Just One Night

2 Capítulo 1 – Apenas amigos


Notas iniciais
Oi gente, eu disse que ia postar o capítulo novo só na sexta, mas como ele já está pronto, decidi postar hoje mesmo. Espero que gostem E nos vemos lá embaixo nas notas finais.

Três semanas antes…

Stefan

— Muito bem, Stefan – o homem a minha frente esticou a mão na minha direção para poder me cumprimentar – Fico muito feliz em poder assinar com a sua agência novamente.

— Acredite, senhor Péterson, eu que fico feliz que vocês tenham assinado com a nossa agência novamente – disse – Esse contrato, com certeza, será muito importante para nós.

— É bom ouvir isso – continuou – Sei que você era pequeno na época, mas todas as minhas propagandas eram produzidas de perto pelo seu pai e gostaria…

— Pode ficar tranquilo quanto a isso, senhor Péterson – o interrompi – Como deve saber, eu apenas administro a agência, mas pode ficar tranquilo que eu garantirei que meu irmão, Damon, cuidará pessoalmente da campanha.

— Perfeito – pareceu satisfeito com o que eu falei – Vou ficar esperando que seu irmão marque a reunião para mostrar o primeiro esboço da campanha.

— Falarei com o meu irmão imediatamente – garanti.

— E dê um oi ao Zach por mim – pediu – Já faz muito tempo que eu não falo com o seu tio.

Tio Zach, irmão mais novo do meu pai e único sócio dele na agência de publicidade, que foi fundada pelo meu avô. Hoje em dia ele vive em Miami com a família e deixa que eu e Damon tomemos todas as decisões, participando das coisas apenas financeiramente.

— Pode deixar que falarei com ele – respondi.

Despedi-me do senhor Péterson e dei aquela reunião como encerrada. Agora eu precisava ir falar com o meu irmão para contar a ele as últimas novidades.

***

Estava tão distraído quando sai da sala de reuniões que acabei esbarrando em alguém. Tudo que eu ouvi foi o barulho de várias coisas caindo no chão.

— Eu sinto muito, deixe-me ajudar a pegar isso – foi quando eu olhei para frente, reconhecendo a minha “vitima” imediatamente – Ah! Oi, Bonnie! Eu realmente, sinto muito, estava distraído pensando em outra coisa e realmente não olhei para frente.

—Está tudo bem, chefe – sorriu – Admito que também estava distraída, pensando na campanha do shampoo em que estou trabalhando, ela tem que ficar perfeita.

— Então é você quem está trabalhando na campanha do shampoo… — a agência tem mais de vinte publicitário e normalmente deixo Damon controlar quem será responsável por que conta – Bom, tenho certeza de que ficará ótima.

— Assim eu espero – admitiu – Foi uma surpresa quando o seu irmão me avisou que eu faria a campanha, espero mesmo poder fazer algo altura das expectativas dos dois.

— Bonnie, acredite, você é uma ótima profissional – garanti – Se não fosse assim, não tinha te contratado.

Conheci Bonnie quando nós dois estudávamos na UCLA; eu, administração de empresa, e ela, publicidade. Nunca fomos muito próximos, mas temos alguns amigos em comum, e um pouco antes da formatura na faculdade, conversei com meu irmão e decidimos chamá-la para trabalhar aqui na agência.

— Ora, obrigada Stefan – agradeceu.

Dei um sorriso sem graça e passei a mão pelo cabelo depois de entregar a Bonnie todo o material que tinha ficado no chão.

— Bom, acho melhor eu voltar ao trabalho – ela avisou – Imagino que você também esteja cheio de coisas para fazer.

— Eu realmente estou – afirmei – Ah! Só mas uma coisa, Bonnie, como está a Caroline? Já faz mais uma semana que falo com ela.

Caroline Forbes é a minha melhor amiga em todo mundo; nós nos conhecemos no primeiro ano de faculdade, quando ela ainda estava cursando administração de empresas por insistência do pai, fomos ficando cada vez mais próximos ao longo daquele semestre e logo éramos inesperáveis. Eu normalmente sou tímido e fechado com pessoas que não são da minha família, mas não com a Care, com ela eu sou outro Stefan.

Ela e Bonnie são amigas de infância e vieram da Virgínia junto com Elena, uma outra amiga delas, para fazerem faculdade em Los Angeles e as três dividem um apartamento.

— A Care anda ocupada por causa do ateliê, muito trabalho para fazer por lá, segundo ela – explicou – Mas, se quiser, posso dizer que você perguntou por ela.

