida já tinha começando há algum tempo e menos de 45 minutos depois, os créditos finais começavam a subir na tela. O nosso vinho também chegou ao fim quase no mesmo instante.

— Bom, é isso – minha amiga falou após beber o último gole da sua taça – Tomamos a garrafa inteira de vinho.

— Sim, nós tomamos – ri enquanto afirmava – Você está mais relaxada agora?

— E quem foi que disse que eu estava tensa? — elevou um pouco o tom de voz, tentando parecer espantada – Eu não estava tensa…, nem um pouco tensa…

— Você não precisa mentir para mim, Care, eu sei que você estava tensa – segurei a sua mão imediatamente – Mas tudo bem, para falar a verdade, eu também estava um pouquinho tenso.

— Então acho melhor nós… irmos logo lá para dentro – ela se levantou e tentou desamassar a roupa, embora tudo nela estivesse no lugar– Quanto mais tempo demorarmos, mas difícil vai ficar.

— Espera, Care – segurei o seu pulso e ela voltou se sentar no mesmo lugar de antes – Para que a pressa?

Coloquei uma mexa do seu cabelo para trás da orelha, esse gesto fez com que ela soltasse um pesado suspiro.

— Quero fazer tudo certo – dessa vez eu sussurrei – Essa noite precisa ser perfeita, para nós dois.

Coloquei uma das mãos ao seu rosto e uni meus lábios aos dela. Beijar Caroline já estava virando algo natural, quase tanto como respirar: tão simples, tão necessário, tão bom…, poderia me acostumar com isso.

Fui me aproximando dela a medida de aprofundávamos o contato e logo estava com o corpo deitado por cima do dela. Care soltou um som que era uma mistura de suspiro com gemido e esse foi o sinal para que eu colocasse uma das mãos por dentro da sua blusa.

— Espera, Stefan… — tentou me empurrar com a intenção de que eu saísse de cima dela – Não é para as coisas acontecerem assim; ou melhor, não é para acontecer aqui…

Acho que precisava concordar com ela nesse momento. A sala do meu apartamento não era o melhor lugar para termos a nossa primeira vez.

— Você tem razão – foi então que eu voltei a ficar de pé – Vamos para o meu quarto então.

— Também não era lá que eu estava pensando… — continuou enquanto imitava o meu gesto anterior – Essa é a sua primeira vez, Stef, eu quero que seja mais do que especial, não que a gente comece logo no quarto.

— Certo, agora eu estou confuso… — admiti – No que exatamente você está pensando?

— No banheiro… — respondeu – Acho que um banho de banheira pode ser uma coisa boa nesse momento, para nós dois.

— Se você diz – dou de ombros – Vamos até lá.

***

Coloquei a mão na água, estava perfeita, nem muito quente, nem muito fria. Agora era só deixar a banheira de hidromassagem encher por completo.

— Muito bem, Care, a banheira já está enchendo – falei enquanto entrava no quarto.

Ela estava de costas para mim e já tinha retirado a blusa, a saia e as sandálias, ficando apenas uma lingerie vermelha. E para “piorar” quando Caroline escutou a minha voz, se virou na minha direção.

— Uau… — foi tudo que eu consegui dizer enquanto a olhava de cima a baixo – Você… Você está…

— Fico feliz que tenha gostado – ela sorriu, interrompendo a minha frase.

— Bom… — continuei, tentando não demonstrar que tinha ficado abalada ao vê-la “vestida” assim – Como eu estava dizendo, a banheira já está enchendo e daqui a pouco nós já podemos…

— Eu vou da primeira vez, Stef – garantiu – Deixa eu te ajudar a tirar essa blusa, imagino que você não tenha costume de tomar banho vestido, não é mesmo?

— Com certeza, não – balancei a cabeça negativamente em resposta.

Ela se aproximou e começou a abrir os primeiros botões da minha camisa, mostrando bastante habilidade, mas tentei não pensar nisso, ou acabaria me questionando sobre como ela aprendeu aquilo. Então decidi apenas me concentrar nos seus dedos roçando na minha pele.

