Juro Solenemente
17 Um dia juntos.
Notas iniciais
PRIMEIRO QUERIA AGRADECER AS RECOMENDAÇÕES DIVAS DAS LINDAS, LETÍCIA BLACK E LYRADARK, OBRIGADA MENINAS, ESSE CAPITULO É PRA VOCÊS! ♥
Então, eu adorei escrever esse capitulo, tomara que vocês gostem tanto quanto eu. ^^
Jouir :3
James Potter.
Esfreguei o rosto e caminhei a passos lentos em direção à porta entre-aberta, dei duas batidinhas com os nós dos dedos, porém ninguem respondeu. Ela me evitara por semanas, eu morri de saudade e morri de raiva por ela ir embora assim, do nada, então eu poderia virar as costas e ir para casa, ela não estava mais em perigo. Ou eu poderia entrar e tentar ajuda-lá.
Empurrei a porta lentamente e entrei, a luz ainda estava acesa e ela estava apenas de lingirie, deitada com a cabeça sobre o macio travesseiro e o corpo em posição fetal. Aquela foi de longe a cena que mais partiu meu coração. Eu podia olhar na sua pele branca e ver marcas esverdeadas que provavelmente estariam muito roxas amanhã. Ela estava ali, seminua, e não havia um pingo de malicia no meu olhar. Nesse momento eu me senti como seu irmão mais velho, que tem como dever protege-lá.
Fui até a comoda, a mesma comoda que eu a beijara um tempo atrás, sorri involuntariamente com a lembraça. Abri e de lá retirei um lençol branco, eu sabia que ela não estava a vontade dessa maneira perto de mim, e não queria que passasse por mais constrangimento. Joguei o lençol em cima dela, que rapidamente se enroscou nele. Me aproximei um pouco dela e pela primeira vez busquei seus lindos olhos com os meus, não os encontrei, suas esmeraldas estavam fechadas com força nesse momento, com o intuito de esquecer tudo que vira, imagino eu.
Dei um beijo em sua testa de leve, e murmurei um “Está tudo bem”. Apaguei a luz para que ela pudesse dormir, e já estava saindo quando ouvi um sussurro.
─ Fica aqui. ─ era um sussurro rouco, cansado, como se necessitasse de um grande esforço para sair.
Não consegui recusar o pedido, retirei meus tenis e meu moleton, ficando de meias, calça e camiseta, deitei ao seu lado e a abracei, sentindo o doce aroma de seus cabelos ruivos.
O contato direito com seu corpo me fez sentir que ela ainda tremia.
─ Eu estou aqui agora, só eu... Acabou. ─ sussurrei acariciando seus cabelos, tentando acalma-la.
Ela se aconchegou mais no meu abraço e deitou sua cabeça em meu peito, adormecendo instantes depois.
Confesso que demorei para dormir, primeiro por que a garota que eu mais linda do mundo estava ali, deitada comigo, toda enroscada em mim, ressonando tranquilamente, e meu único pensamento é como eu poderia matar Amos.
Depois de algum tempo eu consegui adormecer, sentindo o doce perfume da ─futuramente minha─ ruiva.
xx-xx
Eu acordei cedo, muito cedo para meus padrões, fala sério, eu acordei sete e meia, isso não é cedo, isso é madrugada.
Olhei para o lado e ela ainda estava ali, do mesmo jeitinho, aninhada em meus braços, deitada em meu peito.
Fala sério, tem visão mais perfeita para logo de manhã?
Sorri involuntariamente.
Com o maximo cuidado possivel retirei sua cabeça de meu peito e coloquei sobre o travesseiro. Levantei, calcei meus sapatos e comecei a pensar. Eu poderia ir embora agora, ela já dormiu, já esta calma, em segurança. Mas eu conseguiria deixa-lá sozinha?
Claro que não.
A não ser que ela me pedisse.
Fui para a cozinha do apartamento e abri a geladeira, lá dentro havia de tudo, desde tofu até pizza.
Percebi que as comidas continham os rotulos tampados por papeis com nomes, por exemplo: O suco de laranja tinha o nome de: Dorcas, O leite de soja tinha o nome de: Lene, e O chá gelado tinha o nome de: Lily. E assim muitas outras coisas.
Agora por que essas loucas separam a comida por nomes? Isso que é Burocracia.
Peguei o Chá gelado que tinha o nome dela, algumas frutas, pão branco e integral, coloquei-os na torradeiras, e fui para o fogão fazer panquecas.
Logo o cheirinho de café-da-manhã invadia todo o apartamento.
Coloquei na mesa as torradas prontas, um prato com as panquecas e um pote de mel da geladeira, o chá de Lily e o suco de laranja de Dorcas, afinal, eu adoro suco de laranja no café da manhã.
Caminhei até o quarto dela, a porta não estava mais aberta, estava encostada e apenas uma frestinha aberta. Ouvi barulhos lá dentro. Ela havia acordado.
Eu sabia que era errado, mas mesmo assim olhei pela frestinha da porta, Lily estava de costas para mim e colocava um shorts jeans.
Pois é, parece que o sentimento de irmão mais velho já passou.
Sorri. Ela colocou uma blusa branca, amarrou os cabelos, e foi na direção da poltrona a qual eu deixara meu moleton, passou a ponta dos dedos por ele e mordeu o labio inferior.
Sorri e voltei para a cozinha antes que ela me pegasse no flagra.
Me sentei a mesa, já podia ouvir seus passos ecoando no corredor e senti o clima da cozinha pesar.
E agora? O que eu falaria à ela?
De repente comer minha panqueca com mel se tornou a coisa mais interessante do mundo, ao ponto deu não querer olhar nada mais em volta.
Ela chegou na cozinha e o silencio era tangivel.
