Just One Night

22 Capítulo 21 – Davina Claire


Notas iniciais
Oi gente, aqui está um capítulo novinho para vocês, vou acelerar um pouco as coisas aqui para termos logo o Stefan e a Caroline se acertando. Como o próprio título do cap diz, vamos conhecer Davina Claire (ela já foi citada antes na fic, para quem não se lembra) Espero que gostem e nós vemos la embaixo nas notas finais

Stefan

Pode acreditar, Stef, Buenos Aires é um lugar incrível — revirei os olhos, meu irmão tem me ligado uma vez ao dia nessas duas últimas semanas em que está fora de Los Angeles para saber como estão as coisas na agência e todas essas vezes ele tem comentado como essa viagem de lua de mel tem sido maravilhosa, isso já estava começando a ficar cansativo – Você deveria passar alguns dias aqui, só resta saber quem você vai querer trazer como você: a Caroline ou a Katherine.

— Muito engraçado, Damon… — fiz uma careta, mesmo sabendo que ele não podia me ver – É muito bom saber que você está se divertindo com toda essa situação que eu estou enfrentando.

Stef, você é meu irmão caçula e, com certeza, deve ter aprendido alguma coisa comigo— continuou – As mulheres são naturalmente atraídas por nós, Salvatores, e se a Caroline não quer, tem quem queira e talvez a Katherine também não seja a mulher da sua vida, mas você terá muito tempo para encontrá-la. Não vê o meu caso, só precisa ter um pouquinho de paciência.

Damon acabou comentando que ele e Freya encontraram Caroline quando ela estava saindo da festa do casamento dele e como ela parecia abalada e distraída. Então decidi contar tudo que aconteceu para o meu irmão, incluindo toda a confusão da manhã seguinte.

— Acredite em mim, eu tenho certeza de que a Katherine não é o amor da minha vida – garanti – Ela não está nem perto disso.

Soltei um longo e pesado suspiro, já faz quase duas semanas desde que vi a minha melhor amiga pela última vez e decididamente não foi o melhor encontro do mundo. Não posso negar, esse tempo longe está fazendo bem para mim, para nós dois, mas também preciso admitir que sinto falta de tê-la por perto como tem sido nos últimos cinco anos.

Agora me diga, irmãozinho, onde você está?— Damon decidiu perguntar, me pegando de surpresa – Pelas minhas contas vocês estão na hora do almoço e eu não estou ouvindo barulho de trânsito ou de pessoas falando no restaurante.

Dei um sorriso divertido enquanto me ajeitava um pouco mais no centro da cama redonda do motel. Não pude deixar me sentir um pouco desconfortável usando apenas a minha cueca boxer enquanto converso com o meu irmão, por sorte ele não consegue me ver pelo telefone.

— Digamos que eu decidi vir almoçar em um lugar mais… reservado… — expliquei, dando de ombros.

Eu estava distraído que nem ao menos percebi que o chuveiro tinha sido desligado, só percebi quando a porta do banheiro foi aberta e Katherine saiu lá de dentro usando um roupão branco. Sorri assim que a vi e ela me retribuiu o gesto.

— Damon, eu tenho que desligar – avisei – Vá aproveitar as suas últimas horas em Buenos Aires. Vocês vão para o aeroporto daqui a pouco, não é mesmo?

Sim, temos que está lá em exatamente duas horas, eu e Freya já deixamos as nossas malas arrumadas e vamos dar mais uma volta aqui por perto do hotel – explicou – Chegaremos ai em Los Angeles amanhã de manhã, você irá nos buscar, não é mesmo?

— Claro, fique tranquilo que eu estarei lá – garanti – Tchau, Damon, até amanhã.

Eu desliguei antes que meu irmão pudesse falar qualquer outra coisa. Kath agora estava em pé há poucos centímetros de mim e eu a puxei, fazendo com que deitasse na cama e eu fiquei por cima dela.

