Jovens Escolhas, Complicadas Consequências...

10 Capítulo 9: MAIS E MAIS CONFUSO...


Notas iniciais
Olha como sou legal... Nem demorei... Boa leitura!

CAPÍTULO 9

POV. BELLA

2 MESES DEPOIS...

Eu não saberia dizer quantos dias se passaram depois daquela fatídica manhã chuvosa em que Edward saíra definitivamente da minha vida.

Eu me sentia terrivelmente culpada por tê-lo magoado e o afastado de mim, mas não sabia o que fazer para mudar essa situação.

As lembranças do que vivemos juntos naquela noite simplesmente não vinham a minha mente e eu sabia que enquanto não as recuperasse, seria impossível me aproximar dele novamente.

Mas, será que ele iria querer minha aproximação?

Será que eu queria me aproximar?

Era muito difícil saber o que eu realmente queria em meio à grande confusão que eu criara.

E eu não podia simplesmente impor minha presença a Edward, mesmo que eu me lembrasse de algo, pois eu tinha certeza que ele estava muito magoado comigo e talvez não quisesse me ver nunca mais.

O fato era que Edward me fazia muita falta e a distância que ele impôs entre a gente, estava me matando pouco a pouco.

Eu não saberia dizer o que eu realmente sentia por ele, mas eu sabia que era algo forte o suficiente para me deixar em um estado catatônico desde que ele resolvera ir embora para nunca mais voltar.

Era triste olhar para minha cômoda e não ver as flores que ele costumava me mandar todas as manhãs depois do acidente... Era estranho não receber os seus cartões engraçados e suas mensagens fofas... Era horrível não ouvir sua voz, seu sorriso e nem tê-lo me chamando de linda...

Respirei fundo, limpando uma lágrima teimosa que rolava pelo meu rosto, mesmo eu tentando conter minhas emoções confusas e enterrei o rosto no travesseiro.

Na próxima segunda-feira, eu voltaria para a faculdade e tinha certeza que não poderia mais evitar o encontro com Jacob e a ameaça desse momento, depois de tanto tempo, estava deixando meu estômago revirado.

Fiz uma careta ao pensar no meu enjôo constante e me virei na cama, olhando para a janela que refletia as gotas de chuva que caíam lá fora.

A grande verdade era que eu já não me sentia bem há bastante tempo.

Desde que eu resolvera me trancar em meu quarto e não receber mais meus amigos, meu namorado e até mesmo os meus pais, meu estômago estava em greve e mesmo que eu tentasse comer alguma coisa, tudo acabava inevitavelmente na privada da minha casa.

Minha mãe estava preocupada com meu estado de espírito e com minha saúde, embora só tivesse me visto vomitar uma vez.

Ela achava que eu brigara com Jacob e insistia que eu deveria procurá-lo para que pudéssemos acertar nossas diferenças, mas eu sabia que ainda não podia encará-lo.

Não depois do que eu havia feito.

Nós não havíamos brigado de fato e o número de ligações e mensagens suas perdidas em meu celular, mostrava que ele ainda acreditava ser meu namorado, mesmo se comportando como um retardado às vezes.

Cheguei a culpá-lo pelo que aconteceu, já que se ele não estivesse se comportando como um cretino idiota comigo, nos últimos tempos, eu não teria ido para a cama com seu melhor amigo e não estaria metida nessa grande confuso.

Mas, eu sabia que era hipocrisia pensar dessa forma, pois nada, por pior que fosse, justificava uma traição.

Além do mais, eu sabia que o que havia acontecido entre Edward e eu não tinha só haver com o meu namoro conturbado.

Nosso envolvimento estava ligado a um caleidoscópio de sentimentos confusos, proibidos e irresistíveis e nem mesmo se meu namoro fosse o mais perfeito do mundo, teríamos sido capazes de evitar o que aconteceu.

E hoje, eu sabia disso.

Mas, agora, era tarde demais.

O grande problema era que eu sabia que não poderia continuar namorando Jacob e a perspectiva de magoar mais uma pessoa, me deixava ainda mais deprimida.

Quando Jacob descobrisse o que Edward e eu fizemos, ele me odiaria para sempre e isso me deixava triste, pois antes de ser o meu namorado, ele sempre fora um amigo... Um amigo muito especial.

Pelo jeito, meu maior talento era magoar meus amigos.

Durante as férias, todos tentaram contato comigo, mas eu não quis ver ou falar com ninguém.

