Juro Solenemente

3 Uma proposta irrecusável.


Notas iniciais
Ai está o capitulo gente ^^
Jouir :3

James Potter

Abri os olhos, a luz do sol que entrava pela janela era forte, provavelmente já era mais de onze horas da manhã. E eu sou assim, não me preocupo com horarios, responsabilidades, muito menos com dinheiro. Vamos supor que a minha familia tem mais dinheiro do que lugar para guardar.

E então comecei a calcular o que faria hoje, desde que terminara o ensino médio, saia todos os dias, com o meu fiel companheiro, Sirius Black. Sirius é como um irmão para mim, nos conhecemos desde que entramos no primeiro ano na escola, e juntos tocamos o terror. Há um ano e meio mais ou menos, Sirius fugiu de casa, e agora mora aqui na mansão Potter. Aqui nós temos uma vida perfeita, por assim dizer.

─ Passou da hora de acordar, né viado? ─ Sirius inrompeu pela porta, falando alto.

─ Cala a sua boca, cachorro! ─ é assim que nós dois nos tratamos, com muito carinho.

─ Foi boa a farra ontem, com a Emme? ─ perguntou Sirius, se sentando na beira da cama, com um sorriso malicioso nos labios.

─ Foi uma loucura, Sirius. ─ respondi com um sorriso travesso.

─ É, devo dizer que aquela ali é uma leoa. ─ respondeu Sirius.

─ O QUE? ─ gritei. ─ Não vai me dizer que ela já transou com você também.

─ Cara, olha como eu sou gostoso, você acha que ela ia desperdiçar isso? ─ disse Sirius, então eu lhe taquei uma almofada.

─ Mas tambem, nem sei como ainda me impressiono, aquela ali é mais rodada do que roleta de onibus.

─ Com certeza! Mas então, o que vamos fazer hoje? ─ perguntou Sirius.

─ Ah, hoje tem aquela festa da Cher, sabe? ─ respondi.

─ Dos anos sessenta?

─ Essa mesmo.

─ As festas da Cher são sempre lotadas de mulheres gostosas. Até as garçonetes dão pro gasto. ─ disse ele, e eu ri.

Eu e Sirius somos assim, não nos apegamos a ninguém, e qualquer festa que vamos ficamos com no minimo a metade da população feminina do lugar. Nós simplesmente só nos importamos em curtir, e a nossa lei mais absoluta é jamais se amarrar em alguém.

Descemos para tomar café, quando já eram quase meio dia e meio, encontramos meu pai, Charlus, na sala de estar.

─ Não foi trabalhar hoje, pai? ─ perguntei.

─ Claro que fui James, mas já estou de volta para almoçar, se você acordasse um pouco mais cedo perceberia isso. ─ disse ele visivelmente irritado. Ele odeia que eu tenha largado os estudos e não me importe com a empresa.

─ Acordar cedo pra que afinal de contas? ─ perguntei, mas meu pai já não ouvia, havia ido para a sala de jantar, o almoço fora servido.

Eu estava morrendo de fome, por isso fui me sentar à mêsa tambem.

─ James, preciso que você me acompanhe hoje à uma reunião, quero te apresentar como sucessor dos negocios aos meus sócios. ─ disse meu pai, depois de algum tempo.

─ Ah pai, hoje não dá, sabe, tem a festa da Cher, eu realmente não posso perder. ─ respondi.

─ James eu não estou perguntando que festa você tem hoje, você vai me acompanhar sim por que... ─ começou a ralhar ele, porém eu me levantei e sai do comodo. Odeio discutir com meu pai um assunto que não ira levar a nada.

─ O que eu faço com o meu filho, Sirius? ─ ouvi ele se lamentar.

─ Olha, o senhor pode deixar um testamento com tudo para mim, eu não me importo em ir conhecer seus socios, de verdade. ─ respondeu Sirius divertido.

xx-xx

Lily Evans.

