Jovens Escolhas, Complicadas Consequências...
4 Capítulo 3: ACIDENTES
Notas iniciais
Boa leitura!
CAPÍTULO 3
POV. EDWARD
Era possível odiar um amigo de longa data só porque ele dissera bobagens para sua própria namorada?
Era possível desprezar alguém que tratava uma mulher como um simples objeto?
Eu acreditava que não, até ver o idiota do Jacob Black humilhar Bella na frente de todos.
Como ele fora capaz de fazer isso?
Por que ele, sendo tão idiota, tinha o direito de namorá-la e chamá-la de sua e eu, que jamais faria algo assim e que gostava dela de verdade, não tinha nem sequer uma chance de ficar com ela?
A cena dela chorando ainda mexia comigo, mas apesar de o seu sofrimento me incomodar, eu não conseguia esquecer a sensação de tê-la em meus braços, tão frágil e carente.
Bella se encaixava tão perfeitamente em meu abraço que eu gostaria de nunca mais ter que soltá-la.
Suspirei pesadamente e fiquei observando-a de longe, enquanto ela destrancava a porta de sua casa e entrava, sem olhar para trás.
O beijo que ela me dera no canto dos lábios ainda queimava e eu tentava refrear a vontade de correr atrás dela e beijá-la de verdade.
Mas, é claro que eu não faria isso.
Não queria, de forma alguma, assustá-la.
Era a primeira vez, em anos, que Bella me permitia uma aproximação mais íntima e eu não ia desperdiçar essa oportunidade sendo um imbecil como o seu namorado fora esta noite.
Sem contar que éramos amigos e eu não podia permitir que isso se perdesse em meio ao caleidoscópio de sentimentos que ela me provocava.
Se eu jamais pudesse ter algo mais com ela, pelo menos nossa amizade eu faria questão de preservar.
Respirei fundo e dei partida no carro, dirigindo de volta até a boate, a fim de buscar minha irmã, que há essa hora devia estar morrendo de ódio por eu tê-la deixado lá me esperando, enquanto eu fora levar Bella para casa.
Olhei distraído para meu celular ao parar em um semáforo e notei que havia mais de vinte ligações da minha anã preferida.
Alice, certamente, iria me matar.
Mas, eu não me arrependeria jamais de ter levado Bella para casa.
De forma alguma eu deixaria que ela fosse embora sozinha ou se visse obrigada a aceitar a carona de Jacob... Aquele maldito não merecia sua doce companhia, hoje.
Na verdade, não a merecia de jeito nenhum.
Ele era meu amigo e eu tinha muita consideração por ele, mas o seu comportamento hoje fora inacreditavelmente idiota e no momento, eu me dava o direito de desprezá-lo.
Expor a intimidade de um namoro a outras pessoas era um absurdo e poderia destruir de vez uma relação aparentemente saudável.
Jacob jamais deveria ter feito isso.
Quando cheguei ao Bonzer's, vi que Alice me esperava no estacionamento de braços cruzados e com cara de poucos amigos, enquanto batia o pé no chão de forma impaciente.
Ela veio a passos largos em direção ao meu carro assim que me viu, entrando e fechando a porta com força.
E eu sabia que em segundos ela teria mais um de seus ataques histéricos.
_ Da próxima vez, me avise quando for sair... Odeio ficar esperando igual a uma idiota..._ Ela reclamou e eu revirei os olhos, mantendo-me em silêncio.
_ Cadê seu namorado?_ Perguntei depois de um tempo e Alice bufou.
_ Foi levar o idiota do Jacob para a reserva... Ele ficou preocupado, achando que aquele cachorro poderia enfiar a cara em um poste, já que estava bêbado igual a um gambá._ Alice falou, cruzando os braços sobre o peito e eu ri.
_ Parece que está brava com Jacob..._ Comentei e ela me olhou irritada.
_ É claro que estou... Ele não precisava fazer aquilo com minha amiga. Odeio caras assim!
_ Assim como?
_ Machistas e tarados._ Ela declarou e eu ri mais ainda, dando seta para entrar em nossa garagem.
_ Eu não acho que Jacob seja um cara machista. Ele sempre tratou as mulheres com respeito..._ Eu comentei, provocando-a e Alice bufou outra vez, me encarando como se eu fosse um rato nojento.
