Notas iniciais
Enjoy the capítulo. ;)

Castiel e Dean dividiram o elevador com uma senhora idosa, que ficou posicionada entre eles.

– Acho que amanhã o tempo vai virar. — ela tentou puxar um assunto desses de elevador.

– Eu não sei, acho que nunca mais vai parar de fazer sol. — Dean respondeu com um sorriso forçado, mas bem convincente.

– Às vezes, é o que parece, né? — ela complementou. Quando chegaram ao 26° andar, a moça saiu — Boa noite, meninos.

– Boa noite. — eles responderam juntos.

Cas virou os olhos para Dean.

– Tem câmeras aqui. — Dean respondeu — Só mais quatro andares.

Andaram num passo rápido até o quarto. Cas trancou a porta laranja por dentro e olhou para Dean.

– Pronto. — sorriu, quase ao mesmo tempo que passou os dedos pelos cabelos loiros de Dean e o puxou mais perto para um beijo. Dean passou a mão pelas costas de Cas, fazendo o paletó preto cair no chão.

Rapidamente, os dois seguiram para a cama, onde Dean ficou por cima tentando desatar a gravata azul do outro. Assim que conseguiu, Castiel inverteu a posição, voltando a comandar os beijos.

As mãos de Dean escorriam suavemente entre os botões da blusa de Cas, tentando abrir espaço, mas o moreno foi mais rápido e arrancou a camisa de uma vez.

Àquela altura, Dean já sentia a calça mais apertada e os botões de sua camisa já estavam quase todos desfeitos. Cas não parava de atacar seus lábios e depositar beijos pelo seu pescoço, então Dean apoiou os dedos na borda da calça dele.

– Espera... — Castiel falou, entre suspiros — Você tem certeza de que você quer fazer isso?

– Tenho. — Dean desabotoava depressa a calça de Cas.

– Acho que é melhor a gente continuar só nos beijos por enquanto. — disse, segurando o fecho.

– M-mas... Você já fez isso antes, né? — Dean perguntou

– De todas as maneiras possíveis. — Cas arregalou os olhos — Mas você não. Pelo menos, eu acho que não. Você...?

– Você quer dizer Brokeback Mountain? Não, nunca.

– Então é melhor deixar pra depois — Cas anunciou, saindo de cima de Dean e se jogando ao lado dele na cama — Desculpa.

– Por quê? — havia uma ponta de decepção na sua voz

– A gente precisa de camisinha. E lubrificante, isso é muito importante.

– Nesse caso... — Dean suspirou

– Eu não quero machucar você. — passou a mão pelos cabelos de Dean e foi descendo o dedo pelos contornos de seu rosto.

– Qual é, cara... — Dean revirou os olhos — Eu não tenho medo de você.

Ficaram daquele jeito por mais algum tempo. O único som do ambiente eram as suas respirações ofegantes.

Do nada, Castiel começou a dar risada.

– Qual é a graça?

Castiel apontou para as calças ainda volumosas de Dean, que instantaneamente ficou com o rosto vermelho.

– É, ri bastante. Isso é culpa sua. — levantou da cama, terminou de desabotoar a camisa e tacou-a na cara de Cas — Eu vou no banheiro colocar o pequeno Dean pra dormir.

Uns vinte minutos depois que Dean entrou no banheiro, Cas gritou do quarto.

– Ei, o que aconteceu com a sua guitarra?

– O Sam quebrou. — gritou de volta

– Você tem como comprar outra?

– Até chegar em casa, não. Mas depois eu dou um jeito, construo uma nova, sei lá. — colocou as calças em cima da pia — Cara, você tem uma bermuda pra me emprestar?

– Pensei que você não usasse bermuda. — Cas falou, abrindo uma fresta da porta do banheiro e entregando a roupa a Dean.

– Não em público.

Quando Dean voltou do banheiro, Cas já estava acomodado na cama, parcialmente dormindo.

– Você já vai dormir? — Dean perguntou

– Muito sono. — bocejou — Eu ouvi muitas bandas hoje.

– Ah, é verdade, a eliminatória. — sentou-se na cama — O Sam passou?