— Como você tem coragem de aparecer aqui vestida desse jeito – sussurrei – Sabe que eu não consigo resistir.

— E quem disse que eu quero que você resita – riu antes de dar uma mordida no meu queixo – Pelo jeito essa nossa “amizade” está mesmo te fazendo muito bem.

— Não tem ideia do quanto… — completei antes colar os lábios nos dela.

Depois de tudo que aconteceu no dia do casamento do meu irmão e principalmente toda a briga envolvendo a Care, Katherine e eu decidimos começar uma amizade com benefícios, mas decidimos chamar apenas de “amizade”, por razões obvias. Diferente de como eram as coisas com a Caroline, aqui não há nenhum tipo de envolvimento romântico, nós dois estamos apaixonados por outras pessoas e sabemos muito bem disso, nosso relacionamento é puramente carnal; claro que isso não impede que a gente não se divirta enquanto estamos juntos.

— Não sei se temos tempo para isso – a voz dela saiu um misto de resmungo e gemido quando nos separamos – Temos que voltar para o trabalho, esse foi o combinado, se lembra?

Normalmente nós nos encontramos no meu apartamento ou no dela, mas hoje decidimos nos ver na hora do almoço e viemos para esse motel que fica praticamente na metade do caminho entre a agência e o campus da UCLA.

— Ora, só mais um pouquinho… — foi a minha vez de mordiscá-la, só que na orelha – Prometo que não demoraremos muito.

— Não consigo acreditar em você, Stefan Salvatore… — ela poderia até estar tentando parecer relutante, mas a verdade é que Katherine não estava fazendo o menor esforço para se mexer.

Voltei a beijá-la enquanto minhas mãos iam em direção ao nó que fechava o seu roupão, enquanto as suas estavam brincando no elástico da minha cueca. Infelizmente fomos interrompidos por um toque de celular, mas dessa vez era o da Kath.

— Eu preciso atender… — ela conseguiu me empurrar para poder se levantar logo em seguida – É do trabalho – avisou antes de atender – Katherine Pierce falando.

Ela começou a andar em círculos pelo quarto ouvindo quem quer que está do outro lado da linha e uma vez ou outra concordava com a cabeça ou então murmurava algo.

— Certo, eu estarei ai em, no máximo, vinte minutos – completou antes de desligar – A brincadeira realmente acabou… — voltou a se virar para mim, fazendo biquinho.

— Eu tenho escolha? — me sentei enquanto passava a mão pelo cabelo.

— Por favor, não faz essa cara… — segurou o meu rosto antes de me dar um selinho – Mas você sabe, a Freya me deixou supervisionando todo o projeto enquanto ela está viajando e tenho certeza de que ela não ficaria feliz se chegasse de lua de mel e descobrisse que o laboratório explodiu por algum erro de algum dos nossos estagiários.

— Acredite, eu não quero causar a ira da minha cunhada – fez uma careta – Então tudo bem, mas saiba que eu vou cobrar que a gente continue essa nossa tarde em uma outra hora.

— Pode ter certeza… — sorriu antes de pegar a sua lingerie no chão e vesti-la – Só não pode ser hoje a noite, vou me encontrar com o Mason – então voltou a me olhar – Espero que isso não seja um problema para você.

— Claro que não é um problema – garanti – Temos um relacionamento e você pode se encontrar com quem quiser, principalmente o cara por quem você é apaixonada.

— Eu conheço o Mason e sei que as coisas não vão mudar – comentou enquanto voltava a se sentar ao meu lado — Mas eu não posso deixar de ter, pelo menos, um pouquinho de esperança.

— Não tem problema ter esperança, Kath… — coloquei a mão a sob a dela.

— Sabe, acho que você deveria procurar a Caroline hoje a noite – sugeriu – Já faz quase duas semanas daquela briga de vocês e acho que já está mais do que na hora de dos dois tentarem esclarecer isso.

