Juntos
12 Capítulo 12
– Molly
Sherlock acordou engraçadinho hoje. Desconfio que não gostou muito que eu me levantei antes que ele acordasse, mas como gosto de provocá-lo não liguei. Pelo menos não até que ele me jogasse na piscina. Droga! Tudo bem que eu já pretendia entrar nela de qualquer forma, mas Sherlock tinha que continuar com esse complexo de me afogar?
Eu estava perdida em meus pensamentos sobre como tudo tinha mudado em tão pouco tempo e em como eu estava feliz por estar ali. Até Sherlock aparecer e me jogar na água de roupa e tudo.
Tentei durante todo o dia me vingar, mas não tive sucesso. Sherlock estava esperto comigo agora e não me deixava afundá-lo na água. Minha oportunidade só surgiu quase no fim da tarde, quando percebi que poderia dar o troco de outra forma.
– Sinto muita falta disso. De me preocupar só em que canto da casa vou te agarrar. – Ouço ele dizer, quase que com pesar.
Uma gargalhada escapa de mim e tenho ideias.
– É mesmo, Sherlock? Devo informar agora que não era só você que pensava sobre esse assunto? E aliás, isso me lembra que eu não fiz nada com você na piscina ainda.
Estava deitada sobre sua barriga e me levantei, sentando-me e sorrindo para ele.
– Acho que tenho algumas contas para acertar.
Virei meu corpo para ele e sem pedir licença abri a bermuda que ele usava.
– Molly... O que você está fazendo?
Eu paro por alguns instantes e olho para ele, lançando um sorriso enviesado.
– O que você acha que eu estou fazendo, Sherlock?
– As pessoas vão ver...
Olho para os lados, apertando os olhos.
– Só vejo o mar, Sherlock. – Minha mão aperta seu membro e ele se assusta.
– Molly, se alguém aparecer aqui...
– Cale a boca, Sherlock.
– ... Eu vou fingir que estou desmaiado.
Reviro os olhos antes de voltar, sorrindo, ao que estava fazendo. Minha boca corre por sua barriga e cintura. Eu o mordo. Chego até onde queria e enquanto trabalho nele com meus lábios e língua, ouço sua respiração ficando cada vez mais ofegante. Percebo quando ele está quase chegando lá e paro. Levanto-me e pulo na piscina, sorrindo vitoriosa para ele quando volto à superfície e ele está me encarando incrédulo.
Ele se levanta com calma e deixa que a bermuda caia no chão. Acho que estou um pouquinho ferrada. Sherlock entra lentamente na água e se aproxima de mim. Não tento fugir porque sei que não vai adiantar. Ele me imprensa na borda na piscina e começa a me enlouquecer com facilidade, utilizando aqueles dedos e beijando meu pescoço, sussurrando algumas palavras em meu ouvido.
– Você sabe que eu posso fazer o mesmo com você. – Ele diz e só comprova o que eu já sei. Me ferrei.
Sherlock faz toda as coisas que sabe que me deixam em sua mão e não é nem preciso dizer que não resisto nem por alguns minutos até estar entregue a ele, com as pernas entrelaçadas em sua cintura. Ouço ele rir em meu ouvido e me arrepio da cabeça aos pés. Ele sabe que conseguiu e no fim saiu ganhando de mim mais uma vez.
– Você pediu por isso. — Enquanto ele diz essa frase, sinto sua mão afastando minha calcinha e não demora muito para que ele me penetre. Tentarei me lembrar de ser boazinha com ele mais tarde, porque ao contrário de mim, ele não para. Sherlock nos proporciona novamente aquela onda de prazer que quase nos devasta. Talvez eu deva me vingar mais vezes.
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Nossos dias se passam em uma mistura de amor e sexo por todos os cantos que conseguimos encontrar. Eu ainda fico impressionada em como meu amor por Sherlock cresceu, como o nosso amor cresceu. A decisão mais acertada que tomamos foi vir para essa viagem, que nos deu a oportunidade de fortalecer os laços e nos tornarmos mais cúmplices.
Decidimos voltar para Londres daqui uma semana. Estamos deitados juntos após fazer amor longamente e, conversando, achamos que após mais uma semana devemos tentar voltar para nossa vida normal. Isso me assusta um pouco, e acho que a ele também. Sei que com os passar dos dias essa história vai me deixar cada vez mais em pânico. Aproveito cada segundo que posso ao lado de Sherlock, porque sei que mesmo morando juntos, em Londres as coisas vão ser diferentes. Principalmente com nossa volta ao trabalho.
Aproveitamos um dia e vamos até o pequeno centro da cidade comprar algumas coisas. Quero dizer que eu compro algumas coisas, Sherlock só fica ao meu lado achando tudo desnecessário e sem graça.
Compro presentes para Mary, para agradecer pelo tempo que ela passou comigo no hospital. Acho que devo me desculpar pelo sumiço, após tudo que aconteceu. Era o mínimo que eu poderia fazer. Não que eu me arrependa da reclusão, mas acho que deveria tentar voltar a ser uma boa amiga. Devo isso a ela e terei tempo agora, eu espero. Na verdade não me incomodaria se Sherlock nos trancasse no apartamento novamente, mas... Acho que teremos que voltar à realidade.
A última semana passa de uma forma até meio nostálgica, mas feliz. Até porque não tem como ser diferente quando se tem Sherlock ao lado, que me fazia rir mesmo quando sua intenção não era essa. E o meu desejo por ele era implícito a cada vez que ele respirava.
Para nossa última noite no hotel organizamos um luau particular. Nada mais justo já que nosso primeiro beijo aconteceu em uma comemoração parecida. Nos arrumamos juntos, entre beijos e mãos bobas. Mais um pouco e nós perderíamos o luau todo, sendo assim tenho que me esquivar de Sherlock para que isso não aconteça.
– Linda... — Ele enlaça minha cintura enquanto eu me olho no espelho e nós nos encaramos através dele. Vejo o brilho de amor em nossos olhos, que agora é algo constante. — Vamos?
Eu assinto e nós saímos de mãos dadas em direção ao nosso luau.
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