– Sim. A banda em si não é muito diferente da maioria, mas ele consegue mudar de tom muito rápido, é bem impressionante.

– Sério? — Dean riu — Acho que nunca ouvi ele cantar. Também, as nossas conversas recentes não têm sido exatamente amigáveis. — olhou para o lado e os olhos de Cas estavam fechados — Não acredito que você dormiu! Cara, eu tava falando com você.

Dean então soltou um suspiro e deitou-se na cama de costas para Cas. Tomou um susto quando sentiu as mãos de Cas se agarrando ao seu corpo.

– Por favor, não fica zangado. Eu to muito feliz que você tá aqui.

Dean sorriu e colocou sua mão por cima da dele.

A manhã seguinte começou bem agitada. Cas estava terminando de vestir um colete sobre uma blusa vermelha quando viu que Dean estava abrindo os olhos. Começou a chacoalhá-lo.

– Levanta, Dean, levanta! Nós vamos fazer muitas coisas hoje.

– Você não tem que trabalhar ou alguma coisa assim? — falava ainda sonolento.

– Eu não vou ficar fazendo tudo que o Balthazar manda, que nem o Gabriel faz. — falou catando as roupas originais de Dean do chão — Meu trabalho é ser jurado no sábado e só.

– E o que você vai fazer depois de sábado?

– Sei lá, eu não quero pensar em sábado, eu quero pensar em hoje.

Assim que Dean se vestiu, foi puxado por Cas até o elevador. Comeram qualquer coisa no segundo andar e desceram para a recepção.

– Para onde a gente tá indo?

– Um monte de lugares.

– Tá, você pode ser mais específico, Cas?

– Você vai ver quando a gente chegar lá. — disse, tirando um par de óculos de sol redondos do bolso e colocando. Dean soltou um riso discreto. — O que foi?

– Nada, é que... Esses oculinhos. Isso é muito hippie.

– E quanto a sua tatuagem tribal, hein? — deu um tapinha no peitoral de Dean.

– Ei, aquilo não é nada hippie, tá? — Dean se sentiu ofendido — o que tem de errado com ela?

– Eu até gosto dela, só queria mesmo fazer você ficar vermelho. — parou um pouco antes de saírem do portão e colocou as duas mãos no rosto de Dean, como se fosse beijá-lo.

– Aqui não, Cas. Pode ter alguém vendo.

– Mas é só um beijo. Qual o problema?

– Olha, por favor, não fique triste comigo. É só que... eu ainda não falei pro Sam e eu também não quero que algum dos amigos estranhos dele conte antes de mim. Tudo bem se a gente manter isso só entre nós? — Castiel recolheu os braços e olhou para baixo — Droga, você ficou triste.

– Tudo bem, Dean, eu não me importo. — levantou o rosto.

– Eu não acredito que tá tudo bem. Eu ia me sentir muito melhor se você demonstrasse raiva.

– Ok. — Cas suspirou — Eu não estou com raiva, apesar de que eu fiquei sim um pouquinho triste de primeira, mas eu não quero pressionar você. Isso tudo ainda deve ser muito novo, é difícil, eu entendo.

– Não, não é isso. É só pelo Sam. Eu não quero que você pense que... Cas, eu me sinto horrível fazendo isso.

– Ah, Dean, por mim, a gente pode esconder para sempre. — Cas disse parecendo bastante sincero — Só de ter você por perto, eu já estou feliz o suficiente. De verdade.

– Não ache que é por vergonha ou sei lá o quê. Não é. Eu gosto de você do jeito que você é. — tirou os óculos redondos de Cas e colocou em si — Olha, eu posso usar isso pelo resto do dia para provar.

– Não precisa fazer isso. — uma risada escapou de Cas, no meio da ponta de tristeza que antes parecia querer tomar conta do garoto — Quer saber? Chega desse assunto, vamos! — segurou a mão de Dean e voltou a puxá-lo.

Notas finais
Eu adoro a vida, porque sempre aparece uma imagem de Destiel quando eu pesquiso brokeback mountain no Google. Anyway, até capítulo que vem.