_ Não me venha com essa camaradagem masculina de merda... Ele é machista e tarado sim, como a maioria dos caras e se comportou como um verdadeiro canalha hoje, expondo a vida íntima deles daquela forma... Então, não me interessa que ele tenha tratado muitas mulheres com o devido respeito... HOJE ele desrespeitou minha amiga e, portanto, nesse momento, eu o odeio._ Ela falou com ares de dona do mundo e eu ri outra vez, saindo do carro e indo auxiliá-la, já que Alice havia tomado muitas batidinhas e estava um pouco alterada.
Mal sabia ela que, nesse momento, eu também odiava Jacob Black por seu comportamento extremamente infantil e desrespeitoso.
_ Vamos dormir, baixinha, pois hoje a senhorita já bebeu demais... Amanhã, você declara sua raiva por Jacob Black quantas vezes quiser, embora eu ache que sua ressaca estará tão forte que você não odiará ninguém, ao não ser a você mesma..._ Falei, apoiando seu corpo e ela concordou, saindo do carro e me seguindo em direção a entrada.
Consegui levá-la até seu quarto, mesmo com suas reclamações e xingamentos dirigidos ao Jacob e a mim, por ter feito-a esperar, e depois que ela estava entregue, segui para o meu próprio dormitório.
Tirei minha roupa e me deitei na cama, olhando para o teto e me lembrando da sensação de ter Bella em meus braços.
Ela era tão macia e tinha um cheiro tão bom, que eu tinha vontade de ficar agarrado a ela durante todo o tempo.
Isabella Swan sempre me encantara, mesmo quando ainda era apenas uma menina.
Mas, eu fora um covarde e nunca tivera coragem de declarar meus sentimentos por ela, preferindo assistir de longe sua entrega a Jacob Black.
Eu sempre os considerei um casal perfeito, mas, pelo visto isso fora uma ilusão.
Jake não sabia como tratar uma garota como Isabella Swan e estava abrindo as portas para a concorrência.
Sorri com o pensamento e me inclinei sobre meu criado mudo, tirando do meio do meu livro de medicina uma foto da Bella, que eu havia roubado do mural de Alice.
Sempre que eu pensava nela, pegava essa foto e ficava olhando para seu sorriso tímido e para seus olhos cor de chocolates, misteriosos e doces.
Isso poderia até parecer meloso demais, mas para mim, não existia garota mais bonita.
Eu não gostava de vê-la sofrendo, mas confesso que estava feliz em saber que, talvez, eu tivesse uma chance de conquistá-la e convencê-la de que sua felicidade estava ao meu lado.
Jacob ainda era meu amigo, mas isso não me impediria de tentar conquistar sua namorada, afinal, eu tinha esse direito, já que ele não estava sabendo cuidar dela como deveria.
Lembrei-me de Tanya e fiz uma careta, sabendo que antes de tentar alguma coisa com Bella, eu teria que terminar com ela, pois não era do meu feitio trair alguém.
Mas, eu sabia que me livrar da minha namorada não seria fácil, uma vez que ela tinha uma fixação estranha por mim.
No entanto, eu tentaria, pois a única coisa que eu queria era ter Bella como minha namorada e eu não permitiria que nada ficasse entre nós.
Dormi sorrindo, imaginando que num futuro próximo, Bella estaria comigo e eu, finalmente, teria a oportunidade de fazê-la a mulher mais feliz do mundo.
**********
POV. BELLA
Acordei com o barulho do celular, sentindo uma tremenda dor de cabeça e as lembranças da noite passada me invadiram em um rompante.
Senti um ódio mortal de Jacob e olhei para aquele maldito aparelho barulhento, constatando que eu recebera mais de vinte ligações suas.
Suspirei pesadamente, desejando que meu namorado fosse diretamente para o inferno e me levantei, seguindo para o banheiro, a fim de tomar um banho quente.
Mas, como tinha dias que era melhor não me levantar da cama, a primeira pessoa que eu encontrei no corredor foi meu pai, que me encarou de cima em baixo com cara de poucos amigos.
_ Você não me parece bem..._ Ele comentou e eu suspirei, sabendo que uma batalha seria iniciada em breve.
_ Eu estou ótima, papai... E ficarei melhor ainda depois de um banho quente._ Falei e ele me olhou zangado.
_ Isso só pode ser ressaca... Se continuar assim, eu vou proibi-la de sair com seus amigos, principalmente se for para ir àquela boate._ Ele falou e eu bufei, indo para o banheiro.