— Está tudo bem? — perguntou quando eu soltei um pequeno suspiro logo após Caroline terminar de abrir a minha camisa.

— Sim, eu estou bem – afirmei.

— Você precisa relaxar – sussurrou, enquanto retirava completamente aquela peça de roupa e a jogava no chão – Não vou fazer nada que você não queira, pode ter certeza…

Dito isso, Caroline ficou na ponta do pé, colocou os braços em volta do meu pescoço e voltou e me beijar. Enquanto eu a puxava para mais perto de mim, ela começou a passar a mão pelo meu peito, até que chegar ao meu cinto e abri-lo, fazendo o mesmo em seguida com a minha calça; agora estávamos iguais, ambos apenas de roupas íntimas.

Foi então que eu decidi tomar a iniciativa de abrir o fecho do seu sutiã, mas Care segurou o meu pulso, me impedindo de completar aquela tarefa.

— Não precisa ter pressa – avisou – Nós temos todo o tempo do mundo essa noite.

Coloquei as duas mãos, uma de cada lado da sua cintura e então beijei, seu ombro, seu pescoço e sua orelha, dessa vez foi ela quem suspirou por conta daquele contato.

— Stef… — sua voz estava baixa e fraca, mas estávamos perto o suficiente para que eu pudesse escutá-la perfeitamente – A banheira…

Foi só então que eu me lembrei, a banheira estava enchendo e se demorasse muito transbordaria. Sai correndo de volta para o banheiro e, para a minha sorte, não tinha acontecido nenhum “acidente”, então eu fechei a torneira imediatamente.

— Bom, acho que o nosso banho já está pronto… — sai correndo com tanta pressa que nem ao menos percebei que Caroline tinha vindo atrás mim.

— Sim, está… — encarei rapidamente os meus pés, não sabia o que fazer e muito menos como agir nesse momento.

— Ótimo… — passou por, indo até a pia – Você tem sais de banho aqui, não é mesmo?

— Tenho sim – afirmei – Mas, para ser sincero, eu nunca usei nenhum, estão ai para enfeitar o banheiro mesmo.

— Bom, para tudo tem uma primeira vez, não… — minha amiga não pode deixar de rir da própria piada – Hoje você vai usar os sais de banho.

Começou a olhar as cinco garrafinhas que ficavam encostadas na parede de azulejos. Não sabia exatamente o que estava fazendo e decidi não perguntar, mas não demorou muito até ela se decidir por uma colocar um pouco do conteúdo na banheira e logo começou a fazer espuma.

— Agora você já pode me ajudar a tirar – virou-se de costas para mim, embora eu ainda pudesse encará-la pelo espelho, e afastou os cabelos, me dando livre acesso as suas costas.

Eu me aproximei, mas antes e fazer o que ela estava pedindo, voltei a encostar os lábios na pele exposta do seu ombro, abaixando uma das alças do seu sutiã e então levando os beijos novamente para o seu pescoço e para sua nuca, só então eu abri o fecho nas suas costas.

Caroline me ajudou a retiras a peça de roupa e a jogando no chão frio do banheiro e foi quando eu levei as mãos pelos seus seios. E aquela parecia que tinha sido uma boa ideia, pois pude ver pelo reflexo do espelho que minha amiga estava de olhos fechados, a cabeça levemente para trás e os lábios entreabertos, parecia mesmo ter gostado do que eu estava fazendo.

— Não… — reclamou quando comecei a me afastar – Pode continuar com isso.

Fiz exatamente o que ela pediu. Continuei brincando com os seus seios, contornando os mamilos endurecidos com os dedos indicadores, depois comecei a descer uma das mãos pela sua barriga até chegar a sua calcinha e ela soltou um gemido quando finalmente toquei na sua intimidade, encostando-se um pouco mais mim.

— Muito bem, agora chega de me torturar… — avisou enquanto se virava para voltar a ficar de frente para mim – É a minha vez.