— Acredite em mim, Kath, eu quero conversar com a Care e esclarecer as coisas, mas não sei se já o momento – respondi – Quem sabe daqui há algumas semanas.

— Bom, você quem sabe – completou antes de voltar a se levantar – Agora é melhor você começar a se arrumar porque precisamos ir embora.

— Você manda… — agora foi a minha vez de começar a pegar as minhas roupas no chão.

***

Cerca de meia hora depois eu estava entrando no meu prédio da agência. Parei o carro na minha vaga de sempre e segui para o elevador. Cheguei ao andar da minha sala pronto para dar de cara com a minha secretária, mas ela não estava sozinha.

— Oi, Stefan… — já se passaram alguns anos, seu olhar tinha um ar mais maduro e seu cabelo também estava diferente, mas eu nunca esqueceria aquela voz.

— Davina? — elevei um pouco o tom de voz, totalmente surpreso por vê-la bem ali.

Davina Claire, uma das milhares de conquistas do meu irmão durante o seu período mulherengo. Ela estudava publicidade na UCLA, na mesma turma da Bonnie, e as duas vieram ser estagiarias aqui conosco; isso já era motivo o suficiente para que esse “relacionamento” fosse errado, mas piorar a situação, Davina tinha um namorado na época e quado ele descobriu foi tudo muito chato, tanto que ela decidiu trancar o curso e voltar para Nova Orleans, onde mora a sua família.

— Já faz tanto tempo… — continuei – Eu não sabia que você estava de volta a Los Angeles…

— Ainda não é algo definitivo, claro que eu quero voltar a Los Angeles, mas… — deu de ombros – Por enquanto eu só vim visitar os amigos mesmo.

— Isso não é incrível? — Rose finalmente comentou – Davina, querida, espero que você volte a Los Angeles, pode ter certeza de que você faz muita falta aqui na agência.

— Com certeza… — concordei, dando um sorriso sem graça…

Foi impossível não me lembrar de última vez em que vi a Davina, há pouco mais de quatro anos, acho que fui uma das últimas pessoas a encontrá-la antes de se mudar de Los Angeles. E aquele não foi o melhor momento do mundo.

*Flashback*

Sei que meu irmão descobrisse, fui até o RH da agência para procurar o endereço dela e não foi um grande surpresa ao ver que se tratava de um dos prédios da UCLA, local em que a maioria dos estudantes moravam. Assim que anotei tudo que precisava, segui para o local.

Estamos no recesso de primavera e quase todos os alunos tinham ido para as suas casas, por isso o local estava praticamente deserto e também não tive a menor dificuldade de entrar no edifício. Dei uma batida de leve na porta e não demorou muito para Davina abri-la.

Stefan… — disse, me olhando de cima a baixo – O que você está fazendo aqui? Foi o Damon quem pediu para você vir? Por que se foi…

Não, não foi o Damon quem me mandou aqui – tratei explicar – Mas eu vim aqui por causa do meu irmão, fiquei sabendo do que aconteceu. O meu irmão é um idiota e não tinha o direito de te magoar dessa maneira.

Bom, eu meio que procurei por isso – soltou um longo suspiro – Não pensei nas consequências quando me envolvi com o Damon, sabia que não daria em nada e agora eu fiquei sem o Tim também.

Eu realmente sinto muito, Davina, de verdade – voltei a afirmar – Você está ocupada agora? O que acha de darmos uma volta?

Estava arrumando algumas coisas aqui, mas já acabei – respondeu – Eu adoraria dar uma volta, Stefan, vamos lá.

**

Demos uma volta pelo campus até chegarmos a uma praça que normalmente está lotada, mas hoje está vazia. Nós nos sentamos em um banco de madeira e ficamos observando um fonte de água.

Olha, Davina, apesar de tudo que aconteceu entre você e o meu irmão, quero que saiba que você ainda é mais do que bem-vinda a continuar a trabalhar conosco na agência – avisei — Ninguém ficou sabendo do que aconteceu e eu te garanto que você não se sentirá constrangida se decidir continuar conosco.

