Just A Little Revenge
7 Recebo uma visita
Notas iniciais
Eu estava quase me levantando, com um sorriso no rosto, que foi morrendo aos poucos quando eu finalmente assimilei o que havia acontecido. Kriss se levantou com as mãos no rosto, olhando para todos os lados, completamente emocionada. Eu fiquei sem reação, eu realmente não esperava que ele fosse fazer isso. Celeste, ficou de boca aberta, mas logo mudou a sua expressão para uma de completa raiva. Ela bufou, puxou a barra do vestido e saiu andando a passos largos e pesados. Eu não sabia o que fazer, se eu chorava ou não, se eu me levantava e ia embora ou ficava ali e os via juntos. Eu fiquei ali, tinha medo de me levantar e desabar ali mesmo. Quando virei meu rosto na direção do casal, pude ver uma coisa que nunca desejei ver.
– Esperamos honestamente que vocês tenham aprovado a minha escolha e que ela seja tão amada como rainha como por minha mulher. – ele sorriu para Kriss, que colocou os braços no pescoço dele. Maxon puxou a cintura de Kriss e então eu percebi que ali, naquele momento, aconteceria o primeiro beijo apaixonado do casal, e eu seria forçada a isso. Me levantei, eu sabia que as câmeras ainda estavam ligadas, que iriam filmar a besteira que eu iria fazer. Comecei a bater palmas, até o rei, a rainha e Matt olharam para mim, a platéia ficou calada, Maxon empurrou levemente Kriss e os dois me olharam, ela colocou um sorrisinho na cara e eu abri o meu mais ainda.
– Kriss, você merece todos os aplausos do mundo. – falei sorrindo. – Você conseguiu, você o pegou mais rápido do que eu consigo dizer ‘’sabotagem’’ – falei fazendo aspas com os dedos, me aproximando a passos lentos. – Eu realmente subestimei quem eu estava roubando, e você com certeza imagina que tem uma dor em mim que está me batendo como um tambor, mas só vou dizer uma coisa, você não sabe quem estava roubando. – Maxon a soltou e veio em minha direção, eu dei um passo para trás, olhei para baixo, pensando no que falar, quase chorei. — Eu só fui uma coisa para você revirar os olhos, não fui? – falei a olhando, finalmente. – Você pode tê-lo. – falei apontando para Maxon com a cabeça. – Mas saiba que não tem nada que eu faça melhor do que me vingar. – falei puxando a barra do meu vestido e descendo as escadas.
Antes de ir embora, eu olhei na direção onde estavam a família real. O rei olhava para mim divertido, a rainha me olhava com pena e o Matt me olhava com uma cara solidaria.
Fui andando pela multidão, eles abriam espaço para eu passar, alguns me vaiavam, outros me falavam para me manter calma. Eu não queria me manter calma, eu só queria chorar.
Quando cheguei ao castelo, tudo estava uma correria, eu podia ouvir os gritos da Celeste de algum lugar. Subi diretamente para meu quarto, eu sabia que as criadas estariam lá, eu não sabia como eu iria encará-las, elas tinham torcido tanto por mim, será horrível decepcioná-las
Entrei no quarto sem fazer barulho algum, mas me surpreendi em invés de ver as criadas, ver minha família. Mamãe, papai e May, olhando solidários para mim, se antes eu estava a ponto de chorar, quando eu os vi eu não consegui me agüentar, cai de joelhos no chão e tapei o meu rosto com as mãos, eles vieram me abraçar. Eu sabia que todos estavam magoados comigo, eu havia falhado com eles. Mas quando meu pai se ajoelhou ao meu lado e passou a mão em meus cabelos me deu coragem de olhá-los. Os minutos a seguir foram de consolos, eu deitei a minha cabeça no colo de May e meu pai passava as mãos em meus cabelos, enquanto minha mãe soltava ofensas à Maxon e como ele era idiota por ter escolhido Kriss ao invés de mim.
Depois disso, minhas criadas chegaram e nós fomos obrigadas a nos despedir. Todas choravam como crianças, principalmente Lucy. Me atirei em minha cama, agarrada a May, enquanto elas e meus pais arrumavam tudo o que eu tinha que levar.
Pedi para eles serem rápidos, eu não queria demorar nem mais uma hora naquele palácio, tudo naquele quarto me lembrava Maxon e eu não queria mais pensar nele, nunca mais. Em poucos minutos tudo estava arrumado e eu estava com meu velho jeans e uma camiseta simples, descendo as escadas de cabeça baixa com minha família e criadas, então eu percebi que todos pararam e se curvaram, era ele, Maxon, parado bem na minha frente.
Pelo olhar que ele me deu eu percebi que ele queria se desculpar, mas eu não estava disposta a ouvir nada do que ele iria me dizer.