Me permiti olhar para ela, pela primeira vez fitar seus olhos.
─ Obrigada. ─ ela sibilou. ─ Olha, você merece desculpas, eu... eu... ─ grossas lagrimas já rolavam de seus olhos, eu me levantei e comecei a me aproximar. ─ Eu fui horrivel com você, e aquele cachorro, aquele nojento...
─ Lily... Tudo bem, você não me deve desculpas e não precisa falar sobre isso, tudo bem? ─ falei colando minhas mãos sobre seus ombros. ─ Só não chora mais não. ─ pedi recolhendo uma lagrima com o polegar.
─ E-eu... E-eu... ─ ela gaguejou. ─ Obrigada James, por tudo.
Não sei dizer, mas foi lindo ouvi-lá dizer meu nome sem toda aquela frieza e desprezo.
Eu senti tanta, mais tanta vontade abraça-lá, porém não o fiz, era natural que talvez ela estivesse traumatizada e não quisesse encostar em homem algum por anos, e bom, se isso acontecesse, eu iria espera-lá, todos os dias.
─ Lily... ─ sussurrei.
E para minha total surpresa e felicidade, quem me abraçou foi ela, um abraço cheio de sentimento e carinho.
─ Tudo bem, passou! ─ falei quando ela se desvencilhou de mim. ─ Vamos tomar café? Bom, eu não sabia se você gostava de chá gelado ou quente, por isso achei melhor esperar e...
─ James. ─ ela me interrompeu. ─ Está perfeito! Obrigada.
Eu sorri e voltei a comer minha panqueca com mel.
Ficamos em silencio até que uma questão martelou em minha cabeça.
─ Lily... Por que as comidas são rotuladas com nomes? ─ e para minha felicidade, ela se permitiu dar um leve sorriso.
─ É que, bom... ─ ela disse descansando a torrada no prato. ─ Marlene tem intolerancia a lactose, por isso todos os alimentos de soja são dela. Dorcas é vegetariana, por isso não come nada de origem animal, e eu, bom, eu rotulo minhas coisas preferidas, como o chá gelado, mas não faz diferença, nós vivemos comendo a comida umas das outras, um dia mesmo Lene comeu toda minha barra de chocolate, e quando eu cheguei em casa ela estava toda empipocada e se torcendo de dor de barriga. ─ ela concluiu.
─ Agora tudo faz sentido. ─ falei.
Nós começamos a conversar sobre qualquer coisas que mantesse o assunto “Amos” longe.
─ Acho melhor eu ir embora. ─ falei depois que a ajudei a lavar a louça e guardar os pratos.
─ Já? ─ ela perguntou.
Eu sabia que minha presença ali estava distraindo-a e assim que eu saisse, as lembraças da outra noite iriam invadir sua mente.
Eu precisava faze-la sorrir novamente, eu precisava varrer toda e qualquer lembrança do asqueroso do meu primo de sua mente, pelo menos por hoje, então eu tive uma ideia.
─ Vamos lá pra casa? ─ o convite escapou de meus labios antes que eu pudesse me deter.
─ Sua casa? ─ ela perguntou indecisa.
─ É, hoje todos os funcionarios estão de folga, e eu estava pensando em dar banho no Godofredo e na Madalena.
─ Godofredo e Madalena? ─ ela perguntou com um ar um pouco mais divertido.
─ São os meus dois cachorros, são labradores. ─ eu falei.
─ Não sabia que havia cachorros. ─ ela disse se enconstando na pia.
─ Nós temos, é que eles ficam nos fundos do quintal, em um canil.
─ Tá bom, eu vou. Sabe, eu adoro cachorros. ─ ela disse.
─ Então vamos logo, por que já faz umas boas semanas que eles estão precisando desse banho. ─ falei.
─ E por que você não manda no pet-shop? ─ ela perguntou como se fosse obvio, enquanto pegava sua bolsa e seu celular.
─ É que eles apesar se serem grandes, ainda são filhotes, e bom, são meio agitados, da ultima vez que mandamos, uma funcionaria quase enlouqueceu com os dois. ─ falei reprimindo o riso, me lembrando da mulher toda molhada e descabelada.
Nós saimos do prédio e pegamos meu carro, que estava estacionado ali na frente.
Depois de alguns minutos chegamos na mansão.
─ Só vou colocar uma roupa mais fresca, tudo bem? ─ falei.
─ Tudo bem. ─ ela assentiu, se sentando na sala de estar.
Cheguei no meu quarto, coloquei uma camisa, um shorts que geralmente eu jogava futebol e calcei um par de chinelos, fui até a janela e olhei para o céu, estava um dia lindo e fazia calor. Perfeito.
Quando estava saindo do quarto me lembrei de que Lily usava uma camisa branca, que pode ser um perigo se misturada com agua, então recuei e peguei uma camiseta minha.
Cheguei na sala e ela estava lá, sentada.
─ Hum... Lily? ─ chamei.
─ Sim?
─ É que... Bom, como eu disse os cachorros são brincalhões e nós vamos acabar nos molhando... E bom, eu não sei se... Talvez sua blusa pode... ─ eu me enrolava com as palavras, ela tinha uma expressão confusa, mas assim que eu falei as palavras “molhando” e “blusa” ela entendeu.
─ Ah... Nossa, verdade.. ─ ela disse.
─ Pega ai. ─ falei jogando a camiseta verde claro para ela, que correu até o banheiro trocar.
Ela saiu de lá com os cabelos presos em um coque e com a minha camiseta.
Mais linda, impossivel.
─ Preparada? ─ perguntei.
─ Vamos. ─ ela disse.
Então nós saimos pelo quintal, até o canil dos cachorros.
Notas finais
Enfim, deixem comentários para que o próximo venha logo! *-*
Beijos :*
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