Notas iniciais
Se era era um cap grande que vcs queriam tá ai hahaha e preparem os sentimentos, é no proximo que eu vou acabar com eles

Me levantei cambaleando, e agora soluçando. As lágrimas já não me deixavam enxergar direito, estava tudo embaçado. Fui cambaleando até a cama e me sentei, coloquei as mãos no colo e as fitei. O que havia acontecido com Maxon? Eu não fiz nada de errado para ele me tratar assim, foi tudo culpa de Matt, ele que beijou a minha mão.

A pulseira azul que Maxon havia me dado estava queimando no meu pulso. Eu a toquei fechando os meus olhos, me lembrando exatamente quando ele havia me dado ela. Comecei a soluçar mais. Tirei a pulseira fina e delicada do meu pulso e a fitei. Eu a trouxe perto do meu peito e a apertei ali, me joguei para trás, me deitando na cama e chorando, mas agora, em completo silencio. Até alguém abrir a porta e dizer.

– Sentiu a falta, foi? – perguntou uma voz que eu já havia escutado. Me sentei imediatamente.

E lá estava Matt, encostado na batente da porta me olhando com um sorriso debochado.

– O que você está fazendo aqui? – sussurrei.

– Eu devia estar fazendo a mesma pergunta a você, ruiva. – falou se desencostando da porta. – Este é o meu quarto. – falou apontando para mim — E você está na minha cama. – Quando ele olhou para mim, seu sorriso debochado sumiu da sua face. – Ei, porque está chorando? – falou vindo na minha direção. Eu me levantei o mais rápido que pude. Olhando melhor, eu vi 3 malas jogadas perto da porta, como eu não notei isso antes?

– Já estou saindo. – falei saindo quase correndo em direção à porta. Ele agarrou o meu braço antes que pudesse sair.

– Pode falar. – falou me olhando, parecia realmente preocupado, a luz do sol que vinha da janela bateu diretamente em seus olhos, os deixando mais lindos do que eu poderia imaginar. Ele não parecia ser má pessoa, mas me estragou para Maxon.

– Eu to bem. – falei e puxei meu braço de sua com um pouco de força. – E me desculpe por ter invadido seu quarto, não sabia que ele era seu. – falei e olhei para baixo. Sai mais rápido que pude dali, antes que ele pudesse falar qualquer coisa para mim.

Descobri que o quarto dele nem era tão longe do meu. Era só um corredor a mais na verdade. Fui andando e achei a porta do meu quarto. Quando eu entrei, tinha um Aspen, com a cabeça abaixada, os cotovelos apoiados no joelho e com as mãos no cabelo, sentado na minha cama. Que levantou a cabeça assim que eu abri totalmente a porta.

– Meri. – falou se levanto e me olhando, meio agitado.

– Aspen? – falei olhando, me virei somente para fechar a porta. – O que aconteceu?

– Meri, eu estou indo embora. – falou, para mim seria a mesma coisa que se me dessem uma facada direto no coração ou um chute no estomago.

– O que? – gritei. – Porque? – eu pude sentir que já estava ficando desesperada. Isso não podia ser verdade, eu não quero acreditar que seja verdade.

– Vão me levar de volta para o centro de treinamento. – falou com a maior calma do mundo, eu já estava no ponto de voltar a chorar. – Eles disseram que eu tenho que ir pra lá para melhor as minhas habilidades na luta e com espadas, e que eu volto em mais ou menos 3 meses.

– 3 meses? – exclamei, já podia sentir os soluços em minha garganta. Minha cabeça estava latejando. – Aspen, e a sua família? – perguntei agarrando os seus ombros.

– Eles vão continuar recebendo o meu salário, não vai mudar em nada, a única diferença é que não estarei aqui. – falou e passou um dedo em minha bochecha. – Eu sempre vou te amar, Meri, sempre. – falou e me puxou para um abraço forte, ali, eu chorei, por tudo o que estava acontecendo. – Eu sei que você vai ser a escolhida do príncipe – falou e segurou o meu rosto, olhando firme em meus olhos. – Meri eu só quero o melhor pra você, e eu sei que esse melhor é Maxon.

– Aspen... – falei e soltei um soluço. Ele sorriu.

– Se antes era difícil arrumar uma moedinha para você, imagina agora. – falou e deu um sorriso torto. Ele deu de ombros. – Mas fica com isso. – falou ele tirando um dos botões dourados de seu blazer de soldado. – Sei que não é uma das coisas que o príncipe lhe daria mas...

– Shiu... Aspen. – falei colocando um dedo em sua boca. – Obrigada. – coloquei as mãos em seu rosto e lhe dei um beijo na bochecha.

Ele colocou o botão na minha mão e a fechou. Ele me deu um sorriso de lado e me abraçou mais uma vez, como se nunca mais fosse fazer isso. Talvez nunca mais fosse.

– Quando você vai? – perguntei em seu ouvido.

– Daqui a uma hora, ainda tenho que arrumar as minhas coisas. – falou me desvencilhando de seu abraço para olhar em meus olhos. – Adeus, Meri.

