Just Give Me A Reason

16 Você não vai fugir de mim...


Notas iniciais
OOOOOI' Como vão? *---* Não demorei dessa vez, batam palminhas kkkkk'. Espero que gostem divas *-* Boa leitura!



Algo me incomodava. Algo esquentava o meu corpo, aquilo estava começando arder. Droga! O que estava acontecendo ali? Os meus olhos foram se abrindo lentamente, e a claridade me deixou cega por uns minutos. Quando consegui abri-los por completo, eu me dei conta do que estava me incomodando; o maldito sol! Ok, ok, eu sei que às vezes eu gosto do sol, mas não assim com ele quase me fazendo virar uma galinha assada. Galinha assada... Eu ri alto depois que pensei isso — emburrada e odiando quem quer que fosse que abriu a porcaria das cortinas e a janela daquele quarto — eu ri. Por quê? Porque, depois de alguns segundos eu havia notado que aquela frase "galinha assada" fazia jus perfeitamente á mim. Eu era uma galinha! Sim, eu era! Ah não ser que seja super normal — coisa que duvido — transar com dois caras, quase ao mesmo tempo. Quase. Porque não dava pra estar em dois lugares ao mesmo tempo, porque se desse...

– Tudo bem Analizzie não começa! — eu sussurrei esfregando com as pontas dos dedos, minhas têmporas.

Eu não estava nenhum pouco afim de, relembrar que eu estava sendo pior que uma galinha, e sim uma puta de carteirinha. Eu tinha que me lembrar de ir á uma psicóloga quando eu voltasse.

Tudo bem, tudo o que eu deveria fazer era voltar pra LA e parar de deixar a Ana puta voltar. Eu nunca mais deveria deixar que ela tomasse o controle e viesse atrás de dois homens em uma cidade do tamanho de um ovo. Mesmo que esses homens sejam os melhores que eu já tenha provado, mesmo que um deles tem um olhar que deixa a minha amiguinha debaixo fazer cosplayde cachoeira, porque sim, ele me deixava molhadinha. Mesmo que o outro deles me faz ter múltiplos orgasmos só com a voz e o seu toque, e... Oh Céus, eu não quero nem imaginar em como seria se eu tivesse aqueles dois na minha cama, juntos, só pra me satisfazer...

Céus! Foco Ana!

Eu sei que você pode estar me achando uma ninfomaníaca, mais desculpa, eu não tenho culpa de ter uma vadia louca dentro de mim. Na verdade fica meio difícil não pensar essas coisas com dois homens perto de você como Klaus e Damon. Sério, se você não pensa isso, eu só tenho um aviso: Você precisa urgentemente de sexo!

Ok! Onde eu estava? Oh, sim. Eu precisava não deixar a vadia interior tomar conta. Tudo bem que tudo o que passei ali naquela pequena cidade, foi os melhores prazeres que já senti, mas, aquilo não podia continuar, não era certo! E olha, pode até não parecer mais eu temo pela minha vida. Os avisos de perigo brilharam na minha mente, com aquela típica luzinha ofuscante. Tudo bem que perigo e adrenalina me deixam muito mais excitada, mas aquele lugar me passava uma energia de perigo forte demais, e pra ser sincera? Eu estava excitada, porém, com medo...

Não sei quanto tempo demorei pra fazer o meu corpo se levantar e ir até o banheiro, a breve tontura dando sinal de que era consequência da noite passada, mas eu não queria pensar nisso. Na verdade, não podia. Encarei o chuveiro e tirei a camiseta branca, sentindo o leve cheiro de Damon ao passar ela pela minha cabeça.

Eu precisava relaxar, eu sabia o que teria que enfrentar. Por que mesmo eu tenho esse lado vadia? Isso é uma doença. Não, não era uma doença, mas não precisava de detalhes, não agora.

Não sabia onde Damon estava não o vi se levantar. Pra ser sincera? Eu dormi como uma pedra. Ele não estava ali, mas eu sabia que iria vê-lo, seria estranho se eu dissesse que não queria vê-lo? Que tudo o que eu queria era sair daquela cidade, e voltar pro meu lindo e adorável apartamento? Porque era isso que eu queria. Não sei mais como eu disse; aquele lugar cheirava a perigo. E eu havia mexido com duas criaturinhas, que provavelmente era parte desse perigo, se não, todo ele.

A água batia no meu corpo e aquilo de certa forma me acalmava. Não me pergunte, porque de uma hora pra outra eu estava sentindo aquele perigo. Na verdade, eu já o havia sentindo, mas estava mais preocupada em saciar meu lado vadia então isso passou despercebido. Mas agora? Eu sentia forte, e até me arrepiava.

Eu só queria ir embora, mais na verdade eu não sabia que quando eu visse aquela pessoa, a minha vontade seria outra.

– Ana? Ana? Cadê você peste? — a voz esganiçada da minha adorável amiga fazia eco no imenso quarto de Damon, fazendo minha cabeça latejar.

– Estou aqui! — eu tentei fazer minha voz aparecer, mais além de ela ter saído um pouco grave, não saiu na altura que eu queria.

Mas mesmo assim, não demorou muito pra criaturinha pequena de longos cabelos castanhos, e olhos grandes — parecendo uma boneca – me encontrar.

– Ah, ai está você! — ela disse entrando no banheiro de Damon.

