Just One Night

11 Capítulo 10 – Apenas uma noite


Notas iniciais
Bom gente, Em primeiro lugar, desculpem-me pela demora, é que eu não estou em casa e tá meio complicado de escrever. Infelizmente o capítulo não ficou muito grande, mas eu prometo compensar no próximo. Enfim, espero que gostem E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Caroline

Aquela poderia ser uma cena mais do que normal: eu e Stefan deitados na mesma cama, um ao lado do outro, até mesmo abraçados, exatamente como todas as vezes em que venho dormir aqui. Com a única diferença de ambos estarmos totalmente nus por debaixo dos lençóis. Ainda não acredito que realmente levei isso até o fim, que eu realmente tinha transado com o meu melhor amigo.

Não posso dizer que esteja arrependida, porque isso eu realmente não estou; já estava sem sexo há alguns meses e foi bom “sair da seca”, mas também não posso deixar de ficar receosa sobre o que pode acontecer a partir de agora. Tentei puxar assunto sobre isso ontem, mas Stef não quis saber de conversa.

— Espero que não esteja pensando em uma maneira de sair fugida daqui… — ele murmurou logo após eu soltar um longo suspiro.

— Não sabia que você já estava acordado… — tomei coragem e me virei para poder vê-lo, seus olhos verdes diretamente virados na minha direção – Você está ai, tão quieto…

— Eu estava apenas aqui em silêncio aproveitando o momento e escutando você respirar – ele passou a mão pelo meu cabelo, aquela era um gesto simples e até mesmo rotineiro entre nós, mas depois de tudo que aconteceu, foi impossível não prender a respiração – E quanto a você, senhorita Forbes? Será que eu posso saber o que estava pensando? Quero dizer, além de em como fugir sem que eu percebesse, é claro…

— Eu não estava pensando em fugir, Stefan – apressei-me em me defender – Mas, se quer saber mesmo: eu estava pensando se vou tomar uma ducha antes de ir começar a preparar o café da manhã.

Isso era realmente verdade, não que eu seja uma grande cozinheira, mas sei fazer o básico. Acho que seria legal preparar alguma coisa para nós; algo como o final perfeito para uma noite incrível.

— Uma ducha, realmente parece uma boa ideia – disse em seguida – Eu estou dentro.

— Na verdade, a ideia era tomar banho sozinha – desviei o olhar do dele, tentando certeza que meu rosto estava totalmente vermelha depois desse comentário do meu amigo.

— Ora, mas por que? — quis saber – Achei que essa era uma oportunidade de você continuar me ensinando…

Tomei coragem de voltar a encará-lo, Stefan estava um sorriso malicioso nos lábios.

— O que aconteceu com o “será apenas uma noite”? — decidi perguntar.

Nós ainda não levantamentos, tomamos café e você ainda não foi embora para a sua casa – lembrou – Teoricamente, a nossa noite ainda não acabou.

Antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa, Stefan começou a fazer cócegas em mim, o meu ponto fraco; comecei a rir descontroladamente enquanto ele ficava em cima de mim, sem parar o que estava fazendo. Meu único pensamento foi que as minhas preocupações de alguns minutos atrás eram bobagem e que as coisas entre nós podiam sim voltar a ser como eram antes.

Em algum momento, Stef parou de me fazer cócegas, ainda com o corpo totalmente em cima de mim. Ficamos nos encarando por alguns segundos, ate que finalmente nos beijamos, calma e profundamente.

— E então, o que você me diz? — voltou a sussurrar, logo depois de afastar os lábios alguns centímetros dos meus – Banho? Juntos?

Meu lado racional gritava para que eu respondesse não, mas, ao mesmo tempo, meu corpo praticamente berrava para que eu não o deixasse se afastar de mim. A verdade é que já fizemos tantas coisas que não deveríamos ontem a noite que um banho juntos não poderia fazer tão mal assim.

— Sim… — concordei com a cabeça – Vamos até lá.

***

Stefan me pegou no colo e me levou até o banheiro, me colocando em pé já dentro do boxe. Já com o chuveiro ligado, ele voltou a me beijar e imprensou meu corpo entre o seu e a parede, com cuidado para que as minhas costas não machucassem na torneira, imediatamente voltei a senti sua excitação contra a minha barriga.

Quando Stef se afastou de mim, soltei um gemido de protesto. Ficamos nos encarando e eu coloquei as duas mãos sob o seu peito.

— Eu quero muito isso, Care, você não tem ideia… — sussurrou, por fim – Mas eu, é claro, não farei nada que você não queira também.

Ele provavelmente estava se lembrando que eu comentei sobre tudo que aconteceu ontem ter sido um “relacionamento” de apenas uma noite e deveria estar receoso de que poderia estar me forçando a alguma coisa. Claro que toda essa preocupação agora é um pouco tarde demais.

— Eu também quero isso, Stef… — garanti – Não estaria aqui com você agora se não quisesse isso também.

