Notas iniciais
OI GENTE... QUE ALÍVIO PODER VOLTAR A POSTAR NESSE SITE LINDO QUE TANTO AMAMOS. ESPERO QUE GOSTEM DO CAPÍTULO QUE EU PREPAREI COM TODO O CARINHO. BOA LEITURA!

CAPÍTULO 27

POV. BELLA

Era hoje.

Daqui a poucas horas eu finalmente iria conhecer o apartamento no qual eu passara um mês trabalhando, tentando criar uma decoração que agradasse a mim como profissional e aos meus clientes, que, na verdade, eu nem sabia quem eram.

Na faculdade, durante as aulas das matérias que envolviam o tema decoração, os professores sempre nos aconselhavam a conhecer o perfil e as preferências dos clientes antes de iniciar qualquer trabalho de reforma, construção ou decoração.

Durante os meses de estágio na construtora do Riley, eu sempre busquei as características dos clientes antes de iniciar meus projetos e isso sempre pareceu funcionar.

Mas, é claro que tudo o que estava relacionado à Alice não podia ser normal.

Eu insistira várias vezes para que ela me apresentasse ao dono do apartamento e tudo o que ela me dizia era para que eu ficasse tranquila e seguisse minha intuição.

E foi isso que eu fiz.

Depois de examinar as plantas do apartamento e as fotos de todos os espaços, eu iniciei as modificações e, com a ajuda de Alice, decorei cada cômodo, com exceção de um quarto, seguindo o estilo londrino que eu tanto amava.

Logo no início das reformas, ela sempre me trazia fotos e pequenos vídeos para que eu pudesse ter uma ideia de como tudo estava ficando.

Mas, quando a obra se aproximou do fim, ela simplesmente disse que eu não poderia ver mais nada, por que o resultado seria uma surpresa para mim.

Eu quis matá-la, mas como raramente tinha sentido discutir com Alice, eu tratei de me acalmar e esperar pacientemente até o dia em que eu pudesse ver o apartamento pronto e, finalmente, conhecer meu cliente oculto.

E esse dia finalmente chegara, trazendo com ele muita ansiedade e expectativa.

Suspirei pesadamente, olhando mais uma vez para o relógio e fui até o closet que eu dividia com Edward para escolher com que roupa eu iria até o apartamento, onde Alice me esperava acompanhada do dono do imóvel.

Não que eu tivesse muitas opções de roupas, já que depois que minha barriga começou a crescer, quase nenhuma das minhas peças antigas servia em mim.

Edward insistira em me comprar roupas de gestantes e era só por esse motivo que eu não precisava andar nua pela casa.

Mas, acho que a verdadeira razão para ele ter ido as compras era por que eu estava me apropriando de suas camisas, já que eram as únicas roupas que abrigavam com perfeição minha enorme barriga.

Assim, em um belo dia, ele apareceu em casa com uma imensidão de sacolas e eu fui abrigada a aceitar seus presentes, deixando de lado suas camisas, que até faziam com que eu me sentisse um pouco sexy, coisa rara ultimamente, já que meu corpo estava cada vez mais desproporcional.

Mas, como isso duraria só até minha filha nascer, eu era capaz de suportar mais algum tempo.

Depois de vários minutos olhando para minhas opções de vestuário, eu me decidi por uma calça jeans, feita para gestantes e com um enorme elástico na cintura, uma bata azul clara de mangas compridas, uma sapatilha preta e um casaquinho básico, pois o dia lá fora estava bem gelado.

Olhei-me no espelho e após decidir que eu estava apresentável, fui para sala onde Edward, que insistira em me acompanhar, estava me esperando.

Ele sorriu largamente quando me viu e veio em minha direção, me dando um beijo carinhoso nos lábios e me olhando de cima a baixo.

_ Você está linda, princesa... Como sempre._ Ele falou e eu revirei os olhos para o seu exagero.

Não tinha como ele me achar bonita com aquele tamanho de barriga.

Mas, ele me elogiava todos os dias, sempre reafirmando minha beleza e graça e se eu não soubesse que o amor costuma cegar as pessoas, eu estaria bastante inclinada a acreditar no que ele dizia.