_ Eu não sou criança, Charlie... Sei perfeitamente o que faço e quais são as conseqüências das minhas escolhas e dos meus atos._ Falei irritada e foi a vez dele bufar.
_ Ok, adulta... Espero que saiba mesmo lidar com as conseqüências dos seus atos, pois o seu namorado está te esperando na sala e não parece nada contente._ Meu pai falou e eu gemi por dentro, sabendo que ainda era muito cedo para encarar Jacob, mas duvidando que eu pudesse fugir daquele confronto.
Entrei no banheiro me sentindo ferver de raiva.
A dor de cabeça só piorava e eu me perguntava o porquê de minha vida ter se complicado tanto de uma hora para outra.
Há dois dias eu estava comemorando o início das férias e fazendo planos com Jacob, pensando que ele era o cara ideal, para ontem, vê-lo se transformar em um verdadeiro canalha.
Suspirei pesadamente e deixei que a água quente levasse embora minha tensão e todos os sentimentos ruins que me assolavam.
A única forma de exorcizar os problemas era enfrentá-los e era exatamente isso que eu ia fazer.
Saí do banheiro decidida a ter uma conversa séria com Jacob.
Me troquei rapidamente e desci em direção a sala, encontrando-o conversando animadamente com minha mãe, que era sua fã incondicional.
Ele me encarou com cara de cachorro abandonado e eu respirei fundo, olhando-o seriamente por longos segundos.
Mas, antes que algum de nós pudesse dizer alguma coisa, meu celular tocou e eu o atendi, sendo completamente surpreendida pelo meu interlocutor.
_ Bella... É o Edward. Liguei para te dizer bom dia e saber se está tudo bem com você._ Ele falou animado e por alguns segundos, eu não soube o que responder.
Minha mãe e Jacob me encaravam e por mais estranho que fosse, já que Edward era meu apenas meu amigo, eu senti o constrangimento tomar conta de mim.
_ Oi... Eu... Bom dia... Eu estou bem, sim... Obrigada por se preocupar._ Falei e escutei um riso baixo, que estranhamente fez os cabelos da minha nuca se arrepiarem.
_ Não pode falar, agora?_ Ele perguntou, notando minha hesitação e eu suspirei.
Sua atitude ontem, merecia o mínimo da minha atenção hoje.
_ Posso sim, Edward._ Falei, encarando Jacob desafiadoramente. Ele franziu o cenho e estreitou os olhos em minha direção.
_ Certo... Bem, de qualquer forma eu tenho que desligar, embora preferisse conversar com você. Vou atender no hospital em Seattle hoje. Sabe como são os residentes... Sem férias e sem descanso._ Ele falou e eu sorri.
_ Certo... Bom trabalho, então e mais uma vez, obrigada por ter ligado.
_ De nada... Vamos marcar de sair qualquer dia desses... Aí, eu posso te levar embora outra vez._ Ele falou e eu senti meu rosto esquentar. Desviei meu olhar de Jacob e encarei minhas mãos.
_ É... Claro..._ Falei baixinho e ele riu outra vez.
_ Certo... Bem, eu já vou... Tchau... Um beijo._ Ele falou e eu corei.
_ Um beijo... Sussurrei e desliguei o celular, colocando-o sobre a mesinha do telefone.
Minha mãe e Jacob continuavam me encarando.
Renée estava evidentemente confusa.
E Jacob parecia irritado.
Muito irritado para falar a verdade.
_ Quem era, filha? Edward Cullen? _ Minha mãe perguntou e eu assenti.
_ Sim...
_ Mas, ele nunca ligou pra você._ Ela falou e eu respirei fundo, sabendo que seria difícil aplacar sua curiosidade.
_ Ele me deu uma carona ontem, mãe e hoje ligou para saber se estava tudo bem. _ Eu falei e Jacob bufou, fazendo minha mãe olhá-lo por um momento e depois voltar a me encarar.
_ Carona? Mas, você não saiu com Jacob? Por que ele não lhe trouxe para casa?_ Ela perguntou e eu suspirei.
_ Mãe, eu preciso falar com o Jake... Por que você não nos prepara suas famosas panquecas?_ Falei, tentando dispensá-la e ela estreitou os olhos em minha direção, me fazendo pensar que ela fosse se negar a sair dali.
Minha mãe era muito inconveniente às vezes.