– Sabe Gabs, não estamos na nossa casa pra você ir invadindo a privacidade das pessoas assim. — eu disse encostando minha cabeça na parede, eu estava sentada no chão sentindo a água escorrer pelo meu corpo, aquilo era relaxante.

– Analizzie, tenho três coisas pra te falar — ela disse abrindo a porta do box, me encarando e com os três dedos inclinados na minha frente – 1º: Você não é nenhuma desconhecida, e não tem nada do que você possa fazer que eu já não tenha visto, e eu sei muito bem que Damon não estaria no quarto...

– No primeiro você disse duas coisas — eu a interrompi. Ela me fuzilou com os olhos — Então o certo seria: Tenho quatro coisas pra você — eu brinquei com os quatro dedos da minha mão e ela bufou.

– Continuando... — ela voltou a falar – 2°: Eu quero saber de todos os detalhes da festa de ontem à noite, e quero até os detalhes sórdidos, quero saber tudo! E por último; mas não menos importante — um brilho se apossou em seus olhos, e ela sorriu timidamente ajeitando a mexa do cabelo atrás da orelha.
Incrível como ela parecia estar tentando seduzir alguém. O que? Não, eu não havia pensado isso. Não me levem à mal, mas é que a forma que ela agiu, pra mim parecia que ela estava seduzindo.

– Que é? — perguntei.

Ela sorriu, ficou em duvida pra onde olhar e logo se concentrou em algum ponto ao meu lado, trocou o peso dos pés, e depois abraçou seu corpo.

– É... Eu... — começou com um sorrisinho tímido.

Oh não! Droga!

Mas, eu deveria saber o que estava prestes á acontecer. Na verdade, eu deveria ter notado isso, ou melhor, deveria ter me preparado porque sim, eu já sabia disso. Claro que sabia mais eu estava mais preocupada em dar pra um cara gostoso, enquanto minha melhor amiga entrava em mais uma fria. Deus, que péssima amiga eu sou!

Rapidamente me levantei, desliguei o chuveiro e peguei a toalha me secando e logo após me enrolando.

– Você? — eu perguntei a olhando nos olhos.

Gabriela não era muito boa com as palavras quando estava nervosa. Sim, ela estava nervosa, e eu sabia.

– Eu queria... Bom... Eu... — ela gaguejou e confesso que aquilo me deixava a ponto de fazer a pequena garota a minha frente falar à força.

Claro, eu sou um amor, eu amo ela. Minha melhor amiga!

– Desembucha Gabriela, você entrou tão decidida a falar algo aqui, e agora vai travar? — perguntei com um tom brincalhão passando por ela e indo até a cama, onde eu havia separado minhas roupas.

– Eu quero ficar! — ela disse assim que eu dei as costas pra ela.

Aquilo só significava que; em algum ponto da história, Gabriela bateu com muita força a cabeça, ou talvez eu tenha batido e agora ouvia coisas.

– Ficar? Gabs, não me diz que...

– Eu não tenho culpa, não tenho culpa se ele é gostoso, atencioso, romântico e apaixonante. Não tenho culpa de ele ser o cara dos meus sonhos Ana... Eu sei que vai me dizer pra tomar cuidado, que você não me quer ver sofrer, todo aquele seu discurso... Eu sei de cor e salteado. Eu sei Ana, eu já preparei todas as armaduras pra proteger meu coração, não vou negar que não fiquei apaixonada por ele, até porque é impossível não ficar. Mas, eu sei que temos que ir, eu sei que nunca daria certo, mesmo ele falando que vai me visitar... Sei que cada um vai seguir suas vidas, e isso será só mais uma história pra contarmos... Mas eu quero aproveitar isso mais um pouco sabe? Só mais um pouquinho, só mais uma dose, e eu prometo que amanhã iremos... — ela disse com uma cara de cachorrinho sem dono que sempre deixava meu coração apertado...

Mas, eu travava uma luta interna, eu não podia ficar nem mais um segundo naquele lugar, não era saudável pra mim, e nem para as pessoas que me cercavam.

Mas... Eu não deveria fazer aquilo com ela certo? Eu não podia agir por puro egoísmo como uma vadia sem coração... Mesmo que eu seja egoísta eu não deveria fazer aquilo, não aceitar o pedido dela... Até porque Gabriela veio comigo até ali sem pensar se ganharia alguma coisa com isso ou não. Então sim, eu não deveria recusar o pedido, e sim aceitar.

Gabriela me olhava apreensiva e um pouco ansiosa.

– Tudo bem, nós ficamos little Gabi. — falei e confesso que me assustei quando ela pulou em mim dando um abraço quase me sufocando.

– Obrigada, obrigada, obrigada. — ela dizia beijando minhas bochechas.

– Tudo bem amiga, eu sei que você me ama mais, eu acabei de sair do banho e não quero ficar cheirando a baba de cadela — eu disse fazendo cara de nojo.

Ela rapidamente parou e saiu de cima.

– Oh querida, você não deveria é lavar nunca essas bochechas, pra se lembrar sempre, que a sua cadelinha aqui brilha mais que você, e que você mesmo me acha uma rainha. Então late menos Ana, que o recalque ta fazendo cócegas no brilho do meu cabelo! — ela disse com uma pose daquelas putas que se acham sabe?

Eu ri e joguei o travesseiro em sua cara.

– Desde quando você age assim? — perguntei pegando a lingerie vermelha e a vestindo.

– Desde quando eu comecei a fazer cosplay de você! — ela piscou e se jogou na cama.