_ E eu estou falando muito sério. Não role os olhos para mim, Isabella Swan. Qualquer dia desses, eu posso ficar irritado com esse seu jeitinho petulante..._ Ele falou, fingindo-se de bravo e eu ri, pegando minha bolsa e puxando-o pela mão em direção a saída.

_ Você não é nenhum sádico e eu sem bem disso, Edward Cullen. Portanto, posso rolar os olhos quantas vezes eu quiser, pois tenho a certeza que você não vai fazer nada a respeito. Agora vamos, pois eu estou realmente com pressa._ Eu declarei, empurrando-o para dentro do elevador e ele riu, me abraçando por trás e esperando pacientemente até que chegássemos ao térreo.

Seu carro estava parado em frente ao prédio e assim que entramos, ele ligou o rádio, fazendo com que a melodia suave do piano tomasse conta do interior do veículo.

_ Andou compondo, Dr. Cullen?_ Perguntei, não reconhecendo uma das muitas canções do CD player e ele sorriu sem graça.

_ Você é e sempre será minha maior inspiração e tê-la ao meu lado faz com que eu sempre tenha vontade de compor. Mas, essa em especial é para nossa filha. Eu compus pensando em seu rostinho lindo e me lembrando da importância que ela tem nas nossas vidas e na nossa história. Ainda não está finalizada, mas eu pensei em batizá-la com o nome de nossa princesinha._ Ele explicou e eu funguei, enquanto limpava discretamente as lágrimas que escorriam por meu rosto.

Ultimamente, eu andava muito emotiva e tê-lo falando assim da nossa filha, mexia ainda mais com meu centro emocional e ativava meu depósito infinito de lágrimas.

_ Você já pensou em algum nome, Edward?_ Eu perguntei, depois que consegui controlar meu choro sem sentido e ele sorriu, me olhando rapidamente, enquanto parava no semáforo.

_ Eu pensei em alguns, mas, gostaria de sua aprovação._ Ele disse e seus olhos brilharam, fazendo com que eu me animasse com a ideia de decidir o nome da nossa filha.

_ E quais são os seus preferidos?

_ Bem... Eu gosto de Ava, Chloe, Olivia, Mackenzie e Ivy. Eu fiz várias listas, mas, esses foram, sem dúvida, os que mais me agradaram._ Edward falou e eu fiquei em silêncio, pensando nos nomes que ele sugerira.

Para falar a verdade, eu ainda não havia pensado muito no assunto.

Era óbvio que minha filha precisaria de um nome, mas com tantas coisas acontecendo, eu não tive muito tempo para pensar nesse detalhe.

O mesmo não parecia ter acontecido com Edward, que já tinha feito até listas para escolher o nome de nossa princesinha.

E de repente, mais do que nunca, eu tive a certeza que o bebê que estava abrigada em meu ventre teria o pai mais dedicado do mundo.

_ São nomes lindos, Edward... Gostei de todos. Mas, por que ficou entre esses?_ Perguntei curiosa e ele riu, coçando a cabeça de um jeito engraçado e colocando o carro em movimento outra vez.

_ Bem... Por que são delicados e doces e acho que vão combinar perfeitamente com nossa filha. Mas, você pode sugerir outros... Esses são os que eu prefiro, mas você não precisa pensar da mesma forma.

_ Não... Eu gostei. Acho que sua justificativa para a escolha desses nomes é válida. Mas, quero dar uma sugestão..._ Eu pedi e ele me encarou atentamente, já que naquele momento havia acabado de estacionar o carro em frente o prédio onde ficava o apartamento que eu havia decorado.

_ Sou todo ouvidos..._ Ele falou, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e eu sorri.

_ Bem... Eu gostaria de esperar até que nossa filha nascesse para escolhermos, entre essas cinco opções, o nome mais adequado.

_ Por quê?

_ Por que, dessa forma, nós dois participaríamos disso. Você listou os nomes que mais gosta e após o nascimento dela vamos escolher qual deles combina mais. E vamos fazer isso juntos. Como deve ser._ Eu expliquei e ele sorriu, se inclinando e beijando meus lábios.

_ Por mim, tudo bem. Assim que ela nascer, vamos decidir que nome dar a nossa princesinha. Sabe que eu não vejo a hora de segurá-la em meus braços?_ Ele falou ansioso e sonhador e eu ri, acariciando seu rosto de leve.

