Jovens Descendentes

1 Jovens Descendentes - Guilherme


Deixe-me ver ... como conto essa história? Meu nome é Guilherme, mas isso foi deixado claro no começo dessa história. Sou um semideus (filho de um deus com um humano) filho de Atena, porém sou bem diferente dos outros. Meu pai, com quem eu moro, fez uma escolha a muito tempo atrás de não me deixar ir ao Acampamento Meio-Sangue, o local de treinamento para jovens descendentes de deuses como eu, e Ronaldo. Quem é Ronaldo? Um amigo meu, filho de Apolo, resumo de uma longa história: ele também não frequenta o Acampamento. Mas isso não ficaria assim por muito tempo...

No fim de uma longa manhã, depois de escola, quando estou quase indo embora encontro esse meu amigo, Ronaldo. É incrível como uma pessoa da mesma faixa de idade como a sua pode ser tão diferente. Gosto de pensar que sou uma pessoa responsável, engraçada, divertida, não muito simpático com mais uma pitada de arrogância. Ele era o completo oposto disso. Quando eu o vi, ele estava sozinho, sentado em uma cadeira de espera do colégio, olhando para a parede e se movimentando numa tentativa frustrada de dança. Só depois percebi que estava com o fone no ouvido – sinceramente, quando é que ele não estava com esse fone?. Quando me aproximei ele estava gritando algo radioativo, não entendi bem essa parte.

— Indo para casa agora?

— O que? – perguntou. Fiz uma careta e ele perdeu o interesse no que eu estava falando.

Arranquei os fones dele.

— Tá indo para casa agora?

— Você tá me vendo ir para casa?

Pensei em responder algo bem educado como “morra”, mas resolvi só pegar minha bolsa e me retirar.

Quando estava no meio do caminho, vinha ele atrás de mim, e veio bem na hora.

— Vai estudar de que horas? – perguntei, mesmo esperando “Não irei estudar” como resposta. Como disse, totalmente diferente de mim.

Não deu muito tempo para ele me responder, pois, nesse momento vimos um cavalo branco vindo do céu. Sim, um pégasos, no meio da nossa rua.

— Será que o pessoal da rua tá vendo isso?

— Se tiverem... vão querer parar com o crack!

O cavalo pousou bem na nossa frente, e de lá desceu um homem mediano, com longos cabelos castanhos e barba por fazer. Por algum motivo, Ronaldo se mostrava mais animado do que eu perante ao homem;

— Esse é... – começou ele

— Hermes – falou o homem do cavalo – O mensageiro dos deuses.

— Não estou interessado, então. – falou Ronaldo. – Pensei que fosse Dan Reynolds.

— Quem?

— Você notou? – Hermes sorriu – escolhi esse visual especialmente para você. Hefesto me mostrou seu histórico na internet e você vê muito sobre essa banda sobre dragões. Não gosto. Mas achei que você gostaria. – o deus olhou para mim – e você, Guilherme, anda entrando em um sites bem estranhos...

— Qual era a mensagem mesmo, Hermes – falei, mudando o assunto, enquanto a vermelhidão do meu rosto ia saindo. A aba anônima não impede os deuses de olharem seu histórico. Me lembrarei disso no futuro.

— Bem, vim lhes informar que seus pais oficialmente pedem que vocês se apresentem no Acampamento Meio-Sangue, vocês correm perigo aqui fora, tem gente poderosa querendo pegar vocês, e esse ambiente aqui não os oferece nenhuma proteção.

— Então, a gente deveria simplesmente largar tudo depois de tanto tempo e ir para lá... agora? – falei com raiva – Isso é meio absurdo, não é, Ronald? – quando olhei para ele, já não prestara mais atenção na conversa, e estava escutando outra música, agora proferindo coisas sobre onde os seus demônios se escondem.

— Se você prestasse atenção seria encantador.

— Eu escutei a parte do acampamento, a parte do perigo e a parte dos sites. Vamos abrir um site perigoso sobre nosso acampamento?

Tem certos momentos que nem me dou ao trabalho de responder.

Hermes foi no bolso e de lá tirou um pedaço de papel e o entregou para mim. Era um mapa. O mostrei a Ronaldo.

— Por que usaremos um papel em branco?

Me perguntei do que ele estava falando.

— O mapa só pode ser visto por você, filho de Atena. – disse Hermes- Use sua inteligência e o será mais útil do que parece agora;

Hermes foi no outro bolso e de lá tirou uma réplica do sol, de pelúcia e entregou a Ronaldo.

— Ao filho de Apolo, o sol. Usado junto com outros talentos, o será mais eficiente do que aparenta.

Ronaldo me mostrou o seu sol e tentou ler algo no meu mapa, quando trocamos de volta e olhamos para o lado Hermes tinha ido. Agora era só nós, eu e Ronaldo, num longo caminho até o acampamento.