Journey of Love
12 Capitulo 12
Notas iniciais
– Eu vou abrir a porta! — fala Thea nos interrompendo. Eu e Oliver nos entreolhamos, estávamos sem roupas semi-abraçados na cama...
– Thea! Ele ainda não falou! Tem certeza que vai abrir? Acho que posso convence-lo. — minto. Oliver me olha confuso.
– Você acha? — fala e eu o olho.
– Claro! Não saio daqui sem descobrir! — falo o mais convincente possivel. Parece que da certo por que ela grita um "ta bom" e vai embora.
– Você é uma ótima atriz! — fala Oliver rindo.
– Sabe como é, eu tento! — me gabo. — Vou tomar banho! — falo me levantando, nem me importando se ele vai me ver nua ou não, ele ja tinha visto mesmo.
– Ótima ideia! — exclama Oliver se levantando.
– Espera! Você acha que vai vir comigo? — pergunto rindo.
– Mais é claro! — ele fala e me prensa na parede do quarto ficando perigosamente perto. Não resisto e o beijo, um beijo cheio de luxuria. Pulo em seu colo ficando com as pernas em volta da sua cintura e ele me leva até o banheiro.
Ligo o chuveiro em meio a chupões e mordidas em seu pescoço. Ele leva uma de suas mão ao meu centro e começa a brincar com o meu clítoris.
– Oliver! — gemo seu nome em resposta. — Por favor!
Ele, ouvindo meu pedido, me penetra de uma só vez me fazendo dar um grito de prazer e começa o vai e vem logo em seguida, me precionando contra a parede do chuveiro.
– Mais rápido! — peço e ele obedece, me fazendo gemer ainda mais. Ele aumenta mais a velocidade e sinto meu centro se contrair, e logo depois descontrair em um orgasmo acompanhando o de Oliver.
Ao terminamos o banho, Oliver me emprestou sua camisa e ficou só de calça jeans.
– Você sabe que ficar sem camisa não ajuda na concentração, não é? — falo sem olha-lo analisando os papeis daqueles que achamos que podem ser os novos capangas de Josh.
– Se você quiser eu tiro! — ele fala e ri.
– Ai que não ia dar certo mesmo! — falo o olhando.
– O que vai falar pra minha irmã? — pergunta.
– Não sei ainda... — falo pensativa. — Vamos fazer assim, hoje a noite vamos fingir que você vai me falou e eu falo pra ela a historia falsa.
– Tudo bem! — ele fala.
– Você não vai contar pra ela, tipo, nunca? — pergunto subitamente.
– Não cabe a mim revelar, cabe a minha mãe! Eu nem deveria saber, ouvi sem querer quando Thea sofreu um acidente e precisava de sangue O+, sendo que eu, minha mãe, e meu pai, eramos O -. Foi uma antes de eu ir definitivamente pra NY. A gota d'água, na verdade.
– Sinto muito Oliver! — falo verdadeiramente.
– Você é realmente uma amiga! — fala Oliver sorrindo. Me sinto meio estranha, mais ainda feliz por saber que ele confia em mim.
– Colorida! — completo rindo e ele me acompanha.
– Eu estou com fome. — ele muda de assunto.
– É! Eu também... Tem comida naquela mala ali! — falo apontando pra uma das malas no chão. Oliver levanta e vai até a mala.
– Só tem sanduíche e suco de caixinha! — reclama Oliver.
– Eu não sei se você sabe, mas eu não to nem ai! Com a fome que eu to eu como um Alien. — falo atacando a mala que está nas mãos dele pegando um sanduíche e um suquinho de maçã.
– Desculpa ai! — ele fala e da uma mordida no sanduiche dele.
[...]
Eu e Oliver passamos a tarde toda pesquisando sobre os supostos perseguidores e pensando sobre o que eu falaria pra Thea.
– Posso abrir Fel? — pergunta Thea do outro lado da porta.
– Claro! — respondo feliz.
Ela abre a porta e Oliver sai correndo do quarto gritando que eramos malucas e que odiava a gente.