_ Eu também estou ansiosa. Confesso que tenho medo por saber que vou ter que tomar conta de um bebê, mas quero que essa gravidez passe depressa para que eu possa finalmente conhecer nosso pedacinho..._ Eu declarei e seus olhos brilharam ao ouvir minhas palavras.

Conforme os dias passavam, ficava ainda mais fácil me declarar a ele e expressar meus sentimentos.

Edward me transmitia uma imensa segurança e eu sabia que podia confiar minha vida a ele, pois em seus braços, eu estaria completamente segura.

E a cada vez que eu deixava que meus sentimentos por ele aparecerem, Edward mostrava uma imensa felicidade e satisfação e seus olhos verdes brilhando só me faziam ter vontade de dizer que o amava a cada cinco minutos.

_ Esse vai ser o pedacinho mais amado do mundo... Por que esse pedacinho me trouxe você... Me trouxe a garota que sempre esteve em meus pensamentos e em meu coração, mesmo quando eu ainda não sabia o que era amor... Mesmo quando eu ainda não conhecia o desejo... _ Ele falou de forma fofa e só o fato de eu estar com uma imensa barriga me impediu de pular em seu colo e enchê-lo de beijos.

Eu o abracei da maneira que consegui e beijei-o às cegas, fazendo-o rir antes de corresponder a minha carícia e abraçar meu corpo, descendo as mãos por minhas costas e infiltrando-a sob minha calça.

Eu gemi baixinho e o puxei contra mim, levando minhas mãos até seus cabelos e puxando-os delicadamente.

Após alguns minutos perdida em seus lábios, ele afastou nossos corpos e soltou meu cinto, dizendo que era melhor entrarmos.

Ele estava muito sensível ao meu toque ultimamente e, pelo volume aparente em suas calças, eu sabia que se não nos afastássemos, acabaríamos passando dos limites e fazendo amor dentro do carro, em plena luz do dia.

Vontade não faltava!

Soltei um longo suspiro e desci, esperando alguns minutos até que meu namorado estivesse recomposto para que fossemos ao apartamento sem que ele fosse preso por atentado ao pudor devido a sua evidente ereção.

Após algum tempo, ele veio para meu lado e após beijar minha testa carinhosamente, entrelaçou seus dedos nos meus e me guiou para a entrada do prédio, que tinha a fachada de tijolos expostos e todas as janelas feitas em madeiras, com o formato de arcos.

O lugar era simplesmente adorável e, de repente, eu me imaginei vivendo ali, com Edward e nossa filha.

Não que eu desgostasse do apartamento onde vivíamos com seus irmãos, mas em breve eu teria um bebê recém nascido para cuidar e sabia que, inevitavelmente, nossa filha iria interferir na rotina de todos os moradores daquela casa e o ideal seria sair de lá para não criar possíveis atritos.

E, aquele prédio em um estilo tipicamente europeu, era tudo o que eu sempre sonhara.

Mas, estava claro que levaria alguns anos até que eu pudesse comprar qualquer tipo de imóvel.

Ultimamente, com todos os gastos que eu estava tendo e com o corte drástico em minha mesada, eu não poderia comprar nem mesmo uma casinha de cachorro, quanto mais um apartamento como aquele que eu decorara.

Subimos de elevador até o quarto andar e eu olhei com estranheza para Edward quando o vi tirando um molho de chaves do bolso e abrindo pacientemente a porta, como se fosse dono do lugar.

_ O que você está fazendo, Edward? Por que tem as chaves do apartamento? E onde está sua irmã?_ Eu perguntei aflita, olhando para os lados com medo de que alguém aparecesse e pensasse que estávamos invadindo a propriedade alheia e ele me olhou calmo, como se nada estivesse acontecendo.

Às vezes, aquela tranqüilidade de Edward era extremamente irritante e fazia com que minhas ganas assassinas aflorassem intensamente.

_ Calma, princesa... Você já vai saber o que está acontecendo..._ Ele me respondeu, e eu bufei, cruzando os braços sobre o peito e esperando que ela terminasse de abrir a merda da porta.

Mas, assim que eu entrei no lugar, minha vontade de matá-lo sumiu completamente.

O apartamento havia ficado lindo e eu me perguntei se era possível que eu tivesse mesmo ajudado a decorá-lo.