Stefan então voltou a me beijar e, em seguida, foi descendo os lábios pelo meu queixo, pescoço, colo, seios, barriga…, minha excitação foi aumentando a medida que foi se aproximando da minha intimidade. Infelizmente ele parou o que estava fazendo antes que chegasse ao ponto que eu mais queria.

— Eu… — deu um sorrisinho sem graça, voltando a me encarar – Não sei exatamente o que fazer…, nunca fiz isso e tenho medo de fazer alguma besteira e que você não goste.

Foi impossível não rir daquela situação. Acho que depois de tudo que aconteceu entre nós, depois de tudo que fizemos, acabei me esquecendo completamente de que até ontem a noite meu amigo ainda era virgem e que nunca fez sexo oral e ninguém também.

— Você não vai fazer nenhuma besteira, Stef – garanti – Eu vou te orientar; essa vai ser mais uma coisa que você vai aprender essa “noite”.

Ele ainda pareceu um pouco receoso, mas só por alguns segundos, pois, em seguida, já foi colocando os lábios na minha intimidade, o que já me fez ofegar por conta daquele novo contato. Quando decidiu utilizar a língua para me explorar, coloquie a mão nos seus cabelos, enrolando os fios entre os meus dedos.

— Isso… — consegui dizer, apesar da minha voz sair em um sussurro – É isso mesmo, Stefan, você está indo muito bem.

Depois da minha aprovação, Stefan apoiou a palma das duas mãos, uma em cada uma das minhas coxas e continuou com o que estava fazendo, mas agora aumentando a intensidade das suas investidas e então alcançando o meu clitóris com a ponta da língua. Tudo que eu consegui fazer foi jogar a cabeça para trás e morder os lábios, tentando não gritar.

Continuei a orientá-lo da melhor maneira que pude e não demorou muito para o chegar ao clímax; por sorte eu estava encostada na parede, pois não tinha certeza se minhas pernas conseguiriam me sustentar sozinhas.

Stefan voltou a ficar de pé e me encarar nos olhos. Parecia bem orgulhoso por ter me feito chegar ao orgasmo.

— Você foi totalmente incrível… — sorri, meus lábios agora estavam há poucos centímetros do dele.

Fiquei brincando com os dedos pelo seu abdômen antes de segurar o seu membro. Acho que depois daquela sessão de sexo oral tudo que eu preciso é dele dentro de mim outra vez.

— Espera, Care… — segurou os meus pulso, impedindo que eu continuasse aquela massagem – Nós não trouxemos nenhuma camisinha para cá e tenho certeza de que você não quer se arriscar.

— Nós não precisamos de caminha – neguei com a cabeça – Eu tomo pílula anticoncepcional desde que tenho 18 anos e também garanto que não tenho nenhuma doença sexualmente transmissível. Claro que se você não quiser acreditar em mim…, eu posso ir lá no quarto pegar uma camisinha.

— Não precisa – apressou-se em dizer antes que eu pudesse me mexer para sair do boxe – Vamos assim mesmo.

Ele voltou a me beijar e, para a minha surpresa, colocou as mãos junto com as minhas, no próprio membro. Prossegui com os movimentos de vai e vem e Stef me imitou; aquilo tudo estava sendo muito prazeroso para nós dois.

— Não aguento mais… – murmurou em seguida – Eu quero você… Preciso de você…

— Eu sou sua… — disse meio que sem pensar nas minhas palavras – Aqui e agora, eu sou sua…

Stefan posicionou o seu membro na entrada da minha intimidade, mas antes que me penetrasse, ele me pegou no colo e fez com que eu enroscasse as pernas em volta da sua cintura. Dessa vez sem nenhuma barreira entre nós, éramos apenas nós dois e água que continuava a bater insistentemente contra os nossos corpos.

Eu ainda estava com as costas contra a parede enquanto meu amigo aumentava as investidas contra mim, a medida que meus gemidos pediam por mais. Após alguns movimentos dos nossos quadris um contra o outro, não demorou para que ele se derramasse dentro de mim e isso foi o suficiente para que eu também chegasse ao ápice.

— Você está bem? — perguntou ao mesmo tempo em que grudava a testa na minha.

— Estou ótima – garanti – Acho que essa foi uma ótima maneira de começar o dia, não é mesmo? — foi impossível não sorrir.

— Com certeza…- concordou, imitando o meu gesto.

Continuamos daquela maneira enquanto nossas respirações voltavam ao normal. Stef ainda me ajudou a ficar de pé antes de sair de dentro de mim, agora podíamos continuar com o nosso banho.

***

Stefan terminou de se lavar antes de sair do boxe e enrolar a toalha na cintura, me deixando ali.

— Vou preparar o nosso café da manhã enquanto você termina o seu banho – avisou – Quer alguma coisa em especial?

— Apenas me surpreenda… — dei de ombros.

Não que meu amigo seja um bom cozinheiro, mas ele, com certeza, é bem melhor do que eu. Será bem melhor do que se eu fosse a responsável pelo nosso café da manhã.

— Você quem manda, senhorita Forbes – completou – Vou deixar uma camisa para que você vista, assim você não precisa colocar a sua roupa agora, pode fazer isso depois de comer.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Stefan já tinha saído do banheiro, fechando a porta atrás de si.