– O que ele te falou? — ela é curiosa.
– Ele disse que Moira não gosta mais dele pois ela o culpa pela morte do pai. — falo triste. — Ele falou que na noite do acidente ele foi comemorar com os amigos o fim da academia, ficou bêbado e ligou pro pai que estava dirigindo na hora. Oliver o distraiu e ele perdeu o controle do carro.
– Mas ele não fez por mau! — fala Thea com os olhos marejados.
– Foi o que eu falei pra ele, ele entendeu e vai tentar superar. — falo e Thea abre um grande sorriso. Me sinto mau por mentir pra ela.
– Obrigada Fel! — ela exclama animada, me abraça e vai pro quarto dela saltitante.
Desço as escadas a procura de algo pra me distrair. Ando pela grande casa, até que vejo uma enorme porta dupla marrom. Abro a porta devagar e quase morro de emoção.
– Uma biblioteca gigante! — falo comigo mesma como se fosse fazer ficar mais real.
Entro no lugar olhando pra todos os lados. Deve ter uns 5 mil livros naquele lugar! Depois de muito tempo procurando um livro pra ler, não pelos livros serem ruins mas por serem todos muito bons, decido ler "Código da Vinci".
Saio da biblioteca decidida a encontrar um lugar onde minha leitura não seria interrompida. Não encontro nenhum lugar na casa, então decido ir pra um lugar lá fora. A primeira coisa que vejo quando saio da casa é uma torre, não muito alta, ou velha, a poucos metros dali.
– Vai ser ali mesmo! — exclamo.
Como não era longe, cheguei na torre em poucos minutos. Sua estrutura era nova e firme.
Subo dois andares de escadas até chegar no fim. A torre era fechada, com janelas grandes e sem vidro. Me sento no chão apoiada em uma parede e começo a ler. Fico lendo umas duas horas até que sou interrompida.
– Não sabia que você estava aqui! — ele fala terminando de subir os
últimos degraus.
– Pois é, estava procurando um lugar silencioso onde eu pudesse ler
sem ser atrapalhada. — falo me levantando.
– Parece que escolheu o lugar errado. Eu venho aqui desde criança. É uma torre de uma antiga construção do meu pai. — o olho confusa. — Uma vez minha irmã pediu um castelo. Meu pai disse que faria só a torre. Pra encurtar a história... Aqui estamos.
– Sua irmã ou dua mãe não vem mais aqui? É por que esta meio abandonado. — pergunto o olhando.
– No começo elas vinham, mas depois que meu pai morreu. elas "abandonaram" a torre. Eu venho aqui quando quero ficar sosinho. — fala. — Tem uma vista ótima! — a torre tem vista para uma floresta, bem ao fundo tem um lago.
– Verdade!
– Felicity! — fala Oliver depois de um tempo. — Eu vim aqui pra pensar, estou acostumado a ficar sozinho quando venho pra cá, mas já que você está aqui, quer ir conhecer a cidade? — sua voz é cheia de dúvida.
– Claro! — falo animada. — Pra onde pretende me levar Sr. Queen?
– Acho que só irá descobrir quando chegarmos Srta. — Alguma dica de como devo me vestir?
– Vá com algo bonito, que você possa dançar! — ele fala. Descemos as escadas, andamos até a nossos respectivos quartos.
Vou até a minha mala e a reviro procurando algo legal pra se vestir. Depois de muito tempo desisto e vou até o quarto de Thea.
– Oliver vai me levar pra algum lugar legal pra dançar e eu não tenho roupa, pode me ajudar? — eu sou muito direta.
– Claro! — fala animada. Ela me leva até o closet e juntas olhamos todos os vestidos. Depois de muito, muito tempo, escolhemos um preto justo que vai até o meio das cochas. Com detalhes de uma renda grossa encima.
– Então, Fel, o que rola entre você e o meu irmão? — pergunta enquanto me ajuda a procurar o lápis de olho.
– Nada! Por que? — falo rapidamente e ela me olha.
