Juntos
3 Capítulo 3
Notas iniciais
– Sherlock
Molly não estava fazendo isso comigo, estava? Ah sim, ela estava.
Primeiro arrancou minha camiseta e se afastou antes que eu pudesse alcançá-la, depois começa a cantar sensualmente uma declaração de amor para mim enquanto me chama. Não me movo, ainda que todo meu corpo queira ir até ela. Quero ver até onde ela vai com esse jogo. Espero sobreviver a ele até o fim.
Então ela começa a me provocar. Muito. Ainda mais que antes. Assisto enquanto ela tira as poucas peças que está usando. Molly me tortura dançando lentamente e sinto minha mão se fechar sobre o tampo do lavatório. Penso que poderia quebrá-la no meio quando a pegar.
Minha ereção parece explodir em minha calça, nem parece que transamos há minutos na praia. Quem me visse assim acharia que eu tinha acabado de sair da prisão ou era algum doente por sexo. Talvez eu fosse agora, não sei mais.
A última coisa que assisto passivamente é quando a calcinha branca que ela usa escorrega por suas pernas. Me lanço sobre ela com violência e é assim que são os beijos, mordidas e chupões que distribuo por seu corpo. Violentos. Provavelmente isso tudo deixará marcas, mas não me importo. Ela é minha e quero que fique marcada.
Nós ainda estamos com a água do mar em nossos corpos, e sinto o gosto salgado novamente. Não quero saber. Podia estar doce, amargo, azedo. Qualquer coisa, qualquer sabor vindo dela me satisfaz.
Minhas mãos correm pelo corpo dela e aperto seus seios, quero ela toda para mim. Não estou romântico. Ela geme quando seguro seus mamilos e tenho a certeza que eu enlouquecerei. A puxo para mim e junto meu corpo contra o seu, quero que ela saiba o que está causando comigo. Quero que ela sinta o que está fazendo.
As unhas dela se cravam em minhas costas e sinto dor misturada com prazer. Molly também me morde e no fim das contas acho nós dois estaremos marcados ao fim dessa noite. Desço uma das mãos até seu sexo e ela morde novamente meu ombro quando começo a fazer movimentos circulares e constantes em seu clitóris. Lentamente insiro um dedo dentro dela, percebendo que não sou só eu que estou a ponto de não aguentar mais de excitação. Toda a umidade dela em meus dedos me faz com que todo o ar saia dos meus pulmões. Nunca irei me acostumar com isso. E não quer me acostumar. Aumento o ritmo do movimento e vejo ela arfar. Quando percebo que ela não aguenta mais, eu paro e retiro minha mão. Ela encosta a cabeça em meu peito e belisca minha cintura, me xingando baixinho: “filho da puta”. Não quero que ela goze agora, oras.
Sorrio maliciosamente quando ela me olha, então a ergo e a encosto com violência na parede. Ela passa as pernas por minha cintura, se esfregando em mim. Percebo que mais um pouco quem gozaria na hora errada seria eu.
– Você quer me deixar louco?
Ela sorri e morde o lábio inferior. E sim, ela quer me deixar louco. Aliás, ela Sabe que já conseguiu. Molly agarra meus cabelos e me puxa para seus lábios. Penso que ela vai me beijar, mas ela me morde. Sinto de novo a dor e a puxo pelos cabelos. Vejo a expressão safada em seu rosto quando faço isso. Lembro-me de quando ela me amarrou na ilha e passam pela minha cabeça vários planos de como devolver o que ela me fez, mas não agora.
Agora o que eu quero é fodê-la. Com uma das mãos eu a seguro em volta da minha cintura e com a outra abro minha calça, finalmente me livrando desse incômodo. Me concentro diante da sensação iminente de estar dentro dela.
Molly passa a língua por meu pescoço, subindo até minha orelha, mordiscando-a.
– Quero você. Agora. – Ela sussurra em meu ouvido.
Atendo ao seu pedido e abaixo um pouco seu corpo, penetrando-a centímetro a centímetro. Ela se força para baixo, querendo mais. Com uma única estocada eu a preencho totalmente, e ela me aperta, soltando um longo gemido que faz com que eu quase tenha o orgasmo.
Nós nos movimentamos no mesmo ritmo e nos olhamos ofegantes. Vejo suor brilhar na pele de Molly. Adoro vê-la assim, entregue a mim.
– Eu... Quero... Mais! – Ela diz pausadamente, culpa dos movimentos que fazemos. Sei o que ela está me pedindo porque sei do que ela gosta nesses momentos.
A coloco no chão e a debruço sobre a bancada. A penetro com força, enlaço minha mão em seus cabelos e a puxo para mim, colando seu corpo em meu peito e segurando-a pelo quadril.
– É assim que você quer? – Pergunto para ela enquanto me lanço para dentro dela cada vez mais forte. Mordo seu pescoço, próximo a nuca, e ela geme ainda mais alto. Mal escuto quando ela murmura “sim” e algo que parece ser “por Deus”.
Me empurro cada vez mais fundo para dentro dela e quando percebo seu corpo estremecer e ela se agarrar a minha mão com força, chamando meu nome, não consigo mais me segurar. Seguro-a ainda mais forte contra mim e enterro meu rosto em seus cabelos, sentindo todo o fluído esvair de mim.
Nós ficamos assim, abraçados e ofegantes. Quando nos desencaixamos ela suspira, fazendo carinhos em meu braço que está enlaçando sua cintura. Não demora muito para que ela se vire e me beije. Nos arrastamos para a banheira (esqueci de dizer que aqui também tem uma?) e ficamos em nossa posição favorita, abraçados, aguardando ela encher o suficiente. Pego o sabonete, fazendo espuma nas mãos e deslizo pelo corpo de Molly. Observo as marcas em seu corpo e sorrio, são muitas. Provavelmente estão nos meus também.
Molly dá um jeito de se virar para mim, e passa as pernas pelos lados do meu corpo. Nós só nos olhamos e não falamos nada. Agora consigo reconhecer o amor quando olho em seus olhos. Sempre está ali, flutuando dela para mim e me prendendo de uma forma que nunca vou querer me soltar.
– Gosto quando você está assim. Violento.
Eu dou uma pequena gargalhada.
– Eu sei.
– Espero que saiba que isso vai ter troco.
Lembro-me novamente de quando ela me amarrou na ilha e acho que vou aguardar ansioso pela tal revanche.
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