Journey

32 Treinta y dos


Notas iniciais
Oi, então, a demora. Eu comecei um anime novo e saiu Deadpool 7 no jornaleiro. Mas além disso, não sei pq, mas esse final tá trabalhoso pacas. Eu acho que no máximo, a gente tem mais três capítulos pela frente. Espero que esteja legal. :)

Dia do festival. Gabriel surtava por uma coisa diferente a cada quinze segundos, apesar de que tudo estava em perfeita ordem, exceto talvez pelo céu acinzentado.

– Tudo menos isso! Eu não trabalhei tanto pra um temporal vir e acabar com tudo. Sinceramente, é o fim. Os deuses devem estar zangados com a gente.

– Você sabe por que o céu tá cinza? — Dean sussurrou para Cas — Porque todo azul está nos seus olhos.

– Como você é tosco, Dean. — Castiel passou o braço pelo pescoço de Dean e começou a fazer cafuné nos seus cabelos, enquanto Dean não parava de rir.

– Olha, se vocês não sossegarem, eu vou sacrificar o Dean como oferenda para os deuses!

– Ei, por que só o Dean? — Dean perguntou

Gabriel colocou a cabeça pra fora da cortina, para ver o palco.

– Tá bem cheio, os caras da tv já chegaram, cadê o Balthazar?

– Eu vou lá ver se ele tá no escritório. — Castiel correu

– Espera aí, você disse tv? — Dean segurou Gabriel pelos braços — Isso vai passar na tv?

– Ué, é claro. De nada pelos cinco minutos de fama.

Dean largou Gabriel e correu para procurar Sam.

– Sam? — entrou na tenda, atrás do palco, onde uma espécie de camarim/salão de beleza estava montado. Muitos espelhos, secadores, tesouradas, araras de roupa, gente pra lá e pra cá e um cheiro muito forte de formol. Sam estava com um monte de papel alumínio no cabelo, mexendo no celular.

– Sam, você assinou alguma coisa relacionada a aparecer na tv?

– Sim, por quê?

– Porque, pergunta valendo um milhão, quem passa o dia todo vendo tv?

– Ai, qual é, Dean, quais as chances de o papai estar vendo exatamente esse canal? Vai dar tudo certo. — voltou a se concentrar no celular — Olha só, vinte e oito chamadas perdidas.

– O que é isso no seu cabelo?

– Luzes. — tossiu, um pouco irritado por Dean estar perdendo o foco — Você acha que a gente deve ligar de volta? Pra falar que no fim do dia a gente já vai pra casa?

– Por que você resolveu se preocupar com isso agora? — Dean puxou uma cadeira que não estava sendo utilizada — E aquela história de "não vou abandonar minha banda" e "estou vivendo pela primeira vez na vida"?

– Honestamente... a banda esfriou. — olharam para o lado, onde Lucy e Ruby estavam sentados, cada um debaixo de um daqueles secadores de cabelo em forma de capacete, lendo revistas e evitando um ao outro — E eu percebi que talvez não seja isso que eu queira fazer pelo resto da minha vida... E pensando melhor, eu não tenho ideia do que eu quero fazer da minha vida.

– Mas você canta...

– Sim, eu adoro cantar, mas talvez isso seja só um passatempo. Eu não sei. Eu preciso ir pra casa pensar um pouco.

– E se vocês ganharem hoje?

– Acho bem difícil, hein. — voltou a encarar o celular — Olha, tem ligações não só do tio Bobby, mas do papai também. Se ele já tá preocupado, eu realmente acho que a gente deveria...

– Não! — Dean abaixou o celular de Sam

– O que foi? — Sam parecia não entender, mas depois seu entusiasmo foi gradualmente aumentando — Ah... Espera aí, isso é por causa de você e o Cas? Opa! Tem sentimentos envolvidos, não tem? Dean Winchester está em um relacionamento sério? É isso mesmo, senhoras e senhores?

– Sam, você acordou tão engraçado hoje, hein. — debochou — Mas sim, né? — deu de ombros e provavelmente corou um pouco, porque Sam fez um "aaaw" triste — Deixa de ser otário, eu to falando sério.

– Nesse caso, você fica e eu vou. Simples assim.

– Não é tão simples... — distraiu-se brincando com uma presilha de cabelo que encontrou na mesinha — Você sabe, tem o papai.

– O que tem o papai?

– Eu nunca vou conseguir contar pra ele.

– Você quer que eu conte pra ele?

– Não! Nossa, não! — Dean ficou encarando o chão — Eu nem consigo imaginar a reação dele.

– Bem, na pior das hipóteses, ele vai expulsar você de casa. Daí, pronto, você vai morar com o Cas.

– E o meu trabalho? — além da banda, Dean consertava guitarras com o pai

– O Gabriel pode te arrumar um trabalho aqui.

– Não se joga todas as suas responsabilidades pras outras pessoas.

– Caramba, quer parar de rebater tudo o que eu falo?

– Não é assim, Sam. — largou a presilha agressivamente — O cara cortou um dobrado pra cuidar da gente desde que a mamãe morreu. Eu não quero que ele me odeie. — Sam revirou os olhos — Eu sei que você não se importa com o que ele pensa, mas droga, eu me importo! O que eu posso fazer?!