As cores, texturas e móveis pareciam ter sido os mesmos que eu escolhera, mas a harmonia entre eles era tão perfeita que eu não acreditava ter sido capaz de fazer tal coisa.

_ Uau!_ Ouvi Edward exclamando ao meu lado e o olhei contente, querendo saber sua verdadeira opinião.

Nada de tentar me agradar.

Nesse momento, eu queria sinceridade.

_ Gostou?_ Perguntei insegura e ele sorriu, olhando atentamente cada detalhe ao seu redor.

_ Isso aqui ficou perfeito... Eu adorei cada detalhe._ Ele falou e eu fiquei encarando-o por alguns segundos, tentando saber se ele falava realmente a verdade e, ao detectar sinceridade em suas palavras e em sua expressão, eu suspirei aliviada, me sentindo mais feliz do que pinto no lixo, afinal, aquilo era o resultado do meu esforço e eu me sentia muito orgulhosa por saber que ele aprovara minhas escolhas e minha forma de trabalho.

O lugar não era grande e de onde estávamos tínhamos uma ampla visão da sala, que era composta por dois ambientes, e da cozinha, que ficava logo atrás de uma bancada.

Embora eu gostasse demais do estilo clássico, busquei misturá-lo com itens modernos para que a decoração ficasse com um aspecto jovem e despojado.

A cozinha era composta por eletrodomésticos metálicos, que contrastavam perfeitamente com a bancada branca e com o chão de madeira.

As cortinas eram brancas com detalhes de borda coloridos, combinando perfeitamente com o imenso sofá e com as muitas almofadas espalhadas sobre ele.

O tapete era em um tom marrom e tão felpudo que era possível dormir sobre ele sem sentir o menor desconforto.

Uma das paredes da sala, onde estava fixada a imensa TV de plasma, era feita de tijolos iguais aos da fachada do prédio, dando ao lugar um aspecto rústico e elegante.

A mesa de jantar, que dividia espaço com a sala, era de madeira e as cadeiras eram de acrílico transparente, escolhidas justamente para darem um efeito moderno ao ambiente.

E tudo ali estava harmonicamente combinado com as janelas e portas de madeira pesada, que foram pintadas de branco para darem mais iluminação ao ambiente.

Nas paredes, Alice pendurara alguns quadros de flores e paisagens européias, deixando o local cheio de cor e vida.

Andei até a entrada do corredor que dava para os quartos e sorri ao ver o pequeno escritório que eu criara, composto de uma pequena estante para livros, uma mesa em L e uma confortável cadeira.

Aquele seria, sem dúvida, meu local preferido da casa, caso ela fosse minha, pois eu o criara pensando justamente no meu gosto pela leitura e no fato de eu adorar ter um lugar específico para os estudos e para o trabalho.

Só esperava que o dono aprovasse minha idéia.

Segui em direção aos quartos e sorri imensamente quando vi o resultado de tantas horas de trabalho se revelar sob meu olhar.

O cômodo reservado ao dono, ou donos, era pequeno, de modo que eu tive que planejar tudo minuciosamente para não carregar demais o espaço.

Escolhi tons de azul, na idéia de ampliar a noção de espaço e profundidade e coloquei espelhos enormes nas portas do Closet.

A cama era bem grande, mas combinava com a decoração suave e eu me vi desejando viver ali para poder desfrutar de tudo o que eu ajudara a criar.

_ Nunca imaginei que minha namorada fosse uma decoradora tão talentosa..._ Edward comentou, observando os abajures que estavam nos criados mudos e eu sorri largamente, me sentindo orgulhosa do meu trabalho.

_ Eu gosto muito de decoração, mas tenho que confessar que a arquitetura do lugar ajudou bastante. O apartamento é lindo por si só. Eu apenas precisei dar uns toques...

_ Não seja modesta, Bella... Esse lugar ficou incrível. Olha para esse quarto... Entre lá e veja aquele banheiro. Tudo aqui exala equilíbrio, requinte e bom gosto. Eu adorei... E olha que você fez tudo a distância...

_ Espero que o dono também aprove._ Eu comentei e ele sorriu, aproximando-se e beijando meu rosto com carinho.

_ Ele vai amar... Tenho certeza. O que acha de conhecermos o outro quarto?_ Ele perguntou e eu assenti, embora soubesse que aquele cômodo provavelmente estaria vazio, já que Alice não solicitou que eu o decorasse.