Ele me deu um ultimo sorriso e foi em direção a porta. Quando a sua mão tocou a maçaneta eu gritei.

– Aspen! – ele me olhou um pouco alarmado. – Eu ainda vou te ver por ai? – perguntei como um suspiro, ele riu pelo nariz.

– Eu vou estar sempre por ai. – eu sorri para ele, isso era quase um alivio. – Adeus, Meri.

– Adeus, Aspen.

Então ele fechou a porta. Eu fiquei ali, parada, segurando a pulseira de Maxon em uma mão e o botão de Aspen em outra. O que eu fiz para perder meus dois amores praticamente no mesmo momento?

Fui para a minha penteadeira e achei uma fita dourada, peguei-a e nela amarrei o botão de Aspen. Acabei fazendo uma pulseira. A amarrei em um pulso e coloquei a pulseira azul de volta no outro pulso. Ouvi risadas vindo do lado de fora, fui até a sacada para ver o que estava acontecendo no jardim. A festa de recepção já havia começado.

Estavam todos se divertindo. Tinha mesas e mais mesas de comidas espalhadas pelo jardim. Elise estava sozinha em uma das mesas de doces, Matt parecia estar em um papo muito divertido com a rainha, que lhe sorria amavelmente, o rei parecia estar muito entediado em uma cadeira olhando para o seu vinho, parecia estar querendo estar em qualquer lugar, menos ali. Celeste estava parecendo aborrecida com algo, então olhei na mesma direção que ela, e lá estava ele, conversando todo sorridente com Kriss, ele colocou um braço pela cintura de Kriss e a puxou, tomando um gole de seu vinho. Kriss tombou a cabeça para trás e sorriu para ele. Parecia a tipica cena de casal apaixonado, isso me enojava. Eu não acredito, ele briga comigo, e depois, como se nada tivesse acontecido, vai para os braços de Kriss.

Fechei a porta da sacada e fui para o espelho ver como eu estava. Não estava nos meus piores dias, ao menos. Dei uma mexida no meu cabelo, tirei qualquer vestígio de lagrimas do meu rosto que pudesse ter e me dei um sorriso convencido. Sai do quarto e fui direto para o jardim.

Desci as escadas e fui até lá. Passei por Maxon que me deu um olhar rápido, fui até a mesa de doces e peguei um me virando e indo até um banco, não o nosso banco, um banco qualquer. Um banco que dava bem de frente para onde eles estavam, mas um pouco longe, mas mesmo assim eu poderia cuidar cada movimento dos dois.

Sentei ali e fiquei olhando Maxon e Kriss conversarem felizes, então senti alguém se aproximar e sentar ao meu lado.

– Então, não vai me falar por que estava chorando no meu quarto, ruiva? – perguntou Matt.

Ai não acredito, esse mala de novo?

Nesse exato momento Maxon nos olhou, e eu, lhe dei um sorriso malicioso em troca. Se era brincar que Maxon queria, era exatamente isso que eu iria fazer.

– Você quer parar de me chamar de ruiva? — olhei para ele, fingindo uma cara de ofendida. Ele deu de ombros.

– Mas você é ruiva.

– Eu sei que sou ruiva, mas não me chame assim, é chato. — falei revirando os olhos.

– Paro quando me dizer por que estava chorando, eu posso ajudar, é sério. — falou colocando uma mão em cima da minha. Eu a tirei delicadamente dali.

– Olha, não foi nada, eu juro. — falei sorrindo.

– Foi por Maxon, não foi? — ele perguntou, um pouco sério demais.

– O que?

– Maxon fez você chorar, não fez? — o jeito dele, parecia que isso já tinha acontecido, que ele já tinha visto uma garota chorar por Maxon.

– Talvez. — falei abaixando a minha cabeça. Ele bufou ao meu lado.

– Como ele se atreve! — falou se levantando e olhando com raiva para Maxon, que estava sorrindo para Kriss. Eu puxei o seu braço e o fiz sentar, antes que fizesse alguma besteira.

– Ei, você não vai fazer nada, fica quieto ai. — falei.

– Ele magoou você? — perguntou me fitando.

– Não, claro que não. — falei, é claro que Maxon havia me magoado, mas não ia falar isso para ele, só ia deixa-lo mais nervoso.

– Maxon é um idiota. — falou bufando ao olhar para onde Maxon estava.

– Não fala assim. — falei tocando seu ombro, queria ao menos ser legal com ele, ele estava se preocupando comigo.

– America, não é mesmo? — falou se virando em minha direção, eu concordei. — Eu sou Matthew. — falou me olhando. Ele tinha olhos muitos azuis, como piscinas.

– Eu sei. — falei sorrindo.

Ele abriu a boca para falar algo, quando vimos um monte de criadas vindo com mais comida, mas elas estavam as levando para uma mesa que estava vazia. O almoço deve estar sendo servido. Quando olhei para o lado que estava Maxon, ele estava me olhando com os braços cruzados e o maxilar rígido. Matt pegou a minha mão.

– Vem, você vai sentar ao meu lado. — falou me puxando.