O médico examinou Elena. Ela não tinha nenhuma sequela do acidente. Ele deu uns analgésicos para os casos de dor de cabeça ou dor no corpo.

— Quer uma carona? – Caroline perguntou.

— Não precisa – Elena respondeu – Damon deve vir para me buscar – Ela achava.

— Tudo bem então – Caroline disse – Se quiser pode me ligar, ta bom?

— Ta, tchau – Elena se despediu.

O carro de Caroline partiu. Elena procurou por Damon pelas ruas. Nem sinal dele. Elena pegou o telefone no bolso traseiro da calça jeans e discou o número de Damon sem nem olhar para o visor. Já havia gravado-o. Elena colocou-o no ouvido e desceu os óculos escuros até o rosto. “Secretária eletrônica!” – Elena bufou.

— Oi, sou eu – Elena disse – Onde você está? Eu já estou esperando – Ela desligou.

Pouco depois de desligá-lo, seu celular vibrou novamente. Elena tirou-o do bolso e atendeu, sem nem ver de onde era o número.

— Oi, eu deixei uma mensagem – Atendeu com um sorriso

— Oi, sou eu – Stefan disse.

— Ah, achei que fosse outra pessoa – Ela respondeu no entanto frustrada – O que você quer, novamente? – Elena perguntou sem paciência.

— Precisamos conversar – Ele disse – Onde podemos nos encontrar?

Naquele momento, Elena viu o carro de Damon se aproximando. Ele estacionou e sorriu para ela, levantando uma cesta de palha. Elena riu e voltou ao telefone.

— Rua “Me-Deixa-Em-Paz” – Ela disse – Tchau – Ela sorriu e correu até o carro.

Damon saiu do carro, Elena pulou em seus braços, como fizera no início do sonho. Ele a segurou e os dois riram.

— Rua “Me-Deixa-Em-Paz”?– Ele deu uma risada, colocando-a de pé.

Elena apenas riu: — Então, vamos?

— Primeiro as damas – Ele abriu a porta do carro para ela.

— Sem formalidades, Damon – Elena entrou no carro.

— Não é formalidade, apenas educação – Ele já estava sentando ao seu lado. Elena pulou de susto.

— Eu acho que nunca vou me acostumar com isso! – Ela riu.