Mas, dona Renée apenas suspirou e acabou seguindo em direção à cozinha, deixando-me sozinha com Jacob.
Há essa hora, meu pai já devia ter ido para a delegacia, o que significava um pouco de privacidade.
E eu agradecia por isso.
Não gostava nem um pouco de brigar com meu pai.
Me sentei no sofá e Jacob se sentou ao meu lado.
Sua cara de cachorro arrependido estava me irritando bastante.
_ Foi Edward que te trouxe pra casa, ontem?_ Ele perguntou e eu assenti. _ E por que ele ligou?
_ Pra saber se estava tudo bem comigo... Ontem, por causa do meu namorado idiota, quando ele me deixou em casa, eu estava bem abalada..._ Falei sarcasticamente e ele me olhou arrependido.
_ Me desculpe... Eu realmente fui um idiota._ Ele falou e eu revirei os olhos.
_ Você me deve bem mais que desculpas, Jacob Black. Expor nossa intimidade daquela forma foi um insulto..._ Eu falei com raiva e ele segurou meu rosto, me fazendo encará-lo.
_ Eu estava bêbado... Não sabia o que estava fazendo. Me perdoe... Por favor.
Eu suspirei e soltei meu rosto de suas mãos.
_ Eu ainda estou com raiva de você... Não sei se quero perdoá-lo, na verdade... A bebida faz com que sejamos sinceros. Você sente-se exatamente daquela forma. Quer continuar nosso relacionamento apenas pra transar comigo... E isso, eu não posso permitir. Um relacionamento é bem mais do que sexo._ Falei magoada e foi a vez dele suspirar.
_ Eu amo você, Bella e é claro que eu não quero ficar com você apenas para levá-la para a cama. Confesso que desejo você e que não aguento mais suas recusas... Mas, eu quero muito mais que isso... Quero sua companhia, seu cheiro, seu jeito doce, sua timidez... Eu quero você... Com ou sem sexo..._ Ele falou e eu, como a boba que era, comecei a querer perdoá-lo.
Nossa história era antiga demais para terminar assim.
_ Tudo bem, Jake... Mas, eu preciso de algum tempo para assimilar o que aconteceu ontem. Agora, você volte para a reserva e vá cuidar de suas motos. Quando estiver pronta para perdoá-lo e te odiando menos, eu procuro você..._ Falei e ele riu, se inclinando e beijando meus lábios de leve.
_ Ok... Só espero que esse ódio passe logo, pois não sei ficar sem você, Bells... Eu te dou 24 horas para esquecer o que houve e me perdoar... E depois, nós vamos sair para comemorar o fato de você não ter me dado um pé na bunda por eu ter sido um completo idiota..._ Ele declarou, acariciando minha bochecha e foi minha vez de sorrir.
Esse sim era o garoto que eu conhecia desde criança e por quem me apaixonara.
Jacob era um cara divertido e carinhoso e não combinava em nada com a cena que protagonizara na noite anterior.
Eu só esperava que aquilo nunca viesse a se repetir, pois aí, nosso relacionamento estaria, certamente, findado ao fracasso.
Ficamos na sala por algum tempo, até que minha mãe nos chamou para comer panquecas.
Depois, Jacob foi embora e eu fui para meu quarto na intenção de iniciar a leitura de um dos livros que eu buscara na casa de Alice.
No entanto, quando estava confortavelmente instalada em minha cama, terminando de ler a primeira página, ouvi o barulho do celular.
Gemi em desalento, querendo ignorar o som irritante, mas atendi depressa ao perceber que o número era da universidade.
_ Alô?
_ Isabella Swan?_ Uma voz feminina perguntou.
_ Sim...
_ Sou secretária do professor Packer e ele me pediu para entrar em contato com a senhorita. Acontece que você se esqueceu de assinar sua prova de cálculo e caso não o faça ainda hoje, sua avaliação cancelada e você terá que repetir a disciplina no próximo semestre._ Ela falou e eu fechei os olhos, desanimada.
Por que eu fui esquecer de assinar a merda da prova?
Tudo o que eu menos queria agora era ter que ir até Seatlle para assinar um maldito papel.
_ Não tem como ser outro dia?
_ Temo que não. Ele estará no campus até às seis da tarde. Sugiro que venha o mais rápido possível, pois ele precisa lançar as notas no sistema ainda hoje._ Ela falou e eu suspirei, já me levantando e indo atrás de uma roupa.
