Just A Little Revenge
6 A Escolhida.
Notas iniciais
Eu puxei a minha mão da sua, parei e ele me olhou. Eu toquei o pulso que estava a pulseira azul de Maxon, ela estava queimando como nunca em minha pele.
– Eu acho que não é uma boa idéia. – falei. Ele tombou a cabeça para o lado e abriu um sorriso.
– Por que? Está com medo do Maxon ficar com mais ciúmes do que já está? – perguntou rindo. Idiota.
– Não, claro que não. – falei colocando uma mecha de meu cabelo atrás da orelha, isso estava começando a me deixar nervosa. – É só que, Silvia pode brigar comigo mais tarde por isso, tem um lugar reservado a você perto da família real, eu sou só uma selecionada.
– Eu sou da realeza, certo? – perguntou me olhando. Eu concordei, o que será que ele queria me dizer? – Então, só o rei pode me dar ordens. E eu duvido muito que ele vá se importar. – falou. Eu ri. – Eu vou sentar do seu lado e pronto. – falou me puxando até a mesa e se sentando numa cadeira ao lado da minha, quando olhei para os demais, eles estavam nos olhando com um olhar de certa curiosidade. Maxon estava sério, batucando delicadamente a mesa com os dedos, nem se deu o trabalho de nos olhar.
– Será que é a gente que eles estão encarando? – sussurrou Matt ao meu lado, puxando a cadeira para mais perto da mesa.
– Tenho certeza que sim. – sussurrei de volta.
– O assunto está realmente bom, não é mesmo, Senhorita America? – eu olhei assustada em direção ao rei, ele nos olhava com um sorriso brincalhão.
– Não estávamos falando de nada, vossa alteza. – falei.
– Na verdade, estávamos falando de vocês estarem nos olhando. – falou Matt com um sorrisinho. Eu pisei em seu pé.
Maxon bufou e eu o olhei. O rei sorriu.
– Eu soube que você está procurando uma noiva, Matt. – falou o rei lhe olhando, enquanto tomava um gole de seu vinho.
– Sim senhor. – falou Matt.
– E já encontrou? – Eu me encolhi e dessa vez, Maxon nos olhou. Só acho que está muito cedo para Maxon tirar conclusões de nós dois, nós nos conhecemos hoje.
– Ainda estou procurando. – falou Matt devolvendo ao rei um sorriso.
– Então, eu lhe desejo boa sorte, você merece uma boa moça de classe. – falou o rei.
– Obrigada, tio, mas eu não sou Maxon, que precisa se casar com uma garota de classe, acho que se eu quisesse, poderia me casar até com uma oito. – Matt falou sorrindo, e olhou para Maxon. – Sem ofensas priminho. – falou olhando para Maxon com um sorriso malicioso.
Eu peguei nervosa o meu suco e tomei um gole, ao menos não estavam mais nos encarando, a não ser Maxon, que fingia não estar nem ai, mas me olhava a cada 2 minutos.
Logo depois que almoçamos, Silvia nos mandou de volta ao quarto, para nos arrumarmos para a festa de recepção ao Grã-Duque, que teria à noite.
Quando cheguei ao quarto, lá estavam Lucy, Mary e Anne, já fazendo o meu vestido.
– Senhorita! – quando elas me viram abrir a porta, quase pularam em cima de mim.
– Oi gente. – falei rindo. Elas deviam estar loucas para saber como tinha sido o meu primeiro encontro com o Grã-Duque.
– Como foi, senhorita? – perguntou Lucy toda empolgada, segurando as minhas mãos.
– Ele é mesmo bonito, senhorita? – perguntou Anne.
– Meninas, deixem a senhorita America em paz. – ralhou Mary, mas ai, ela me olhou mais empolgada que as outras. – Ele gostou da senhorita?
– Eu não sei gente. – falei rindo. – E sim, ele é lindo.
Elas deram um gritinho ao mesmo tempo. Eu ri disso, acho que nunca as vi tão empolgadas com algo.