Eu realmente agradeço pelo seu convite, Stefan, é mesmo muito gentil – ela encarava os próprios pés nesse momento – Mas se eu continuar na agência vou precisar trabalhar diretamente com o Damon e mesmo sabendo que isso é algo que ficará apenas entre nós, não sei se terei sangue frio para aguentar essa situação.

Não posso te culpar por pensar dessa maneira – prossegui – Mas, se mudar de ideia…

Você será o primeiro com quem eu falarei – prometeu.

Voltamos a ficar em silêncio apenas observando a água que caia a poucos metros de nós.

Você é um cara legal, Stefan – ela continuo – Sei que a gente não controla esse tipo de coisa, mas começo a perceber que me apaixonei pelo Salvatore errado.

Essa era a minha chance, coloquei a mão sob dela. Dei um sorriso sem graça enquanto a olhava e Davina repetiu o meu gesto.

Não é exatamente tarde para isso – falei – Sei o que você sente pelo Damon, mas, se você me permitir, eu posso te ajudar a esquecê-lo.

Stefan… — ficou olhando para o meu rosto e para a minha mão sob a dela, repetidas vezes – Stefan, eu…

Por favor, Davina me deixa terminar – pedi – Eu gostei de você desde a primeira vez que eu te vi, logo que chegou a agência junto com a Bonnie, então eu te vi com o meu irmão e pensei que nunca teria uma chance, mas agora…; talvez essa seja uma situação estranha, mas eu estou disposto a tentar se você também estiver.

Stefan, você é um cara legal, mas a situação é um pouco mais complicada do que você pensa – afastou o braço – Confesso que as coisas seriam mais fáceis se eu tivesse me apaixonado por você, mas não foi assim que as coisas aconteceram, então só me resta lamentar pelas minhas escolhas erradas.

Tudo bem, acho que entendo – lamentei, soltando um longo suspiro.

Você é um cara legal, Stef, tenho certeza de que você ainda fará uma garota muito feliz um dia – deu um grande sorriso – Mas essa garota infelizmente não sou eu.

Um clássico discurso quando se dá um fora em alguém – ri.

Isso não é um fora, Stefan, apenas estou te mostrando que as coisas não dariam certo entre nós – explicou – Olha…, ninguém sabe ainda, mas acho que posso te falar, eu estou voltando para Nova Orleans, antes do fim do recesso de primavera, vou continuar a minha faculdade lá.

Você está voltando para Nova Orleans? — aquela revelação me pegou de surpresa – Davina, você não precisa fazer isso. Está indo embora só por causa do que o Damon fez a você, isso é…

Não estou fazendo isso pelo Damon, estou fazendo isso por mim – me interrompeu – Confesso, foi meu grande sonho vir para a Califórnia, fazer faculdade aqui e um dia trabalhar em uma grande agência de publicidade e sonhei em fazer isso com o Tim ao meu lado, mas agora, sinto que nada mais me prende aqui em Los Angeles. Acho que será melhor para mim, voltar para casa, ficar perto da minha família, vai me ajudar a colocar a cabeça no lugar.

E acho que não me resta mais nada a fazer que não seja lhe desejar boa sorte – completei – Se um dia voltar a Los Angeles, não tenha medo ou vergonha de me procurar.

Pode deixar que eu farei isso – deu um beijo no meu rosto antes de se levantar – Até um dia, Stefan Salvatore.

Então ela se afastou, me deixando ali, sozinho.

*Fim do Flashback*

A única pessoa que sabe realmente o que aconteceu naquele dia é a Caroline. Hoje eu percebo que nunca realmente amei a Davina e que foi melhor que as coisas tenham terminado dessa maneira.

— Bom, acho melhor eu ir embora – ela avisou, interrompendo os meus pensamentos — Imagino que você esteja cheio de trabalho para fazer e não quero atrapalhá-lo.