Andamos silenciosamente pelo corredor e quando Edward abriu a porta do outro quarto, eu quase caí para trás.

Aquele lugar era a coisa mais fofa que eu já havia visto.

Era um quarto de bebê perfeito, rosa e incrivelmente lindo.

Os móveis todos brancos, as decorações em tons de rosa, as bonecas na parede, o joguinho de chá usado com enfeite, o lustre lindo, as cortinas perfeitas...

Tudo era absolutamente lindo e, de repente, eu me vi chorando de emoção ao olhar ao meu redor e desejar ardentemente que minha filha pudesse estar ali após seu nascimento.

_ Gostou?_ Edward perguntou suavemente e eu assenti, incapaz de emitir qualquer som.

Sorri entre lágrimas ao ler o pequeno letreiro que ficava sobre o trocador, imaginando se aquilo não era coisa da Alice.

_ “Desculpe, mas eu sou uma princesa”..._ Eu murmurei em voz baixa, passando o dedo pelas letras rosa e Edward me abraçou por trás, acariciando levemente minha barriga.

_ E é isso que ela é... Uma princesa._ Ele falou, referindo-se a nossa filha e eu suspirei.

_ Sim... Ela é. Mas, não será a princesa a usar esse quarto.

_ Quem disse?_ Edward perguntou sorrindo e eu revirei os olhos, encarando-o seriamente.

_ Ninguém disse, Edward... Mas, esse apartamento não é nosso e, portanto, não será nossa filha a usar esse quarto._ Eu declarei e ele sorriu de maneira irritante.

_ Pois eu te digo que ela irá usar esse quarto sim, pois esse apartamento é nosso._ Ele falou e eu fiquei encarando-o aturdida, tentando processar suas palavras.

Como assim o apartamento era nosso?

_ Não me olhe com essa carinha... É isso mesmo. Esse apartamento é nosso. Foi presente do meu pai. Ele quis que tivéssemos um lugar para nós três sermos uma família de verdade e escolheu esse apartamento com a ajuda de Alice. Você o decorou e agora ele é nosso. Podemos nos mudar ainda hoje, se você quiser.

O apartamento era nosso.

Aquele lugar que eu decorara com tanto carinho e dedicação era meu.

Quer dizer... Era de Edward e nossa filha poderia viver ali e desfrutar do conforto e da beleza daquele quarto.

Senti algo quente molhando meu rosto e de repente me dei conta de que estava chorando mais uma vez.

_ Ei, princesa... Não chore._ Edward falou, me abraçando e eu solucei, enterrando o rosto em seu pescoço e dando vazão às lágrimas que teimavam em sair.

Na verdade, eu nem sabia direito por que estava chorando, mas eu simplesmente não conseguia conter minhas lágrimas.

Eram tantas emoções distintas que tomavam conta de mim nesse momento que penso que esse descontrole emocional era algo totalmente normal.

Edward me fez andar lentamente e quando eu percebi, estava deitada na cama, com ele me abraçando forte e acariciando meus cabelos.

_ Shii... Se acalme, amor... Posso pelo menos saber por que você está chorando?

_ Por que eu estou feliz... Por que tudo isso parece um sonho e eu não acredito ser merecedora de tantas coisas boas que acontecem em minha vida.

_ É claro que você é merecedora, Bella... Não diga bobagens.

_ Não são bobagens. Você sempre foi receptivo a ideia da minha gravidez, mas eu estou ciente que, de certa forma, eu interferi em sua vida de maneira negativa, já que por conta disso você não conseguiu nem mesmo concluir sua residência em Harvard. Seus pais deveriam me odiar, mas ao invés disso eles me dão um apartamento para viver com você e nossa filha e isso não faz o menor sentido...

_ Você está sendo incoerente, amor... Você não atrapalhou em nada a minha vida... Pelo contrário. Só veio acrescentar a ela. Hoje, eu tenho ao meu lado a mulher que eu amo e dentro de pouco tempo poderei segurar em meus braços a filha que fizemos juntos. As outras coisas são secundárias... Nada mais me importa. Quantas vezes eu vou ter que repetir isso para que você entenda?_ Edward perguntou, beijando meu rosto com carinho e eu funguei, olhando-o com os olhos embaçados.