– Não minta pra mim! Vocês brigam como um casal, mas agem como amigos! Eu aposto minha coleção de sapatos da Louis Vuitton que vocês transaram ou transam! — fala abertamente me fazendo corar.
– Não da pra esconder nada de você, não é? — pergunto e ela balança a cabeça positivamente. — Embora tenhamos começado com isso há menos de três dias, eu e ele somos meio que... Amigos coloridos... — ela me olha com o maior sorriso do mundo.
– Você ta brincando, não é? — pergunta rindo. — balanço a cabeça negativamente — Eu e Roy começamos a namorar pois eramos amigos coloridos... O que acabou não dando muito certo. — ela fala e eu a olho espantada.
– É, mais nem pense que isso acontecerá com a gente. Eu e ele só funcionamos no sexo mesmo! Fora dele somos como cão e gato. — ela me olha rindo.
– Como quiser... — fala ainda sorrindo. — Mudando de assunto, você esta linda! — ela me olha e sorri. — Se o relacionamento de vocês é a base do sexo, então se prepara porque hoje tem! — eu a olho espantada e ela ri da minha cara. — Vai logo que ele deve estar esperando! — fala e me empurra pra fora do quarto.
Saio rindo e desço as escadas devagar. Minha maquiagem é leve, mas meu batom é bem vermelho. Meu cabelo está solto e eu estou com um salto dez preto.
– Wow! — ouço depois que chego no ultimo andar e procuro o ser humano que "falou" aquilo. — Você está linda! — fala Oliver me olhando de cima a baixo.
– Você também! — falo o olhando. Ele está com um paletó preto, uma camisa verde clara e calça preta. — Mas não bonitA, bonitO, por que você homem -conserto ele ri.
– Não se preocupe, eu entendi. — ele fala me olhando com malditos olhos verdes. — Vamos? — pergunta me tirando de um onde eu tinha pensamentos nada próprios.
– Claro! — respondo meio confusa.
Ele vai comigo até o carro dele, entramos no carro e vamos até o lugar que o Oliver ainda não me falou qual é' em silêncio, mas não o constrangedor, o silêncio confortável.
– Milady! — fala Oliver em um tom de brincadeira enquanto puxa a cadeira pra mim sentar.
– Obrigada Sr. Queen! — respondo no mesmo tom. Ele senta na cadeira dele. — Então, pode me dizer o motivo de estarmos aqui?
– Estamos aqui porque: primeiro, esse é o melhor restaurante da cidade e segundo, foi onde meu pai me contou que eu ia ter uma irmãzinha, mesmo ela não sendo filha do meu pai, eu ainda considero
esse lugar o lugar onde eu passei o melhor dia da minha vida. — ele fala sorrindo.
– Então ta! — sorrio.
Nosso jantar foi normal, conversamos sobre todos os assuntos imagináveis, mas quando deu 22:00, as luzes se apagaram, e logo depois
se acenderam luzes de balada acompanhadas de uma musica alta contagiante.
– E ai, o que achou? — pergunta Oliver inclinando a cabeça perto do meu ouvido pra poder escuta-lo.
– Achei incrível! — respondo fazendo o mesmo. Dançamos assim durante umas duas horas seguidas.
Saímos do restaurante/boate mais ou menos umas três da manhã. Ambos estávamos bêbados e cansados. Pegamos um táxi por insistência minha. Oliver estava muito bêbado pra dirigir. Quando chegamos na casa, subimos as escadas como zumbis.
– Boa noite Oliver! — falo abrindo a porta do meu quarto. Ele murmura alguma coisa que eu não entendi, se aproxima e me beija. Depois de um longo período de pegação no corredor, ele me puxa pro quarto dele. — Olie, eu não to afim. — ele me olha com um olhar meio sonolento.
– Nem eu. — fala se jogando na cama e me puxando pra perto dele. — Só não conseguirei dormir sozinho. Fica comigo? — pede com uma carinha de cachorro abandonado. Eu balanço a cabeça positivamente e ele sorri me puxando pra deitar em seu peito. Algo no meu coração se aquece, me sinto protegida.
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