Journey

27 Veintisiete


Notas iniciais
Oeee! Tá meio difícil de escrever rápido esses capítulos. Provavelmente porque tá na fase final e tal, ou porque, minha nossa, tá muito calor nessa cidade. Mas aqui está, obrigada pela paciência, vocês são uns amores mesmo!

As paredes do estúdio eram todas de madeira, exceto pela sala de gravação, onde Lucy e Sam estavam. O primeiro parecia irritado e o outro tentava acalmá-lo, apesar de que não dava para ouvir nada do que eles diziam do lado de fora do vidro.

Gabriel estava sentado de qualquer jeito numa cadeira encostada na mesa de som, mexendo no celular.

– Não olhem pra mim, tá? — Gabriel falou, enquanto Dean e Castiel o encaravam — Foi só uma briga de banda, gente, acontece...

Gabriel pegou o microfone da mesa, para que Sam e Lucy pudessem ouvi-lo da sala de gravação.

– Queridos, daqui a meia hora o ensaio de vocês acaba e eu vou ter que chamar a outra banda. Como é que vai ser? A menina vai voltar ou o quê?

– Por mim a gente continua sem aquela mimada! — Lucy respondeu no microfone, que foi logo tomado por Sam.

– Desculpa por isso tudo, Gabriel. — falava meio sem jeito, arrancando um sorriso de Gabriel — Mas é que a Ruby não aceita tocar sem as "baquetas da sorte" dela e elas sumiram. Se você puder esperar só um pouquinho...

– Desiste, cara. — Lucy revirou os olhos — Se ela vai foder com a banda por causa de uma porra de baqueta, eu também quero que ela se foda. Vai sem ela mesmo.

– Mas a gente já não tem baixista, não dá pra ficar sem baterista também.

– Ei! — Gabriel deu duas batidinhas no microfone, para chamar atenção — Eu não faria isso por qualquer um, mas se vocês quiserem continuar o ensaio, o Castiel pode tocar com vocês.

– Eu?

– Mas isso não é contra as regras? — Sam perguntou

– É só um ensaio, gato.

Sam e Lucy se entreolharam e concordaram com a proposta. Gabriel empurrou o irmão para dentro da sala.

– Tudo bem por você, né, Cassie?

– Na verdade, faz muito tempo que eu não toco bateria, eu não sei se...

– Não seja modesto, vai lá e arrasa.

Gabriel ficou sentado na mesa de som, ajeitando os botões, enquanto Sam e Lúcifer passavam os detalhes da música para Castiel. Dean também sentou-se a mesa de som.

– Isso tem dedo seu, não tem? — sussurou

– Ai, Deano, você pensa que eu teria coragem de fazer alguma coisa contra alguma banda? Eu sou muito profissional, tá? — Gabriel suspirou — Além de que eu nunca faria nada que pudesse prejudicar alguém tão amável como o Sam.

– Hm, Gabriel? — Sam falou — Seu microfone tá ligado.

– Eu sei. — piscou para Sam, que achou engraçado o ato inusitado, mas logo recolheu o sorriso quando viu os olhos sérios de Dean.

Castiel tentava se familiarizar com a bateria. Era só seguir a tablatura, não tinha erro. Lucy fez os últimos ajustes na sua guitarra e se apossou do microfone de Sam por dois segundos.

– Essa canção se chama "Lúcifer in the Sky with Diamonds".

Dean tossiu, sentindo vergonha alheia pelo trocadilho, mas logo começou a prestar atenção, não exatamente no modo como Lucy tocava as notas pesadas e de qualquer jeito, ou na voz afinada de seu irmão que em um segundo se transformava em um grito raivoso, mas sim em Cas.

No começo, Castiel tocava gentilmente, sem muita certeza do que estava fazendo. Mas, à medida que a música foi ficando mais pesada, agarrou as baquetas com mais força e as batia contra o instrumento, fazendo os músculos do seu braço se contraírem.

– Opa. — Gabriel empurrou o queixo de Dean para cima, fechando sua boca — Nada de babar na minha mesa de som.

– O qu... Eu não...

– Tá, tá, fica quietinho, por favor. O Sam ainda tá cantando. — colocou os cotovelos sobre o cantinho da mesa e apoiou a cabeça nas mãos.

