Juro Solenemente

18 O que significa isso?


Notas iniciais
Primeiramente queria pedir milhões de desculpas pela demora, realmente eu deveria ter postado antes, mas não deu tempo mesmo, eu estou em semana de provas e tenho que fazer um testr muuuuito importante do ensino médio daqui algumas semanas, por isso, quase não tenho tido tempo de escrever!
Enfim, é só isso, espero que gostem *-*
Boa leitura!

Lily Evans.

O choque que eu levei ao ver James entrando pela porta do meu quarto é uma coisa que eu jamais poderei descrever.

Meu arrependimento também.

Desde que eu conheço James, sempre o julguei como um filhinho de papai mimado que não merecia nada mais do que o meu desprezo, nem ao menos lhe dei uma oportunidade de mostrar quem ele realmente é.

E como me arrependo do por isso.

Nesse momento me sinto uma intrusa na sua casa, uma intrusa na sua vida, que só serviu para bagunçar seus sentimentos.

E os meus.

Quer dizer, num momento eu tenho um namorado, no outro ele tenta abusar de mim, e como se não bastasse o carinha que eu sempre odiei chega na minha casa do nada e me salva.

E depois de fazer o melhor café-da-manhã do mundo, me traz para ajuda-lo a lavar seus cachorros, apenas para não me deixar sozinha com meus pensamentos e lembranças aterrorizantes.

Fala sério, eu não mereço tudo isso.

─ Conheça Mada e Godô. ─ disse ele, apontando para dois grandes cachorros cor-de-mel que pulavam de alegria ao ve-lo.

─ São lindos. ─ falei sorrindo de verdade, pela primeira vez no dia.

James e adiantou e abriu o canil, deixando que os dois cachorros saíssem correndo pelo grande quintal.

─ Como vamos pega-los? ─ perguntei.

─ Agua! Eles amam agua. ─ respondeu ele, caminhando até a torneira e abrindo.

A grossa mangueira amarela que jazia aos meus pés ganhou vida imediatamente, liberando um forte jato de agua.

Dito e feito. Os dois cachorros voltaram correndo em nossa direção, disputando pela mangueira.

Depois disso tudo que eu via era muita agua e duas grandes bolas de sabão, que eu imaginava ser Madalena e Godofredo.

Quando terminamos eu me afastei um pouco para olhar meu estado. Bom, eu havia conseguido manter minha camiseta, ou melhor, a camiseta de James, e parte do meu shorts seco. Ótimo, dá pra voltar para casa assim.

James se aproximou de mim sorrindo, olhei para ele, que já havia tirado a camisa, então ele chacoalhou os cabelos molhados, fazendo espirrar agua em mim.

─ Para James.─ falei divertida. ─ Eu consegui ficar seca. ─ argumentei.

─ É, isso que eu não estou gostando! ─ falou ele, olhando-me maleficamente, então se virou e começou a andar em direção à mangueira.

─ O que...? ─ comecei a perguntar, porém minha ficha caiu quando ele ligou a torneira e começou a avançar em minha direção. ─ Não! ─ exclamei e comecei a correr, com ele em meu encalço.

Eu tentava me proteger, porém cada vez mais jatos de agua me alcançavam, me deixando totalmente ensopada.

Vencida eu avancei para ele, tentando retirar a mangueira de sua mão, consegui por algum tempo, mas logo ele a recuperou de volta.

─ Tem que comer muito feijão ainda para me vencer ruiva. ─ ele gritou, enquanto corria atrás de mim.

Por incrível que possa parecer, eu estava me divertindo, e muito. As gargalhadas que saiam de meus lábios eram todas verdadeiras, e eu estava me sentindo tão bem como nunca imaginei que pudesse me sentir novamente, depois de ontem.

Nós já estávamos ficando cansados quando o tempo começou a fechar, o sol se escondeu entre as nuvens e um vento frio me atingiu, me fazendo tremer.

─ Melhor entrarmos. ─ falou James, desligando a agua. Eu assenti.

Fomos caminhando rápido em direção à entrada da casa, fugindo da possível chuva que o céu prometia.

─ Estou com fome. ─ disse James.

─ Eu também. ─ falei quando meu estomago protestou as horas brincando sem se alimentar.

─ Que tal se nós fizemos um almoço, então... ─ dizia James abrindo a porta de casa, porém parou abruptamente quando percebeu que Sr. Potter se encontrava ali.

Ele nos olhou da cabeça aos pés com desprezo, molhados como estávamos.

─ Pai? ─ perguntou James. ─ Achei que só fosse voltar na semana que vem.

Ele o ignorou.

─ Amos me ligou ontem, dizendo que você o agrediu novamente. ─ disse ele, friamente.

Meu sangue borbulhou, e eu podia sentir as ondas de raiva que emanavam do corpo de James.

─ Você não sabe de nada! ─ cuspiu ele, entredentes.

Obvio que Amos ligaria para o tão amado tio, ele deveria saber que eu ainda não estaria preparada psicologicamente para retratar o que havia acontecido.

E eu não estava.

Então, de repente, sem aviso prévio, Charlus socou o lado direito do rosto de James, fazendo o mesmo bater com a cabeça na soleira da porta.