— Oh sim, por favor, fale com ela – pedi – Peça para ela me liga para combinarmos de nos ver no final de semana, quem sabe para um filme. Não é por que agora as nossas vidas estão corridas que precisamos nos afastar.

— Pode deixar que falarei com ela – garantiu – Sabe, eu adoro a amizade de vocês. Um homem e uma mulher com todo esse carinho e sem nenhuma outra intenção, realmente não é comum de ver.

— Gostaria que meu irmão pensasse da mesma maneira que você – revirei os olhos – Bom, agora eu preciso ir mesmo, nos falamos uma outra hora…

Ela acenou com a cabeça, seguindo na direção para onde estava indo antes de nos esbarrarmos. Então eu fui na direção dos elevadores.

***

Quando cheguei ao andar onde ficava na minha sala, fui na direção da mesa da minha secretária. Ela ficava sentada estrategicamente entre a minha sala e a de Damon.

— Olá, Rose… — a cumprimentei – Por acaso o meu irmão está na sala dele? Preciso falar uma coisa com ele.

— Está sim, senhor Salvatore – afirmou – Acho que pode entrar, imagino que não esteja ocupado, eu, pelo menos, não passei nenhuma ligação para ele.

— Está bem, obrigado, Rose – agradeci antes de caminhar na direção da porta do lado direito.

Como eu sempre costumava fazer, entrei na sala do meu irmão sem bater. Mas, diferente do que disse Rose, ele não estava desocupado, e sim, falava ao telefone.

— Estou falando sério, Freya, essa é uma péssima ideia – estava com o cotovelo apoiado no braço e o rosto encostado na mão, sinal de que já estavam naquela discussão há algum tempo – Você quer realmente que eu lembre o desastre que eu fui na primeira aula, até mesmo a professora ficou com pena de mim.

Ele me olhou e indicou a cadeira para que eu sentasse e esperasse.

— Freya, eu realmente acho interessante fazermos algo diferente, mas Tango? É sério mesmo? — continuou a reclamar – Eu aceito fazer qualquer dança: valsa, salsa, hip hop, até country eu aceito; qualquer coisa, menos tango. Tudo que você vai consegui com isso é me fazer pagar mico no dia do nosso casamento.

Ele ficou em silêncio por um instante, provavelmente ouvindo a noiva falando do outro lado da linha.

— Tudo bem, Freya, essa não é a hora nem o melhor momento, mas, por favor, vamos conversar direito hoje a noite – pediu – Ótimo! Agora eu preciso desligar, o Stef está aqui.

Então Damon desligou o telefone, o colocando em cima da mesa e em seguida pôs os dois dedos indicadores um de cada lado da testa.

— Será que eu quero saber o que estão acontecendo? — perguntei, por fim.

— A Freya se empolgou quando eu disse que vamos passar a lua de mel em Buenos Aires e achou que seria uma boa ideia que a nossa primeira dança como marido e mulher seja um tango – explicou enquanto fazia uma careta – Ela agendou uma aula para fazermos ontem e não preciso nem dizer como eu fui um desastre.

— Eu imagino… — foi impossível não rir imaginando aquela cena.

— Você está rindo porque não foi com você – reclamou – Agora eu estou tentando convencer a Freya a mudar de ideia quanto ao tango, mas ela está relutante.

— Relaxa, irmão, tenho certeza de que vai conseguir convencê-la – disse – É só usar o bom e velho “charme Salvatore”, como você gosta de chamar.

— Stef, eu começo a achar que o meu charme não vai funcionar dessa vez – fez uma careta – Por incrível que pareça, ele não funciona com a Freya.

Há alguns anos meu irmão podia ser considerado o típico mulherengo, sempre com uma garota diferente e os seus “relacionamentos” não duravam mais do que dois ou três dias, mas tudo isso mudou quando ele conheceu a Freya. Ela veio para Los Angeles para começar o seu mestrado em química e estava na cidade há pouco tempo quando a encontramos uma tarde em uma cafeteria próxima ao campus da UCLA; a princípio as investidas de Damon não estavam fazendo efeito, mas então, um pouco antes de ir embora, ela foi até a nossa mesa e disse que aceitava jantar com ele.

Os encontros dos dois começaram a ficar cada vez mais frequentes e um belo dia, meu irmão admitiu para mim que realmente estava gostando da Freya, mais do que já imaginou gostar de alguém um dia. Logo veio o pedido de namoro e apenas um ano e meio depois já estavam noivos, agora estamos a apenas dois meses do casamento e não sei quem parece mas ansioso com isso: ele ou ela.

