Jovens Descendentes
4 O Filho de Zeus - II - Euclides
Então a menina que eu gostava era um deus e era menino. Nada fora do normal. Quem nunca? O importante não era isso, a medida que o animal se aproximava a minha corrente ardia mais... e mais, e mais. A dor já era grande e minha pele estava começando a queimar, então a tirei. No momento, ela se transformou em um enorme cajado dourado e com uma cobra assustadora enrolada, desde o começo até a ponta, com olhos vermelhos que pareciam seguir todos que passavam em sua frente.
– Arma legal a sua, criança. – disse Anúbis. – seu pai certamente a escolheu bem! Meu pai... único motivo pela qual eu ainda usava a corrente. As vezes não tinha nada a ver com o que eu estava vestido, mas usava de qualquer maneira. Me lembra do dia em que me deu, pouco tempo antes de morrer.– O que eu faço com isso?– Não sei... que tal dançar ragatanga? – Anúbis falou, logo depois se transformou num menino magricela, mais alto que eu, com cabelos negros e bagunçados e uma camisa que dizia “I love Rock ‘n Roll” – Melhor assim! A felicidade não demorou muito... o animal chegou ao nosso encontro. Descrevê-lo é provavelmente a coisa mais difícil para mim. Pense num elefante enorme, agora pense numa mistura de cachorro e dragão do mesmo tamanho. O animal passava medo só estando no mesmo ambiente. Tinha uma pele vermelha que lembrava fogo e me dava vontade de sair dali correndo sem olhar para trás. A menina bonita já tinha ido, de qualquer jeito, para que ficar? Mas algo dentro de mim dizia que eu sabia fazer aquilo, poderia derrubar aquele monstro, só não sozinho.– Como matamos isso?– Venho me perguntando isso a séculos! Literalmente... – o monstro parecia nos procurar e chegava mais perto toda hora. – o máximo que podemos fazer e o mandar para o Duat. Ele não vai demorar muito lá, mas pelo menos não te mata agora, criança!– O que é o Duat?– É o submundo. Tudo vai para lá, várias coisa vem de lá! O animal nos viu.– Diga oi para o Animal Set. Cortesia do seu tio, Set.– Ele deu o nome dele pro animalzinho? Não é a toa que ele é perturbado! O Animal Set veio correndo em nossa direção, quando, por trás, foi atingido por uma flecha. Não o derrubou, só o distraiu. Quando virou, revelou um cara com uma espada amarela sorrindo. Esse cara... era Guilherme, meu amigo! Como ele podia ver o Animal? Como ele não estava morto de medo e correndo dali? Me lembrei que as mesmas perguntas podiam ser usadas para mim, então não disse nada.– Precisam de uma mãozinha? – e Guilherme correu na direção do animal.
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