– É, meu pai está oficialmente demitido. O Sammy é bom de verdade. — Dean comentou, bastante satisfeito — Eu não entendo por que ele nunca disse que queria cantar. Tipo, o estilo é totalmente diferente do da nossa antiga banda, mas...

– Você consegue sentir a emoção dentro da alma, — Gabriel falou, hipnotizado — eu entendo profundamente.

– Não era isso que eu ia dizer, mas sim, é bem intenso. — olhou de novo para o fervor com que Castiel batia nos pratos — Bem intenso...

Gabriel virou os olhos para Dean e deu uma risadinha.

***

– Que horas acaba o ensaio mesmo? — era de manhã e Dean e Castiel dividiam o elevador

– Na mesma hora de ontem. Por quê?

– Sei lá, a gente podia terminar de ver aquele Star Wars. — Dean sugeriu, virando os olhos pra Cas — Você sabe...

– É uma ótima ideia. — Castiel sorriu, deixando se prender pelos olhos de Dean, mas logo voltando a si — Se bem que eu não sei, hoje vão ter duas bandas a mais, já que a gente chegou meio atrasado ontem e acabou perdendo as duas primeiras.

– Ah, que demais. Mais duas bandas desconhecidas. — falou com um falso entusiasmo bastante óbvio.

– Desculpa, eu sei que eu não te dei muita atenção ontem, mas é que...

– Não, tudo bem. Se o tio Baltha achar que você tá deixando de trabalhar por minha causa, não vai ser bom pra nenhum de nós dois.

Castiel suspirou tristemente enquanto adentravam o estúdio.

Gabriel estava sentado no mesmo lugar do dia anterior, com um celular entre o ombro e o ouvido, outro em uma das mãos e tentando ajeitar os botões da mesa de som com a outra mão.

– Castiel, seu cretino, achei que você ia me abandonar aqui. — entregou-lhe um dos telefones — Aqui. Confirma tudo que os patrocinadores quiserem. Ainda bem que a primeira banda não chegou ainda, porque eu tô enroladíssimo.

Cas sentou-se na outra cadeira e começou a trabalhar. Dean ficou rondando o estúdio e mexendo em tudo, sem saber o que fazer.

– Ô mosca varejeira, — Gabriel interrompeu seu telefonema e gritou para Dean — pode ir embora já.

– Mas... — olhou para Cas procurando suporte, mas o outro não entendeu o sinal, então Dean arregalou mais os olhos, apenas deixando-o mais confuso ainda.

– Ah... Ah, tá! — Castiel caiu em si — Ah, Gabe, deixa ele ficar.

– Desculpa, Deano, hoje eu não tô podendo. Eu tô irritado só de ver você fazendo nada. — suspirou — Se você quiser ficar, vai ter que ajudar.

– Tudo bem. — uniu as mãos em uma palma — E o que eu tenho que fazer?

– É pouca coisa. Primeiro, pede pro Balthazar o endereço do costureiro e vai lá buscar os figurinos do festival. Depois, checa lá na recepção se alguém deixou alguma encomenda pra mim e...

– É, vou dar uma volta. Valeu, gente.

– E pode me trazer um café com leite. Sete gotas de adoçante, nenhuma a mais, nenhuma a menos. Você quer alguma coisa, Cassie?

– Um Chai L...

– É, nada, foi o que eu pensei. Aproveita, deixa esse bilhete no quarto do Sam, sem abrir pra fuxicar, por favor. E também, faz essa barba que, honestamente, tá uó. Acho que é só. Muito obrigado, Deano.

– De nada. — Dean suspirou e foi se arrastando até o botão do elevador. Distraiu-se acenando para Cas que nem viu quando a porta do elevador abriu e uma moça de cabelos vermelhos saiu de lá.

– Dean! — ela sorriu, radiante — Nunca mais te vi por aqui.

– Olá, é...

– Anna.

– Isso! Anna. Desculpa, tudo bom com você? — respondeu meio nervoso — Eu, eu tenho que ir agora, tchau. — se enfiou no elevador e apertou o botão compulsivamente até a porta fechar.

Notas finais
Supernatural volta hoje, OH GOSH. Eu li uns spoilers que eu queria conseguir desler. Ai, por que essa série é assim? JFKSKDKDKD *cries* Enfim, muito obrigada pela atenção, até depois!