José Rodrigues: Mi Corazón.
11 Elos.
O Sr Rodrigues está aborrecido comigo. Assim que entramos na propriedade dos Grey sou praticamente arrastado paro o quarto onde estou instalado. Meu pai tranca aporta e se senta em uma poltrona de frente para mim.
– Então hijo?- ele me encara os braços cruzados.
– Então o que papa?- sento na cama me fingindo de desentendido.
– Por que não me contou sobre essa moça, hijo? Pensei que ainda a estivesse interessado na Ana. — a preocupação dele me quebra.
Impaciente passo a mão no rosto.
– Não contei da Isadora por falta de tempo Sr Rodrigues. E pai ainda a amo a Ana, mas meus sentimentos estão mudando e aqui dentro ainda está meio confuso — toco o meu peito. — e a responsável é a Isadora. Só que ando com tanta sorte com mulheres que ela não quer nada comigo. — lamento.
Ele levanta e vem até mim capengando um pouco
– E qual é a razão dela não se interessar?
– Não sei. Ela pediu para não me apaixonar. — só que aos poucos fui pego pelos seus encantos e me amarei sem perceber.
– E o que você vai fazer sobre isso?
O que vou fazer? O que todo homem apaixonado faz.
– Vou lutar por ela pai. — digo determinado.
O sorriso dele vai surgindo aos pouquinhos e chegando aos olhos tanto que as rugas em torno deles se unem.
– É assim que se fala, por um tempo fiquei preocupado que você não se esquecesse da Ana, mas agora. Quero conhecer essa jovem. — ele aperta meu ombro.
– E vai assim que a convencer a ficar comigo. — digo rindo.
– Não duvido. Sabia que conquistei sua mãe na insistência? Ela dizia que não queria saber de um militar, mas insisti tanto que um dia ela cedeu. –ele diz com um sorriso saudoso.
Meus pais se amavam. Nunca presenciei uma brigar entre eles. Se isso acontecia era entre quatro paredes. Mas as demonstrações de amor eram escancaradas.
– O senhor ainda pensa nela na mamãe?- ela se foi há dez anos talvez...
Os olhos dele desfocam nostálgicos.
– Sempre, ela foi o meu primeiro amor, e me deu o segundo, você. — emocionado ele da um tapinha em meu rosto. Depois tose. – Já estou indo. — diz e me abençoa.
Vejo o partir, antes de fechar a porta ele sorri para mim e se vai. Vou pra cama sem me alimentar, tenho muito para pensar.
É domingo e parece que sou o ultimo a levantar. É quase meio dia. Hoje à noite vamos embora.
Encontro Ethan largado no sofá. A lareira está acesa.
– Bom dia. –digo.
Seu único movimento e levantar o braço do rosto amassado de sono.
– E ai Antônio, bom dia. – boceja.
– Onde está todo mundo?
– Os velhotes se não me engano na cozinha. — ele ri. — os outros eu não sei.
Agradeço. Dirijo-me o pra lá. Encontro meu pai, Ray e Carrick ao redor da mesa de jantar em um acalorado e bem humorado debate sobre os Sounders e o Real Salt Lakes. Carrick é fã do Real ou só não quer ficar de fora da discussão.
Sem fazer alarde de minha presença, vou até o balcão e me sirvo de uma xícara de café. Distraio-me pensando na Isadora e seu sorriso constante.
–... Pergunte ao José. — meu pai da pela minha presença.
Pego de surpresa levantando as mãos em rendição. Por sorte já tinha terminado o meu café
– Opa! Não sei de nada não vi nada. Me tirem fora dessa.- digo na intenção de fazer graça.
E consigo os três desatam a ri.
– Calma agaroto, o Carrick só quer saber se você quer participar do leilão que acontecerá no sábado. — informa meu pai.
– Leilão?
– É para caridade todos os anos meus pais realizam um na casa deles. — diz Christian entrando pelas portas dos fundos com Eliot logo atrás. -As pessoas doam o que podem, um dia no SPA...
– Uma semana aqui em Aspen. – Eliot diz, os dois troncam um olhar cumplice. Carrick e Eliot riem.
Acho que é uma piada interna, então deixo para lá. Eles querem que eu doe algo. Sinto-me o primo pobre que vai visitar o parente rico e não tem nada para dar em troca da hospitalidade.
– Uma seção de fotos para um book seria aceitável?-é a única coisa em que posso pensar.
– Pensei que você não fizesse fotos pessoais. — Christian me lança um olhar estranho.
– E não faço, as da Ana foram uma exceção. — deve ser por isso o olhar dele, eu não sei qual é o problema ele comprou todas as fotos dela. — e como é para caridade...
– Obrigado pela contribuição, José. — diz o Grey pai. — estava penando em contrata-lo para ser o fotografo oficial no nosso evento, se você aceitar será bem remunerado.