— Bom, mas imagino que você não veio até aqui para ouvir sobre a minha total falta de vocação para dança… — continuou – Diga-me, irmãozinho, o que veio falar comigo?

— Eu consegui o contrato com o parque aquático dos Pétersons – respondi, sem conseguir esconder o tom de orgulho pelo meu próprio feito.

— Ora, Stef, isso é mesmo incrível! — concordou – Papai sempre se gabou que conta do parque aquático dos Péterson sempre foi a sua maior conquista como publicitário e sempre foi uma grande frustração, para mim, não conseguir convencer o senhor Péterson a me deixar continuar com a conta depois que assumi a agência. Acredito que ele me achou muito jovem para uma responsabilidade tão grande.

Eu e Damon perdemos nossos pais em um acidente aéreo, quando o jatinho particular deles caiu quando estavam indo a Nova York. Eu tinha apenas 11 anos e meu 19, ele precisou transferir a sua faculdade de Stanford para a UCLA e então passar a tomar conta de mim e assumir o comando da agência da família tendo apenas um ano de curso de publicidade, não dá para dizer que tenha sido uma tarefa fácil, mas nós dois sobrevivemos a isso.

— Será que vai me contar como foi que você conseguiu esse feito? — quis saber – Como conseguiu a conta do parque aquático de volta?

— Não posso dizer que tenha sido uma tarefa fácil – expliquei – Eu tive uma longa reunião com o senhor Péterson, mostrei algumas das nossas últimas propagandas e o convenci que a melhor coisa que ele poderia fazer a nos devolver a conta do parque aquático.

— Estou orgulhoso de você, irmãozinho – continuou – Mas por que eu sinto que eu sinto que tem mais alguma coisa nessa história?

— Bom…. Sobre isso… — prossegui – Prometi ao senhor Péterson que você trabalharia nessa campanha pessoalmente, exatamente como o nosso pai fazia…

— O que? — gritou – Trabalhar sozinho na propaganda do parque aquático? Como você pode prometer uma coisa dessas em meu nome, Stef?

— Ele passou a reunião inteira lembrando como o nosso pai sempre fazia questão de trabalhar nas campanhas dele pessoalmente e como esse era um dos fatores que sempre o fez escolher a nossa agência – argumentei – Precisava de algo para convencê-lo e prometer que você faria a mesma coisa era a nossa melhor chance.

— Como seu eu já não tivesse problemas o suficiente para resolver – revirou os olhos – Stef, eu me caso em poucas semanas, ainda preciso comprar a aliança, ver se está tudo bem com o terno que eu mandei fazer e a Freya está me enlouquecendo com todos aqueles detalhes de última hora… Agora você ainda quer que eu me preocupe em fazer uma campanha tão grande quanto essa, e sozinho?

— Não disse para você fazer isso sozinho – o corrigi – Sei que você tem o seu casamento para se preocupar e pode chamar uma ou duas pessoas para ajudá-lo, o importante é que esteja envolvido diretamente na campanha.

— Tudo bem, irmãozinho, eu vou trabalhar na campanha – acabou concordando – Mas, por favor, não venha com mais nenhuma surpresa para mim pelos próximos dois meses.

— Não posso prometer nada, irmão… — brinquei.

O barulho da porta sendo aberta ecoou pelo ambiente, fazendo com que eu e meu irmão nos virássemos a tempo de encontrar Rose parada na entrada do escritório.

— Com licença, senhor Stefan – ela me chamou – A senhorita Forbes linha, disse não é nada urgente, mas que quer falar com senhor.

— Ótimo! — falei – Por favor, diga que já estou indo para a minha sala e vou atendê-la.

— Está bem, senhor – concordou com a cabeça antes de sair do local.

— Acho que já terminamos a nossa conversa, não é mesmo? — perguntei, voltando a me virar na direção de Damon.

— Sim, parece que já terminamos, você já pode ir conversar com a Caroline – foi impossível não perceber o tom malicioso na sua voz – Sabe, Stefan, quando eu olho a Freya penso que não existe homem nesse mundo mais apaixonado do que eu; isso até ver você com a Caroline.

— Damon, eu já te disse isso milhares de vezes e vou repetir quantas vezes forem necessárias: eu realmente amo a Care, mas como minha melhor amiga – disse tudo isso calmamente – Eu não sou e tenho certeza de que nunca serei apaixonado por ela. Será que é tão difícil de entender isso?

— Nunca diga nunca irmãozinho – abriu um sorriso debochado – Dizem que os melhores namoros nascem de amizade. Talvez esse seja o caso.