_ Ok... Estarei aí antes das duas. Obrigada por avisar..._ Falei a contragosto, odiando minha falta de atenção.
_ Certo. Estaremos esperando. Até mais._ Ela falou, desligando e eu mostrei a língua para o aparelho, em um claro ato infantil.
Me vesti rapidamente e peguei as chames da caminhonete, seguindo em direção ao quintal.
Minha mãe estava tirando o pó da sala e me olhou atentamente, enquanto eu verificava se meus documentos estavam na bolsa.
_ Aonde a senhorita vai?
_ Vou a Seattle. Tenho que assinar uma prova. Mas, fique tranquila que eu volto antes de anoitecer._ Falei, sem dar chances para seus protestos e saí apressadamente, indo em direção a minha caminhonete.
Manobrei o veículo rapidamente e em menos de vinte minutos, estava pegando a interestadual que me levaria a Seattle.
Tinha tantas esperanças de ficar um bom tempo sem transitar por essas estrada...
Mas, parece que ultimamente nada saia como eu planejava.
Suspirei e liguei o rádio da Chevy, apenas para me irritar com seu barulho de enxame de abelha.
Mas, como não tinha nenhum aparelho melhor e mais moderno, continuei ouvindo.
Só queria que esse dia terminasse logo e que eu pudesse voltar para minhas tão sonhadas férias de verão.
Olhei para o céu cinzento e fiz uma careta ao imaginar a quantidade de chuva que vinha por aí.
Só esperava que esse fato não atrapalhasse minha viagem, pois era tudo o que eu precisava para piorar meu humor, que já estava sombrio demais.
**********
Algumas horas depois...
Três horas...
Três malditas horas que aquele professor nojento me fez ficar esperando para assinar a merda da prova.
Custava ter me atendido assim que eu cheguei?
Agora, eu era obrigada a voltar para casa sozinha, enfrentando a noite e o mal tempo.
Bufei de raiva e me concentrei na estrada.
A visibilidade estava baixa e eu tinha que tomar cuidado com a pista escorregadia.
Por essas e outras que eu não via a hora dessa vida acadêmica terminar.
Não queria nunca mais enfrentar professores sem noção.
Respirei fundo, ainda tentando digerir a raiva que estava sentindo do meu professor, quando uma luz forte de um farol vindo em minha direção me cegou momentaneamente, me fazendo perder a direção da caminhonete e bater de frente com uma árvore.
O impacto me jogou contra o volante e eu senti uma dor intensa no tronco, me fazendo perder o fôlego por um momento.
Senti algo quente descendo por meu rosto e não precisei colocar a mão para saber que era sangue, pois eu tinha a sensação que minha cabeça havia se partido ao meio.
Eu sabia que em breve perderia os sentidos, pois minha visão estava turva e eu já não sabia muito bem onde eu estava ou o que eu estava fazendo ali.
Tudo doía e eu desejei mesmo perder os sentidos para deixar de lado a agonia e o mal estar que eu estava sentindo.
Não saberia dizer se o acidente fora grave, mas eu tinha plena consciência de que cada célula do meu corpo doía.
Mas, antes que eu perdesse totalmente os sentidos, alguém abriu a porta da caminhonete e soltou meu cinto, me tomando em seus braços com extremo cuidado.
Fui capaz de sentir a chuva fria se chocando com meu rosto, mas não saberia dizer nos braços de quem eu estava.
A pessoa certamente me conhecia, pois não parava de dizer meu nome.
Mas, quem poderia ser?
Eu tentei forçar meus olhos a se abrirem, mas minha cabeça latejava demais.
Foi só quando senti seu cheiro, que pude saber de quem se tratava.
Era ele... Meu anjo.
Ele me ajudara ontem e estava me ajudando hoje...
Edward...
E esse foi meu último pensamento antes de desmaiar com um sorriso de reconhecimento e alívio estampado no rosto.
Eu não morreria ali, sozinha.
Ele estaria comigo e cuidaria de mim.
E isto me bastava no momento.
Só depois, eu avaliaria o por que de sentir-se tão segura em seus braços...
Só depois.
Notas finais
Espero que tenham gostado e que continuem acompanhando a fic.
Não esqueçam de deixar os comentários para fazer essa autora feliz.
E assim que eu enviar meu formulário para o mestrado, volto a postar nas fics...
Cruzem os dedinhos por mim...
Beijos e até o próximo.
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