– Vocês já começaram meu vestido para hoje? – perguntei indo até a mesa em que elas estavam trabalhando.
– Sim, senhorita. – falou Mary. – Ele está quase pronto.
– Posso ver? – perguntei me aproximando, as três pularam em frente a mesa, como uma muralha.
– É uma surpresa, senhorita. – Falou Lucy. Eu revirei os olhos.
– Então não vou nem poder ficar aqui? – perguntei rindo.
– Não. – falaram as três juntas.
– Mas o que eu vou fazer enquanto isso? – perguntei enquanto elas me empurravam levemente para fora do quarto.
– Passeie pelo palácio, ou vá para a biblioteca. – falou Mary.
– Ta bom, ta bom. – falei rindo.
Elas me colocaram para fora do quarto. Descobri que eu não poderia ficar no jardim por que os criados estavam lá arrumando tudo para a festa. Fui andando, e cheguei até o salão das mulheres, mas me arrependi imediatamente, pois a rainha estava lá tomando chá, e nem deu tempo de eu fugir, por que ela me viu.
– Senhorita America! – chamou-me ela, exatamente quando eu me virei. Eu fechei meus olhos e tranquei a minha respiração. Me virei para ela e dei o meu melhor sorriso. – Junte-se a mim para o chá. – falou ela levantando a sua xícara.
– Claro, majestade. – falei indo até ela e me sentando na cadeira de frente para a dela.
– Então você conheceu meu sobrinho. – falou ela tomando um gole de seu chá, me olhando com olhos brincalhões. Eu senti minhas mãos suarem.
– Conheci sim. – falei esfregando minhas mãos no estofado da cadeira.
– Ele pelo jeito gostou de você. – falou colocando sua xícara no pires.
– Ele parece ser uma boa pessoa. – falei já com medo de onde essa conversa ia dar.
– Ele é sim. – falou a rainha suspirando. – Perdoe meu filho pelo jeito que lhe tratou essa manhã, ele pelo jeito ficou com ciúmes.
Meu coração bateu mais rápido com essa informação.
Abri minha boca para falar alguma coisa, mas a fechei na mesma velocidade que abri.
– Eu não fico muito triste de ele lhe tratar do jeito que tratou, eu gosto muito da senhorita.
Ela me olhava com um pouco de esperança nos olhos. Será que ela acha que eu tenho alguma chance de ganhar a competição?
Eu percebi que ela estava se preparando para falar alguma coisa, até uma criada aparecer na porta e nos, olhar um pouco nervosa. A rainha deu um suspiro cansado.
– Bom, preciso ir senhorita America. – falou ela sorrindo para mim e se espreguiçando delicadamente na cadeira.
Eu a observei se afastar, eu fiquei ali, pensando no que ela me falou por um tempo, até eu pegar no sono e me acordar assustada em perceber que o sol já estava quase se pondo.
Me levantei e fui andando para o meu quarto, fui devagar para ter certeza de que elas haviam terminado o meu vestido.
Cheguei no meu quarto e elas ainda estavam lá. Quando elas me viram na porta começaram a me puxar, eu as olhei confusa.
– A festa já começou a 5 minutos, a senhorita está atrasada! – falou Mary me sentando na cadeira e já arrumando o meu cabelo.
– Já começou? – perguntei.
– Já, estamos atrasadas, aonde a senhorita estava? – com essa pergunta eu corei um pouco.
– Dormindo. – falei olhando para baixo. Lucy veio e começou a me maquiar. Anne veio com o vestido e eu o olhei pelo espelho da penteadeira, ele era tão lindo que eu me virei para ela para poder olhá-lo melhor. Era perfeito, vermelho e parecia ser um pouco apertado na cintura, ele tinha camadas vermelhas, só que cada vez ficavam mais escuras.
– É lindo. – suspirei me levantando a cadeira. – Obrigada. – falei e abracei cada uma.
– Agora sente aqui que eu tenho que te maquiar, senhorita, já está atrasada. – falou Lucy com as mãos em meus ombros.
Mary começou a fazer um coque elaborado em mim, Lucy começou a me maquiar e Anne a procurar um sapato que combinasse.