Nem com Emmett, com Rosalie, Alice, Ângela ou Ben.

Mesmo sabendo que poderia estar magoando-os, eu precisava da solidão para por minha vida em ordem.

Eu sabia que Alice, minha melhor amiga, estava uma fera comigo, uma vez que eu me recusava a recebê-la e atender suas ligações.

Ela já me enviara mil mensagens mal criadas e eu simplesmente ignorava cada uma, preferindo ficar escondida do mundo.

A anã sempre adivinhara meus pensamentos e meus segredos e, dessa vez, eu simplesmente não podia compartilhar meus problemas com ela.

Eu fora a vadia que magoara seu irmão e eu tinha certeza que isso não seria uma coisa fácil pra ela, pois Alice adorava Edward demais.

Eu descobrira que também o adorava e mesmo não sabendo em qual grau de intensidade, não tê-lo por perto estava doendo muito.

Ouvi um barulho na porta e antes que eu pudesse me levantar para trancá-la, e me isolar mais uma vez do mundo lá fora, Alice entrou feito um furacão, me encarando com o olhar flamejante e eu me perguntei quando que ela ganhara o poder de sair dos meus pensamentos e se materializar na minha frente.

_ Nem pense em me expulsar... Foi sua mãe que me chamou e eu só saio daqui quando souber o que está acontecendo com você..._ Ela falou, trancando a porta e antes que eu pudesse responder, ela fez uma careta enquanto me olhava de cima a baixo._ E a propósito: você está péssima.

_ Obrigada..._ Resmunguei, revirando os olhos e me sentando pesadamente na cama, aceitando o fato de que ela não iria embora enquanto não tentasse, pelo menos umas cem vezes, arrancar as respostas que queria de mim.

_ Você enlouqueceu, Bella? Por que, diabos, está trancada no quarto a dois meses?

_ Eu não acho que meus motivos lhe interessem..._ Eu falei ácida e ela me olhou séria, vindo sentar-se ao meu lado na cama.

_ Pois saiba que me interessam sim... Você é minha melhor amiga e se afastou de mim. Se afastou de todos os nossos amigos e até do seu namorado. Renée me contou que nem com ela e com o seu pai você conversa mais e que só fica nesse quarto chorando... Ela me disse que você quase não come e quando resolve se alimentar, vomita tudo depois... Qual é, Bella? Desenvolveu algum distúrbio alimentar? Está com bulimia?_ Ela falou e eu a olhei incrédula.

_ É claro que não, Alice... De onde tirou essa ideia? Eu não sei por que sempre passo mal depois das refeições, mas é claro que eu não tenho nenhum distúrbio... Eu estou bem._ Eu afirmei e ela sorriu irônica, perscrutando meu rosto com seus olhos de águia.

_ Você não está bem e sabe disso. Qual explicação você me dá por ter se afastado de todo mundo?_ Ela perguntou e eu respirei fundo, baixando minha cabeça envergonhada e olhando para minhas mãos.

O que eu iria dizer a ela?

“Sabe Alice, eu transei com seu irmão e não me lembro de nada. Eu me sinto culpada por tê-lo magoado e por tê-lo afastado de mim. Ah... E eu tenho um namorado, mas não paro de pensar em Edward e isso me deixa muito confusa...”

Não havia como contar-lhe a verdade.

Eu ainda me sentia muito envergonhada por ter me entregado a Edward e não me lembrar desse momento, que eu sabia que havia sido muito especial.

Afastar-me de todos foi a maneira mais fácil que eu encontrei de me proteger da dor intensa que eu sentia pelo que havia acontecido e do afastamento de Edward.

Eu nunca imaginei que fosse sentir tanto a sua falta e que o fato de tê-lo me odiando me faria tão mal.

_ O que houve, amiga? Você não é a mesma desde a festa de Emmett e o mais estranho é que Edward também está depressivo. O que houve depois que vocês foram embora da boate para deixá-los assim?_ Ela perguntou mais uma vez e, ao ouvir o nome de Edward, eu a encarei com atenção.

_ Seu irmão está depressivo?_ Eu perguntei baixinho, sentindo meu estômago revirar mais uma vez e Alice assentiu, me olhando com atenção.

_ Ele está estranho, triste e calado e, assim como você, se recusa a nos dizer o que aconteceu._ Ela falou e eu desviei o olhar, sentindo as lágrimas de culpa tomarem conta do meu olhar.

Eu me odiava por ter magoado Edward.

