Notas iniciais
Um pouco da Isadora no cap.

Assim que entro no apartamento me deparo com Will combatendo uma invasão alienígena do espaço sideral. Acho que ele está em frente à tv a horas. Pelos sacos de batatas fritas e litros de refrigerantes não a duvidas.



Por sorte só é essa área que está uma zona. Jogo minha mala de qual quer jeito na sala.


– Oi Will. — falo por falar sei que ele não vai responder.

Mas ele me surpreende pausando o jogo.

– E ai como foi? — pergunta se espreguiçando.

– Legal, descansei e tenho material para uma vida, mas você não precisa para seu jogo por mim.

Will sorri.

– Parei por mim, tenho que ir ao banheiro. — bom motivo penso vendo-o se levantar.

A bagunça me da certa aflição, mas deixo já que não fui eu que baguncei.

– E o Eric?- indago antes que ele suma banheiro adentro.

– Foi ao Club com a Clara, não sei que horas voltam. — ele responde fazendo cara feia antes de trancar a porta.

Hum! O Club em questão é dos pais do Eric. Um Club de sexo, restrito a afiliados e convidados previamente selecionados. Seus clientes tem um estilo de vida diferente. São praticantes de BDSM*.

A pratica ficou mais conhecida depois que o livro Algema de Seda foi lançado.

Antes de ir para o quarto resolvo fazer uma ligação. A pessoa atende no quarto toque.

– Quem é o infeliz que está me ligando à uma hora dessas? Estou ocupado porra. – afasto o aparelho protegendo meu ouvido da torrente.

– Scott, sou eu José, preciso falar com você. — Scott é meu colega de turma e fotografo.

Ouço conversa ao fundo, uma voz feminina se mistura a dele.

– Rodrigues é bom que essa sua ligação seja importante. — diz ele irritado.

– Um trabalho remunerado é importante para você?

Scott fica em silêncio.

– Quanto? – ele vai logo o ponto.

– Não foi estipulado... — ele começa a resmungar. — calma cara você nem ouviu o resto.

– Então fala logo porra.

– Primeiro você tem que aprender a ter modos, esse seu palavreado não vai te levar a lugar nem um. Sua mãe ficaria decepcionada se ouvisse isso. — falo rindo.

Will sai do banheiro e volta para o seu jogo.

– Vai à merda José, e deixe minha mãe fora disso.

Rapidamente explico sobre o leilão a ele. E que ele terá que dividir o espaço com a Isadora. Os dois tinham se conhecido no Park logo depois que ela e eu nos beijamos. Ainda em Aspen falei com Carrick sobre outro fotografo e ele aceitou.

– Não compreendo se é ela que vai fotografar por que está me chamando?

– Por que vou querer um tempo com ela e se a Isadora não tiver quem a substitua... — não preciso terminar a frase.

– Entendi garanhão, depois me passa o endereço em um horário razoável. –e com isso desliga.

Dou um boa noite a Will que não me responde, rindo sigo para o quarto, tiro os sapatos e me deito na cama do jeito que estou. Como é bom está em casa.

Acordo na segunda ouvindo conversas na cozinha. Deixei a porta do quarto aberta. Levanto e vou ao banheiro fazer minha higiene matinal.

Arrumado e de pose de minha câmera sigo o som das vozes. Encontro. Will, Clara e Eric este último fazendo panquecas.

– Bom dia! Cambada. –digo roubando uma panqueca na pilha em um prato sobre a mesa e me sentando.

Virando a massa Eric olha feio pra mim. Clara vai até ele o abraça.

– Não irrite meu loiro logo pela manhã José, você sabe como ele é sensível. — ela pisca cheia de humor.

Eles trocam um beijo, Will faz que vai vomitar com a cena.

– Antes de sair você vai arrumar a bagunça que você fez na sala, não é?– pergunto ao ruivo.

– Mas é claro mamãe. — debocha.

– Hum.

Clara verifica a hora.

– Droga. Estou atrasada. Pode me dar uma carona José? Eric só tem aula no terceiro tempo.

– Se você não se importar em parar em um lugar antes. — quero falar com a Isadora. Passei o fim de semana pensando nela não vou aguentar esperar até à tarde.

– Sem problema, não chegando depois do treino das lideres não me importo. — diz dando um beijo rápido em Eric. — te vejo mais tarde amor. – e não é uma afirmação e sim uma ordem.

A resposta de Eric e observá-la ir fascinado.

Meu amigo é um sub e ostenta seu status usando uma tira de couro no pescoço com o nome da Clara. Mostrando que ele pertence a ela. Quem não sabe que ele é sub, pensa que a tira é uma forma de agradar a namorara. Antes de saber a verdade era isso o que Will e eu pensávamos.

– Feche a boca Eric. – digo rindo antes de sair.

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Pov Isadora.

Ontem tive que retornar ao hospital de Seattle para mais uma seção de quimioterapia.

Por sorte depois de cada seção posso voltar para casa. E como não queria ficar mais tempo na casa da minha mãe, hoje cedo resolvi pegar a estrada com Lancy meu enfermeiro e amigo.

Meu corpo inteiro reclama. Sinto dores em todos os lugares. Minha garganta assemelhar-se a uma lixa. Já coloquei tudo para fora, mas ainda sim sinto náusea.

E para piorar o carro não ajuda mesmo com a estrada sendo um tapete. Lancy olha para mim pendido desculpa.

Odeio hospitais, e há quatro anos frequento-os em uma base regular. Desde os quinze que enfrento exames e cirurgias. É extenuante, no entanto nunca desanimei.

E há algumas semanas minha vontade de viver ganhou uma nova força um novo folego.

