Journey

23 Veintitrés


Notas iniciais
Eu tentei, amigos, eu tentei...

Sentado no chão e recostado na parede perpendicular ao elevador, Dean aguardava, abraçado a sua grande caixa de guitarra. Já tinham se passado quase quinze minutos e nem sinal de Cas.

Estava tão distraído lendo os endereços das outras lojas escritos na caixa que só se deu conta do homem que passou andando bem na sua frente quando este já estava no elevador. Não conseguiu ver muito de seu rosto, mas ele era loiro e usava blazer.

Olhou para o fundo do corredor e viu que a porta laranja estava totalmente aberta. De lá, o rosto de Cas surgiu.

– Ele já foi? — sussurou para Dean

– Ele quem?

– O Balthazar.

– Ah. — então aquele tinha sido seu primeiro encontro não oficial com o famoso Balthazar — Já sim.

Castiel fez sinal para Dean entrar.

As compras foram todas deixadas no chão, exceto pelo saquinho do walmart com o box de Star Wars, que foi cuidadosamente depositado em cima da cama.

– Ok, que porra foi essa? — Dean foi direto ao ponto — Eu abri o jogo pro Sam e eu tô tremendo até agora. Por que só eu tenho que me arriscar?

– Primeiro de tudo, eu não tô te escondendo do Balthazar. Quer dizer, eu omiti alguns detalhes... — Castiel desviou os olhos — Ele não sabe que você tá dormindo aqui permanentemente, mas ele sabe que eu não tô sozinho. E isso é sempre um problema pra ele...

– O que você quer dizer com isso?

– É que depois do incidente com os hippies, ele não confia muito nas pessoas que eu trago pra dentro de casa. Mas ele não conhece você, Dean... Se eu falar que a gente tá junto ele vai achar que você só se aproximou pelo dinheiro. — Castiel suspirou — Impressionante como o problema é sempre esse maldito dinheiro.

– Então sua brilhante solução é fingir que eu não to aqui?

– Bem, é — deu um sorriso sem graça — Mas era a única saída. Ou você preferia marcar uma hora pra ir na sala do Balthazar conversar? — Dean não respondeu nada — É, foi o que eu pensei.

– Quer saber, — Dean disse, sem confiança nenhuma — e-eu vou falar com o Balthazar.

– Sei. — Castiel riu e deu dois tapinhas no rosto de Dean — Você mal conseguiu falar com o seu próprio irmão.

– Mas eu falei e é isso que importa. — Dean sentou-se na cama e procedeu a tirar o plástico do seu dvd — Você não acha que foi corajoso?

– Bem, se a gente for ver pelo ponto de vista de que eu não tinha nenhuma esperança de que você ia fazer aquilo, é, acho que foi sim.

– Não acredito que você acabou de dizer isso. — Dean colocou o dvd no aparelho — Cara, essa sua falta de confiança em mim me entristece. — falou em tom de brincadeira — Sinceramente, eu vou é ver meu filme.

Castiel riu e entrou no banheiro. Voltou de lá dez minutos depois enrolado numa toalha e começou a remexer a arara de roupas. Dean estava deitado na cama, com os olhos focados na tv e de repente, foi obrigado a mudar de foco quando Castiel começou a se esticar, fazendo todos os músculos de suas costas se contraírem.

– O que você tá olhando? — Castiel perguntou, enquanto colocava uma cueca por debaixo da toalha

– Você tá na frente da tv. — Dean disse, se forçando a olhar pra tela, de novo.

– Desculpa — Cas se afastou de onde estava e colocou sua camisa azul-clara de botões, meio mal fechada, pouco antes de se jogar na cama ao lado de Dean — Que filme é esse?

– O Império Contra-Ataca. — respirou fundo — Silêncio, por favor.

– Ah, foi mal. — Cas se deitou lateralmente, com a cabeça apoiada em uma das mãos e com a outra mão mexendo no cabelo de Dean, depois descendo para a testa e para o nariz.