_ Vai ter que repetir até que eu me convença de que você é mesmo real..._ Eu falei baixinho e ele sorriu largamente, aproximando nossos rostos e beijando meus lábios.

_ Eu sou real e estarei sempre ao seu lado. Eu te amo._ Ele decalrou de forma apaixonada e eu sorri, sentindo novas lágrimas escorrendo por meu rosto.

_ Eu também te amo, príncipe._ Respondi beijando-o e dentro de poucos minutos estávamos rolando apaixonados pela cama, como se o mundo lá fora simplesmente não existisse.

Naquele momento e ali naquele quarto só cabiam nosso amor, o carinho e respeito que tínhamos um pelo outro e aquele desejo incontrolável que sempre falava mais alto quando estávamos juntos.

Fomos nos despindo, nos acariciando e quando nos demos conta, Edward já havia penetrado meu corpo com seu membro pulsante, me fazendo relembrar sensações que há muito tempo eu não sentia.

Ele me olhou preocupado, pois no calor do momento acabou se esquecendo das recomendações médicas que nos proibia de fazer amor da forma convencional.

Mas, de alguma maneira, eu sabia que aquilo não ia me machucar e assim, eu ergui meu quadril em sua direção, incentivando-o a continuar com suas investidas.

Naquele momento, nós precisávamos nos unir daquela maneira, pois era a forma mais primitiva e intensa de reafirmação do amor que poderia acontecer entre um homem e uma mulher.

Ele cedeu a minhas investidas e foi extremamente gentil e carinhoso, deixando meu corpo completamente em chamas com seus beijos e carícias.

Eu retribuí da maneira que consegui, ovindo-o gemer e suspirar a cada vez que meus dedos e meus lábios tocavam sua pele quente.

Em pouco tempo, alcançamos o clímax juntos e ele me abraçou com força, me colocando de lado e posicionando-se as minhas costas.

Ficamos ali, nus e abraçados, enquanto nossas respirações e as batidas dos nossos corações desaceleravam e eu me sentia tão bem que, de repente, fui tomada por uma vontade idiota de cantar.

_ Você está bem?_ Ele perguntou baixinho, acariciando minha barriga, onde nossa filha se mexia loucamente.

_ Muito bem..._ Eu declarei, me aconchegando ao seu corpo quente e ele sorriu.

_ Fiquei com medo de machucá-la. Acho que fomos irresponsáveis em nos deixar levar por nosso desejo.

_ Você não me machucou, Edward... Fique tranquilo. E eu estava com muita saudade de fazer amor assim... Nós dois precisávamos disso._ Eu falei e ele suspirou, beijando meus cabelos.

_ Eu também estava com saudades do seu corpo, princesa. Mas, nossa abstinência tinha uma causa justa. Prometo não passar mais dos limites. Não quero apressar o seu parto e nem prejudicar o desenvolvimento da nossa filha.

_ Você não vai fazer isso, Edward... Pode ficar tranquilo, pois eu me sinto muito bem. Na verdade, tanta emoção me deixou com fome._ Eu comentei e ele riu, me virando na cama e deixando seu corpo pairar sobre o meu.

_ Bem, se é assim, eu preciso alimentar minha esfomeada linda. Vista-se, pois nossa família está nos esperando em um restaurante perto daqui e, se por acaso você continuar nua nessa cama, eu não deixarei mais que você saia para lugar nenhum..._ Ele falou e eu senti meu corpo esquentar de uma maneira perigosa.

Por que ele tinha que dizer essas coisas para uma pobre mulher grávida e cheia de hormônios?

_ Você acabou de fazer com que minha vontade de comer desaparecesse completamente..._ Eu falei e ele riu mais uma vez, beijando meus lábios e se levantando.

_ Vamos lá, senhorita maníaca sexual... Temos que alimentar nossa filha._ Ele falou, dirigindo-se para o banheiro e eu fiz uma careta, seguindo-o a fim de me aproveitar mais um pouquinho de seu corpo delicioso e nu.

Ele fez uma deliciosa massagem em meu corpo enquanto estávamos debaixo do chuveiro e nós só conseguimos sair do apartamento depois de uma hora, já que nosso banho estava bem interessante.

Seguimos de carro até um famoso restaurante de Seattle e eu sorri imensamente ao ver meus pais e a família de Edward reunidos, nos esperando para saber o que eu havia achado as surpresa.