— Na realidade, eu não tenho nada programado hoje – avisei – Se estiver precisando falar alguma comigo – se ela está pretendendo voltar para Los Angeles imagino que esteja a procura de um emprego aqui na cidade e o primeiro lugar que passou pela sua cabeça foi a agência, isso pode explicar o que veio fazer aqui.

— Na realidade, eu vim aqui falar com o Damon – ficou um pouco sem graça ao afirmar isso – Mas a Rose me falou que ele não está na cidade e…

— Mãe… — uma garotinha saiu de perto do sofá a área de espera e caminhou na nossa direção – Já olhei todas as revistas que tinham ali, a gente vai demorar muito? Eu estou com fome.

Ela se parecia bastante com a Davina, com exceção dos olhos, que eram um tom entre o azul e o verde, e os cabelos, que eram pretos e bem lisos; não deveria ter mais do que quatro anos, talvez até um pouco menos.

— Nós já estamos indo, Dani – avisou – Tenha um pouco mais de paciência, minha filha.

— Certo… — ela pareceu contrariada, mas acabou concordando, foi então que ela me encarou – Oi? Quem é você?

— Eu sou o Stefan, Stefan Salvatore – me apresentei – E você é a Dani, certo? Você é muito bonita, sabia?

— Meu nome é Danielle, mas a minha mãe só me chama assim quando quer brigar comigo – explicou – Você é amigo da minha mamãe?

— O Stefan é meu antigo chefe – foi Davina quem respondeu – Ele é o dono desse prédio inteirinho.

— Uau… — pareceu surpresa enquanto passava o olho por todo o ambiente em que estamos.

— Eu não era exatamente seu chefe, Davina, nós dois estávamos na faculdade, eu ainda estava aprendendo o meu trabalho; acho que posso dizer que éramos colegas – a corrigi – E Dani, eu não sou o dono do prédio sozinho, o meu irmão e o meu tio também são donos daqui junto comigo.

— Bom, Stefan, agora precisamos ir mesmo – completou – Preciso levar essa garotinha aqui para almoçar.

— Dani, você gosta de sanduíche? — não foi uma surpresa quando a garotinha balançou a cabeça afirmativamente – Rose, passa um sanduíche e um suco para ela e depois leve café para mim e para a Davina, lá na minha sala.

— Stefan, você não precisa fazer isso – avisou – Eu já disse, não quero atrapalhar o seu trabalho.

— E eu já disse que você não atrapalha – garanti – Você teve o trabalho de vir até aqui; sei que o meu irmão não está aqui, mas não vou fazer você perder totalmente a viagem.

— Tudo bem… — acabou concordando ante de se ajoelhar e ficar na altura da filha – Dani, a mamãe vai lá dentro conversar com o Stefan um minutinho e você fica aqui com a Rose; ela vai pedir uma coisa para você também. Está bem?

— Está bem, mamãe – afirmou, sorrindo.

Ela voltou a ficar de pé e em seguida foi juntamente comigo na direção da minha sala.

***

Não demorou muito para Rose levar café para nós. Ela deixou as duas xícaras, o açúcar e o adoçante antes de voltar para a sua mesa.

— Vejo que você e a Caroline Forbes ainda são melhores amigos – Davina comentou enquanto olhava uma foto minha e de Care que estava um porta-retratos – Como é que ela está?

— Sim, nós ainda somos amigos – me limitei a responder – Ela está muito bem, trabalhando demais, assim como eu.

— Imagino – comentou – E como é que está a Bonnie? Tenho tantas saudades dela e das nossas conversas antes e depois das aulas.

— A Bonnie ainda trabalha aqui na agência – disse – Não sei se ela está aqui hoje, mas posso pedir para a Rose descobrir e chamá-la.

— Não precisa, como eu disse, não vou demorar muito aqui – afirmou – O meu assunto é com o Damon mesmo, eu venho aqui novamente quando ele estiver. Sabe quando ele volta?