A maquiagem foi bem rápida para falar a verdade, a maioria das vezes demorava mais, e estava discreta, como eu gostava. Só o batom era vermelho, acho que para combinar com o vestido.
Quando eu coloquei o vestido, eu me senti linda. Fiquei me olhando no espelho e dava umas rodadinhas, o balançando. Eu parecia uma criança feliz quando ganhava algo. Talvez fosse mesmo.
– Agora vá senhorita, já está bem atrasada. – falou Mary. Olhei para a sacada e fui até lá. Não tinha sinal de festa nenhuma.
– A festa não era no jardim? — perguntei apontando para fora.
– Foi mudado para o salão, pois o tempo não estava muito bom e pode chover esta noite. – falou Annne.
– Ah. – exclamei. – Obrigada por tudo, meninas. – falei as abraçando. Elas soltaram um risinho e disseram de nada quando eu já estava na porta.
E novamente não tinha nenhum guarda me aguardando, talvez ele tivesse ido e eu demorei muito.
Desci as escadas segurando a barra do vestido, eu amei passar as mãos nele, era um tecido muito bom.
Quando cheguei na porta do salão, os guardas ficaram me olhando. Quando um deles colocou a mão na porta para empurrá-la, eu ergui a minha cabeça e segurei o ar.
Quando as portas foram completamente abertas, eu entrei um pouco encabulada, pois todos pararam de conversar e começaram a me olhar e abrir espaço para eu passar. No meio da multidão, perto da mesa de bebidas, estava Maxon, conversando animadamente com Kriss. Ele passou a mão no rosto dela, e eu a vi corar. Eu parei no meio do caminho. Eu fui para o outro lado, o lado que não tinha praticamente ninguém, fui praticamente correndo. Me apoiei na mesa de doces e senti as lagrimas queimarem em meus olhos, mas eu não vou chorar, não vou estragar o trabalho que as garotas tiveram comigo. Então eu senti alguém do meu lado.
– Olá novamente, ruivinha. – Era Matt, que ótimo, ele não tem nada melhor para fazer?
– Achei que havia dito para não me chamar assim. – falei olhando para ele. Ele simplesmente deu de ombros e pegou um dos doces e colocou na boca.
– Achei que seria um apelido digno. – falou sorrindo com a boca cheia de doce. Eu o empurrei, que cara nojento.
– Não me chame assim. – falei.
– Quer que eu te chame de que então? – perguntou.
– America. – dei de ombros.
– America. – falou sorrindo. Ele olhou na direção de alguém, então se virou para mim. – Eu tenho que ir falar com umas pessoas, afinal, sou a razão da festa, nos vemos mais tarde, minha amiguinha ruiva. – falou sorrindo, eu revirei meus olhos.
Então, estava sozinha novamente. Peguei um docinho e coloquei na boca, me virei e fiquei procurando Maxon com os olhos, eu não estava achando ele em nenhum lugar. Depois de um tempo, decidi ir no banheiro. Me exprimi pelas pessoas, elas estavam todas amontoadas, tentando ter o mínimo de atenção do Duque. Não sei o as meninas vêem nele, ele é muito, muito chato, um idiota. Passei por Kriss, que estava sentada em uma mesa, passando o dedo na borda de seu copo, parecia entediada. Saí do salão e quando eu estava quase chegando no banheiro, ouvi risos em um dos corredores e fui até lá. Quando eu vi o que era, meu coração parou, minha alma saiu do meu corpo no mesmo momento.
Maxon estava beijando o pescoço de Celeste, ela suspirava, sorrindo. Eu tentei me segurar em uma mesinha ao meu lado, mas ao invés, eu derrubei o vaso que estava ali, fazendo com que Maxon olha-se para mim, assustado.
A sua boca se fechou no momento que me olhou. Celeste permaneceu com os olhos fechados, eu olhei para ela, e depois para ele, eu sabia que meus olhos estavam marejados. Abri a minha boca, e sem querer deixei um soluço sair. Ele se afastou um pouco de Celeste e me olhou como se me pedisse desculpas, eu sai correndo dali o mais rápido que pude.