– Oh, vejo que tem se saído uma ótima Analizzie Stewart. Só não melhor que a original, porque convenhamos; eu sou foda!– fiz pose de foto e mandei beijinhos, Gabi revirou os olhos.

– Seu ego é tão grande, que já poderia entrar pra algum tipo de hank, como; A mulher com ego mais enorme do mundo! — ela dizia rindo — Tipo o Guinness Book.

– Então eu também deveria entrar como a maior recordista do Guinness Book. Porque sério, tenho uma lista enorme que consta isso em mim — eu disse colocando a regata branca por cima da legging.

Só bastou um olhar para que ela entendesse o que eu estava falando.

– Acho que se você não me contar, as coisas vão ficar realmente preta pro seu lado. Então se não quiser que eu te põe em uma cadeira amarrada e te faço contar tudo a base da tortura, acho melhor já começar — ela disse com uma voz angelical e bateu os cílios, como se ela tivera acabado de falar algo tão bonito e inocente.

– Belas alternativas. — eu ri sentando na cama e fechando o zíper da minha bota bikers de salto alto — Mas acho que aqui não é um bom lugar pra se ter essa conversa. — disse por fim me levantando.

– Tudo bem. Vamos descer conversar com os meninos, e dai podemos ir á algum lugar que você se sinta confortável pra ter essa conversa. — ela piscou.

– Ok. Vou terminar de me arrumar e logo desço. — sorri

Gabs assentiu e ficou na ponta dos pés dando um rápido beijo em minha bochecha e logo saindo.

Do alto da escada já se podia ouvir as risadas altas que vinha da cozinha.

– Ele era uma comédia quando menor — ouvi Damon dizer risonho e aquilo me fez sorrir.

Apressei meus passos pra chegar até eles, e quando cheguei todos me olharam e sorriram me desejando bom dia, exceto Gabi.

– Bom dia! Posso saber do que tanto riam? — perguntei sorrindo e indo me sentar ao lado de Damon que havia apontado o lugar para mim.

– Eu estava apenas contado as atrapalhadas do Stefan quando pequeno. — Damon disse dando um selinho demorado em mim.

E aquela cena me deu um choque, dizer que aquela sensação era agradável era mentira.

Aquilo parecia típico de dois casais se divertindo. Não era certo, eu nunca ficará mais de cinco horas com o meu ficante, tão menos dormia com ele e tomava café da manhã.

Aquilo me apavorou, eu não deveria estar ali. Sim, eu era uma vadia sim, eu gostava de sair, festar e ter homens apenas como meu objeto sexual, eu não gostava de dividir intimidades que casais normais dividiam.

O apavoro não foi notar isso, quer dizer, foi isso, mais o desespero maior foi me tocar que Damon parecia estar gostando. Céus, aquilo era errado.

"Se acalma, não é isso, só aproveita pelo menos um pouco na vida, só haja como uma pessoa normal pelo menos uma vez na vida Analizzie... Relaxa, e curta! "O meu lado sensato me dizia, e eu fui me acalmando.

– Está tudo bem? — Damon perguntou.

– Ah, sim... Quer dizer, só foi um mal estar, provavelmente é a ressaca. — sorri e ele retribuiu o sorriso acariciando minha mão.

A conversa animada prosseguiu, e eu tentei prestar à devida atenção no que eles diziam, porque um par de olhos, intensamente azuis, e excitantes olhavam para mim com preocupação. E era tudo o que eu menos queria. Mas aquilo só estava me ajudando a me afundar nos meus pensamentos novamente.

Era bom ter atenção? Sim. Era bom ser cuidado por um Deus Grego como aquele, como no dia anterior? Sim, era ótimo. Mas, eu não gostava muito disso, eu havia feito várias, e várias barreiras em volta do meu ser, em volta do meu eu de verdade, em volta do meu coração... Então, era difícil aceitar um carinho ou qualquer coisa que casais normais fazem, porque eu só aceitava noites de prazer, sem trocas de carícias, sem desculpas, sem compromisso. É, meu lado vadia não tinha tanta culpa, porque fui eu quem deu impulso pra que ela saísse e tomasse o controle as vezes. Fui eu quem preferiu ser assim, fui eu quem trancou aquela garota inocente no fundo e deixou com que a garota vadia dentro de mim, tomasse forças e se transformasse em uma coisa maior dentro de mim, quase tomando todo o meu controle de vez. É disso você não sabia não é? Não se preocupe, tem várias coisas que eu oculto sobre mim, é tipo uma forma de proteção.

Já havíamos terminado nosso café da manhã, e Damon ficou surpreso ao saber que havíamos adiado nossa volta.

– Isso quer dizer que vou poder te dar uma bela festa de despedida pra dois, essa noite — Damon disse me abraçando por trás e roçando o seu membro já duro na minha bunda me fazendo arrepiar e derrubar a xícara que eu estava lavando.

Ele começou á dar leve mordidas no meu pescoço, e passeava suas mãos pelo meu seio e barriga.

– Damon... — eu disse quase perdendo a sanidade.

"É assim que eu gosto" pensei.

– O que você acha de irmos dar uma prévia do que vai acontecer essa noite Analizzie? — ele sussurrou em meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha de modo que minha perna enfraquecerá.

– Hm-hm — ouvi Gabi pigarrear e logo voltei á mim.