– Tá, mas você não pode ficar se auto-sabotando. Uma hora ele vai ter que saber. — uma moça fez sinal para Sam, porque era hora de tirar o papel alumínio do cabelo — Eu tenho que ir, mas olha, a gente vai ligar pra casa e vai resolver isso tudo, você me ouviu?

– Ah, por telefone, que ótimo. — Dean afundou a cabeça nas mãos e só levantou quando o chão sob seus pés começou a tremer. Gabriel estava batendo o pé, parado na sua frente.

– Por favor, me diga que eu estou delirando.

– Você tá... delirando? Hã?

– FALTA MEIA HORA! VOCÊ NÃO TÁ PRONTO, DESGRAÇA! — berrou, puxando Dean pela orelha e levando-o para uma das cabines. Com bastante violência, tacou uma bolsa de roupas para Dean e sumiu de novo.

***

– Dean?

Dean viu Castiel pelo reflexo do espelho, enquanto terminava de abotoar suas mangas.

– Oi, Cas.

– O Gabriel te deixou usar terno? Sério?

– Quase isso. — virou-se de frente para Cas, revelando o bigode falso que usava. Catou o enorme sombrero que estava encostado no chão e colocou sobre a cabeça. — Que tal estoy?

– Nossa, eu preciso mesmo responder? — Cas ajeitou a gravata borboleta que Dean usava e puxou-lhe para um beijo. — Seu bigode faz cócegas.

Dean deu um sorriso fraco.

– Por que você tá assim? Você vai ser o melhor hoje no palco.

– Que isso, eu não tô nem competindo. — Dean suspirou. Era ridículo continuar evitando aquele assunto, os dois sabiam. Além de que era doloroso demais ignorar o que realmente estava acontecendo.

– Dean, — Cas quebrou o silêncio primeiro — não precisa ser desse jeito. Eu... eu posso falar com o Balthazar. Ele vai deixar você ficar. Ou se ele implicar muito, a gente vai... pro Nepal, pra Índia, pra qualquer lugar. O que você acha?

– E-eu... eu queria muito poder dizer sim. — largou seu enorme chapéu no chão e abraçou Cas com muita força

– Mas você tá dizendo não, né? — com cuidado, Cas partiu o abraço — D-desculpa, eu me precipitei. Eu entendo que não dá pra largar a sua família por alguém que você conheceu há dez dias.

– Não é isso, Cas...

– Tudo bem, não precisa se explicar, eu vou falar com o Balthazar sobre deixar vocês em casa.

– Não diz isso, a gente vai dar um jeito, eu só preciso falar a verdade pro meu pai e...

– Cruz credo, será que vocês não se soltam um segundo? — Gabriel apareceu e puxou os dois pelo braço — O Balthazar já tá no palco!

Cas ocupou o seu lugar na bancada do júri e Dean foi para os bastidores, atrás da cortina. Os concorrentes estavam reunidos por banda, fazendo aquecimentos vocais e testando acordes.

– Que legal a sua fantasia. — Sam aproximou-se de Dean. As pontas mais claras de seu cabelo caíam sobre sua blusa preta do Fall Out Boy.

– Só não é mais legal que o seu lápis de olho. — Dean respondeu no mesmo tom.

– Touché. — riu e um barulho de solo de bateria veio de seu bolso. Sam olhou o visor do celular e era o número de seu pai. Virou o celular para Dean. — Vamos resolver isso agora?

Dean pegou o celular na mão e selecionou o "ignorar".

– Não dá pra adiar isso pra sempre. — Sam balançou a cabeça em negativa, repreendendo-o — A propósito, você pode guardar meu celular enquanto eu estiver no palco?

– Posso. — e logo, Dean virou uma babá de celular, porque uns oito outros concorrentes resolveram lhe pedir a mesma coisa e ele dizia que tudo bem, pois só ia tocar no intervalo, depois da terceira banda (que por acaso era a banda de Sam).

Quando Sam entrou no palco, Dean tentou ficar espiando pela cortina. Se conseguiu ver alguma coisa, foi só um segundo de pessoas animadas com a apresentação e Sam majestosamente jogando os cabelos para trás, porque Gabriel logo lhe puxou de volta para dentro.

Entediado, Dean voltou para seu berçário de celulares. Todos estavam bem quietos, exceto pelo de Sam que fazia barulhos de chamadas perdidas. E eram muitas chamadas perdidas.

De repente, o aparelho começou a tocar de novo. Dean ficou olhando para o número de seu pai na tela e a tela ficou olhando para Dean.

– Ah, dane-se. — ele falou, enquanto selecionava o "aceitar".

Notas finais
Tá, eu só tenho três comentários a fazer 1)Dean, menino, pq vc é tão dramático? 2)Ninguém vai me convencer de que o Jared Padalecki não fez luzes no cabelo pra oitava temporada. 3)Vcs já viram aquele episódio da décima temporada que o Dean escuta taylor swift? Estou fascinada. That's all, folks! Até o próximo!