A tarde do outro dia se passou normal, na medida do possível, claro. Acordei cedo, depois tive que lutar para tirar uma Marlene sonolenta da cama. Como todos os dias Dorcas passou no apartamento de Lene com o Sally ─ Um carro, o Gremlin da década de setenta, pink, que só engana e dá problema ─ E sim, o carro tem nome. Ela ganhou ele do pai, quando passou na faculdade. Assim mais um exaustivo dia de estudos se passou. Cheguei à Construtora Potter, coloquei minhas coisas no armario e sai pela empresa, procurando engeinheiros precisando de ajuda ou clientes querendo café. Ser estagiario, ainda mais em uma empresa como a Potter, é bom para observar e ver como os grandes engenheiros trabalham, e eu basicamente adoro isso, mas o único problema é que não ganha nada para estagiar, e de quebra fico totalmente sem tempo para trabalhar, com isso, o dinheiro que meus pais me deixaram escorre pelo ralo.

Estava verificando uma planta que o Sr. Edgemcobe havia deixado em um balcão, quando ouvi alguém me chamar.

─ Evans? ─ chamou Annie, a secretaria de meu chefe, Charlus Potter.

─ Sim? ─ disse me virando.

─ O Sr. Potter deseja falar com você, na sala dele.

Ai. Meu. Deus. Ok, minha vida já está ruim demais para piorar. O que um empresario como Charlus Potter vai querer com uma mera estagiaria? De uma coisa eu sei, seja lá do que me acusem, não foi eu.

─ Ahn... é, estou indo. Obrigada, Annie. ─ disse sorrindo nervosamente.

Me dirigi ao décimo segundo andar do prédio da Potter Interprise, aonde ficava a sala dele. Me aproximei, respirei fundo e bati.

─ Entre. ─ disse a voz grave de Charlus, lá de dentro.

Abri a porta cautelosamente e entrei.

─ Sente-se por favor, Srta. Evans. ─ disse ele muito educado.

─ Em que posso ajudar, Sr. Potter?

─ Você deve saber, Srta. Evans, que eu gosto de conhecer todos que estão dentro da minha empresa, ─ disse ele se levantando e andando pela sala ampla ─ você foi uma em cinco que passou no teste para estagiar aqui na minha empresa. Fiquei realmente impressionado com você e os quatro jovens que passaram, pois eram mais de seiscentos candidatos, então, eu tomei a liberdade de pesquisar sobre vida academica de todos vocês, Srta. Evans, tomara que não se importe. ─ disse ele em tom brando.

─ Ah não, claro que não, senhor. ─ respondi com um frio na barriga, me perguntando aonde ele queria chegar.

─ Devo admitir que a Srta. foi a que mais me impressinou. Otimo historico escolar desde o ensino fundamental, ganhadora de varias bolsas em muitas escolas caras, e finalmente cursando faculdade em Oxford.

─ Sim, senhor. ─ disse corada.

─ Eu tenho um filho da sua idade, Srta. mas, infelizmente ele não é igual a você. Ainda está tentando passar no vestibular, enquanto já deveria estar cursando o terceiro ano da faculdade. Só pensa em sair e se divertir. Não quero que o meu filho viva na minha sombra, se é que você me entende.

─ Entendo sim, senhor. ─ respondi.

– Quero que você ajude meu filho. ─ ele foi simples e direto.

– Como exatamente? ─ perguntei confusa.

─ Ele irá prestar vestibular no final desse ano novamente, e eu desejo muito que ele passe, quero que de aulas particulares à ele, se ele não quer assumir a empresa, quero que pelo menos honre o sobrenome que leva com alguma profissão digna.

─ Eu entendo senhor, mas não sei se tenho competen... ─ comecei, porém fui interrompida.

– Coloque alguma coisa na cabeça dele, eu pago o quanto você quiser. ─ Falou ele.

– Fechado. ─ respondi sem ao menos pensar no assunto.

De uma coisa eu sei, essa era a melhor coisa que poderia ter me acontecido.


Notas finais
Reviews? *-*