— O Damon chega a Los Angeles amanhã de manhã – respondi – Mas, se for realmente urgente, você pode adiantar o assunto comigo. Você disse que está pensando em voltar para Los Angeles, então imagino que você esteja querendo saber se pode retornar aqui para a agência; você terminou o seu curso em publicidade, certo?

— Sim, eu me formei em publicidade, mas não foi para tentar conseguir um emprego que eu vim até aqui – passou a encarar a xícara de café a sua frente – É um outro assunto, pessoal…

— Olha, Davina, não sei o que a Rose te contou, mas saiba que meu irmão não foi fazer uma viagem qualquer – decidi ser bem claro – Ele está em lua de mel.

— Lua de mel? — sua voz saiu em um sussurro, totalmente surpresa – Uau… Será que vocês descobrira que tinham outro irmão depois que eu fui embora? Por que lua de mel não parece o perfil do Damon Salvatore que eu conheci.

— O Damon mudou muito, Davina, desde que ele conheceu a Freya – expliquei – Os dois se casaram há duas semanas e posso te garantir que estão irritantemente apaixonados.

— Eu sinceramente não esperei viver para ouvir uma coisa dessas – fez uma careta – Mas acho que é bom que ele tenha mudado assim…

Foi só nesse momento que percebi o verdadeiro motivo de Davina estar aqui e esse motivo está lá fora. A pequena Danielle, pela idade que ela aparenta ter, significa que Davina já estava grávida quando foi embora de Los Angeles, o que quer dizer que…

— A Danielle… — decidi verbalizar o que estava passando pela minha cabeça – Ela é filha do Damon, não é mesmo…?

— Acho que não tem porque eu mentir ou tentar negar isso – soltou um longo suspiro antes de prosseguir – Assim que descobri que estava grávida, fiquei em dúvida, ela podia ser tanto do Damon quanto do Tim, mas eu fiz os primeiros exames e quando eu decidi retornar para Nova Orleans, já tinha certeza de quem era o pai da minha filha e a Dani nascer e ser a cara dele, foi só uma confirmação.

— Por que você fez isso, Davina…? — estou realmente chocado ao descobri aquilo e não fiz a menor questão de esconder – Sei que o Damon foi péssimo com você, mas ele tinha o direito de saber que tem uma filha.

— Eu fiquei confusa! — elevou um pouco o tom de voz, mas não estava gritando – Eu tinha acabado de terminar com o meu namorado, tinha sido rejeitada pelo seu irmão e ainda descobri que estava grávida, tudo que eu tinha planejado para a minha vida tinha simplesmente desmoronado e isso era desesperador. Conversei com minha mãe, ela ficou chateada, mas avisou que daria o apoio para mim e para o bebê, então não pensei duas vezes antes de largar tudo que voltar para Nova Orleans.

Estava longe, mas foi o suficiente para que eu visse as lágrimas no canto dos seus olhos.

— Você escondeu isso por mais de quatro anos, o que mudou agora? — decidi perguntar.

— A Dani tem perguntado muito a respeito do pai e achei que poderia vir aqui; claro que não jogaria tudo de uma vez, faria isso com calma – explicou – Acredite em mim, Stefan, eu não quero nada, tenho criado a minha filha muito bem sozinha todos esses anos, só quero que ela conheça, que, pelo menos, saiba que tem um pai. Também não pretendo atrapalhar o casamento dele.

— Saber disso será um choque para o meu irmão – admiti – Se você quiser, eu posso conversar com ele, jogar essa bomba antes que ele te reencontre e conheça a Danielle. E também tem a Freya, ela não tem o motivo para ficar com raiva, mas é melhor que as coisas sejam explicadas com calma.

— Você faria isso por mim, Stefan? — pareceu mesmo aliviada com isso – Muito obrigada, obrigada de verdade.

— Estou muito feliz de saber que tenho uma sobrinha – admiti – E já vou dizendo que quero conviver com ela.