Eu sabia que ele ficara triste depois que eu não me lembrara da nossa noite, mas ter a confirmação dos danos que minha estupidez e o meu esquecimento inexplicável causaram, fazia com que eu me sentisse ainda mais miserável.

_ Vocês brigaram?_ Alice me perguntou de repente e eu respirei fundo antes de encará-la.

_ Alice, o que aconteceu entre Edward e eu é um assunto complicado, que eu prefiro não conversar com você..._ Eu falei e ela suspirou, levantando-se e indo até a janela.

_ Eu sabia que havia acontecido alguma coisa entre vocês, e me irrita constatar que nem minha amiga e nem o meu irmão confiam em mim..._ Ela comentou e eu respirei fundo, tentando não me lembrar da expressão decepcionada de Edward naquela manhã, quando se deu conta que eu não me lembrava de nada do que havia acontecido entre nós.

Ficamos em silêncio por longos segundos, até que ouvimos uma batida na porta e Alice se apressou em abri-la.

Minha mãe apareceu com uma bandeja repleta de biscoitos de leite com gotas de chocolate e com dois copos de vitamina gelada, fazendo meu estômago roncar, me lembrando que já fazia horas que eu não colocava nada na boca.

_ Trouxe um lanche... Alice, por favor, faça com que minha filha coma, antes que ela morra de fome. Olha só como ela está magrinha... _ Minha mãe falou e Alice sorriu compreensiva, enquanto eu revirava os olhos devido ao seu exagero.

_ Mãe, pare com isso... Eu como, mas não posso fazer nada se a comida se recusa a ficar no meu estômago._ Eu reclamei e ela veio até mim, tocando minha testa para verificar se eu não estava com febre.

_ Você precisa ir ao médico, amor... Temos que descobrir as causas desses enjôos e dessas crises malucas de vômito... Mas, primeiramente você precisa sair desse quarto e voltar a viver.

_ Eu concordo, Renée... Seja lá o que tenha acontecido, ela precisa superar e retomar sua rotina._ Alice falou e eu suspirei, me sentando na cama e pegando um biscoito, tentando simplesmente ignorá-las.

_ Vou deixá-las a sós... Vê se coloca um pouco de juízo na cabeça dessa menina, Alice..._ Minha mãe falou, dirigindo-se para a porta e Alice e eu voltamos a ficar sozinhas.

_ Sua mãe está muito preocupada com você, Bella. Se não quer retomar sua vida por você, faça por ela..._ Alice falou, servindo-se dos famosos biscoitos de minha mãe e eu suspirei, sabendo que ela estava certa.

Renée não tinha culpa das minhas burradas e eu sabia o quanto ela ficava mal quando estava preocupada comigo.

_ Eu cheguei a odiá-la, sabe..._ Alice comentou depois de alguns segundos e eu a olhei espantada.

_ Por quê?

_ Por que eu sabia que meu irmão estava sofrendo por sua culpa e eu odeio vê-lo chorando e se lamentando pelos cantos. Além do mais, você se recusava a falar comigo e eu me senti traída. Mas, agora, vendo que você também está sofrendo, eu me sinto mal por tê-la odiado..._ Alice falou e eu a encarei com lágrimas nos olhos, me inclinando em sua direção e abraçando-a.

_ Obrigada, amiga e me desculpe pelo meu afastamento e pela confusão que eu e seu irmão criamos... Mas, eu precisava desse tempo para por a cabeça no lugar e pensar no que eu vou fazer agora...

_ Mas, o que houve entre vocês?_ Alice perguntou outra vez e eu sorri.

_ Um dia, você vai saber..._ Eu falei e ela suspirou, bebendo sua vitamina e se deliciando mais uma vez com os biscoitos da minha mãe.

Eu até tentei tomar a minha vitamina, mas quando o líquido gelado tocou meu estômago, eu tive que me levantar e correr para o banheiro, antes que acabasse, mais uma vez, vomitando no tapete do meu quarto.

Alice veio atrás de mim e segurou meus cabelos, até eu terminar minha sessão de vômito.

Depois, eu escovei os dentes e voltei para o quarto, tendo-a em meus calcanhares e me analisando silenciosamente.

_ Eu, hein... Nunca vi ninguém responder assim à uma vitamina..._ Ela comentou e eu suspirei, me deitando na cama e cobrindo os olhos com o braço.

Eu não aguentava mais esses enjôos.

Minha mãe tinha razão em dizer que eu precisava procurar um médio.

