Journey

31 Treinta y uno


Notas iniciais
Migos, eu praticamente escrevi uma palavra por dia. Demorou mas chegou. Então recapitulando, essa é a parte que o Dean vai explicar pro Cas que traição é traição, romance é romance, amor é amor e um lance é um lance aksajdkls ai, ignorem. Feliz capítulo.

– Espera, não é nada disso! Eu não traí ninguém! — Dean entrou em pânico e se pôs na frente de Castiel, segurando-o pelos dois braços — Você tem que acreditar em mim, Cas!

– Tudo bem, Dean. — seus olhos estavam aguados, mas sua voz não era de tristeza

– Foi só um beijo, Cas, e a gente ainda nem tava junto de verdade. — Dean falava, tentando enxugar as lágrimas do outro — Qual é, cara, foi no mesmo dia que você beijou um monte de gente naquela festa.

– Eu sei. Eu não tô zangado, eu juro.

– Mas você tá chorando, Cas! — Dean chacoalhou a cabeça em negativa — Sério, cara. Grita comigo, me dá um soco, mas não chora.

– Eu não sei por que eu tô chorando. Não é uma coisa que eu controlo. — colocou as mãos sobre os olhos, encontrando a umidade — Eu só sei que quando eu vi você e aquela moça, eu... senti ciúmes. Talvez eu não seja tão desprendido quanto eu achava que era.

– Vem aqui. — Dean puxou Cas para um abraço, que o moreno hesitou, mas depois resolveu corresponder — Desculpa, tá? Desculpa. Eu não queria fazer você chorar.

Anna tossiu para chamar atenção. Sim, ela ainda estava lá. Os dois se separaram rapidamente.

– Olha, desculpa pela confusão toda. — ela falou — Eu realmente não sabia.

– Ah, tá tudo bem agora, deixa prá lá. — Dean sorriu para Cas, que sutilmente abraçou a cintura do loiro e encarou Anna, tentando parecer intimidador. A moça então se afastou dos dois, metade constrangida e metade achando graça.

Os dois então resolveram caminhar pela beirada do mar, mas não perto o suficiente para serem tocados pelas ondas. Cas não estava mais chorando e o coração de Dean já tinha voltado a bater na frequência normal. Entretanto, permaneceram em silêncio. A festa estava ficando muito para trás e o barulho da música já não passava de um ruído.

– Eu só tô um pouco desapontado. — Cas disse de repente — Sério, você podia ter me contado.

– Desculpa, eu... — respirou fundo — Eu me preocupei demais e fiz o problema dobrar de tamanho. É claro que eu deveria saber que você não ia se importar. — olhou meio incerto para Cas — Então estamos bem?

– É, eu acho que sim. — sorriu e deu dois tapinhas no rosto de Dean, que puxou Cas inesperadamente, unindo seus lábios no do outro e depois puxando sua cabeça para mais perto, encaixando-a melhor e tornando o beijo mais profundo. Cas arqueou as sobrancelhas de surpresa, mas depois foi deixando a tensão de lado e se derretendo.

Assim que partiram o beijo, nenhum dos dois sorria.

– Eu vou sentir sua falta...

Os olhos de Cas eram tristes.

– Sério, eu tô me segurando pra não fazer um discurso brega de despedida. — Dean falou numa tentativa superefetiva de descontrair o ambiente.

– É sério? — Castiel riu.

– Não me encorage. — com bochechas já começando a corar, Dean abaixou os olhos — Eu só queria dizer que eu...

– Geeeeeente! — um Gabriel vinha correndo na direção dos dois, tirando Dean de sua nuvem de constrangimento — O Sam!

– O que tem o Sam? — Dean perguntou, mas Gabriel não respondeu nada, só fez um gesto para que os dois o seguissem e saiu correndo.

Cas e Dean olharam confusos um para o outro, mas logo começaram a correr também.

No lugar onde Gabriel parou, conseguiram avistar Lucy e Ruby muito bêbados carregando Sam, pelos braços e pelas pernas, bem perto da água.

– Ei! — Dean engrossou a voz e chamou a atenção dos dois, mesmo de longe.

– Relaxa, é só uma brincadeira. — Lucy olhou para Ruby — No três. Um...

– Ele tá dormindo, larga ele! — Gabriel tentava puxar Lúcifer pelo braço, mas não era forte o suficiente. — Rápido, Dean!

O Winchester mais velho disparou.

