Notas iniciais
Adorei vocês tentando adivinhar o que o Castiel fez nos comentários, haha! Vamos ao capítulo.

Dean largou a bolsa de guitarra no chão e bateu com força sobre a campainha do hotel. A moça virou e se assustou com a súbita aparição e o tom de voz do rapaz.

– Escuta aqui, eu vou lavar toda aquela porcaria de louça e você vai lá retirar a queixa.

– Mas senhor...

– Eu não quero saber, você vai fazer isso e pronto.

– É que...

– Onde está a louça?

– Na cozinha, mas... — Dean arregaçou as mangas e desapareceu pela porta da cozinha do hotel — Ok, então.

Geralmente, quem lavava a louça na casa de Dean (quando alguém lavava) era Sam ou seu tio Bobby. Nunca foi muito prendado nesse sentido, mas achou que não podia ser lá tão difícil. Esfregou tudo muito rápido e com muita força.

Em meia hora, os pratos estavam reluzindo mais que as estrelas.

Dean então foi falar com a moça.

– Como assim você não deu queixa?

– Era só pra dar um susto em vocês, eles não vão prender seu amigo.

– E você só me fala isso agora.

– Desculpa, eu tentei avisar, o senhor não me ouvia.

Sempre acompanhado da bolsa de guitarra, correu para a delegacia. Foi informado de que Castiel estava na sala da delegada.

Bem, pensou, se não tinha queixa nenhuma, eles certamente estavam segurando ele lá por conta da outra coisa, a outra coisa que Dean não sabia. Ainda tinha algum bom dinheiro consigo, já que tinha pagado o hotel puramente em trabalho braçal. Com sorte, ia dar pra pagar a fiança.

Ele provavelmente deve ter roubado alguma coisa. É. Deve ser isso, nada de assassinato. Riu consigo mesmo. Pelo menos era nisso que queria acreditar.

Entrou na sala da delegada.

– Dean! — Castiel acenou. Estava tomando café com torradas enquanto tinha um animado papo com a delegada.

– Então esse é o famoso Dean — ela começou — Achei que você não ia aparecer, mas Clarence apostou todas as fichinhas dele em que você ia.

– Eu tinha uma intuição muito positiva quanto ao Dean, eu te disse, Meg.

Dean não sabia por onde começar a surtar primeiro.

– O q-que... Isso é... Clarence? — gaguejou

– É, sou eu. Meg sempre me chama dessa forma. — deu de ombros — Também nunca entendi.

– É porque você é meu anjinho. — disse ela, colocando a mão suavemente sobre o nariz de Cas, que se afastou com cautela.

– Agora que o Dean chegou, acho que já vamos indo. Foi ótimo encontrar você, Meg, até mais. — Puxou Dean pelo braço, que ainda estava muito confuso para fazer qualquer movimento sozinho.

– Apareça de vez em quando! — ela gritou, enquanto os dois já estavam com os pés fora do prédio.

Andaram um pouco e pararam num banco de praça qualquer. Castiel puxou o panfleto de shows que tinha no bolso e ficou folheando, enquanto Dean terminava de formular frases mais lógicas.

– Você pode me explicar o que foi que acabou de acontecer?

– Nós saímos da delegacia e eu falei "puxa, que cansaço" daí nós andamos e... — Cas respondeu, sem tirar os olhos do panfleto.

– Eu sei! — Dean berrou. Depois, com calma, tirou o panfleto das mãos de Cas para assim ter sua total atenção — Cara, eu lavei louça por você. Eu achei que você tava em apuros!

– Bem, primeiro eu achei mesmo que iam me prender pela coisa do hotel, mas acabou que eu ganhei só uma advertência, nada de mais. E só depois eu encontrei o que eu mais temia naquela delegacia... Meg.

– A delegada?

– Mais conhecida como minha ex-namorada. Eu terminei com ela de uma forma não muito legal. Digamos que ela fosse muito... agressiva. Teve uma vez que ela me amarrou e...

– Entendi. Já chega. — Dean começou a folhear o panfleto. Cas recostou a cabeça na extremidade oposta do banco e se sentiu a vontade o bastante para colocar o all star sujo apoiado no colo de Dean, que até tentou afastá-lo mas acabou desistindo. — Sabe, Cas, é um alívio que isso tudo tenha sido um mal entendido. Por dois segundos eu achei que você tinha sido preso de verdade por alguma coisa.

– Ah, mas eu fui. — Cas disse, sem sair da posição. Dean gelou. — Eu corri pelado uma vez. Era um protesto contra a exploração animal em experimentos científicos. Inclusive, foi nesse dia que eu conheci a Meg. Nunca mais corro pelado de novo.

Dean estava se sentindo um idiota completo. Soltou uma risadinha, e mais outra, e por fim uma risada cheia.

– Do que você tá rindo? Eu quero rir também! — Cas anunciou, sem querer ser irônico nem nada — É alguma coisa do panfleto?

– Não... é que — desatinou a rir de novo. Ria tanto que não conseguia falar.

– Tem um monte de bandas engraçadas nesse panfleto. — Cas levantou-se e se posicionou do lado de Dean, que ainda ria com toda a força — Olha só essa página de bandas emos.

Cas apontou para a página e a risada de Dean parou na mesma hora.

– Meu Deus!

Notas finais
Adoro acabar o capítulo assim, vou fazer isso sempre! HAHAHA Mentira, gente. Não sei se é óbvio ou não o que o Dean viu, mas enfim, até capítulo que vem! o/