Deus. Ok é uma ótima oportunidade. Mas me contento só em doar o book. No entanto pode ser uma forma de certo alguém mostrar que minhas aulas estão sendo aproveitadas.
– A Isadora pode fazer isso em meu lugar confio plenamente na capacidade dela.
Todos me olham.
– Ceder uma oportunidade dessas. Isso é que é paixão. – comenta Ray ao meu pai.
– Ela o deixou de quatro. — responde meu pai sério.
Droga. Para que fui abrir a boca?
– Será que ela é loira? Você sabe o que as loiras fazem. — Ray coça o queixo pensativo. Eliot ri concordando.
– Isadora é morena. – Christian contribui sorrindo de canto.
Estreito os olhos em sua direção. Por que ele não podia ficar calado como faz na maior parte do tempo? Ele só da mais corda aos dois.
Ray e Sr Rodrigues trocam um olhar cumplice. Eu rolo os olhos. Meu pai cheio de humor, mas fingindo zangar-se me olha torto.
– Você não poderia ter se interessado por uma ruiva? Tinha que ser uma morena, garoto?
Olho feio para eles.
– Os coroas não tem ninguém melhor para atazanar não?- indago chateado.
– Acho que o Ethan ainda está dormindo, então não. — Ray ri.
Levo as mãos ao alto.
– Paciência senhor.- suplico.- ou vou estrangula-los.
Eles desatam a ri até Christian os acompanha. Isso chama a atenção de Ethan na sala. Ele aprece coçando a cabeça.
– Qual é da graça?- pergunta olhando de um a outro.
– Absolutamente nada. – respondo antes que alguém o faça.
– O José está de quatro pela Isadora tanto que ele não registrará o leilão de sábado, para da vez a ela. — Eliot fala se divertindo a minhas custas.
Senhor! Estou cercado de fofoqueiras. Ethan parece impressionado.
– Nem uma palavra. – ameaço antes que ele abra aboca.
Ele sorri.
– Rapaz de onde essa mulher saiu para te deixar assim?
– Do Brasil.- respondo sem prensar.
Ethan assobia alto.
– Belo país, as mulheres de lá são... — ele para se dando conta do que ia falar.
Carrick, Christian e Eliot olham para ele atentamente. Christian com cara de quem vai comê-lo vivo. É minha vez de está por cima.
– Então, continua. — provoco.
– É Ethan a Mia vai adorar saber dessa conversa. — Eliot fala malicioso.
Ethan engole em seco.
– Só falo na presença de um advogado. — cruza os braços.
Dando um passo na direção do loiro. Carrick estende a mão.
– Prazer, advogado.
Ninguém aguenta caímos na risada.
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Pov Elena.
Encontrar o Sr Rodrigues — garoto insolente, do jeito que gosto, esses são os melhores. Moldáveis. — foi mais fácil do que imaginei. Tenho em mãos todos os seus dados. Christian aprendeu isso comigo.
Tudo o que faço é por ele. Christian Grey. Meu menino.
Christian sempre foi o meu predileto, respondia as minhas ordens como nem um outro. Era estimulante e prazeroso estarmos juntos. Só que ser submisso não combinava com sua aura escura e ele se tornou um Dom. O melhor. Moldado por mim.
Ele se tornou o que é hoje com minha ajuda e os meus conselhos. E então ela entrou na sua vida e o transformou nesse homem fraco, apaixonado. E agora Christian será pai. Lastimável.
Anastácia me tirou o meu menino e o virou contra mim. Agora vou virar alguém de quem ela se importa contra ela. Essa garota não sabe que a espera. Será que ela vai gostar de receber o troco? Olho por olho não é o que dizem?
José Rodrigues será meu novo submisso. Vou quebra-lo, moldá-lo, torná-lo meu.
Com passos cadenciados encaminho-me para a sala de jogos. Uma aura de poder me domina. Estou no meu elemento aqui sou senhoria e rainha. O meu cachorrinho está na posição. Pego o chicote em cima do criando mundo me encaminho até meu brinquedo que está de cócoras.
É esse indivíduo que vai promover meu encontro com o José, e realizar minha vingança. Depois disso Christian voltará a ser meu.
Com leveza passo a ponta do chicote nas pernas do meu brinquedo.
– Leith, meu animal de estimação*, soube que foi muito levado, pronto para receber seu castigado?- sussurro roçando os seios em suas costas é o único contato de pele que permito que ele sinta.
Ele geme e treme. Levanto. Ele gozou sem minha autorização. Impiedosamente solto o chicote nele que grita de satisfação e me deleito com tal som.
Quero ouvir esses gritos deliciosos, mas vindos do José.
E vou ouvir.
Continua...
Notas finais
Será que a Elena vai conseguir o que quer?
No sábado (na fic) vai ocorrer o leilão até lá os capítulos serão marcados com os dias da semana.
Um chero pra todo mundo.
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