– Ana, eu vim aqui te falar que já estou pronta — ela disse fazendo um Damon excitado bufar frustrado e apertar minha cintura empurrando com força seu quadril na minha bunda e logo saindo de trás.

– Ahm... Ok... Já vamos... — eu disse tentando acalmar minha respiração e terminando de lavar minha xícara.

– A onde vão? — Damon perguntou.

E eu fiquei tensa.

– Ah, vamos atrás de uma farmácia. Não trouxe meu remédio então... — Gabriela dizia, e eu á vi morder o lábio assim que me virei.

– Ah, não será difícil de encontrar. Eu iria com vocês mais preciso conversar com o Stefan... — ele disse e eu agradeci por essa conversa.

– Sem problemas, Damon. Nós já voltamos — sorri e andei até Gabriela — Vamos? — perguntei á ela que assentiu com a cabeça freneticamente.

Ela saiu na minha frente. E me virei pra Damon pra dar um rápido tchau.

– Você não vai escapar de mim Analizzie. — ele disse se aproximando de mim e me beijando ferozmente — Está sentindo? — ele prensou com força seu quadril no meu, fazendo com que eu sentisse seu membro duro um pouco acima da minha virilha, me fazendo arfar com o pensamento dele entrando em mim — Eu estou morrendo de vontade de enterrá-lo em você, Analizzie. E você não perde por esperar. — ele dizia já me levando a loucura, então me beijou novamente.

Que foi interrompido por...

– Sério vão pra uma cama, mas depois que nós voltarmos pode ser? — Gabriela disse irritada e nos soltamos.

E não pensem que tudo aquilo era por causa do remédio, a verdade é que ela estava doida pra ouvir, o que eu tinha pra contar.

– Até mais Analizzie — ele disse com uma voz carregada de promessas de prazer, e eu não pude evitar de apertar minhas coxas.

– Sabe a onde está indo ao menos? — perguntei ao estarmos dentro do carro do Stefan, com uma Gabriela dirigindo meio perdida.

– Cala a boca! Eu sei onde estamos indo. Sabe aquele pub?- ela perguntou e meu corpo inteiro ficou tenso.

– Vamos lá? — perguntei meio nervosa e ela me olhou.

– Eu realmente preciso saber o que anda acontecendo com você — ela disse depois de uma longa olhada pra mim, logo após voltando sua direção ao trânsito. — Não exatamente lá, mas tem uma praça logo na frente, e bem eu gostei daquele lugar, é gostoso, é relaxante... É um ótimo lugar pra termos essa conversa. — ela sorriu e eu assenti em silêncio.

Gabriela era o meu anjo, o meu anjo protetor, o melhor anjo que eu poderia ter. Eu sabia que somente ela me entenderia, e talvez encontrasse alguma solução. Achava impressionante à maneira de como ela conseguia ver meu interior apenas com um olhar. Se eu matasse alguém, me fingisse de inocente, e todos acreditassem Gabriela seria a única que encontraria a verdade. Não sei se é convivência, mas eu sempre me surpreendo com ela. Ás vezes é meio foda, porque não dá pra esconder nada dela, e isso ás vezes me deixa possessa, porque nem tudo eu gosto de contar, mas não tem como fugir dela. Continuar negando que não aconteceu nada, me dava uma puta dor de cabeça por semanas, porque o interrogatório dela não cessava até eu contar. Mas isso não diminuía o meu amor por ela, pelo contrário, isso apenas aumentava.

– Pronto! Vamos comprar um sorvete e iremos sentar debaixo daquelas árvores ali. Lá e mais afastado e parece que quase ninguém passa por ali. — ela sorriu apontando com o queixo.

– Olha, e não é que ela soube chegar! — brinquei e recebi um dedo do meio e um "vá se foder" dela.

Seguimos em direção a barraca de sorvete, compramos e fomos nos sentar onde ela havia dito.

– Pode começar! — ela disse dando uma lambida no seu sorvete de baunilha.

– Ahm... Começar? — perguntei confusa.

– Uhum. Conte-me o que aconteceu naquela festa e depois dela pra você estar assim? — ela disse me lançando um olhar me pressionando a falar.

– Eu não sei por que estou assim... — comecei — Quer dizer, eu sei, mais ao mesmo tempo não sei entende? — perguntei e ela me olhou confusa, não me entendendo, revirei os olhos e continuei após ter dado uma longa lambida em meu sorvete de morango — Ontem quando vocês foram dançar, Klaus me encontrou no bar. Havia um barman que estava me flertando, ele era gostozinho até, mas comparado ao Klaus, ficava no chinelo. Eu subestimei Klaus, o deixei louco, e ele acabou me arrastando pelos corredores do Colégio, até uma sala. Lá você já deve imaginar o que aconteceu. — eu dei um sorrisinho e ela revirou os olhos — Tenho que admitir encontrar outro como ele vai ser difícil porque bem, ele é gostoso demais Gabs! — eu disse lembrando-me dos momentos.

– Então não era pra você estar feliz ou algo assim? — ela perguntou.

– É... Acho que sim. — sorri — Mas... Olha você me conhece. Sabe que eu vim até aqui pra saciar minha vontade de ter àqueles dois na cama. Sabe que sou vadia e ainda tenho uma vadia pior dentro de mim. Então, você sabe que todo o meu interesse por um homem é sexo! — eu disse bufando.

– Ok. Eu sei disso, sei que pra um cara conseguir seu coração, ele teria que tirar esse ai e por outro. Mas, por que está dizendo isso Ana?