Sentou-se na bancada da pia, e enroscou as pernas na minha cintura e assim ficando com o rosto mas próximo ao meu. E, para a minha surpresa, quando voltou a me beijar, também levou as mãos ao meu membro, ainda dentro da cueca e começou a massageá-lo.

— Care… — gemi com os lábios ainda grudados nos seus – Care… Eu…

Ela me ignorou, continuando com a tarefa, sem diminuir a velocidade por nenhum segundo sequer, nossas respirações estavam aceleradas e na mesma sincronia. Logo senti me derramar contra a sua mão e mordi de leve o seu ombro para não gritar a ponto dos vizinhos escutarem.

Ficamos algum tempo apenas nos encarando. Caroline estava com o cabelo bagunçado e o rosto vermelho, tenho certeza de que não devo estar muito diferente dela.

— Acho que agora estamos mesmo precisando de um banho – ela comentou e eu não pude deixar de concordar.

***

Já na banheira, debaixo de toda aquela espuma, não demorou muito para voltarmos a nos beijar. Care sentou-se no meu colo, fazendo com que nossos sexo se encostasse, mas sem o ato em si.

— Eu quero te dar prazer, da mesma maneira que você fez comigo – pedi – Por favor, me ensine a faze isso…

Ela pegou minha mão e levou até a sua intimidade, me explicando como fazer movimentos circulares em torno do seu clitóris. Vê-la gemer fez com que eu voltasse a ficar exitado quase que imediatamente.

E não demorou muito para que Caroline chegasse ao que imaginava que fosse um orgasmo, não pude deixar de me sentir orgulhoso por conseguir fazer isso com ela.

— Você é bom nisso… — comentou – Tem certeza de que você já não fez isso antes e está me enganando só para me levar para cama?

— Talvez… — decidi entrar na sua brincadeira enquanto beijava atrás da sua orelha.

— Eu não quero sair daqui – murmurou, encostada a cabeça no meu peito – Aqui está tão bom…

— Se não sairmos daqui não continuaremos com a nossa noite – lembrei.

— Tem razão – concordou – Mas acho que você vai ter que me ajudar a levantar daqui.

— Com todo o prazer – afirmei enquanto a retirava do meu colo e me levantava da banheira; foi só então que eu percebi que matade da água tinha ido parar no chão, aquela era mais uma coisa para limparmos depois.

Peguei a minha toalha e enrolei na cintura, depois eu peguei o roupão atrás da porta e só então a ajudei a se levantar e a fiz vesti-lo.

***

Caroline soltou um gritinho de surpresa quando a peguei no colo para poder levá-la de volta ao quarto e mais um quando a depositei em cima da minha cama. Infelizmente, novamente eu não sabia o que fazer em seguida.

— Está tudo bem…? — perguntou enquanto me observava coçar a nuca.

— Como você sabe, eu não tinha muita ideia do que esperar dessa noite e não tinha para quem pedir concelhos – disse – Mas, mesmo assim, eu tentei me preparar de um jeito para essa noite.

Ela deu um pequeno sorriso sem falar mais nada, provavelmente esperando que eu continuasse o meu relato.

— Não sabia se você tinha, mas achei melhor comprar – prossegui – Só para estar preparado mesmo.

Fui até a mesinha, onde tinha colocado a sacola da farmácia assim que cheguei em casa. Então a coloquei em cima da cama, bem em frente a minha amiga.

— Camisinhas? — riu enquanto olhava todos aqueles pacotes que eu tinha comprado – Você realmente comprou todas essas camisinhas?

— Não sabia exatamente qual escolher – dei de ombros – Achei melhor ser exagerado, assim você também poderia me orientar em relação aos… preservativos.

— Certo, deixe-me ver – concordou enquanto olhava a sacola, aparentemente uma daquelas camisinhas chamou a sua atenção – Sabor morango? Isso é sério mesmo, Stefan?