– O que você tá fazendo?

– Nada. — ele disse, continuando o movimento — Você é muito bonito.

– Eu sei, obrigado. — suspirou, enquanto os dedos de Cas seguraram a borda da camiseta de Dean e suavemente foram levantando-a até deixar seu abdômen a mostra. Os dois se entreolharam. A mão de Cas foi percorrendo os contornos que o peitoral de Dean faziam, até passar pelo seu abdômen e — Não, espera!

Dean afastou a mão de Cas, correu para desligar a televisão e voltou para o seu lugar.

– Não queria correr o risco de fazer contato visual com o Jabba. Mas continuando... — tirou sua jaqueta e com a ajuda de Cas, a camiseta. Ambos estavam de joelhos na cama.

O moreno começou a deslizar as mãos pelos braços de Dean enquanto o loiro desabotoava a camisa azul de Cas por inteiro. Cas removeu a calça jeans de Dean assim que se posicionou sobre ele na cama. Dean conseguiu sentir que as coisas estavam bem quentes por debaixo da cueca de Cas e relutante, se rendeu ao impulso de tocá-la.

– Ei! — Castiel deixou escapar um grito e cobriu sua mão com a boca — Eu vou pegar as coisas, só um segundo.

Saiu de cima de Dean e correu para o banheiro, onde as compras da farmácia foram guardadas. Dean levantou sua própria cueca para ver como tudo estava lá embaixo, mas Castiel voltou logo, com a mão segurando firme o que estava por dentro da cueca.

– Você vai ser o ativo? — Dean perguntou, apontando para seu volume — O que eu devo fazer com isso, então?

– A gente pode alternar depois. — Castiel correu enquanto se despia — Você quer mesmo fazer isso?

– Sim, rápido!

Dean então se posicionou, enquanto Cas abaixava as cuecas do loiro e massageava seus ombros.

– Você tá muito tenso, tem certeza que quer continuar com isso?

– Eu juro que se você continuar me perguntando isso eu vou ligar a porra do film... Ah! — Dean gritou — O que foi isso?

– Não é nada ainda, é só a minha mão. — respondeu, terminando de passar o lubrificante e em seguida colocando as mãos sobre os quadris do loiro — Você é muito bonito, Dean.

– Por favor, não diga isso enquanto você olha pra minha bunda.

– Eu não to olhando pra sua bunda, eu to olhando pras suas costas.

– Olha quem fala, você já viu as suas? Provavelmente não, porque elas ficam atrás mas... — começou a sentir a pressão e apertou a colcha da cama — Ah... Ai meu Deus...

– Você quer que eu pare?

– N-não... — sua respiração ficou pesada e toda a tensão de seus ombros foi embora de uma vez só — Ah, Cas... — sua voz era arrastada.

Toda vez que Dean tentava suspirar, deixava escapar gemidos baixos. Castiel acariciava suas costas e depositava beijos por ela toda.

Castiel foi se afastando, a medida que seus quadris descolavam um do outro. Se deitou sobre a cama e esticou o cobertor por cima dos dois. Passou os dedos pelos cabelos de Dean, trazendo sua cabeça mais para perto. Dean se recostou em Cas.

– Foi tudo bem, Dean? Você tá bem? — o loiro ainda tinha a respiração acelerada quando fitou os olhos preocupados de Castiel. Dean não respondeu, apenas soltou uma risada leve, entre suspiros.

– Você é um bom amigo, Cas.

– O quê? — Castiel o olhou com a mesma expressão zangada de quando Dean disse isso na farmácia

– Brincadeira... — fez um cafuné nos cabelos escuros do outro — E só para constar, — Dean levantou o cobertor e passou os olhos pelo corpo de Cas, respirando fundo — Deus do céu, como você é bonito.

Notas finais
#TeamBottomDean desculpa, mundo. Beijos e até o próximo!