– Porque bem... Damon e Klaus parecem não ter percebido isso ainda... Ontem depois que Damon voltou, ele demonstrou um pouco de ciúmes. Sério, nunca pensei que ele fosse assim. Mas tudo bem, entendi o lado dele. Ele disse que enquanto eu estivesse aqui, era pra eu ser apenas exclusiva dele. Coisa que ele não imagina é que eu já havia passado a tarde inteira com o Klaus... E que tarde! — mordi meu lábio inferior.

– Foco Ana! Estamos em uma praça, por favor! — Gabs me deu um leve empurrão.

– Ai, é difícil ta legal? Passa uma noite com ele e depois me fala se consegue parar de ficar lembrando. — eu brinquei.

– Eu já pensei nisso. Mas infelizmente não sou como você, que faz sexo sem compromisso. — ela bufou e eu ri — Mas continua!

– Tudo bem... Antes do Damon, mostrar ciúmes, quando ele chegou e me prensou na parede. Klaus viu, e ele parecia que iria matar alguém... Minutos mais tarde a irmã dele apareceu. E anota ai pra nós falarmos sobre ela depois, acho que vai se interessar.

– Desde quando me interesso por mulheres Analizzie? — perguntou chocada.

Demorei uns segundos pra entender, e quando entendi eu gargalhei alto.

– Céus Gabriela! Você teve quantos orgasmos essa noite pra estar tão lenta? – a vi corando e ri mais ainda — Não foi isso que eu disse, mas vamos voltar no assunto...

Eu contei todos os ocorridos daquela noite e Gabs parecia não entender onde eu queria chegar, mas não posso culpá-la, nem mesma eu entendia.

– Amiga, não me leva a mal mais... Você sabe o que esta tentando dizer? — ela perguntou e eu joguei o papelzinho do sorvete na cesta de lixo ao meu lado.

– Gabs, entenda. Eu vim por sexo! Era só alguns dias e eu ia embora lembra? Então não acha que eles deveriam pensar o mesmo? Eu falo mais pelo Klaus, ele sabia que eu estava com o Damon, viu que eu fiquei com ele, e você mesma viu o que ele disse quando você me falou que o Damon ia na festa. ‘Tá, o que eu quero dizer, é que, eu acho que eles pensam em levar isso adiante. Você viu o Damon hoje? Todo carinhoso? E ontem? Eu não sei como reagir perante essas ações. E olha, vou te dizer uma coisa; hoje eu acordei com uma sensação estranha. Rebekah me disse que não era pra eu mexer com o irmão dela, porque se eu tivesse amor na minha própria vida era pra ir embora. Tudo bem que pode ser exagero mais... Damon e Klaus se detestam, eu não quero estar no meio quando esses dois resolver se matar... E parece que mesmo eu estando á poucos dias aqui, já estou entrando demais no meio deles... Eu estou com medo, porque hoje eu deixei meu lado sensato tomar as rédeas enquanto o lado vadia dorme, e tudo o que percebi foi que eu estou entrando em um campo minado e se eu não tomar cuidado a onde piso, isso tudo vai explodir à qualquer hora... Eu não sei o que há entre eles Gabriela, mas eu acordei com todos os meus sentidos gritando pra que eu saísse daqui entende? E isso é o que ta me assustando. — eu passei as mãos pelo os meus cabelos.

O silêncio se instalou entre nós, Gabriela provavelmente tentando achar alguma lógica, ou algo pra dizer. E eu pedindo aos céus que o dia terminasse logo, que eu não visse Klaus, e que eu desse um jeito no Damon...

– Você já parou pra pensar que esse medo, e essa coisa toda que você disse, pode ser coisa da sua cabeça? — ela perguntou e eu já ia responder quando ela me cortou – Calma. Só escuta ok? — ela disse e eu assenti...

– Olha. Você não é acostumada com isso Ana. Todos os homens que você transou nunca precisou dormir com eles, e encará-los no dia seguinte. Houve alguns, mas você saiu antes dele acordar... O que eu quero dizer é que, você não está acostumada, você nunca provou antes pra saber como funciona. E por essa ser a primeira vez, você está com medo de que seja algo á mais, tudo bem, eu te entendo. Mas talvez não seja isso Ana. Talvez eles queiram o mesmo que você. A parte do Klaus, ter ficado possesso está claro pra mim que foi porque ele queria aproveitar esses dias e ficar com você, mas Damon chegou primeiro, e é isso que o deixa puto! Homens são orgulhosos demais... Klaus só ficou assim porque sabe que só teve uma chance, e com certeza vocês não iram se vê mais. Talvez em algum evento, mas até lá tudo pode ter mudado. Klaus pode estar com uma garota, Damon também. E quem sabe até você... — ela sorriu e meu corpo ficou tenso.

Uma parte porque ouvir que eles poderiam ter outras incomodou, mas logo tratei de despistar aquele sentimento confuso que tive. A outra, bem... Gabriela sabia o que aquela última frase significava pra mim. Foi por isso que ela me abraçou dizendo que uma hora eu iria abrir a porta do meu coração pra alguém e eu seria feliz. Que ela torcia por isso... Mas ela sabia que não era tão simples assim, ela sabia... Ela estava lá comigo...