Assim que me vi sozinha no cômodo, apenas fechei os olhos e deixei que a água caísse na minha cabeça enquanto deixava os meus pensamentos “viajarem”, relembrando todos os acontecimentos das últimas doze horas.

Acho que posso dizer, sem nenhuma modéstia, que tinha feito um bom trabalho e tinha sido uma boa professora. Stefan se saiu muito bem na sua primeira vez (e também na segunda, na terceira e na quarta vez) e quando ele finalmente arranjar uma namorada fará um bom trabalho quando os dois transarem.

Claro que pensar na ideia do meu melhor amigo na cama com outra é perturbador demais. Tudo aquilo que fizemos ontem a noite e depois agora, nesse mesmo boxe, tinha sido comigo, apenas comigo; mas sei que mais cedo ou mais tarde ele faria isso com alguma namorada e só de imaginar uma cena dessas, meu estômago chegou a revirar.

— Deixa de bobagem, Caroline – apressei em dizer para mim mesma – Essa era a ideia dessa noite desde o início, fazer com que o Stefan tirasse essa primeira noite do caminho e não ficasse tão temoroso diante de uma relação com uma possível namorada. Não tem porque você ficar com ciúmes dele agora.

Ciúmes? Essa é uma palavra tão forte…, Stefan nada além de meu amigo para que eu sentisse ciúmes dessa maneira. E, para piorar a situação, foi impossível não lembrar das palavras da Freya ontem de manhã sobre como eu me sentiria se Stef arranjassem uma namorada e que isso poderia significar que eu sentia algo a mais por ele.

— Tudo bem, Caroline, você está definitivamente pensando demais agora – revirei os olhos – A Freya não conhece o seu relacionamento com o Stefan. Nem ela, nem o Damon, nem a Elena, nem a Bonnie, nem ninguém…, isso é algo que diz respeito apenas a vocês dois.

Decidi deixar de falar sozinha e me abaixei para pegar o sabonete líquido.

***

Sai de dentro do banheiro já vestindo a mesma lingerie vermelha de ontem a noite, de alguma maneira eu sei que me sentiria desconfortável sem ela. Encontrei a camisa social preta que Stefan tinha deixado dobrada em cima da cama para mim.

Eu a vesti e imediatamente senti o cheiro do já familiar perfume do meu melhor amigo, o que fez meu coração disparar. Imediatamente tratei de esquecer aquela reação e sai daquele quarto.

***

Fui surpreendida ao chegar a sala e encontrar a mesa posta para duas pessoas e com um prato cheio de panquecas e um tubo de calda de chocolate. Quase no mesmo instante, Stef surgiu da porta da cozinha, trazendo duas canecas.

— Pensei que você ainda fosse demorar mais um pouco…- lamentou – Queria que já estivesse tudo arrumado quando você saísse do banho.

— Não precisa, está tudo perfeito de qualquer maneira – garanti – Eu não sabia que você sabia fazer panquecas.

— Existem muitas coisas que você não sabe sobre mim, Care… — deu um sorriso convencido, imediatamente sabia que aquilo era uma grande mentira.

— Sei… — o olhei, totalmente desconfiada.

— Certo, a Jenna fez algumas panquecas na semana passada e como eu e Damon não comemos tudo, decidimos congelar o resto – explicou – Sei o quanto você ama panquecas e achei que essa era a melhor ocasião para descongelá-las.

— Você não precisava fazer isso por mim, Stefan – fiquei extremamente sem graça no momento – Eu teria ficado satisfeita com algumas torradas, talvez apenas um café.

Claro que aquilo era uma completa mentira, meu estômago roncou só de ver aquelas panquecas, acho que eu não tinha percebido naquele momento o quanto eu estava com fome. Mas também não quera que ele tivesse todo aquele trabalho por minha causa.

— Eu quis faze isso, Caroline – completou – Esse é o fim perfeito para a noite perfeita.

Ficamos nos encarando sem sair do lugar em que estávamos, cada um praticamente em um canto da sala. Foi Stefan quem desviou primeiro, indo até a mesa e colocando as duas canecas.

— Bom, nós temos as panquecas e a calda e chocolate, exatamente como você gosta – murmurou – Aqui está o café no leite e também temos suco, só que, infelizmente, ele é de caixa.

— Parece tudo maravilhoso para mim – afirmei – E eu gosto de suco de caixa, claro que não é igual ao natural, mas também é bom.

Ele puxou a cadeira para que eu pudesse me sentar e então foi até a cozinha mais uma vez voltou com a caixa de suco e dois copos.

Então, começamos a tomar o nosso café da manhã em silêncio.

Notas finais
Pois é, a Caroline tentando fazer as coisas continuarem a ser como antes, mas decididamente não estão. *** Como eu disse, o capítulo não está muito grande e eu só vou poder postar de novo na semana que vem (quando já estou estar em casa), mas eu prometo que ele estará maior. *** Bom gente é isso Comentem e digam o que estão achando.