— Claro – concordou – Eu disse que não preciso de nada, mas jamais negaria que você e o Damon convivam com ela caso queiram.

— Pois eu quero – afirmei – E tenho certeza de que meu irmão também vai querer.

***

Assim que terminamos o café, eu acompanhei Davina de volta a recepção e assim que aparecemos, Danielle veio correndo na nossa direção. Sua boca estava suja por causa do sanduíche que provavelmente tinha acabado de comer e não pude deixar de achar graça.

— Ora, minha filha, mas que lambança que você fez – ela se ajoelhou e começou a limpá-la.

Foi então que eu reparei melhor na garotinha a minha frente. Sim, ela se parece muito com a mãe, mas também pude perceber várias semelhanças com o Damon, uma legitima Salvatore.

— Nós já vamos embora, mãe? — quis saber.

— Davina, será que eu posso falar uma coisa ela? — pedi – Prometo que não vou demorar muito.

—Claro… — afirmou enquanto se levantava.

Então foi a minha vez de me ajoelhar, ficando na frente de Danielle. A menina sorriu e eu repeti o seu gesto.

— Sabe, Dani, o que você acha de eu te levar para passear um dia desses? — sugeri – Você quer conhecer Los Angeles?

— A mamãe me mostrou algumas coisas desde que chegamos aqui semana passada – explicou – Ela disse que morou aqui antes de eu nascer.

— Sim a sua mãe morou aqui, mas eu nasci aqui em Los Angeles e posso te mostrar muitas, muitas coisas – continuei – E pensei que posso levar o meu irmão comigo, ele é bem lega, tenho certeza de que você vai gostar muito dele também.

— Se a minha mãe deixar… — deu de ombros.

— Tenho certeza de que ela vai deixar – nós dois demos uma olhada para a Davina, que apenas observava a nossa conversa – Será muito divertido, eu te prometo.

— Vou ficar esperando então – completou.

***

Mesmo depois de ter chegado em casa, não pude deixar de pensar nos acontecimentos nessa tarde. Agora sobrou para mim contar para o meu irmão que ele é pai há quatro anos e não tinha a menor ideia disso.

Ele e Freya chegam amanhã cedo, mas não viram para o apartamento deles aqui ao lado do meu; a reforma, que era para ter ficado pronta duas semanas antes do casamento atrasou e a previsão e que seja entregue apenas depois do natal, então, enquanto isso, os dois ficaram no apartamento alugado da minha cunhada. Vou precisar chamá-lo para que tenhamos uma conversa.

Sei que o Damon não rejeitará a filha, mas confesso que tenho medo de qual será a sua reação a mentira de Davina. Espero mesmo que acabe tudo bem…

Meus pensamentos foram interrompidos pelo toque da campainha. Fiquei confuso sobre quem poderia me fazer uma visita em plena sexta-feira a noite, mas, mesmo assim, decidi atender.

Era Caroline. Ela estava com o rosto vermelho e os olhos inchados, sinal de que tinha chorado, era obvio que tinha acontecido alguma coisa, muito grave.

— Care… — sussurrei – O que foi que aconteceu?

Ela não disse nada, apenas se jogou nos meus braços e começou a chorar no meu ombro. Nesse momento eu até me esqueci da nossa briga e de tudo de ruim que aconteceu, tudo que queria fazer era consolar a minha melhor melhor amiga.

— Care, você está me assustando – disse – Por favor, me fala, o que está acontecendo?

— É o meu pai, Stefan… — ela finalmente começou a falar – Ele morreu…

Notas finais
É isso ai, meu povo, duas semanas se passaram e o Stefan continua lá, brincando no parquinho da Kath... O que vocês acharam da Davina? E a revelação de que ela e o Damon tem uma filha? Será que teremos problemas para Dreya? E esse final, enh? Coitada da Care..., o que será que vai acontecer agora? *** Bom é isso Comentem e digam o que estão achando Recomendações?