Minhas pernas fraquejaram, ele estava agredindo James, por minha causa, por que eu não conseguia abrir a droga da minha boca para falar a verdade, e James jamais falaria.

James caiu no chão, eu sabia que ele podia se defender, mas jamais levantaria a mão para o próprio pai. Quando Charlus fez menção de chuta-lo, eu gritei.

─ PARA! POR FAVOR. ─ eu olhei para ele e podia ver o ódio estampado em seus olhos.

─ Não se meta no que não é da sua conta, menina. ─ ele rugiu de volta.

Eu o ignorei.

─ ELE BATEU EM AMOS POR MINHA CAUSA. ─ gritei de volta. ─ FOI POR CAUSA DE MIM.

─ Do que você está falando? ─ ele disse se virando para mim.

James gemeu, aquilo me fez ter ódio do homem parado a minha frente, que era capaz de socar o próprio filho.

─ AMOS ME VIOLENTOU. ─ gritei, e senti uma leve tontura com a raiva que me atingia no momento.

Então as lembranças que eu e James tanto lutávamos para bloquear começaram a aparecer em minha mente novamente.

─ Do que você está falando? Meu sobrinho jamais bateria em uma mulher. ─ ele gritou.

─ ELE FEZ PIOR DO QUE BATER. ─ eu gritei, fazendo a raiva transbordar pelos meus olhos, e sentindo suor frio escorrer na minha têmpora. ─ ELE TENTOU ABUSAR SEXUALMENTE DE MIM. ─ assim que essas palavras saíram pelos meus lábios, uma tontura muito mais forte que a primeira me atingiu e tudo ficou escuro.

xx-xx

─ Lily? Lily? ─ ouvi alguém me chamar ao fundo.

Fiz esforço para lembrar o que havia acontecido, porém minha cabeça doía.

Abri os olhos lentamente e um James com a bochecha machucada e olho direito roxo entrou em foco.

─ Você acordou! ─ ele disse com um sorriso de lado. ─ Eu liguei para o hospital, eu expliquei que você estava muito nervosa, então médico disse que eu podia ficar tranquilo, que seria apenas uma queda de pressão devido ao grande estresse, que isso acontece com quem tem problemas de pressão baixa, e que eu devia esperar para que você acordasse, eu tentei argumentar, para que ele viesse vê-la, mas ele foi muito firme e insistiu que você estava bem, então eu não tive alternativa e... ─ ele tagarelava sem parar, e minha cabeça gritava em protesto.

─ Shh! ─ pedi colocando o indicador sobre seus lábios. ─ Tudo bem.. ─ falei com a voz ainda baixa.

─ Me desculpe pelo meu pai... ─ ele pediu.

Eu sorri de leve e passei o dedo levemente sobre o inchaço embaixo de seu olho.

─ Você está machucado. ─ falei.

─ Nada que eu não possa me recuperar. ─ ele disse com aquele sorriso de canto, que deixa amostra uma covinha, que sempre faz meu coração pular.

─ Onde está seu pai? ─ perguntei me levantando, e notando pela primeira vez que estava num sofá, na sala de estar.

─ Ele saiu bufando assim que você desmaiou. ─ falou ele, sentado ao meu lado.

─ Será que ele acreditou? ─ perguntei indecisa.

─ Para ser sincero, acho que não. ─ ele disse com certa raiva.

Decidi que esse era um campo delicado, e que por ora deveríamos falar de outra coisa.

─ Que tal nós cuidarmos um pouco desse olho ai e depois fizemos algo para comer? ─ pedi.

─ Por mim tudo bem. ─ ele disse dando de ombros.

─ Pegue uma caixa de primeiros socorros para mim então, por favor.

Ele se levantou e voltou algum tempo depois, com uma caixa branca.

─ Sente-se. ─ ordenei, apontando para uma poltrona baixa ao lado do sofá em que estávamos.

─ Tudo bem, doutora. ─ falou ele, divertido.

O bom de James é que ele não perde o senso de humor nem nas piores horas. Sorri e me ajoelhei ao seu lado, deixando-nos da mesma altura.

Peguei a caixa e procurei por agua buricada, para limpar, pomadas e algodão. Logo encontrei o que precisava e comecei a limpar levemente o corte abaixo de seu olho.

Ele gemeu baixo quando o algodão molhado encontrou o ferimento.

─ Desculpe. ─ murmurei.

─ Tudo bem.. ─ disse ele.

Logo passei para a etapa da pomada, que deveria diminuir um pouco inchaço.

─ Acho que é só isso que eu posso fazer. ─ murmurei quando a pomada já estava espalhada.

─ Está bem melhor. ─ ele disse.

Só ai percebi o quanto estávamos próximos, eu já podia sentir a sua respiração cruzando-se com a minha, e a cada segundo minha boca se aproximava-se mais da sua, implorando por um beijo.

Quando nossos narizes se tocaram eu me toquei da burrada que estava fazendo e me afastei rapidamente.

─ Vamos fazer algo para comer? ─ perguntei corada, me ocupando em guardar as coisas na caixa de remédios.

─ C-claro.. ─ gaguejou ele, se levantando.

Ele seguiu para a cozinha e eu fui logo atrás, me perguntando o que tudo isso significava para mim.

Notas finais
Então???
Deixem reviews! :33
Beijos