Flashback On*

Meu aniversário de 15 anos! O tão sonhado aniversário de 15 anos. Era o meu dia, estava saindo tudo como planejado. A decoração era divina, me certifiquei de fazer uma festa de 15 anos que ninguém jamais teria feito, e que nunca teria como fazer outra igual. A decoração divina viera direto da França, eu implorei para que meu pai trouxesse o Anselme Barthelemy. E ele trouxe! Eu não podia estar mais feliz!

Estava tudo perfeito, o jardim da nossa mansão parecia um paraíso. Eu estava no meu quarto, rodeada por cabeleireiros, maquiadores e estilista. Disseram que eu iria ficar divina, e fiquei.

– Amiga! Você tem que ver como está lá fora! Estão todos encantados com sua festa! — disse Gabs com os olhos brilhando.

– Ele já chegou? — perguntei com certa dificuldade pra respirar.

Falar dele sempre fora assim, me deixava nervosa, o coração palpitando quase saindo pela boca, as pernas bambas, as mãos tremiam... Tudo isso era o que Felipe causava em mim.

– Sim! Ele está tão lindo! Meu Deus, quando eu penso que não dá pra ele ficar mais lindo, ele me aparece mostrando ao contrário. — Gabs suspirava ao meu lado.

Enquanto eu tentava acalmar a respiração descontrolada que fazia meu peito subir e descer.

Ele estava ali, só me esperando descer. Felipe Stewart 17 anos... O meu primo. Sim, ele era o meu primo. Loiro, alto, corpo malhado, olhos intensamente verdes, e um sorriso encantador capaz de me fazer perder o chão... Oh, se ele soubesse o quanto eu o amava, se ele soubesse o quanto eu era louca por ele... Se ele soubesse que eu me entregaria á ele de corpo e alma, ele não faria o que fez...

Flashback Off*

– Ana? Ana? Por favor, volta pra mim! De novo isso não. Esquece por favor! Céus! Fazia tanto tempo que você não se lembrava. — Gabs choramingava me chacoalhando, enquanto eu ia voltando aos poucos.

– Oi? — eu disse com a voz fraca, e limpando rapidamente a lágrima que havia caído sem querer dos meus olhos.

Eu não podia chorar, eu não devia chorar. Não, eu não ia chorar!

Mesmo que fosse doído, mesmo que me matasse, mesmo que a minha vontade era de gritar, e socar alguma coisa. Eu não ia chorar! Não por ele, não por amor... Não mais!

– Me perdoa amiga — Gabs me abraçou forte.

E naquele momento entendi que era eu quem a deveria consolar dessa vez. Ela não era forte pra segurar as malditas emoções, ela não construiu as barreiras, ela precisava de mim tanto quanto eu precisava dela.

As feridas abertas em nós duas, jamais iria fechar. Não importa quanto tempo passe, ela continuará ali aberta, só esperando alguém cutucar pra sentir a dor.

Abracei-a, sentindo seu corpo estremecer.

– Shhii... Vai ficar tudo bem meu amor... Você vai ver... — eu acariciei seu cabelo. A verdade era que, 6 anos havia se passado, e sabíamos que nunca ia ficar tudo bem- Para de chorar, que hoje é dia de se animar. Você me pediu pra ficarmos pra que você pudesse aproveitar mais o Stefan não foi? Então, para de chorar e vamos voltar pra lá — tentei fazer cócegas nela, ela sorriu fraco e me olhou.

– Desculpa... — ela disse com a voz trêmula e eu segurei suas mãos.

– Hey, ninguém aqui teve culpa, então não há porque se desculpar...

– Eu sei mais...

– Mais nada Williams. Só esquece por agora e vá se divertir — apertei a bochecha dela.

– Tudo bem! Eu vou ao pub, usar o toalete, quer vir? — perguntou tentando tirar a cara de choro e eu ri.

– Não, eu não preciso, não sou mole como você! — eu disse, levando um tapa logo em seguida. Se fosse outra pessoa, ficaria magoada com o que eu disse. Mas era Gabriela, e ela sabia que quem era mole ali era eu, não ela...

Vi ela se afastar e joguei meu corpo no banco sentindo o vento me tocar. Eu odiava sentir aquilo, odiava ter aquelas lembranças, odiava ainda mais não ter como escapar...

– Porque nossos encontros são sempre inesperados mais parece sempre combinado? — aquela maldita voz...

Klaus!

Ele estava ali pra piorar minha situação. Meu corpo se arrepiou ao ouvir sua voz e ao percebê-lo tão perto. Ele estava ali...

Levantei meu corpo, e me sentei de forma correta.

Os meus olhos se encontraram com os seus, e se eu já não estivesse sentada, eu teria caído, porque minhas pernas enfraqueceram.

– Klaus... — eu disse com desdém.

– Que foi? Minha presença é tão ruim assim? — ele perguntou dando aquele maldito sorriso de lado.

– Que bom que percebeu que a sua presença não é bem vinda. — eu disse e ele se sentou ao meu lado.

– Sabe, não foi o que pareceu ontem... — ele se aproximou e eu senti meu corpo se arrepiar da cabeça aos pés — Pelo contrário, você parecia não querer se desgrudar de mim — ele pegou uma mecha do meu cabelo, e a pôs atrás da minha orelha e sussurrou — Anie...

Droga, eu já estava molhada e entorpecida por aquele sotaque gostoso, tanto que eu já não conseguia pensar direito. E quando ele disse aquele novo apelido, que seria pronunciado apenas por ele, eu gemi baixo. Por que ele tinha que pegar pesado?
Droga! A minha respiração ficou entrecortada, e o meu peito subia e descia. Eu queria falar alguma coisa, mas cadê a minha voz?