O problema era encontrar coragem para sair de casa.

_ Posso marcar uma consulta com meu irmão... Aí, vocês se resolvem e ainda solucionam o caso misterioso desses vômitos..._ Alice falou e eu a olhei séria por um momento, para deixar claro o quanto suas palavras foram estúpidas._ O que? Vocês não podem passar a vida inteira sem se encontrar... Eu simplesmente não consigo entender o que aconteceu. Você e ele pareciam tão felizes naquela boate. Até se beijaram. Eu achei que finalmente iriam se entender e deixar rolar o sentimento que eu sempre soube que existia entre vocês. Aí, no outro dia, quando penso que vou encontrar meu irmão nas nuvens, ele está triste e deprimido, não quer ouvir seu nome e você se esconde do mundo...

_ Alice, pare de falar, pelo amor de Deus... Suas palavras estão fazendo meu enjôo piorar..._ Eu comentei e a escutei bufando.

_ Pare você com esses enjôos... Está pior que mulher grávida!_ Ela comentou e por um momento eu senti como se minha vida estivesse suspensa ao ouvir aquela frase.

As palavras de Alice abriram minha mente para uma possibilidade que não havia sido cogitada por mim até o momento.

Grávida.

Eu realmente poderia estar grávida.

Eu havia feito sexo com Edward, eu não tomava pílula e eu não saberia dizer se usamos camisinha naquela noite.

Há cerca de um mês eu vinha sentindo esses enjôos estranhos, vomitando a qualquer cheiro ou gosto de comida e, o pior de tudo: fazia exatamente dois meses que eu não menstruava.

Engoli em seco, empalidecendo e me sentei de repente, tentando ignorar a tontura que eu senti.

Meu Deus!

Isso não poderia estar acontecendo.

Poderia?

_ Algum problema?_ Alice perguntou, certamente notando minha palidez e meu estado catatônico e eu neguei com um gesto de cabeça, me levantando e procurando por alguma roupa descente em meu armário._ Vai sair?

_ Vou. Eu... Eu me lembrei que preciso ir a um lugar.

_ Eu vou com você.

_ Não!_ Eu gritei e Alice me olhou espantada._ Eu vou sozinha e você vai embora. Outro dia nos falamos._ Eu disse ele ela estreitou os olhos em minha direção.

Nem morta que eu levaria Alice comigo.

Eu iria até o hospital, a fim de fazer um exame e não a queria por perto para me encher de perguntas que eu não poderia responder no momento.

Na verdade, eu até gostaria do seu apoio nesse momento, mas como isso envolvia seu irmão, eu teria que dispensar sua presença.

_ Mas, você não está bem para sair sozinha...

_ Só que eu irei sozinha... Por favor, Alice, respeite meu espaço e não me obrigue a me afastar de novo..._ Eu pedi e ela suspirou, pegando sua bolsa e se dirigindo até a porta.

_ Certo... Mas, essa conversa ainda não acabou e se você precisar, saiba que nem meu endereço e nem meu número de telefone mudaram... É só me procurar..._ Ela falou e eu sorri, tentando ignorar meu nervosismo crescente.

_ Eu sei. Vou me lembrar disso. Obrigada._ Eu falei sinceramente e ela sorriu, se afastando e me deixando sozinha.

Fui para o banheiro, tomei um banho rápido e depois de pronta, fui para a garagem, onde minha caminhonete me esperava.

Depois do acidente, minha mãe tentara me proibir de dirigi-la, mas não havia possibilidade de eu me desfazer dela.

Fui o caminho todo torcendo para que o resultado desse exame fosse negativo, para que assim, essa confusão entre Edward e eu fosse finalmente esquecida e nós dois parássemos de sofrer, a fim de retomar nossas vidas.

Tudo o que menos precisávamos agora era de mais uma complicada consequência daquela fatídica noite.

**********

POV. EDWARD

Minha vida era uma merda.

Nada dava certo para mim e eu tive essa confirmação quando minha tentativa de tentar me esquecer de Bella falhara miseravelmente.

Era simplesmente impossível esquecê-la e ignorar os sentimentos que ela despertava em mim.

Agora, depois da noite que passamos juntos, meu amor por ela se tornara ainda mais intenso e eu não achava um modo de arrancá-la do meu coração.

Eu sabia que estava sendo ridículo, já que ela nem se lembrava do que havia acontecido entre nós e, agora, provavelmente já estava nos braços de Jacob, mas, infelizmente, não mandávamos nos sentimentos.