Fui correndo para o lugar que eu sabia que ninguém iria nesse momento, o jardim e me joguei na terra, fui me arrastando até atrás de um arbusto e me encolhi. Eu sabia que havia arruinado o vestido que as meninas tinham trabalhado com tanto amor, mas agora nada mais me importava. Eu só queria me esconder e chorar. Acho que eu fiquei ali, tempo suficiente para dormir, por que tive vislumbres de estar sendo carregada pelas escadas. Acordei mesmo, quando, de algum jeito, já estava na cama. Ouvi um barulho perto da porta e vi Maxon.
Eu o fiquei encarando e ele voltou a fechar a porta. Ele veio devagar até a ponta da cama e ali se sentou.
– Oi. – falou.
– Oi.
– America, sobre o que você viu... – falou tentando se explicar.
– Não tente se explicar. – falou levantando uma mão.
Ele fechou a boca.
– Eu só queria que você soubesse... eu não queria te magoar, essa nunca foi a minha opção. – falou.
– Eu sei, mas magoou.
– Desculpe. – falou abaixando a cabeça.
Eu fiquei quieta, se era um ‘’não foi nada’’ que ele queria ouvir nesse momento, eu é que não iria dizer.
– Vejo que ainda usa. – falou apontando para a minha pulseira.
Eu coloquei a minha mão sobre ela.
– Nem percebi. – e dei um sorriso irônico.
– Não faz assim. – falou.
– Quer que eu faça o que, Maxon? – eu perguntei me levantando da cama e o encarando. – Que eu diga ‘’Oh, não foi nada, volte e beije mais a Celeste, eu não me importo’’, é claro que eu me importo. – falei sem pensar, e me arrependi no mesmo momento, não queria que ele soubesse meus sentimentos dessa forma.
– Você me ama, America? – perguntou.
Eu fechei a minha boca e fiquei parada. E agora? Falo que sim?
– Sim. – sussurrei, ele me encarou, parecia que estava prestes a chorar, ele se levantou e veio direto me beijar. Eu não relutei, não tinha mais forças para fugir disso que eu sentia, eu o queria, o queria só para mim.
Nem percebi quando já estávamos deitados na cama e Maxon em cima de mim, puxando o meu vestido para cima, eu não relutei, eu deixei, deixei por que eu queria, e queria que fosse com ele. Eu levantei os meus braços para ajudar a tirar o vestido, já estava sentada no colo dele. Minhas mãos nervosas com aquela situação, estavam puxando a sua camisa para cima. Nem sei como vim parar nessa situação para falar a verdade, em um momento, eu estava brigando com ele e no outro, estávamos nos despindo. Não sei o que deu em mim, eu não queria isso, mas ao mesmo tempo não queria parar.
Mas uma onda de coragem me invadiu e eu empurrei o seu peito em meio a um beijo.
– Maxon, pare, pare de tentar tirar o meu vestido. – falei enquanto ele começou a beijar meu pescoço.
– Mas eu já tirei. – falou sorrindo debochadamente para mim, e ele estava certo, eu já estava nua em sua frente!
– Meu deus, Maxon! – falei saindo de seu colo e colocando as mãos em meus seios, para tapá-los.
– Que foi? – falou rindo.
– Não me olhe assim. NÃO OLHE PARA OS MEUS PEITOS!
– Não faz assim... para... tava tão bom... – falou tombando a cabeça para trás.
– Maxon, não somos casados, eu não vou fazer nada com você. – falei colocando o vestido novamente.
– America, você não entende nada mesmo, não é? – ele falou se levantando.
Eu me calei.
– Você não entende que não é elas que eu quero? Não entende que eu tenho ciúmes de você com meu primo? Não entende que eu só estava te fazendo ciúmes com a Kriss?
– E a Celeste? E aqueles beijos? – perguntei.
– Não sei por que fiz aquilo, eu estava estressado, ai te vi conversando com meu primo na festa e quis me vingar.