Alice estava mais alegre e serelepe do que de costume e, apesar da raiva que eu senti quando ela me impediu de ver a continuidade das obras, eu fiquei feliz pela linda surpresa que ela e todos os presentes me prepararam.

_ Que bom que você gostou, Bellinha, por que essa anã de uma figa nos fez trabalhar igual camelos para que esse apartamento ficasse pronto no prazo de um mês... _ Emmett reclamou e Alice lhe mostrou o dedo do meio, sendo imediatamente repreendida por Esme, que se desculpou com meus pais pela mal criação da filha caçula.

_ Eu adorei, Emmett... Eu me apaixonei por aquele lugar desde o momento em que coloquei os olhos na planta do apartamento e fiquei imaginando como seria viver lá. Mas, jamais pensei que isso seria possível.

_ Eu acho importante que você e Edward tenham a própria casa para poderem curtir minha neta como se deve. Fico muito feliz que tenha gostado, querida, pois esse presente foi dado a vocês com todo meu amor e carinho._ Carlisle falou e eu lhe agradeci, respirando fundo para conter as lágrimas que ameaçavam rolar por meu rosto mais uma vez.

Como Edward sabia que eu estava morrendo de fome, sugeriu que continuássemos nossa conversa durante a refeição e eu o olhei agradecida quando todos aceitaram a ideia.

_ Se divertiram muito no apartamento?_ Rosalie, que estava sentada ao meu lado, me perguntou em um dado momento e eu a olhei interrogativamente._ Tem um chupão no seu pescoço, cara amiga. Acho que vocês dois se animaram mais do que deviam ao conhecerem a casa nova._ Minha amiga debochou e eu senti meu rosto esquentar ao imaginar o que todos estavam pensando a respeito daquela marca no meu pescoço.

Eu iria matar Edward por ter deixado uma marca na minha pele onde todos poderiam ver.

Não que alguém ali achasse que eu era uma virgem puritana que não transava com o namorado.

Até porque, eu estava imensamente grávida.

Mas, marcas no pescoço eram desnecessárias, principalmente quando eu tinha que almoçar na presença dos meus pais e dos pais dele.

Respirei fundo, tentando diminuir meus constrangimento e olhei para Edward de cara feia, fazendo-o me encarar com a expressão confusa.

_ Tudo bem?_ Ele perguntou baixinho e eu bufei, me recusando a responder.

Ele devia saber perfeitamente o que aprontara.

_ Bella?_ Ele me chamou e eu o encarei zangada, não querendo discutir aquele assunto na presença de nossa família.

_ Conversaremos depois._ Eu falei, encerrando o assunto e ele bufou, certamente não entendendo o porquê de eu ter ficado irritada de repente, já que até alguns minutos atrás, nós estávamos nos entendendo muito bem.

Tentei me concentrar na comida, e como estava com bastante fome, acabei me esquecendo da marca no meu pescoço.

A conversa durante o almoço girou sobre o apartamento novo e a decoração do quarto da nossa filha e eu me vi sorrindo encantada ao me lembrar de tudo o que eu vira hoje.

Eu até agora não acreditava que poderia viver lá, mas estava bastante contente por poder desfrutar de um lugar que me encantara completamente.

Quando já estávamos na sobremesa, um garçon apareceu com uma bandeja repleta de taças de champanhe e Edward se levantou, pedindo a atenção de todos e olhando carinhosamente para mim.

_ Eu gostaria de agradecer a presença de todos nesse momento tão importante e o presente lindo que eu e Bella recebemos de vocês. Aquele apartamento significa muito para nós, pois marca o início da nossa vida a dois... Bem... Quer dizer... Da nossa vida a três._ Ele falou e todos riram, ainda o encarando com atenção, enquanto seguravam suas taças._ Bella é minha namorada e eu a amo, mas tê-la dessa forma já não é o bastante. Em breve, nossa filha terá nascido e eu quero que ela tenha uma família de verdade, estruturada nos moldes da sociedade. Então, com a permissão de Charlie e Renée, eu peço a mão de Bella em casamento. Quero que ela seja minha esposa e que aceite viver ao meu lado para sempre_ Ele falou, tirando uma caixinha de veludo vermelho do bolso, e, após ajoelhar-se a minha frente, estendeu-a em minha direção, revelando uma linda aliança de ouro decorada com uma pequena pedrinha de brilhantes.