– Ah! Está vendo? Está sentindo?- ele continuou sussurrando e dessa vez acariciou meu pescoço com as pontas dos dedos — Você pode até não gostar da minha presença sweet... — e ele foi descendo sua mão, passou pelo colo dos meus seios, desceu na lateral do meu corpo e... — Mas seu corpo gosta, e ele clama pelo meu. — ele desceu sua mão em minha virilha e posicionou seu dedo em cima do meu clitóris, mesmo vestida pela legging, eu podia sentir o calor dele.

Céus! Eu estava tremendo, mais era de puro êxtase. Meu corpo pedia pelo dele, eu estava molhada, e quando ele posicionou seu dedo em meu clitóris eu senti que iria explodir...

Eu gemi e fechei os olhos, ele riu baixinho, e eu senti cada poro do meu corpo se arrepiar.

– Esta vendo sweet? Você está doida pra que eu te leve pra cama e faça com você o que fiz ontem não é? — ele sussurrou, dessa vez mordendo o lóbulo da minha orelha.

"Calma Ana! Calma! Respira! Pensa em uma coisa broxante"

– E é só eu impulsionar meu dedo bem aqui nesse ponto — ele apertou de leve e eu arfei — E você gritara meu nome loucamente pra todos, e até para o Salvatore ouvir, que quem te deixa nesse estado delicioso, sou eu! — ele disse com uma dose de raiva em sua voz.

E como se ele tivesse jogado um balde de água fria em mim, eu abri os olhos e o empurrei me levantando em seguida.

– Droga! Você... Você não estava fazendo isso não é? — eu dizia meio perdida — Quer dizer... Céus! Estamos em uma praça Klaus, no meio do dia! — eu disse irritada e ele sorriu calmo.

– Achei que gostasse de exibicionismo. — ele disse com um brilho no olhar.

– O que? Você é... — e como se tudo voltasse em Flashbacks, a lembrança de Klaus falando sobre exibicionismo na festa enquanto eu estava com Damon brilhou nos meus olhos.

– Você enlouqueceu? Eu... Droga Klaus! Eu não estava fazendo isso! — eu disse irritada. — É você que tem fantasias inusitadas aqui, não eu. -mentira! Mas ele não ia saber. — E o que está fazendo aqui? Por acaso anda me seguindo? — o olhei e ele riu.

Klaus se levantou e se aproximou. — Não se faça de puritana e muito menos finja que não gostou Anie... — ele disse com aquele sorriso presunçoso. Filho da puta!

Anie... Aquele apelido saindo de sua boca era agradável, eu gostei.

Ok, ele havia me pegado.

– Para com isso — eu disse desviando meu olhar e tentando mudar de assunto.

– Parar com o que?- ele riu.

– De me chamar de Anie! — bufei e ele revirou os olhos.

– Mas é o seu nome!

– Não, meu nome é Analizzie, apelido: ANA! — "apelido é quero dar pra você "eu frisei e ele revirou os olhos.

– Mas eu quero te chamar assim, até porque combina mais com você, do que Ana. — disse com o sotaque carregado no "Ana" e colocando a mão no bolso.

E aquele gesto, me fez olhar seu corpo, a camiseta branca destacava certinhos os seus músculos, me dando vontade de arrancar ela, beijar e morder cada pedacinho do seu corpo.

Anie?– ele chamou com um sorrisinho no rosto, e eu tentei disfarçar — Eu sei que está louca pra tirar essa camiseta assim como eu estou louco pra tirar sua roupa, te amarrar na cama e te punir por me deixar tão louco. — disse entre dentes, e aquilo foi á gota d'água. Minhas pernas fraquejaram, e minha intimidade pulsou de dor implorando pelo toque dele. Eu o olhei, e seus olhos estavam carregado de prazer.

"te amarrar na cama e te punir por me deixar tão louco" sem perceber eu havia apertado minhas coxas e soltado um grunhido baixo. Klaus continuava me olhando com desejo, meus olhos percorreram seu corpo, e parou bem no ponto que eu ansiava: Seu pênis!

– Você não respondeu minha pergunta Mikaelson! O que está fazendo aqui? — eu ignorei o que ele havia falado, e tudo o que eu estava sentindo — e pensando — e ele revirou os olhos em frustração.

– Eu só vim checar se o seu corpo ainda responderia ao meu, e dá um jeito de te tocar pra te fazer ter ótimos sonhos comigo quando não estiver aqui, e ficar morrendo de vontade de ter esse corpo! — ele apontou pro seu próprio corpo e sorriu — Vim te deixar louca Stewart. Você ira embora, mas não irá agüentar ficar longe. Você pode até tentar aliviar sua tensão sexual com outros homens, mas você sabe que é eu que você vai querer, e quando chegar ao clímax, é meu nome que irá gritar... E então você vem até á mim. — ele sorriu convicto e presunçoso.

Eu não vou negar que isso não me deixou tonta, e tudo mais, porque eu fiquei tonta, minhas pernas ficaram bambas, e o calor ali tava infernal.

– Como ele é presunçoso, meu Deus! — eu ri alto — Sua mãe não te ensinou humildade? — parei de rir e o olhei, ele estava sério, mais logo aquele sorrisinho irritante — mas que me deixava molhada — apareceu.