– Mas como você sabia que eu ia no banheiro naquele momento?
– Não sabia. – falou sorrindo e dando de ombros.
Bufei e andei até o banheiro, mas ele puxou o meu braço antes que pudesse entrar. Ele me prensou na parede.
– Me solta, Maxon. – falei batendo em seu peito com as mãos fechadas, ele segurou as minhas mãos.
– Não tenho planos para isso.
– Pare Maxon. – falei fungando, quase chorando. – Não é comigo que você quer estar.
– É claro que é com você, não me vejo com outra pessoa. – falou e começou a chegar perto e novamente, me beijou. Eu coloquei minhas mãos em seu cabelo e o puxei para mais perto.
Ele estava prestes a colocar as mãos em meus seios, quando ouvimos guardas conversando no corredor.
– O príncipe sumiu.
– O rei está procurando por ele, disse que tem uma coisa séria a ser tratada, e que ele está fugindo das suas responsabilidades.
– Vamos, temos que procurá-lo mais.
Maxon olhou para a porta.
– É, pelo jeito eu tenho que ir. Logo agora que estávamos tendo um papo bom. – falou sorrindo, eu lhe dei um ultimo beijo.
– Boa noite, minha querida. – falou beijando a minha mão.
– Boa noite, príncipe.
E assim ele saiu, me deixando cantarolando e dançando sozinha enquanto colocava a minha camisola e penteava o meu cabelo.
Aquela ‘’conversa’’ me fez ter novas esperanças em nós, foi muito revigorante para mim.
Me deitei e coloquei o pulso que estava a pulseira azul de Maxon perto do coração. Mordi meus lábios e olhei para o teto, e assim, cai no sono.
Me acordei com as criadas gritando e Anne me balançando, elas nunca fazem isso!
– O que está acontecendo? – perguntei assustada e Anne me soltou, arregalando os olhos.
– Vamos senhorita, levante.
– O que aconteceu? – perguntei me sentando e olhando elas terminarem de costurar um vestido branco. – Que vestido é esse?
Elas me olharam, e continuaram a costurar.
– Vão me falar de onde veio esse vestido ou eu vou ter que chamar as autoridades pra me responderem? – quase gritei.
– O príncipe vai dar o comunicado hoje. – falou Lucy, com lagrimas nos olhos.
– O que? – será que era o do casamento? Se fosse, como ele é apressado.
– Venha, terminamos o vestido, a senhorita tem que ver se lhe serve. – falou Mary, fungando.
– Gente, não se preocupem comigo, ok? Eu vou ficar bem, não importa quem vencer, eu prometo que vou ficar bem. – falei abraçando as três ao mesmo tempo. Me controlando ao meu máximo para não chorar.
– Sabemos que a senhorita já é a vencedora. – falou Anne.
[...]
Desci as escadas e os guardas me levaram num carro com vidros pretos para o mesmo lugar onde Marlee e Carter haviam sido chicoteados, mas agora, o palanque estava mais limpo e organizado.
Me sentei no lugar que havia sobrado para mim, já que fui a ultima a chegar, como sempre... Olhei pro lugar que estava a família real e Maxon ainda não havia chegado, pois havia 4 tronos, e um estava vazio. Quando Matt percebeu que eu estava olhando para lá, abriu um sorriso e me abanou empolgado, eu fingi que não era comigo, não queria mais problemas com o ciúmes de Maxon.
Me sentei ao lado de Kriss e observei os vestidos das outras. Eram todos brancos, então esse era o nosso tema? Noivas?
Celeste, como de costume, era diferente, seu vestido era branco como o nosso, mas o corpete tinha pedras incrustadas, que quando o sol batia, ficavam coloridas, igual um arco íris. Mas eu não estava para trás, meu vestido também era bonito da sua maneira, meu corpete era bem apertado, me desenhando uma cintura super fina, nele foi desenhado flores douradas, que desciam até os babados da saia. O que não me deixava com cara de noiva, era as pulseiras de Maxon e Aspen e o colar de pássaro que meu pai havia me dado. As criadas arrumaram meu cabelo no alto, colocaram uma coroa de flores e fizeram um pequeno coque e deixaram uns cachos caídos ao meus ombros.