Por algum tempo, eu alimentara a mágoa que sentia por ela não ter guardado em sua mente os momentos especiais que vivemos, mas agora, tudo o que eu sentia era uma imensa saudade.

Saudade do seu sorriso, do seu cheiro, da sua voz, da sua pele...

Suspirei pesadamente e me concentrei mais uma vez na mala que eu arrumava.

Dentro de alguns dias, eu voltaria para o apartamento de Seattle, pois as aulas começavam na próxima segunda feira e eu queria que tudo já estivesse pronto até lá.

Nesse semestre, eu voltaria para minha residência e queria que tudo saísse perfeito, já que depois disso, eu seria oficialmente médico.

Ainda estava esperando a resposta de Harvard e se fosse positiva, iria sem pestanejar.

Mas, enquanto isso eu fria um bom trabalho em Seattle, pois esse era o meu papel.

Precisava me conformar que a sorte só sorriria para mim no campo profissional, já que no âmbito amoroso tudo sempre acabava em desastre.

Ao pensar em desastres, me lembrei de Tanya e fiz uma careta.

Já fazia dias que nós havíamos nos visto pela última vez e as coisas não poderiam estar piores entre a gente.

Ela descobrira que eu fora a festa de Emmett acompanhado da Bella e surtara, mesmo sabendo que naquela época estávamos dando um tempo.

Minha quase talvez ex-namorada amaldiçoara Bella de todas as maneiras e vê-la dizendo aqueles absurdos a respeito da garota que não saia da minha cabeça, só me fizera ficar ainda mais irritado, o que piorou ainda mais nossa discussão.

Eu tentara de todas as formas terminar o nosso namoro, pois não queria magoá-la, mas ela insistia que éramos perfeitos juntos e simplesmente não saia do meu pé, me ligando várias vezes por dia e me enviando centenas de mensagens.

Certo dia, depois de muita insistência, eu aceitara seu convite para sair e depois, acabamos na sua casa, como sempre acontecia quando tudo ainda estava normal entre nós.

Eu estava ali porque queria realmente dar uma chance a nós dois, mas eu sabia que não seria fácil.

E realmente não fora...

No momento em que as coisas esquentaram entre nós, eu simplesmente travei e não consegui ir em frente.

Aquela não era a garota que eu desejava ter em meus braços e eu simplesmente não poderia usá-la.

Isso não seria certo.

Eu devia respeitar-lhe em nome de todos os anos em que ficamos juntos e em nome da nossa amizade.

Mas, é claro que sua vaidade não lhe permitia aceitar uma rejeição e desde desse dia, tudo ficou ainda pior.

Mais uma vez ela profanou inúmeros xingamentos contra Bella e mais uma vez nós brigamos.

E eu decidi ignorá-la, afastando-a da minha vida de maneira definitiva.

Tudo o que eu menos precisava agora era ter problemas com uma quase talvez ex-namorada, quando ainda continuava amando a namorada do meu melhor amigo, com a qual eu fiz amor e que se esquecera de tudo na manhã seguinte.

Respirei fundo, tentando afastar a dor que eu sempre sentia ao me lembrar do esquecimento de Bella, e continuei arrumando minhas coisas.

Eu pesquisei a respeito dessa amnésia alcoólica e descobri que ela realmente existia, o que me fez ter um pouquinho menos raiva de Bella.

Mas, o que ainda me incomodava era o fato de que eu não consegui marcá-la como eu gostaria e que no fim, tudo o que ela quisera era esquecer de vez o que vivemos juntos.

No entanto, algo me dizia que não seríamos capazes de nos esquecer e que, mais cedo ou mais tarde, Bella teria que se lembrar da nossa primeira noite juntos.

E era justamente essa esperança, mesmo que mínima, que me fazia acordar todos os dias.

Eu realmente não a procuraria mais, mas se algo a trouxesse até mim, eu não me faria de rogado e agarraria a oportunidade de tê-la mais uma vez em meus braços.

Afinal, eu sonhei com isso quase a vida toda e era quase impossível livrar-se dos sonhos.

Principalmente de sonhos belos e irresistíveis como esse...

*****

3 DIAS DEPOIS...

Passear pelas ruas molhadas de Forks sempre me fazia bem.

Era muito bom sentir o vento tocando meu rosto, enquanto eu caminhava sem pressa pelo lugar onde eu vivera bons momentos.