— Eu já disse que estava com um pouco de pressa quando estava na farmácia? — tentei me defender – Não olhei direito o que estava comprando, eu apenas peguei.

— “Estava com pressa”, sei… — fez aspas com as mãos enquanto ria, parecendo se divertir com aquela situação – Mas eu gostei, sendo sincera, eu nunca usei uma camisinha com sabor antes.

— Parece que eu não sou o único a ter uma primeira vez hoje então – brinquei.

— Sim, é verdade – concordou.

Ela retirou a minha toalha e em seguida me fez deita na cama, enquanto se ajoelhava entre as minhas penar levemente afastadas. Caroline começou a beijar o meu peito, dando leves mordidas em pontos estratégicos, até chegar ao meu abdômen, só então ela abriu a embalagem de preservativo, segurou a pontinha do objeto e o deslizou sob o meu membro e, em seguida, passando a língua por toda a sua extensão.

— Eu sempre quis fazer isso – admitiu, seguindo por um sorriso tímido.

Então ela voltou a sentar no meu colo, mas dessa vez foi diferente, pois eu a estava penetrando; quando senti que estava totalmente dentro dela, minha amiga começou a se mover lentamente. Eu me encostei na cabeceira da cama e segurei cada lado da sua cintura com a intenção de ajudá-la com os movimentos.

— É assim…? — quis saber enquanto começava a me mover embaixo dela – Estou fazendo certo?

— Sim, está – afirmou, sem parar de se mexer nenhum minuto sequer.

Caroline começou a passar as unhas pelo meu peito e costas. Enquanto isso eu beijei toda a extensão do seu colo, chegando até perto dos seus seios e também comecei a passar as mãos pelos seus joelhos e parte interna das suas coxas, ela sorriu…

— Steeeeef – gritou enquanto enroscava os dedos nos meus cabelos.

— Care…! — gritei quase que ao mesmo tempo que ela – Care… Eu… Eu…

Passei a me concentrar apenas nas nossas investidas, nossas intimidades uma contra a outra. O som dos nossos gemidos pesados ecoaram pelo ambiente, aquela sensação era mesmo única…

Depois de mais algum tempo, Caroline relaxou, parecendo ter chegado ao orgasmo e não demorou muito para que eu chegasse a clímax também. Ficamos algum tempo na mesma posição até que ela saiu de cima de mim, me ajudou a retirar o preservativo e indo até o banheiro, provavelmente para jogá-lo fora.

Quando minha amiga retornou, eu estava encarando o teto branco do quarto. Era isso, eu tinha perdido a minha virgindade, as coisas não pareciam assim tão diferentes como eu imaginei que estaria, mas, mesmo assim…

— Como você está se sentindo? — a pergunta de Care me pegou de surpresa.

— Bem, eu acho… — disse enquanto me sentava – As coisas devem ser diferentes para as mulheres, eu imagino.

— Isso com certeza – fez uma careta, provavelmente estava se lembrando da sua primeira vez e não pude deixar de me sentir mal com aquele pensamento; era estranho saber que ela tinha sido a minha primeira, mas ela tinha tido outros antes de mim.

Caroline então sentou na ponta da cama e eu tomei coragem de me aproximar e afastei um pouco o roupão sob o seu ombro, dando um beijo no local.

— Você é linda, sabia disso? — murmurei.

— Tenho certeza de que você está falando isso apenas para me bajular – brincou – Vocês homens são todos iguais mesmo.

— Nunca faria uma coisa dessas – garanti – Você é simplesmente maravilhosa, não duvide disso.

Puxei seu rosto para mais um beijo nos lábios e suas mãos foram quase imediatamente para o meu membro, que já estava voltando a ficar ereto.

— Parece que tem alguém aqui ficando animado outra vez – comentou, sem conseguir deixar de dar um sorriso divertido.

