Jurada

1 Há males...


Notas iniciais
Capítulos sujeitos a modificações.
Boa leitura.

Era manhã de sexta feira, meu olhos estavam irritados uma perfeita combinação de choro que perdurava a noite inteira e o vento frio da manhã que batia em meu rosto. Estava cansanda de surpresas e com certeza não queria encarar os fatos, o fato que minha vida mudara, que nunca mais eu poderia ser uma pessoa normal. E tudo era culpa do acaso, um engano.

—Alicia me dê um abraço antes de ir -minha mãe pedia.

Dei um abraço de despedida em minha mãe, ela emotiva como sempre era não parava de chorar e dizer o quanto estava orgulhosa de mim pelo o que eu tinha feito. Meu irmão mais novo puchou meu casaco com olhos marejados, parecia estar fazendo toda força do mundo para não chorar, o que até me dava um pouco de dó de deixa-lo.Quem mais iria cortar as bordas de seu sandwiche? Quem iria acorda-lo seis horas da manhã e brigar para ele se vestir direito o uniforme para ir a escola? .

Som das pessoas falando a minha volta na estação de Drumonth era confortável, todos os dias eu estivera ali. Pessoas indo para o serviço, crianças e adolescentes indo para escola e pais ansiosos demais para deixar seus filhos pegarem a primeiro trem.

Eu me sentia perdida, não fazia ideia de como a vida seria dali para frente eu me encaixaria naquele novo mundo? Em geral eu preferia não chamar a atenção para mim preferia ficar nas sombras, sem ser notada. Sufocada de medo e tensão naquele novo mundo que me aguardava.

—Até mais mãe.

Abaixei para falar com meu irmão.

—Nick, promete que vai cuidar da mamãe? Vai ser forte por ela?

Tentando segurar as lágrimas e a provável remela no nariz ele ascena com a cabeça sem conseguir falar e me da um abraço. Peguei a mala e fui em direção ao vagão que acabara de chegar.

O leve cheiro de tabaco e humidade ainda pairavam o ar, sentiria falta dele. Determinada a seguir em frente e abraçar a situação, mas aterrorizada pelo que poderia acontecer no futuro subi no trem em direção ao meu destino. Diferente de todos os trens que eu ja havia pego até ali esse era para alunos especiais, somente passava a cada seis meses.

A 250 anos o que chamavamos de "vampiros" se assumiram para a sociedade, aparentemente cansaram de se esconder. O país passou por uma crize, porque claro muitos ou a maioria eram da nobreza, ao longo de anos mandavam no país e todas as grandes terras, usando de toda a influencia da corte do dinheiro e poder da rainha para esconder sua existência.

Após este escandalo o País se tornou uma monarquia constitucional, onde os vampiros não passavam da imagem do país bonita e bela, participando da diplomacia e representatividade, uma bela vitrine para o mundo. Equanto quem realmente fazia as leis e toda a burocracia e todo trabalho duro do país eramos nós, humanos.

Agora todos que quisessem passar pelo processo de transformação tinham uma chance se tentar a sorte em um enorme sorteiro onde cada filho de cada família ao fazer dezessete anos poderia se inscrever, era o acontecimento do ano e todos ficavam ansiosos para participar. Claro que eu não era diferente, havia crescido pensando na vida que eles levavam, nos grandes bailes e festas nas joias e vestidos. Como não desejar? Quase sobre eles era entreterimentos para nós que trabalhavamos duro para sustentar atravéz de impostos os seus luxos.

A Record televisão era a principal responsável por noticiar e trazer imagens sobre tudo que acontecia fora e principalmente dentro da corte. Como moscas em cima de uma sopa jornalistas e reporters contavam todas as mais quentes fofocas de todo o castelo do Planalto, que hoje era tão grande que se tornara uma cidade em nosso país. Ao longo do tempo os humanos descobriram que a maioria das coisas que saíam sobre vampiros em livros eram nada mais do que mitos.

Não se escondiam da luz, apesar dela não agradar suas peles delicadas.
Não dormiam dentro de caixões, mas quem o faria em meio a tamanho luxo dentro da corte?
Não tinham medo de alho e muito menos de sal.

O que mais me assustava e ninguém comentava era sua dieta que digamos era um tanto quanto peculiar. Uma vez controlada nunca foi um perigo para ninguém, mas me aterrorizava.

Porque como vocês devem ter adivinhado eu era uma ganhadora do sorteio, eu me tornaria uma deles.

Notas finais
Aguardo você no próximo capítulo.