— Acredite em mim, Damon, não teria como dar certo – garanti – Caroline e eu conhecemos todas as qualidades um do outro, mas também conhecemos todos os defeitos. Isso seria muito estranho.

— Você diz isso porque nunca transou com ela – insistiu – Duvido que continue tendo esse mesmo pensamento depois de passar uma noite com ela.

— Damon, isso é sério? — revirei os olhos, sem conseguir acreditar no que estava ouvindo.

— Não que eu já tenha experimentando, ela me rejeitou, lembra? — isso é verdade, logo que lhe apresentei Caroline, Damon não pensou nem duas vezes antes de dar em cima dela, que, também não demorou para lhe dar um fora; esse é outro dos motivos para meu irmão achar que Care é apaixonada por mim, pois, segundo ele: o único motivo para uma mulher não querer nada com ele era porque já estava interessado em outro – Mas a ela é bem gostosa e deve ser ótima na cama, se eu fosse você já teria verificado isso há muito tempo.

— Por que eu ainda estou aqui ouvindo essas besteiras mesmo? — questionei enquanto me levantava – Vou voltar para a minha sala que eu ganho mais com isso.

— Você pode negar o quanto quiser, irmão – continuo – Mas lembre-se: eu também dizia que nunca iria me apaixonar e, muito menos, me casar, e olhe só para mim agora…

Eu não disse mais nada, apenas me virei antes de passar pela porta.

***

Avisei para Rose que ela podia transferir a ligação da Caroline para o meu telefone no momento em que passei pela mesa dela. Cheguei a minha sala e já fui tirando o aparelho do gancho.

— Care! — já fui falando antes de qualquer coisa.

Está tudo bem, Stef?— ela perguntou – Você parece preocupado ou chateado com alguma coisa…

E ai está a prova de que eu e Caroline somos, realmente, melhores amigos, ela sabe o que está acontecendo comigo apenas pelo meu tom de voz.

— Não é nada com o que você precise se preocupar, Care – garanti – Apenas uma discussão inútil com o meu irmão.

Deixe-me adivinhar: o Damon insinuou, outra vez, sobre seremos mais do que amigos?— arriscou.

—Acho que isso não é novidade – revirei os olhos, mesmo sabendo que ela não podia me ver – Eu sei que o Damon nunca teve isso, mas será que é difícil para ele entender que um homem e uma mulher pode ser amigos sem nenhum tipo de segunda intenção?

Acredite, Stef, ele não é único a pensar dessa maneira — reclamou – É só ignorar o seu irmão, nós dois sabemos a verdade e é isso o que importa.

— Você tem razão, Care, não deixá-lo estragar o meu dia – concordei – Mas me diga, a Bonnie ligou para você dando o meu recado?

A Bonnie? Não!— disse – Que recado você tinha mandado para mim por ela?

— Só tinha dito para ela te pedir para me ligar – expliquei – Já faz vários dias que a gente não se vê, já estou com saudades.

Também estou com saudades de você, Stef — respondeu – Mas que as coisas estavam tão corridas nesses últimos dias aqui no ateliê. Não que eu esteja reclamando, afinal é bom que eu tenha trabalho, mas, mesmo assim, é cansativo.

— Acredite em mim, Lena, eu te entendo – garanti – As coisas também andaram bem corridas aqui na agência essa semana, mas parece que agora deram uma acalmada. E quero que você saiba que eu fiquei muito feliz que você tenha ligado, a gente conversa nem que seja pelo telefone.

Mas não foi apenas para ouvirmos a voz um do outro que eu liguei— ela continuou – Eu liguei para te fazer um convite: o que acha de almoçarmos juntos hoje?

— Almoçarmos juntos? É uma excelente ideia! — concordei – Eu estava pensando em comer apenas uma salada ou um sanduíche aqui na agência mesmo, mas é claro que é muito melhor sair para almoçar com a minha melhor amiga.

Perfeito!— continuou – Podemos ir naquela restaurante japonês que abriu no shopping. Já faz semanas que eu quero ir lá, mas ainda não tive a oportunidade.

— Para mim está ótimo – respondi.

Então vamos combinar de nos encontrarmos lá— sugeriu – Por volta de meio-dia e meia, pode ser?

— Tenho uma ideia muito melhor, vamos juntos – propus – Eu passo para te buscar ai no ateliê e já vamos colocando o papo em dia.

Eu não quero te dar trabalho, Stef— avisou – Você já está no caminho para o shopping e teria que desviar para vir aqui me buscar quando eu posso muito bem ir de táxi.

— Não é trabalho algum, Caroline, e eu ainda te faço economizar dinheiro – brinquei – Já aviso que não vou aceitar um não como resposta.