Eu a ajudei a tirar completamente o roupão e no segundo seguinte já estávamos deitados, dessa vez ficando por cima dela. Já estávamos prontos para o segundo round…

***

Já estava chegando a mais um orgasmo, o terceiro dentro de Caroline. Tínhamos tentando posições diferentes em cada “round”, dessa vez ela estava sentada no travesseiro, com as pernas no meu ombro e eu estava ajoelhado na sua frente.

— Stefan…! — sussurrou no meu ouvido, a respiração quente contra o meu rosto – Mais rápido, Stefan.

Eu a obedeci imediatamente, aumentando a velocidade dos meus movimentos, entrando e siando dela diversas vezes, o que a fez gritar ainda mais alto.

Nossos corpos estavam suados, o que fez com que as nossas peles se encostando e se afastando tinha um som diferente.

— Stef… — voltou a me chamar, seu tom de voz era quase meloso.

— Eu estou aqui, Care… — claro que ela sabia disso, mas senti necessidade de dizer isso – Estou aqui com você.

Mais algumas investidas, chegamos ao ápice, como das outras vezes, os orgasmos aconteceram quase ao mesmo tempo. Eu desabei com o corpo inteiro em cima da minha amiga e ela ficou passando as unhas pela minha nuca.

— Você está bem? — perguntei sem me mover nenhum centímetro de onde eu estava.

— Cansada… — admiti – Não tenho mais 18 anos, não aguento tão bem três vezes seguida com antes.

Pois não parece – levantei a cabeça para poder olhá-la e lhe ofereci o meu melhor sorriso brincalhão.

— Idiota… — deu um tapa de leve no meu braço, claro que eu não senti nada, mas fingi sentir dor.

Dei mais um selinho em Caroline antes de sair de cima dela. Retirei o preservativo e o joguei na lixeirinha do banheiro junto aos outros dois. Acho que nem mesmo nos meus sonhos mais malucos eu poderia imaginar que minha primeira noite seria assim tão… intensa…

— Stefan! — Care voltou a me chamar no outro cômodo – Você não vai se deitar?

— Já estou indo… — avisei.

Quando retornei ao quarto Caroline já estava totalmente coberta com o lençol branco da minha cama. Eu me deitei ao seu lado e a puxei para encostar a cabeça no meu peito e fiquei passando a mão pelos seus cabelos loiros, exatamente como faço todas as vezes que dormimos na mesma cama.

— Você acha que as coisas vão mudar depois de tudo que aconteceu essa noite? — voltou a me questionar.

Aquela era mesmo uma pergunta válida. De certa maneira não sei se conseguirei ver a minha amiga da mesma maneira depois de ter transado com ela, mas, ao mesmo tempo, não quero que o que aconteceu destrua a nossa amizade.

— Só vai mudar alguma coisa se a gente quiser – respondi, por fim.

— Eu não quero que as coisas mudem – negou com a cabeça — Não quero mesmo…

— Também não quero isso – afirmei – Nós somos melhores amigos, Care, e nós sempre seremos.

— Tomara que você esteja certa – soltou um pequeno bocejo depois de falar – Mas acho que essa é uma coisa para começarmos a pensar, ou nos preocuparmos, amanhã pela manhã. Eu realmente preciso dormir agora.

— Não acho que a gente precise se preocupar com alguma coisa – garanti – Mas concordo que é melhor a gente ir dormir agora.

Dei um beijo no topo da sua cabeça ela voltou a deitar a cabeça no meu peitoral. Logo Caroline fechou os olhos e não demorou muito para a sua respiração estar calma e ritmada.

Fiquei ali algum tempo observando a minha amiga dormir, mas depois que eu também fechei os olhos, não demorou muito para que eu caísse na inconsciência.

Notas finais
Pois é gente, essa foi a primeira vez do Stefan e a Caroline. O que acharam? E será que o Stefan está certo e as coisas só mudam se os dois quiserem? E será que eles vão conseguir mesmo manter as coisas como eram antes? *** E o próximo capítulo já é o dia seguinte e vamos ver o quão constrangedor ele será? *** Bom, é isso agora comentem e digam o que estão achando Serpa que eu mereço alguma recomendação?