Pelo o que eu notei, as outras também não fugiram do nosso padrão, estavam de branco, mas eu nem me prestei a ver como eram os vestidos delas, estava concentrada demais procurando Maxon com os olhos. Tão concentrada, que nem notei que Gavril Fadaye estava no palanque, e assim que ele se pronunciou, eu dei um pequeno salto na minha cadeira.
– Olá população de Illéa, estamos aqui para tratarmos de um assunto muito serio para o nosso querido príncipe Maxon. Sabemos que todos aqui achavam que o príncipe so revelaria a sua escolha para meses daqui, mas essa madrugada, ele nos surpreendeu. Então preparem-se! Pois agora e ao vivo, vocês descobriram quem será a sua próxima Rainha.
Meu coração acelerou só de ver Maxon subir o palanque e se colocar ao lado de Gavril. Como sempre estava bem vestido, eu nunca tinha visto ele com aquele terno, devia ser novo. Ele estava sério e nem sequer me olhou, isso me fez ficar inquieta. Será que essa seria a ultima vez que eu o veria? Kriss pegou a minha mão, eu a olhei e vi que ela não tirava os olhos de Maxon.
– Antes de príncipe Maxon nos dar a maravilhosa noticia de quem o ajudara a governar o nosso pais, gostaria de dizer que todas as selecionadas foram maravilhosas de seus jeitos. Para mim, todas as selecionadas mereciam ser princesas, mesmo algumas tendo envergonhado o nosso pais, eu estou muito orgulhoso de cada uma delas.
Gavril fez uma pequena reverencia à Maxon e passou o microfone a Maxon, que pigarreou antes de o levar ate os lábios.
– Bom dia. – falou Maxon.
– Bom dia Alteza, pode nos dizer exatamente quando teve a certeza que a garota que agora será dita, seria a sua futura noiva?
Maxon fez quase uma careta, por alguns segundos, então respondeu.
– Eu e a minha escolhida sempre fomos muito amigos, sempre tivemos uma conexão forte, assim que eu a vi, eu tive certeza que ela seria a rainha e esposa perfeita para mim e para o meu povo. Eu tentei dar uma chance as outras selecionadas, mas percebi que é ela a minha escolhida.
– O senhor continuara sendo amigo das outras selecionadas?
Maxon novamente fez uma careta, ao dar um sorriso de leve, parecia quase triste.
– Por que não? Algumas delas eu gostaria de comparecer ou ser o padrinho de casamento, para mim seria uma grande honra.
Gavril terminou a entrevista e eu novamente me remexi na cadeira, olhei para a minha mão na mão de Kriss e vi que estava mais que suada, mas ela não pareceu se importar.
Gavril foi até o microfone que tinha de frente para nós e falou.
– Sei que o senhor pensou em nós, no povo de Illéa, quando fez a sua decisão e sabemos que ela foi a melhor possível , por favor, não nos mate de curiosidade, venha até aqui e nos diga quem foi a ganhadora. – falou Gavril e assim que Maxon chegou perto, ele deu umas batidinhas no ombro do príncipe.
Gavril se afastou do lugar e Maxon se colocou de frente a uma câmera, ele não me parecia nervoso, na verdade, parecia nada arrependido da escolha que tinha feito.
– Olá, povo de Illéa. Eu gostaria primeiramente de agradecer por ter sido honrado de ter tido a companhia 35 belas mulheres. Eu fiz tudo o que pude para conhecer todas as minhas pretendentes e não me arrependo da minha escolha, ela foi de todas a melhor candidata a sua rainha, por favor, recebam a princesa...
Ele olhou na direção das nossas cadeiras, por um curto prazo, olhou para mim, não um olhar de ‘’venha cá, é você a minha escolhida’’, mas sim um olhar de desculpas, isso começou a me desesperar. Ele estendeu a mão para nós.
–... Kriss Ambers.
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