Amanhã eu retomaria minha rotina de estudos e sabia que demoraria a voltar a Forks, por isso queria aproveitar os últimos momentos.

Além do mais, eu precisava fugir do interminável interrogatório de Alice, antes que acabasse lhe dizendo coisas que eu não devia.

Ela insistia em saber o que havia acontecido entre Bella e eu, mas eu me recusava a dizer.

Eu não estava pronto para dividir os acontecimentos daquela noite com alguém que não fosse Bella e como, pelo jeito, ela jamais se lembraria, eu guardaria essas lembranças para sempre.

Sozinho...

Suspirei pesadamente e apenas o latido do Boris, meu Labrador caramelo, que caminhava a minha frente, preso pela coleira, me chamou a atenção, me fazendo olhar para os lados e paralisar no lugar, ao reconhecer a garota sentada na guia em frente ao orfanato da cidade.

Eu conheceria aquele cabelo em qualquer lugar do mundo e se não fosse o fato de que eu deveria tentar me manter afastado dela, a fim de não sofrer mais nenhuma decepção, eu já estaria ajoelhado a sua frente, lhe perguntando o que ela estava fazendo ali e por que mantinha a cabeça baixa.

Boris não parava de latir, certamente a reconhecendo e eu dei um puxão em sua coleira, a fim de acalmá-lo.

_ Calma, amigão... Eu também estou com saudades, mas não devemos ser fracos. Vamos dar meia volta e fingir que não a vimos..._ Eu sussurrei para o meu cachorro e me virei para ir embora, mesmo sentido uma dor intensa por deixá-la ali sozinha, quando ela parecia precisar tanto do meu apoio.

A saudade que eu sentia era tamanha, que eu tive que praticamente me arrastar para conseguir dar os passos que me levaria para longe de Bella.

No entanto, Boris não concordava com os meus planos, e antes que eu pudesse contê-lo, ele mordeu a coleira, arrebentando-a e saiu correndo de mim, indo diretamente até Bella e lambendo-lhe o rosto.

Ela pareceu se assustar, mas ao reconhecer Boris, sorriu e lhe acariciou a orelha.

_ Oi, Boris... O que está fazendo perdido por aqui?_ Ela perguntou, olhando para os lados e quando nossos olhares se cruzaram, ela paralisou.

Ficamos nos encarando por vários segundos, até que eu tomei coragem e me aproximei, com a desculpa de recuperar meu cachorro fujão.

_ Vem, garoto... Vamos para casa._ Eu falei, prendendo-o na corrente mais uma vez e Bella continuou me encarando._ Oi, Bella..._ Eu falei, tentando controlar as batidas frenéticas do meu coração por simplesmente estar perto dela.

Eu realmente era patético.

_ Oi, Edward... O que faz aqui?

_ Vim andar com o Boris. Amanhã eu volto para Seattle e meus pais não têm tempo de trazê-lo para passear..._ Eu falei e ela assentiu, respirando fundo e desviando o olhar do meu._ E o que você faz aqui, em frente ao orfanato?_ Eu questionei e ela me olhou espantada, como se tivesse algo a esconder.

_ Na... Nada... _ Ela falou e eu estreitei o olhar em sua direção.

Bella sempre fora uma péssima mentirosa e sua resposta me dera a certeza que ela estava me escondendo alguma coisa.

_ Tem certeza?_ Perguntei, encarando-a ainda mais atentamente e notando que seu rosto tinha marcas de lágrimas recentes._ Por que estava chorando?

Mas, antes que ela pudesse me responder, uma freira saiu do orfanato e quando nos viu, veio sorrindo em nossa direção.

_ Ah, senhorita Swan, que bom que ainda não foi embora. Eu me esqueci de entregar-lhe o formulário de adoção._ A freira falou, entregando uma pasta a Bella, que estava trêmula e me encarava muito pálida, enquanto eu lhe devolvia o olhar completamente confuso.

Adoção?

Bella iria adotar uma criança?

O que diabos estava acontecendo ali?

Notas finais
Genteee.... Saibam que eu achei hilário os comentários deixados no capítulo passado e que por isso resolvi escrever a sequência bem rapidinho, a fim de não matá-las de ansiedade... Espero que tenham gostado desse capítulo também e que deixem muitos cometários para fazer essa pobre autora feliz... Quanto mais comentários inteligentes e construtivos eu recebo, mais rápido eu escrevo o próximo. Fica a dica! =) Agora, a gente se vê no capítulo final de The war of broken hearts... Até mais! Beijos!