– Obrigada por tudo vossa alteza, foi prazer enorme conhecê-lo. – Eu disse fazendo uma breve reverencia e passei por ele, sem ao menos esperar uma resposta, eu sabia que não ganharia. Enquanto eu estava correndo para ficar cada vez mais longe de Maxon, passei por Matt nas escadas, ele me deu um olhar meio significativo, que eu preferi ignorar. Logo após eu já estava no meu vôo direto para a minha nova vida.
Quando eu retornei a Carolina, eu fui direto para a parte rica da cidade, para o meu novo lar. A nossa nova casa não tinha nada em comum com a antiga. Tinha três andares, era branca, tinha muitas arvores na volta dela e em uma das arvores havia uma casinha no topo, como a outra. Entrei na casa por ultimo, May era a mais animada, em seguida vinha minha mãe, que passava a mão nos moveis e falava como eles eram bons. E realmente eram, acho que nem que se trabalhássemos por 10 anos, não poderíamos comprar o que tínhamos ali. Passei pela sala de estar e olhei para a lareira, prometendo a mim mesma que iria explorar tudo mais tarde, tudo o que eu queria nesse momento era me fechar para o mundo. Pensado nisso, eu subi correndo as escadas, escolhi um dos quartos e me tranquei.
Aquela primeira semana, foi sem duvida, a pior da minha vida. Mesmo eu recebendo cartas de novos pretendentes todos os dias, eu não conseguia simplesmente esquecê-lo. Eu passei essa primeira semana trancada no quarto, não descia nem para comer, eu não sentia fome. Eu ficava lá, sozinha, somente eu, meu silencia e a minha dor de ter perdido. Nas raras exceções em que eu descia, meus pais desligavam a TV. Já havia feito uma semana que a seleção havia acabado mais eu sentia a mesma coisa, a mesma sensação horrível de abandono. Me encolhi mais um pouco na cama, me agarrando ao meu travesseiro e olhando para a janela, parecia ser um dia lindo. Tentei dormir mais um pouco, até alguém bater na porta.
– America, filha. – ah, que ótimo, minha mãe. — Sai um pouco desse quarto, está um dia tão lindo. – não falei nada em resposta. – Filha, tem um parque aqui perto, você podia ir lá. – novamente não respondi. – Por favor, estamos ficando preocupados, você não sai desse quarto a três dias. – Era verdade, me dei por vencida.
– Já vou sair. – falei me sentando na cama e passado as mãos em meus olhos.
Olhei para meu armário e fui procurar uma roupa para sair, eu percebi que estava frio, então peguei um casaco. Quando coloquei a minha roupa, eu abri a porta e percebi que a minha mãe ainda estava me esperando na porta. Provavelmente para ter certeza de que eu iria sair.
Ela me explicou onde era o parque, e ele era realmente perto, mais ou menos uns 10 minutos da minha nova casa. Fui andando até achar um banco, embaixo de uma arvore de frente para o lago, ali me sentei.
Passei a mão sobre a pulseira azul que Maxon havia me dado e imaginei qual era o motivo de não ter jogado ela fora até agora? Acho que é por que essa pulseira, essa coisinha simples, é que me prova que tudo o que tivemos foi real, não foi um sonho louco da minha parte. Como eu pude ser tão burra à ponto de ficar indecisa entre Maxon e Aspen quando Maxon estava La por mim? Maxon significa tudo para mim agora, e eu consegui perde-lo.
O vento frio que batia em meus rosto me impedia de chorar, nesse momento, Maxon e Kriss devem estar arrumando os preparativos para o casamento. Por que será que ele a escolheu? Será que... ela esta grávida? Nada mais me surpreende vindo de Maxon, nada mais me surpreende depois que eu o vi com Celeste.
Me levantei e fui correndo para casa, para poder chorar no conforto da minha cama, sem ninguém para me olhar com pena.
Quando cheguei em casa, May veio correndo e se agarrou a minha cintura, isso me deixou surpresa.
– Oi. – falei sorrindo.
– America, aconteceu uma coisa incrível – falou ela pegando as minhas mãos e as balançando empolgada.
– O que aconteceu? – perguntei fingindo ter a mesma animação que ela, para deixá-la feliz.
– Você não vai acreditar quem esta te esperando no seu quarto. – falou ela sorrindo e pulando. Meu coração palpitou, será?
Olhei para ela e olhei para o topo da escada, não pensei duas vezes e sai correndo em direção ao meu quarto. Quando eu abri a porta do meu quarto, me surpreendi com um loiro olhando para fora pela janela, quando ele me percebeu ali, abriu um sorriso e isso fez o meu morrer. Não, não, não, o que ele esta fazendo aqui?
– Oi ruiva.
– Oi Matt.
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