Tudo bem, Stefan, você pode vir aqui me buscar— pareceu um pouco relutante, mas acabou concordando – A gente se vê daqui a pouco?

— Sim, a gente se vê daqui a pouco – completei antes de desligar.

***

Sai da agência exatamente ao meio-dia e segui imediatamente para buscar a minha melhor amiga. Infelizmente tinha me esquecido completamente do caótico trânsito de Los Angeles na hora do almoço e levei cerca de quarenta minutos de Venice até West Hollywood, onde ficava a loja dela.

Apesar de todos os protestos dos seus pais, Caroline formou-se em designer de moda, que era o seu grande sonho e logo depois de terminar a faculdade ela abriu um ateliê. A ideia era fazer vestidos para qualquer tipo de festa sob encomenda, mas a maioria das suas encomendas são para noivas e, o mais importante, parece fazer um grande sucesso.

Quando abri a porta um barulho de sino ecoou pelo ambiente. O local estava vazio, sinal de que as duas funcionárias dela provavelmente já tinham saído para almoçar.

— Sinto muito, estamos fechados para o almoço – Care saiu de dentro do seu escritório e foi só depois de falar que ela me viu – Stefan!

Ela correu na minha direção e me abraçou com bastante força.

— Como você demorou para chegar… — deu um tapa de leve no meu braço, fingindo-se de irritada – Emma e Cristina já devem estar quase voltando do almoço. Já estava quase te mandando uma mensagem dizendo que estava indo para shopping sem você.

— Desculpa, foi o trânsito – expliquei – Mas então, vamos logo almoçar? Imagino que você não queira demorar muito, não é mesmo?

— Espera, antes de irmos, quero te mostrar uma coisa – segurou a minha mão – Vem aqui…

Caroline me arrastou para a direção de uma cortina, que era a área onde ficavam todos os materiais de costura. Assim que entrei pude ver um vestido de noiva: ele era todo branco com alguns brilhantes por toda a saia, a parte de cima parecia tomara-que-caia, mas tinha um tecido bem fino e transparente que ia até os ombros.

— E então, que achou? — me perguntou, enquanto caminhava até o vestido.

— Bom, eu não entendo muito de vestidos de noiva, mas… — dei de ombros – É, com certeza, muito bonito.

— Esse é o vestido de casamento da Freya… — explicou antes que fizesse qualquer outro questionamento – A Emma deu os últimos retoques essa semana e a Freya vem aqui hoje para fazer a última prova.

— Ficou realmente incrível – concordei.

— Estou mesmo muito empolgada com esse vestido, mas do que qualquer outro – continuou – Esse é o primeiro vestido de noiva 100% Caroline Forbes.

— Como assim? — quis saber.

— Todos esses vestidos que eu tenho feito, desde que abri o ateliê, as noivas sempre trazem os desenhos prontos e me deixam mudar uma coisa ou outra – explicou – Mas Freya me deu carta branca criativa, me deixou desenhar o vestido dela do zero e ai está o resultado.

— E posso dizer que está mesmo incrível – voltei a afirmar – Você é mesmo muito talentosa, Care, a melhor estilista de Los Angeles.

— Deixa de ser exagerado, Stefan – revirou os olhos – Tenho certeza de que existem estilistas muito mais talentosas que eu aqui em Los Angeles. Sem contar que você é meu melhor amigo, acho que o seu elogio não conta muito.

— Caroline, coloca uma coisa na sua cabeça, você é muito talentosa – me aproximei e coloquei uma mexa do seu cabelo para trás da orelha – E quando você tiver o seu ateliê em Paris e todas aquelas princesas europeias estiverem disputando para fazer um vestido com você, vou pode dizer que te conheci antes de você ser famosa.

— Queria que você passasse um pouco desse seu otimismo para o meu pai – pediu.

— Tenho certeza de que ele acredita em você, só não demonstra – voltei a segurar a sua mão – Agora vamos, ainda precisamos almoçar.

—Sim, vamos – concordou.

Notas finais
E ai está! Bom, acho que isso explica um pouco mais sobre a vida do Stefan, sobre o Damon (e a Freya) e ainda um pouco sobre a amizade Steroline. Espero que estejam curtindo, porque eu to amando escrevê-la. *** Para quem lê SC: eu me empolguei um pouco escrevendo o primeiro cap de JoN que calculei mal o tempo pra escrever o cap de SC, então ele não ficou pronto a tempo, mas prometo postar na sexta, sem falta... *** Bom, é isso Agora comentem e digam o que estão achando.