Eu o encarei assustada, não sabendo o que responder, até que Charlie tomou a palavra, surpreendendo a todos.

_ Você tem a minha permissão para se casar com ela, rapaz. Afinal, Bella já está grávida e dar o seu nome a minha filha é o mínimo que você pode fazer para devolver-lhe a honra._ Meu pai falou sério e eu rolei os olhos ao ouvi-lo falar daquela maneira em pleno século XXI.

Mas, aquele era Charlie e apesar do seu jeito durão, eu sabia que ele me amava e queria apenas o melhor para mim.

_ Eu também permito que você se case com minha filha, Edward, pois eu sei que não existe no mundo outro homem capaz de cuidar dela melhor do que você. Você a ama de verdade e eu sei que ela estará segura ao seu lado._ Renée falou emocionada e eu percebi que todos me olhavam ansiosos, esperando por minha resposta.

Mas, eu simplesmente não sabia o que dizer.

Edward queria se casar comigo.

Queria fazer de mim sua esposa.

Eu seria a mulher que estaria ao seu lado para sempre, apoiando-o, amando-o, tolerando-o, aconselhando-o e, de certa forma, protegendo-o também.

E ele seria o homem que faria o mesmo por mim, estando ao meu lado em todos os momentos e cuidando de mim e de nossa filha como nenhum outro seria capaz.

E, de repente, essa perspectiva me pareceu maravilhosa.

Estendendo minha mão direita em sua direção, eu o olhei apaixonadamente e, ainda em silêncio, assenti com um gesto de cabeça, fazendo-o saber que sim, eu me casaria com ele.

Edward sorriu imensamente e, após retirar meu anel de compromisso, deslizou a nova aliança por meu dedo, beijando-a em seguida e me olhando apaixonadamente.

Eu fiz o mesmo, colocando a grossa aliança de ouro em seu dedo e beijando-a também, selando assim, nosso novo compromisso.

Agora nós estávamos noivos e eu, me esquecendo completamente que deveria estar brava com ele pela marca deixada em meu pescoço, me joguei em seus braços, beijando-o emocionada.

Ouvi aplausos, mas os ignorei, pois a única coisa que me importava nesse momento era estar envolvida pelos braços do homem que eu amava.

_ Então você aceita mesmo?_ Edward perguntou em meu ouvido e eu ri, olhando-o nos olhos.

_ É claro que eu aceito. Eu sempre pensei que me casaria quando fosse mais velha, mas meus sonhos antigos não importam mais. Tudo o que importa e estar com você e, se para isso eu tenho que me casar, tudo bem. Essa passou a ser minha maior vontade a partir do momento em que você me propôs isso._ Eu falei e ele sorriu, me beijando carinhosamente e me abraçando mais uma vez.

_ Já chega de tanto agarramento. Vamos brindar de uma vez, pois eu estou morrendo de vontade de tomar esse espumante._ Emmett falou e todos riram, pegando suas taças e levantando-as em um brinde.

_ Um brinde ao noivado de Edward e Bella e que essa felicidade visível em suas expressões hoje perdure por toda a vida, pois eles e essa criança que vai nascer em breve, merecem._ Carlisle falou e as taças se tocaram, selando suas palavras.

Eu brindei com suco de laranja, mas o ato foi totalmente válido, me deixando muito feliz diante da perspectiva do meu futuro.

Tudo estava indo muito bem e, às vezes, eu tinha medo de tanta felicidade.

Mas, eu sabia que estando ao lado de Edward não havia formas de não ser feliz, já que seu amor me completava de uma forma que nada mais conseguia.

Ele era meu príncipe e em breve estaríamos vivendo em nosso castelo e lá só teria espaço para o amor e para felicidade, já que qualquer problema que surgisse, seria enfrentado por nós dois.

Estaríamos juntos sempre, pois era assim que teria que ser.

Notas finais
GOSTARAM? DESSA VEZ, EU QUERO TODOS OS COMENTÁRIOS QUE NÃO RECEBI NO CAPÍTULO PASSADO. E ASSIM QUE DER, VOU FAZER UMA GALERIA DE FOTOS NO GRUPO DO FACE COM TODOS OS CÔMODOS DO APARTAMENTO DELES. BEIJOS!