– Não, ela não ensinou. Mas ela me ensinou que um homem, pode usar sua presunção para se ter aquilo que ele quer. Na verdade, ela diz que é essencial um homem ser presunçoso porque é disso que as mulheres gostam, mesmo elas negando, elas adoram um cara cafajeste que tem um ego sem limites. Porque isso faz com que vocês ficam curiosas pra saber se o homem é tudo aquilo mesmo que ele diz ser, e isso deixa vocês excitadas! — ele se aproximou demais, fazendo nossos corpos ficarem colados, beijou meu pescoço e subiu para minha orelha dando leve mordidas e logo sussurrando — Igual como você está agora Anie, excitada, molhada, pronta pra mim... — ele disse e o meu corpo inteiro se queimou.

Ondas de arrepio e calor inundava meu corpo.

Eu iria beijá-lo, iria o agarrar ali naquele mesmo instante, não se importando com ninguém que estivesse ali, muito menos com Damon. Eu o queria.

Damon...

Damon era o balde de água fria, que eu ainda não havia decidido se me salvava ou se só empatava quando eu estava com Klaus.

Mais uma vez, eu voltei em sim e o empurrei, ele grunhiu, e eu não saberia dizer se foi por prazer ou por raiva.

– Eu preciso ir embora, isso vai me deixar louca!- eu disse sem sair do lugar, o meu coração acelerava e eu buscava ar para os meus pulmões. Mas tava difícil.

Cadê a Gabriela pra me ajudar nessas horas? Será que ela teve uma dor de barriga daquelas?

– Não tanto quanto esta me deixando louco. — ele disse com dor em sua voz.

Oh, se ele soubesse o quanto estou louca.

– Não Klaus, você nem imagina o quanto eu estou ficando louca, porque vocês dois estão me deixando assim. Eu não deveria estar aqui... Céus eu preciso urgentemente de uma consulta — eu dizia mais pra mim mesma do que pra ele.

– Você nos deixou loucos primeiro. — ele disse e eu o olhei — Você nos provocou. Na verdade, você me provocou muito mais. Me deixou insano, e ai eu consegui te por na minha cama e fazer com você o que eu bem queria. Não consegui fazer tudo, mas, isso não vem ao caso. O que vem é que você gosta tanto quanto eu, disso tudo. — ele sorriu de lado e eu estremeci.

Ele sempre conseguia me deixar fora de si.

– Eu? Ok, tudo bem que eu não deveria ter vindo aqui, mas... Ah, quer saber? Eu vou procurar minha amiga, e vou dar um jeito de ir embora daqui ainda hoje. E você Klaus, nunca mais se aproveite da vadia que existe dentro de mim pra fazer o que fez hoje, entendeu? Ah, ou melhor, não precisa. Nunca mais nos veremos mesmo — eu disse com um sorriso provocante.

Vi seu sorriso sumir aos poucos, e seu olhar ficar nublado e escuros, seu corpo ficou tenso e então ele se aproximou de mim, e eu não tive forças pra me mover dali, porque aqueles olhos exerciam algum poder sobre mim, que ainda era irreconhecível.

– Sabe Stewart? — sua voz saiu rouca, dura, mau... Tão sexy tão provocante — Você pode até tentar, mais eu já te provei que quando eu te toco, — ele tocou meu rosto e meu corpo se arrepiou, ele sorriu e eu fechei meus olhos para não encarar aquele par de olhos verdes azulados que me deixava à mercê dele. — Isso acontece... Seu corpo sempre responde aos meus toques. E não pense que você pode vir até aqui, me deixar de pau duro 24h por dia toda vez que te vejo ou penso em você, e ir embora. Você não vai fugir de mim Anie...

Anie...

Meu corpo estava tremendo, e meu peito subia e descia em uma velocidade impressionante.

– É... É o que... Eu pretendo — eu disse abrindo os olhos e me afastando. Minha voz saiu mais se implorasse pra que ele continuasse, do que ao contrário.

Ele sorriu e encostou seus lábios nos meus, e eu perdi o chão, mais ele foi mais rápido e passou seu braço em minha cintura.

– É o que veremos Stewart! — sussurrou e seus lábios se moveram nos meus, enquanto ele apertou minha cintura, prensou seus lábios nos meus e logo após, me soltou.

– Ate mais Anie! — ele piscou e sorriu antes de ir e me deixar com as pernas bambas no meio de uma praça...

Eu não sabia o que sentir, se era alívio por ele ter ido embora, ou se era ódio e frustração pra ele ter me provocado e me deixado ali com uma dor insuportável no útero e com meu clitóris pulsando. Ah, agora sei, e eu estava puta da cara por ele ter feito aquilo, tanto que acionou meu modo "vingança" e aquilo teria troco, ah se teria! Ele não perde por me esperar...

– Ah, Klaus querido... Você nem imagina com quem você acaba de mexer. Irei dar alguns meses, e ai você vai se arrepender de ter feito isso comigo... – eu dizia baixo pra mim com o meu olhar fuzilando suas costas – Ou talvez... Você vai adorar tanto quanto eu... – eu sorri e andei até o pub onde estava Gabriela.

“Klaus, Klaus... Você me paga!”

De uma coisa eu tinha acabado de ter certeza: Klaus seria o meu inferno, e o meu paraíso.

Notas finais
O que acharam? HAHAHA' Klaus safadjhenho (66' Me digam o que acharam please, e não me deixem alone