– Dois, três! — acelerou a contagem e os dois jogaram Sam no mar. Até tentaram sair correndo depois, mas estavam tão bêbados que caíram na areia e ficaram lá mesmo, se acabando de rir.

Dean nem teve tempo de se irritar com os dois. Jogou a camisa para longe e se afundou na água, voltando de lá segundos depois, puxando Sam para a areia. Agachou-se ao lado do irmão e pôs a mão perto do nariz, para ver se ele respirava direito.

– Ai, pelo menos ele tá...

– Sai! — Gabriel empurrou Dean, que se desequilibrou e caiu na areia. Em seguida, tampou o nariz de Sam e puxou seu queixo para performar respiração boca a boca. Sam arregalou os olhos, encontrando a boca de Gabriel colada na sua.

– O quê... — disse Sam, cuidadosamente afastando-o de si — Eu...

– Shh, não fala nada. — Gabriel olhava para Sam, aliviado — Menino, te jogaram na água, eu pensei que você fosse morrer.

– O-obrigado — falou, passando os olhos por todos que o rodeavam — Ei, Gabriel... — ainda estava bastante ofegante — isso era pra ser um encontro, não era?

Gabriel riu até ficar sem jeito.

– Talvez.

– Droga, eu pensei que essa pudesse ser a intenção. — houve uma pausa para reflexão — Mas eu também não tinha certeza porque... sabe, a gente não se conhece muito bem e...

– Foi muito precipitado? — Gabriel perguntou — Perdão, eu juro que tentei me aproximar mais de você, — levantou a cabeça para encarar Dean e gritou — Deus sabe que eu tentei!

– Não precisa pedir desculpas, eu gostava de ver você flertando comigo, — Dean resmungou qualquer coisa nessa hora — mas eu acho que a gente precisa de mais tempo... será que você consegue conviver com isso?

– Claro. Eu entendo. Tudo bem, Sammy. — Gabriel falou, sem ressentimentos, passando a mão pelos cabelos molhados do outro — I will survive.

Sam sorriu e se levantou, sacudindo a areia da roupa. Gabriel foi rápido para ajudar.

– Você não vai desistir, né?

– Não mesmo.

– Por mim tudo bem. — Sam deu de ombros e riu

***

Castiel voltou com um violão na mão.

– Você não vai tocar música de praia, né? — Dean levantou uma sobrancelha para Cas, que tinha acabado de se juntar a ele, Sam e Gabriel numa rodinha em volta de uma fogueira. Não havia quase mais ninguém ali, a festa já estava praticamente acabada.

– Música de praia numa festa na praia? — Gabriel foi sarcástico — Que os céus não permitam.

Castiel não deu a mínima, começou a fazer suas combinações de acordes e a produzir som. Todos naquela rodinha conheciam aquela introdução.

– Isso é I'm Yours? — Dean revirou os olhos e enfiou o rosto na palma da mão — Puta que pariu...

– Bem, é temático. — Sam disse, com uma toalha enrolada no cabelo e outra cobrindo as costas. — Você gosta dessa música, Gabe?

– Acho que ela devia ter ficado em 2009 que é o lugar dela. — colocou os braços por trás da cabeça e recostou-se na areia — Mas você tem razão, combina com a vibe.

Mas a conversa só se estendeu durante a introdução, pois quando Cas começou a cantar, Dean fez questão de que todo mundo calasse a boca. Ele meio que gostava de ouvir Cas cantar.

– There's no need to complicate, our time is short. This is our fate, I'm yooours... — a voz de Cas era suave e Dean começou a ter um daqueles momentos de prestar atenção numa letra de música e achar que ela se aplica a sua vida.

Ruby e Lucy estavam perto da rodinha, porém jogados de qualquer jeito no chão da praia, dormindo.

– Você vai deixar eles aí? — Gabriel sussurrou para Sam

– Acho que sim. Por que? Você tem alguma ideia melhor?

– Bem... — Gabriel deu uma risadinha — Se você quiser se vingar, você pode colocar os dois na mesma cama, pra eles acordarem pensando que passaram a noite juntos.

– Woah, que malígno. — seus lábios se inclinaram para o lado — Eu gosto do jeito como você pensa.

Gabriel sorriu consigo mesmo.

Notas finais
Acabando o capítulo numa parte feliz, só pra variar. Não se acostumem. HUAHAH Té mais, seus lindos. Obrigada pela atenção. ^^