Jovens Descendentes

5 O Filho de Zeus - III - Guilherme


E então tem essa profecia...

O guerreiro e o curandeiro,

juntos afinal,

Ao reduto do deus guerreiro

Marcharam devido ao sinal.

A filha da pomba e a cria da Terra,

com poderes aliados,

juntos á busca romana

presenciam a ascensão do filho de Zeus.

Não tem sido fácil viver na sombra dessa profecia! Desde que cheguei ao Acampamento com Ronaldo, todos vem apontando a nós como parte dela! Não duvidei que isso fosse verdade e facilmente aceitei nossa primeira grande missão. “Grande”. Grande poder foi sentido nas áreas onde a gente mora, então fomos mandados na esperança de que isso respondesse a última parte da profecia. Presenciam a ascensão do filho de Zeus. Contanto que não fossemos atingidos por um raio, estávamos no lucro!
– Então... é isso, né? – perguntei para Ronaldo. – Vamos atrás do filho de Zeus!

Tudo parecia tão tranquilo que nem parecia uma caçada a um semideus possivelmente hostil com mil vezes mais poderes que nós dois juntos. Não gosto de concordar que alguém poderia me vencer em batalha, mas infelizmente meus insights filosóficos não iriam me salvar de um raio no meio da cabeça!
Estávamos quase no local aonde o poder digno de um filho do Rei do Olimpo se encontrava. Minha espada agora estava ativada porque Ronaldo me perguntou o assunto da prova de segunda, mesmo sabendo que não iria estudar. Quatro de suas flechas estavam queimadas na aljava, ativadas no susto por Ronaldo, quando eu corri na frente de um carro quando pensei que um cachorro vinha atrás de mim. Resumo, até agora o dia estava calmo. Até agora.
Quando estávamos nos aproximando do local, uma flecha veio em minha direção. Automaticamente exclui a possibilidade de ser de Ronaldo, pois estava ao meu lado. Cortei a flecha em duas partes com minha espada e pensei que a falta de atenção de Ronaldo, que tanto reclamo, tinha salvo minha vida.
– Olá, queridos! – disse o homem com um arco nas costas.
O homem era magro e alto, os cabelos negros como seus olhos. Usava um terno sem gravata e uma aljava de couro nas costas. Tinha uma voz fina para um homem de sua idade, que deveria ser algo entre vinte e dois e vinte e oito.
– Chegou a pessoa certa para responder suas dúvidas!
– Quem é você? – perguntou Ronaldo, já com uma flecha na mira para o homem.
– Af, vocês crianças de hoje em dia só querem saber dos grandes do Olimpo. Apolo, Ártemis, Atena... ah! – o homem parecia bravo. – Eu sou o deus do Amor!
– Tipo... o Cupido? – Ronaldo perguntou
– Não! – o homem gritou bravo, quanto mais chateado ficava, mais sua imagem tremeluzia e podíamos ver um menino pequeno, só usando um pano branco tampando suas partes intimas. – Eu sou o filho de Afrodite, deus do amor,...
– Você é Eros!
– Então ainda existem filhos de Atena inteligentes!
– Com todo respeito, mas, com o que você pode nos ajudar agora?
Eros tirou um celular do bolso. Tinha uma capa estranha de Afrodite com o que parecia ele quando criança. Quando desbloqueou o telefone, podíamos ver a sua proteção de tela, que era uma foto de Afrodite e Ares – seus pais – todos de cara fechada e ela espremido no meio, tão feliz quanto criança na manhã de natal.
Abriu um aplicativo de mensagens e clicou em uma mensagem de Hefesto. Na mensagem tinha a profecia da busca Romana, como tínhamos a apelidado.
– Então... dúvidas sobre isso?
– Quem são essas pessoas? Cria da terra? Filha da pomba? Filho de Zeus???
– A filha da pomba é minha querida irmã. O filho de Zeus continuará sendo um mistério, até porque não sei quem é. E a cria da terra? – Eros riu, a terra começou a tremer- ele deve estar quase descobrindo o que pode fazer! Você o conhecera em breve. Mas agora você tem coisas mais importantes para se preocupar. – e apontou para Ronaldo. Quando me virei, Ronaldo estava caído no chão. Eros tinha desaparecido quando chequei, mas tinha deixado um presente, duas flechas feitas de um material estranho e prateado estavam me esperando no chão.
– “ajuda, ajuda” Ele pede. – Ronaldo repetia. – “Ao meu encontro”... “...guerra” – ele abriu os olhos rapidamente. – “O filho de Zeus”
E se levantou.
– O que foi? – perguntei, assustado.
– Preciso ir. Recebi um chamado. Não sei ao certo do que se trata, mas tenho que ir. Continue sua procura, tenho certeza que estamos perto do que procuramos... ou de outra coisa tão grande quanto!
E foi embora.
Lá estava eu, embasbacado, confuso e com duas flechas sem nenhum arco para atira-las.

Continuei andando e encontrei o cenário mais louco: meu amigo Euclides, o qual não via desde que sumi da escola, junto a um adolescente que aparentemente amava Rock lutando contra um cachorro gigante. Lógica, para que, não é?
Não tive dúvidas sobre o que fazer com as flechas, e as joguei contra o cachorro usando minha espada.