José Rodrigues.

Estou apaixonada e acho que ele gosta um pouco de mim o nosso beijo no Park é um indicio. Só que em um momento de medo pedi a ele que não se apaixonasse.

Senti medo de que ele não me queira quando descobrir que sou toda ferrada**

Hoje eu tenho aula com ele, seria tão bom velo depois desse fim de semana, mas infelizmente não posso meu corpo não aguenta esforço depois de uma quimio, já sinto frio. Vou ter que dar uma desculpa qualquer.

Abro os olhos assim que Lancy para na frente de casa.

– Chegamos querida. — ele toca meu braço com delicadeza. — avisei a meninas que estávamos chegando.

Saindo do carro, Lancy da à volta e abre a porta pra mim.

– Não Lancy! Pode deixar vou andando. — me recuso a sua ajuda.

– E correr o risco da senhorita desmaiar como da ultima vez? Nem pensar, vou levá-la é meu trabalho e um prazer. — beija o topo da minha cabeça e me pega no colo.

Acomodo-me em seus braços. Desmaios, náuseas e queda de cabelo são algumas reações que sofro devido à quimio. Por causas dos desmaios que não são recorrentes fui proibida de aprender a dirigir. Sorte dos transeuntes e transtorno para os meus amigos que tem que me levar a todos os lugares.

É frustrante ter que sempre que depender de terceiros para me fazer quase tudo. Não posso trabalhar ajudar em casa. Todos me colocaram em uma bolha.

Mas estou tento rompe-la depois que conheci o José. Ele é meu sopro de felicidade, mesmo quando está irritado.

Quando estamos entrando ouço som de um carro contando pneu, tento ver, mas Lancy fecha a porta com o pé.

Assim que escorrego para o chão minhas a amigas me cercam querendo saber como estou.

– Banheiro. – é minha única respostas.

Elas me dão espaço, corro para o banheiro e enfio a cara no vaso sanitário. Meu corpo inteiro treme.

Fantiny aparecesse e com carinho seca minha testa com uma toalha úmida.

– Quer gelo?

– Não. — respondo arfando.

Ela morde os lábios sinal que andou pesando.

– Você não pode ver o fotografo hoje seu corpo não...

– Eu sei. –digo em um lamento.

– Você gosta dele não é?- da porta minha outra amiga Mila pergunta.

Eu coro.

– Sim, até emburrado ele é lindo. — digo achando estranho ter essa conversa justo no banheiro.

– Há nossa menina esta crescendo. – diz Zoe na porta ao lado de Mila e não sou mais velha que ela. — Devíamos comemorar. –Zoe é a festeira do grupo. Mila e Tiny olham azedas para Zoe . — mas depois que o efeito da quimio passar.

Rimos dela. Lancy e Tiny me lavam para cama e me embrulham com todos os lenções que encontram. Antes de apagar peço.

– Mandem uma mensagem para o José, por favor, e digam que não posso encontra-lo hoje. -assim ele não vem aqui ou fica me esperando em vão no estacionamento da universidade.

Queria tanto vê-lo. É meu ultimo pensamento antes de apagar.

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Estaciono do outro lado da rua próximo à casa da Isadora. Estou ansioso.

– Espere aqui voltou em um minuto. – digo a Clara.

No entanto antes que saia do impala. Um carro estaciona na frente da casa da Isadora e um homem sai, da à volta no automóvel e com cuidado retira alguém de dentro. Reconheço os cabelos curtos e meu coração afunda. Ela se aconchega a ele, como se ali fosse seu lugar.

Aperto o volante, aponto de minhas juntas ficarem brancas. Sinto tocarem meu ombro.

– Não tire conclusões precipitadas, José. – Clara me aconselha. Desde que conheci a Isadora, ela é um assunto recorrente entre meus amigos e Clara.

Olho para ela perturbado.

– Não estou tirando nem uma conclusão eu estou vendo... eu inferno sou um idiota só por que a beijei não significa que ...- que ela se interesse por mim.

Grande José.

– Não vai falar com ela?

Bato no volante com raiva.

– Sabe por que vim aqui Clara? Por que senti falta da Isadora, mas pelo visto ela não sentiu a minha. — ranjo os dentes sinto meu coração oprimir. — Estou farto de gastar de quem não gosta de mim. Porra.

– Eu não acho que seja isso que...

Lhe dou um sorriso sarcástico.

– Se ali fosse o Eric o que você pensaria?

Ela sorrir enganosamente meiga.

– Não pensaria nada José, por que a mulher nos braços dele seria eu.

Ela diz isso com confiança o que me da mais raiva. Ligo o carro cantando pneu. Sigo para o campus.

Estou sego de raiva. Tanto que não sei como estacionei.

– Não fique assim, se o que você viu é verdade a culpa é sua por ter demorado em marcar território. — ela ajeita a bolsa nos ombro e abre a porta.

– Não sou um animal. — resmungo.

Ela abre a boca para responde porem faço sinal que ela espere, sinto meu celular vibra uma mensagem. É da Isadora.

“ Olá.

José! Houve um imprevisto e infelizmente não poderei me encontrar com você hoje na universidade. Amanhã prometo que compenso.

“Isadora.”

Suspiro fundo me controlando.

“Não se apaixone por mim” ela me avisou e eu não a ouvi.


Continua...


Notas finais
OI

O livro Algema de seda existi ao contrario de 50 tons não fui com a cara dele. Mas como queria por algo como referencia ele foi o escolhido.

* O José não é tão ignorante assim, quanto ao assunto.

** Lembrei das novelas Mexicanas.

Gracy o brigada pelo comente. A Elena não sabe o que a espera.

um chero