Just Friends
5 Pov Matt
Notas iniciais
Todos entraram em meu carro, quando Lari foi sentar no banco da frente comigo, Becky a interrompeu, e entrou primeiro.
– M-m-ath — disse Lari indignada.
– Não posso fazer nada — suspirei e Lari sentou atrás emburrada, liguei o carro e seguimos.
– Matt... Acelera — disse Becky olhando pelo retrovisor, o que parecia ser uma mulher cobra – dracanae.
– Isso é ruim? — acelerei mais e estendi o caminho.
– São monstros, podem nos matar a qualquer hora — disse ela pegando uma bolsinha da cintura. Ela tirou quatro adagas pequenas, que pareciam aquelas estrela ninja. Shuriken? E o jogou pela janela derrubando duas de muitas dracanae.
– Eu quero lutar — disse Lari, pegando uma espada das costas de Becky — Matt, pare o carro agora. Ela abriu a porta e simulou um salto, parei o carro e ela desceu sorrindo, Becky deu uma lança para Anna, um arco para Dani e uma espada para Vitor, eu apenas peguei meu arco e... Flechas na cabeça das dracanae. Headshot nessas porra. Lari saiu correndo em direção a elas e cortou uma, duas, três até que ela foi acertada no peito por uma lança.
– LARIII — gritou Dani, e saiu correndo ao seu encontro.
– Matt, não saia de posição, eu pego a frente — Becky disse e saiu correndo, decepando monstros com seu chicote, Anna enfiava a lança no peito delas e Vitor estava em uma esgrima contra duas dracanae. Bom, continuei atirando, e espera... Meu pai é Zeus, sorri de canto, peguei uma flecha, apontei ao céu e um raio caiu nela, preparei a flecha apontando ainda para o céu e a flecha caiu no meio das dracanae, eletrocutando todas de uma vez.
– Lari — disse abafado e corri até o corpo dela — Lari me responde, por favor — senti lagrimas preencher meu rosto. E Becky depositava algo na boca dela.
– Calma Matt, ela vai ficar bem — ela pegou Lari no colo e correu ate o carro, colocando-a ao lado do passageiro — vamos logo.
– Vamos gente — disse calmo e dei duas batidinhas no ombro de Vitor. Após todos subirem, eu fechei a janela que dava vista do banco de trás ao banco da frente, e acelerei, o pessoal de trás já estavam dormindo, após 3hrs de viagem. Olhei para Lari e a ferida havia cicatrizado, segurei sua mão e uma lagrima escorreu — nunca me abandone, nunca — beijei a mão dela, limpei a lagrima e continuei a dirigir, passamos por um prédio que parecia mais ser um hotel antigo, nem me toquei e continuei a dirigir, depois de 5 minutos, um prédio idêntico aquele.
Resolvi estacionar e ver o que havia lá. O pessoal de trás ainda dormindo, Lari ainda desmaiada. Peguei meu arco, minhas duas adagas longas, uma aljava com flechas e sai do carro, mas que porra de frio estava. Se existir um deus/deusa do frio, ele/ela mora ai, porque eu já estava congelando. Entrei no hall e deparei com um atendente de pijama uma toquinha de dormir, ele estava trabalhando de olhos fechados, o que soou um tão irônico, fui até ele.
– Olá, você teria um quarto para seis pessoas? — disse, porem sem respostas, eu o cutuquei e nada. Olhei em volta e fui até o elevador, chamei e ele abriu. Entrei e onde havia os botões para manipular estava apenas um painel, com uma tela touch, comecei a fuçar e achei o botão escrito "ultimo andar, sala do mestre" apertei e em um simples movimento a porta abriu e uau que coisa mais linda, uma sala enorme de enorme, com diversas coisas, havia ovelhas, ursos, pássaros, muitas coisas, mas estavam todos a dormir, fui até o que parecia ser um trono, um enorme trono de ouro, com um travesseiro em cima.
– Agradável, não? — disse pausadamente, uma voz sonolenta que eu não sabia de onde vinha, preparei minhas adagas, estava pronto para qualquer coisa. A voz riu abafadamente e disse por fim — muitos me procuram, mas nem todos encontram, alguns me esperam, mas quem os encontra é meu gêmeo, eu sou tudo, eu sou todos, eu sou Hipnos, o deus do sono. Irmão gêmeo da morte, manipulador de todas as almas.
– Mostre-se deus do sono. Quero ver seu rosto — disse quando uma fumaça se formou á minhas costas e apareceu um homem flutuando com uma bolsa de pó na cintura — esperava alguém mais intimidador – zombei o que não foi certo. Ele riu abafadamente e disse.
– Acha que pode qualquer coisa? Filho de Zeus, então lute contra seus amigos — pelo elevador entraram Lari, Becky, Anna, Dani e Vitor, todos armados e, como se eu não imaginasse, dormindo — ataquem-no – ordenou Hipnos. Bom o que me restou, foi correr, eu simplesmente não iria machucar meus amigos, correu uma ideia em minha mente, Lucas o irmão de Rebeca, ele sabia sobre todos os deuses. Peguei meu celular e liguei pra ele, mas continuei correndo.
– Alô Lucas, cala a boca e me escuta, estou frente a frente com Hipnos, e ele mandou todos me atacarem, me ajuda — disse rapidamente.
– Uma das únicas coisas que para hipnose sonolenta de Hipnos é o pó que geralmente fica em sua cintura, tente engana-lo, ele é meio lento, mas onde vocês estão? — disse ele.
– Depois te ligo, valeu — desliguei e corri até Hipnos que se desfez em uma nuvem de fumaça — oh, merda — continuei correndo pela sala e um ruído atacou minha mente, era a voz de um homem, já havia escutado essa voz antes, ela dizia "o trono é seu ponto fraco" — o trono? — sussurrei pra mim mesmo, mas antes que pudesse chegar até ele, Becky prendeu seu chicote em meu calcanhar e Lari vinha com a espada em meu pescoço.
– Me desculpem — hesitei e soltei uma carga no chicote, que jogou Rebeca longe. Corri até o trono, peguei minhas adagas e enfiei no travesseiro, ao canto da sala caiu Hipnos, adormecido. Irônico, o sono dormiu, ri e corri até ele, abri sua bolsa e taquei o pó em todos, que acordaram. Inclusive Lari. Olhei para Hipnos, peguei sua bolsa de pó — vamos gente — abracei Lari e empurrei todos ao elevador. Expliquei o que havia acontecido, e todos voltaram ao carro.
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